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Boa noite, eu sou o Ricardo Lopes, são duas da manhã, hora de atualizar toda a informação na Rádio Observador. Começamos com a missão Artemis 2, que foi concluída com sucesso, realizou o splashdown, a amaragem, há menos de uma hora, à 01h07, amarou no Oceano Pacífico, na costa de San Diego, na Califórnia. Neste momento, os astronautas ainda estão dentro da cápsula, vão ser transportados para um navio onde serão submetidos a diversos exames médicos. Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen regressam assim ao planeta Terra depois de 10 dias de missão no espaço. Foram até ao lado oculto da Lua a bordo da nave espacial Integrity, a mais de 400 mil quilômetros da Terra, o mais longe que a humanidade já esteve longe de casa. Aqui na Rádio Observador acompanhámos em direto este momento histórico com o astrónomo José Augusto Matos, que destaca o sucesso de toda a missão e deste momento mais crítico no regresso à atmosfera terrestre. Vamos ouvir o testemunho de José Augusto Matos no próximo jornal das 3h00. Olhamos agora para a guerra no Médio Oriente. Donald Trump garante que os Estados Unidos vão abrir o estreito de Ormuz, com ou sem os iranianos. Afirma ainda que é uma condição essencial, que representa 99% do acordo, o Irão não pode ter nenhuma arma nuclear. Para o presidente norte-americano, já houve mudança de regime do país, embora rejeite ter essa medida como critério. Foi em declarações aos jornalistas na base militar de Andrews, no estado de Maryland. Trump voltou ainda a defender que a capacidade militar iraniana foi neutralizada. As negociações de alto nível entre Washington e Teerão, previstas para este sábado em Islamabad, devem combinar contactos diretos e indiretos entre as duas delegações, pelo menos é o que adianta a CNN. As duas partes vão começar por definir a agenda das negociações através de contactos mediados pelo Paquistão, antes de avançarem mais tarde, mas ainda no mesmo dia, para encontros presenciais entre as delegações. Entretanto, os Estados Unidos da América estão também a reforçar a presença militar no Médio Oriente, em véspera das negociações com o Irão. Apesar de todos os preparativos e da chegada de uma delegação iraniana ao Paquistão, os Estados Unidos continuam a reforçar o dispositivo militar no Médio Oriente. É o que avança o The Wall Street Journal. Foram recentemente enviados caças e aeronaves de ataque para a região. A mesma fonte indicou ainda que entre 1500 a 2000 militares poderão ser destacados já nos próximos dias. Há momentos soaram as sirenes no norte de Israel, na sequência de ataques do Hezbollah. O grupo confirma que apontou posições israelitas no sul do Líbano. As sirenes de alerta foram acionadas em Kiryat Shmona e nas áreas circundantes. Em causa, foguetes lançados a partir do Líbano, atribuídos à responsabilidade do Hezbollah. A população local mantém-se em estado de alerta permanente. Até o momento, os serviços de emergência israelitas não reportaram quaisquer feridos na sequência dos ataques. Apesar das negociações acordadas e dos pedidos do governo libanês e da administração Trump, Israel recusa cessar-fogo com o Hezbollah. Numa primeira conversa telefónica com o homólogo libanês, o embaixador israelita nos Estados Unidos afirma que Israel não pretende cessar os ataques contra o Hezbollah. É o que se pode ler num comunicado citado pelo The Times of Israel. Isto apesar do acordo alcançado para o início de negociações formais na próxima terça-feira, que vão decorrer em Washington, DC. Na Europa, a Hungria vai a eleições já no próximo domingo e Donald Trump promete ajuda económica ao país, aos húngaros, caso Viktor Orbán volte a ser eleito. O presidente norte-americano diz estar pronto para usar todo o poderio económico norte-americano para fortalecer o país, se a extrema-direita de Orbán ficar no poder. Nas redes sociais, Trump considera que o atual primeiro-ministro húngaro é sinónimo de prosperidade no futuro. No poder desde 2010, Orbán enfrenta agora, este domingo, um teste de fogo, uma vez que parte nas sondagens atrás do líder da oposição, mais próximo dos desígnios da Europa e mais afastado desta tendência pró-russa do atual chefe do governo. Passamos para Portugal. António José Seguro deixa um recado ao governo: está em falta e é devido ao país um relatório que explique o que verdadeiramente aconteceu no comboio das tempestades no início deste ano e promete manter-se vigilante relativamente à reconstrução da zona centro depois das consequências do mau tempo. No âmbito da iniciativa Presidência Aberta, ontem, na Marinha Grande, António José Seguro alerta que não pode ficar tudo na mesma. Vasco Maldonado Correia.
Ao fim de cinco dias a saltar de concelho em concelho pela região centro, a avaliar os estragos da depressão Christine, António José Seguro conclui:
"Não podemos pensar que tudo já passou".
E se tudo continua na mesma, o presidente da República vai continuar a bater na mesma tecla.
"As consequências desta tempestade ainda persistem e a minha vigilância em relação aos apoios e à necessidade do país, em particular do Estado, tirar daqui ilações, também vai continuar".
E para clarificar:
"O Estado não estava preparado para uma devastação, um comboio de tempestades desta natureza. E, portanto, nós quando dizemos que é preciso tirar ilações desta situação, é preparar o Estado para responder melhor".
Depois da reunião de balanço da Presidência Aberta, que contou com a presença do ministro da Economia e da Coesão Territorial, sai novo recado com o governo como destinatário.
"Não podemos continuar a passar o tempo sem que tenhamos um documento também que explique verdadeiramente o que é que se passou
Nestes dias finais de janeiro e também nos dias iniciais de fevereiro. É impossível tirar ilações se não soubermos corretamente o que é que correu bem, o que é que correu mal, quais foram os apoios e os meios que chegaram mais tarde.
De resto, o presidente continua em modo acelerador.
É preciso acelerar apoios, clarificar medidas e adequá-las a realidades muito concretas.
E mostra-se preocupado com os meses mais quentes que estão já aí à porta.
Há muitas árvores caídas nas florestas, ainda há muitos caminhos que estão obstruídos, há muito material combustível.
A pensar nos incêndios do verão, mas ainda preocupado com o mau tempo do inverno, António José Seguro vai promover uma reunião com especialistas na próxima quinta-feira, no Palácio de Belém. António José Seguro, que esteve ontem na Marinha Grande e deixou uma mensagem clara, quer que as populações da região Centro não fiquem esquecidas depois da tempestade. Mais três dias de férias, consoante a assiduidade do trabalhador, foi um ponto da negociação entre a UGT e o governo, em que o executivo acabou por ceder. E há outros pontos de aproximação, é o que revela Sérgio Monte, secretário-geral adjunto da UGT, entrevistado aqui na Rádio Observador, mas há outros consensos, para já verbais.
A questão da jornada contínua, que é outra questão que tem dado aqui alguma controvérsia. A jornada contínua, a redação que está na proposta que nos foi entregue é taxativa. Trabalhadores com filhos até aos 12 anos e a jornada contínua depende do acordo com o empregador. Houve uma proposta, verbal também, que permitia, eventualmente, que trabalhadores com filhos até aos oito anos pudessem ter a jornada contínua, não dependendo do acordo do empregador, mas sim da vontade do trabalhador.
Há, no entanto, matérias em que os parceiros sociais ainda não se entenderam, mas a UGT diz que continua disponível para negociar. Está marcado também um novo encontro entre o governo e as confederações patronais para a próxima segunda-feira. Sobre este tema, o presidente da República, que tem pressionado para que exista um acordo, também quer receber os parceiros sociais em Belém. É o ponto final neste jornal das duas da manhã. A informação está de regresso às 14h30 com a síntese de notícias. Até já.