A Vodafone não concorda com a decisão da Comissão de Avaliação de Segurança de obrigar à retirada de componentes fornecidos pela Huawei na rede de transporte das comunicações móveis (WDM – Wavelength Division Multiplexing ou Multiplexação por Divisão de Comprimento de Onda).

A decisão acaba por apanhar todos os operadores que têm de mudar esses componentes. A Vodafone já começou a fazer essa alteração, embora discorde de que essas partes da rede comportem riscos de segurança.

Num encontro com a comunicação social, Luís Lopes, presidente da Vodafone Portugal, recusou-se a dar muitas informações sobre o processo, mas admite que contestou a decisão nos fóruns competentes. “Não decidimos se vamos para Tribunal”, diz o responsável. A Meo já avançou para tribunal para pedir o ressarcimento ao Estado pelos 82 milhões de danos que diz ter sofrido, conforme avançou o Público.

O denominador comum a nível europeu foi o obrigar a retirar componentes Huawei no core da rede móvel e nas componentes de rádio. Alguns países, como foi o caso de Portugal, resolveram estender a obrigatoriedade à rede de transporte que, na consideração de Luís Lopes, “não tem o mesmo grau de risco”. Além disso, há poucos fornecedores, por isso os operadores — e as redes — ficarão dependentes de um único fornecedor.

A troca de equipamentos já tem vindo a ser feita, progressivamente, mas Luís Lopes alerta que isso tem implicações no serviço, que tem de ser suspenso quando se está a efetuar essas alterações. A Vodafone recusa dizer o investimento que tem de fazer para cumprir essa determinação.