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São duas horas. As notícias com Teresa Freire.
Boa noite. A seleção nacional portuguesa. Roberto Martínez diz que apesar do barulho em torno da seleção, a equipe está preparada para vencer o Uzbequistão. Na conferência de imprensa, dando visão à segunda jornada do Campeonato do Mundo, o selecionador português assumiu que o empate com o Congo foi um gatilho importante para o grupo português.
O foco no balneário é mostrar responsabilidade, mostrar atitude, ter tudo aquilo que um jogador na seleção precisa e querer autocrítica para melhorar e estar prontos. E é isso que percebo no balneário. Estamos focados, estamos muito fortes e posso dizer que agora o grupo está mais unido que antes de chegar ao mundial. É um processo, são já 22 dias de trabalho e o barulho não entra no balneário, posso dizer isso.
Roberto Martínez, que referiu também que o barulho em torno da equipe portuguesa é comum, mas considera que nem tudo foi justo.
Eu acho que não podes contestar em geral o barulho. Há barulho, sempre há barulho, bom barulho, há boas críticas no futebol. Quando não atinges o resultado, é normal ter críticas. Eu não espero rosas depois de empatar no primeiro jogo, mas há muito barulho que não é justo, há muito barulho que não é certo, há muitos aspectos que não fazem sentido, mas é certo que é importante nesses momentos difíceis, que é onde realmente nascem as equipes campeãs, saber quem está com a seleção e quem não está.
Destaques da conferência de imprensa de Roberto Martínez, o selecionador nacional diz ainda que espera um adversário difícil no jogo com o Uzbequistão, mas diz que é bom entrar bem no jogo. Destaque ainda para a Noruega e o Senegal, que jogam neste momento. O jogo do grupo I está a ser acompanhado pelo jornalista Martim Madeira. Martim, ainda não demos os 11.
Vamos a isso então, vamos a esses 11 do Noruega-Senegal, jogo que já vai no intervalo, mas devido também à conferência de imprensa do Roberto Martínez e ao jogo do França-Iraque, não conseguimos dar ainda esses 11. Então a Noruega alinha-se num 4-3-3, a equipe de Solbakken está num 4-3-3, na baliza está Nyland e depois na defesa do lado direito estava Riersen, que entretanto já foi substituído por Marcus Pedersen. Entrou este jogador para a lateral-direita, Marcus Pedersen, que também marcou o gol da Noruega. Depois os dois centrais são Ajer e Eggen e no lado esquerdo está o Ørjan Holm como lateral. Depois os três do meio-campo, no lado direito está o capitão, o número 10, Martin Ødegaard. Depois está Sander Berge, o jogador que também jogou contra o Sporting, o jogador do Bodø/Glimt, e no lado esquerdo Frederik Aursnes. Já os três da frente: no lado esquerdo está Antonio Nusa, já no lado direito Alexander Sørloth, que está na posição de extremo-direito, mas que certeza faz uma posição também de segundo avançado com Erling Haaland, que está na frente, este número nove e figura central desta equipe da Noruega. Já o Senegal está alinhado num 4-2-3-1. Na baliza está Edouard Mendy, depois os quatro da defesa, no lado direito está Diatta, no lado esquerdo Diouf e os dois centrais são o número três e capitão Koulibaly e o número 19 Niakhaté. Depois os dois do duplo pivô é Idrissa Gueye e Papa Gueye, dois jogadores com o mesmo nome, não estão relacionados. E depois também no número 10, apesar de não ser o número 10, é o número oito, mas na posição número 10, médio centro ofensivo, está Lamine Camara. Este é o meio-campo do Senegal, um meio-campo também que é muito bom e muito físico. Depois, os três da frente, no lado direito está Ismael Sassae, no lado esquerdo, uma das referências deste Senegal, o número 10, jogador do Al-Nassr e colega de Cristiano Ronaldo, Sadio Mané. E na frente, número 11, jogador que esta época esteve emprestado ao Bayern de Munique, mas é do Chelsea, Nicolas Jackson está na posição da frente deste Senegal. Este jogo está a vencer a Noruega. O gol foi marcado, como disse, por Marcus Pedersen, Marcus Pedersen que entrou a conduzir a bola pelo lado direito, junto à meia-lua, conseguiu fintar um dos jogadores do Senegal, entrar ainda mais dentro da área, foi perseguido por três jogadores do Senegal e rodeado por três, junto ao bico do lado direito da pequena área, sem qualquer ângulo, conseguiu arrematar com um remate muito potente. Edouard Mendy ainda toca na bola, mas a bola acabou por entrar e fez assim o primeiro e único gol deste jogo. Também um gol que vai para a Noruega, que em caso de vitória, fica em segundo lugar deste grupo. E por agora, a segunda parte já iniciou. Vamos nos 46 minutos, Noruega um, Senegal zero.
Martim Madeira, com os destaques deste jogo. Antes houve mais uma partida deste grupo I. A França venceu ao Iraque por três bolas a zero, num jogo que durou quatro horas, devido a uma pausa que houve devido às condições meteorológicas. Passamos à atualidade nacional. Sobre a reforma laboral, André Ventura diz que o primeiro-ministro desautorizou a ministra do Trabalho no que toca à idade da reforma. Em entrevista à CMTV, o líder do Chega afirma que a ministra Maria do Rosário Palma Ramalho admitiu uma eventual descida da idade da reforma para trabalhadores por turnos.
A senhora ministra do Trabalho, acho que não cometo nenhuma inconfidência, aliás, foi uma das razões pela qual a negociação avançou
Assumiu que, entre as várias coisas que estava a negociar com o Chega, havia a descida da idade da reforma para os 65 anos ou 40 de descontos para os trabalhadores por turnos, que tivessem uma longa carreira contributiva por turnos. Mas depois o primeiro-ministro desautorizou a ministra do Trabalho e disse que, afinal, aquilo que se tinha dito ao Chega já não podia ser feito.
André Ventura, que diz ainda que apenas na quinta-feira à noite, na véspera da votação, é que o primeiro-ministro assumiu que afinal não queria mexer na idade da reforma, uma das principais exigências do Chega para viabilizar a proposta de lei. Já o PCP diz que o governo não aprendeu a lição com o chumbo da reforma laboral. O secretário-geral do Partido Comunista participou esta segunda-feira numa marcha em Lisboa, convocada pelo PCP, para assinalar o chumbo da proposta laboral do Parlamento. Em declarações aos jornalistas, Paulo Raimundo diz que o governo começou a cavar uma derrota social e política com a legislação laboral.
Pena o governo não ter aprendido com a lição. E, portanto, se o governo insistir, de forma em bloco ou às fatias com o pacote laboral, vai ter o mesmo desfecho que teve durante este último processo. Começou a cavar a sua derrota social e política com o pacote laboral. Se quiser insistir, vai abrir ainda mais o buraco.
Numa referência ao partido liderado por André Ventura, Paulo Raimundo defendeu ainda que a mobilização dos trabalhadores foi de tal forma intensa que obrigou alguns a decidir fazer o que nunca desejaram alguma vez vir a fazer. E o Bloco de Esquerda pede a saída da ministra do Trabalho, depois do chumbo deste pacote laboral. Uma exigência de José Manuel Pureza, depois de uma audiência com o presidente da República esta segunda-feira à tarde. O líder bloquista reage assim ao anúncio de Maria do Rosário Palma Ramalho, que no congresso do PSD deixou claro que ainda não desistiu de aprovar a reforma do Código do Trabalho.
Uma ministra que apostou tudo, com o patrocínio do primeiro-ministro, em fazer do pacote laboral o seu legado ao país, diante da derrota, que já era uma derrota face aos sindicatos, que já era uma derrota face à opinião pública, acrescenta uma derrota face ao Parlamento, não tem outra alternativa senão procurar outro trabalho.
José Manuel Pureza, depois da reunião com o presidente da República, acusa também o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, de estar a atrasar o processo da revisão constitucional para favorecer um eventual entendimento entre Chega e PSD. Também esta tarde, no Palácio de Belém, o presidente da República condecorou o antigo presidente do Tribunal Constitucional com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo. António José Seguro elogia o papel de José João Abrantes em alturas difíceis para o Palácio Ratton.
Eu próprio, ainda com curto mandato como presidente da República, fui testemunha direta dos contributos relevantes que prestou ao longo desse percurso, em especial num momento particularmente singular e desafiante da vida da instituição, que exigiu ponderação, firmeza e elevado sentido de responsabilidade.
O elogio deixado pelo presidente da República. José João Abrantes liderou o Tribunal Constitucional sem que todos os lugares de juiz estivessem preenchidos durante vários meses. Agora, na hora da saída, fala num sentimento de dever cumprido.
O cargo de presidente do Tribunal Constitucional trouxe-me uma honra enorme, a maior de toda a minha vida profissional, mas trouxe-me também pesadas responsabilidades. Espero ter conseguido estar à altura dessa honra e dessas responsabilidades. Aqui neste tribunal aprendi muito, inclusivamente sobre mim próprio, nestes seis anos. Saio com a consciência do dever cumprido.
José João Abrantes, que foi condecorado pelo presidente da República. Vamos ainda à atualidade internacional. Donald Trump diz que apesar de o Irão ter um presidente, ninguém quer assumir o cargo no país. Masoud Pezeshkian é presidente do Irão desde 2024, nunca renunciou às funções. Numa conversa com os jornalistas na Sala Oval, Donald Trump voltou a afirmar que a primeira e segunda vagas de liderança iraniana já desapareceram.
Eu ouço dizer: "Eles estão em ótima forma". Não, já se foram. E o primeiro nível de líder deles também já se foi. O segundo nível de líder deles já se foi. Quem é que quer ser presidente? Eu não quero. Ninguém quer ser presidente. E depois temos de ler que eles estão muito bem. Estão muito mal. Entretanto, estamos a bater recordes. Temos a economia mais forte que já tivemos.
Donald Trump, que quanto às negociações com o Irão, reiterou que estão a ser fantásticas. Já sobre o Estreito de Ormuz, o presidente norte-americano diz que está totalmente aberto e assegura que nunca saiu tanto petróleo pelo canal. É o ponto final neste jornal das duas da manhã. A informação está de regresso às duas e meia.