Os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica vão estar em greve nos dias 19 e 20 pela valorização da carreira e, no primeiro dia, vão concentrar-se junto à residência oficial do primeiro-ministro, em Lisboa.
Convocada pelo STSS — Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das Áreas de Diagnóstico e Terapêutica, esta paralisação associa-se, no dia 20, à greve nacional da administração pública, convocada pela Frente Comum.
Entre os motivos, os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica apontam a revisão da tabela salarial, a atribuição de 1,5 pontos, por ano, no sistema de avaliação de desempenho específico destes profissionais e a regularização dos retroativos devidos, assim como a contratação de mais profissionais.
Reivindicam ainda a contabilização de todo o tempo de serviço anterior à transição para a carreira especial (incluindo contratos a termo e “falsos recibos verdes”), igualando as regras de descongelamento e progressão entre os contratos individuais de trabalho e os contratos em funções públicas, com efeitos a 2018.
Em comunicado, o STSS lembra que “continuam por resolver matérias essenciais”, como uma valorização salarial digna, eliminação das desigualdades face a outras carreiras da administração pública, manutenção integral dos pontos acumulados e regularização dos pontos e retroativos por todas as Unidades Locais de Saúde e Institutos.
Serão assegurados serviços mínimos, designadamente nos locais que laboram 24 horas/dia, sete dias por semana, com equipas idênticas às definidas para os domingos.
[Duarte Lima chega ao Brasil 45 horas antes de Rosalina Ribeiro ser assassinada. Tinha encontro marcado com a milionária no Rio de Janeiro mas aterra em Belo Horizonte. Na reconstituição dos movimentos dele, a polícia percebe que o advogado nunca usou o telemóvel pessoal no Brasil. Mas foram detetados contactos a partir de dois telefones portugueses e um suiço. Um deles liga várias vezes para a casa da milionária. Já pode ouvir o terceiro episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]
Também serão assegurados serviços mínimos aos doentes oncológicos que estejam em tratamento de quimioterapia e radioterapia iniciado antes da greve ou, em início de tratamento, desde que classificados como de nível de prioridade 4, bem como aos que tenham cirurgias programadas de nível 3.
Os serviços mínimos aplicam-se ainda aos doentes em situação clínica de alimentação parentérica programada antes do pré-aviso de greve, bem como às situações urgentes que se verifiquem e estejam devidamente fundamentadas pelo médico prescritor.
A greve começa às 00h00 do dia 19 e termina às 24h00 do dia 20 de novembro.