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Duas horas. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. O Júri Nacional de Exames e o Educa, o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação, garantem que as pautas completas já estão prontas e que serão afixadas a partir deste domingo. Num comunicado enviado às redações, é ainda esclarecido o universo de alunos que ficaram com a nota em suspenso. O ministro da Educação tinha dito que eram centenas, o líder do PS e os diretores das escolas falavam em milhares. O número oficial agora revelado é de 1400 alunos que ficaram com a nota em suspenso. Nesta mesma nota, o Júri Nacional de Exames e o Educa justificam ainda o porquê de as pautas terem começado a ser afixadas na noite de sexta-feira, quando ainda faltavam notas. Dizem que a decisão foi tomada para não atrasar ainda mais a divulgação dos resultados da grande maioria dos alunos e para não defraudar as expectativas das famílias. Ainda antes, ao início da noite deste sábado, o Ministério da Educação garantiu que nenhum aluno será prejudicado no acesso ao ensino superior devido aos problemas registados na avaliação dos exames nacionais. Em comunicado, a tutela lamentou os atrasos e os constrangimentos verificados e pediu desculpa a alunos, famílias, professores e escolas pelos transtornos causados. A polêmica em torno dos exames nacionais chegou já também à Provedoria de Justiça, que pede ao Ministério da Educação um ponto de situação. Foi esse o pedido hoje formalizado pela entidade liderada por Luísa Neto. Além do ponto de situação, a Provedoria da Justiça quer ainda saber quais são as medidas tomadas por Fernando Alexandre para contornar os problemas da primeira fase na segunda fase das provas. A Comissão de Trabalhadores do Instituto Nacional de Emergência Médica denuncia falhas no sistema informático utilizado nos centros de orientação de doentes urgentes e alerta para possíveis problemas no assinamento dos meios de emergência. A estrutura representativa dos trabalhadores afirma ter recebido relatos de problemas que afetam a escolha das ambulâncias, a localização das ocorrências e a indicação dos hospitais de destino. A Comissão de Trabalhadores exige, por isso, esclarecimentos à direção do INEM e questiona a entrada em funcionamento do sistema sem que todas as falhas estejam resolvidas. A organização alerta ainda para o risco de os centros de atendimento receberem informação desatualizada sobre os meios disponíveis. O Instituto Nacional de Emergência Médica rejeita estas acusações, garante o funcionamento dos sistemas informáticos e nega que tenha sido necessário recorrer a triagens em papel. Na política, André Ventura pede a demissão do ministro da Administração Interna e avisa que a continuidade de Luís Neves no cargo poderá comprometer futuros entendimentos entre o Chega e o governo. Numa carta enviada ao primeiro-ministro, o líder do Chega considera que a permanência de Luís Neves no cargo prejudica a imagem do governo. Ventura alerta que a situação pode arrastar o Executivo para uma cumplicidade criminosa e provocar uma perda de autoridade institucional. O presidente do Chega recupera ainda a reunião recente que teve com o Presidente da República para dizer que está ainda mais convencido do que é preciso fazer neste momento. André Ventura recorda também o caso do antigo ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, que se demitiu após ter sido envolvido numa suspeita criminal durante o governo de Passos Coelho, apesar de ter sido depois absolvido. Passamos agora à atualidade internacional. Os Estados Unidos deram início a uma nova noite de ataques aéreos contra o Irão, em resposta à morte de dois militares norte-americanos num ataque com mísseis balísticos e drones na Jordânia. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos, a operação pretende atingir posições da Guarda Revolucionária Iraniana e reduzir a capacidade de Teerão de ameaçar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Além dos dois militares norte-americanos mortos na Jordânia, há ainda um que continua desaparecido. Outros quatro soldados ficaram feridos. Com estas baixas, sobe para pelo menos 16 o número de militares norte-americanos mortos desde o início do conflito. Antes desta nova vaga de ataques dos Estados Unidos, o Irão deixava um aviso aos Emirados Árabes Unidos. Teerão dizia que caso Washington avançasse com novos ataques, poderia haver uma retaliação contra vários alvos no país, incluindo portos e aeroportos. Esta é já a oitava noite consecutiva de ataques norte-americanos contra o Irão. Teerão já ameaçou intensificar o conflito. Na Venezuela, continua a subir o número de mortos na sequência dos dois sismos registados a 24 de junho. São já mais de 5 mil. O país tem pela frente um enorme desafio de reconstrução. Os sismos destruíram mais de 60 mil casas. Há milhares de pessoas desalojadas, sem apoio e deixadas a lutar contra condições sanitárias que estão a degradar-se rapidamente. A ajuda internacional existe, mas é insuficiente para lidar com o rescaldo dos dois sismos. É o que conta a coordenadora médica dos Médicos Sem Fronteiras, Alima Hussein, que esteve à conversa com o jornalista do Observador, José Rafael Lopes.
Alima Husseini está nos Médicos Sem Fronteiras há 17 anos. Diz que nunca viu uma situação como a que afetou a Venezuela.
É um cenário de guerra completamente. Desde a entrada do estado de La Guaira, já vemos pessoas em tendas, em carpas pequenas, mas é muito desolador ver o que se encontra nas ruas. Ainda há muitas pessoas que estão procurando por seus entes embaixo dos escombros.
O relato chega numa altura em que continuam a ser retirados corpos dos escombros nas zonas mais afetadas. Pelos mortos não há muito a fazer, os vivos têm uma árdua batalha pela frente.
As pessoas têm medo, estão vigilantes, estão em alerta. Nem todo mundo consegue dormir, nem todo mundo consegue trabalhar direito. Todos sofreram muito, todos foram afetados de alguma maneira.
E há mesmo quem apenas procure um pouco de paz.
Nesse momento já não se encontraria mais pessoas com vida. Então eles estão procurando mais é retirar os corpos, é retirada de corpos, para que as pessoas possam encerrar um ciclo e poder fazer o luto delas.
A degradação dos corpos das vítimas aumenta o risco sanitário. Há relatos já de problemas entre a população. O risco de epidemias cresce e é difícil ser contrariado com os meios disponíveis na Venezuela.
Como eles não têm água, eles não têm onde utilizar banhos, essas coisas, estão muito mais afetados e o risco é muito maior. Pode haver enfermidades como dengue, Zika.
O horizonte é de reconstrução, mas ainda está longe, sobretudo devido às mais de 60 mil casas que foram destruídas. Muitos dormem ao relento.
Há muitos prédios que foram interditados por falta de estrutura e de base, que não sabemos se vão ser demolidos ou se vão cair. Então muitas pessoas ainda estão nesses campos, nesses abrigos, a céu aberto.
Ainda assim, a esperança mantém-se.
A população venezuelana mostrou um nível de solidariedade muito grande nessas últimas três semanas. Estamos vivendo um dia de cada vez, como se diz.
O relato de Alima Husseini é coordenadora médica dos Médicos Sem Fronteiras na Venezuela, no país desde fevereiro, e sem certezas quando vai poder regressar a uma vida normal.
O jornalista José Rafael Lopes com o retrato da vida na Venezuela, nas zonas afetadas pelos sismos. No Mundial, está entregue o primeiro lugar do pódio, o terceiro. A seleção inglesa derrotou a França por 6 x 4 e leva assim para casa a medalha de bronze. Foram 10 gols no jogo que decidiu o terceiro e quarto classificados. Foi a primeira vez na história que Inglaterra terminou um campeonato do mundo no terceiro lugar. Ainda assim, a melhor campanha dos ingleses continua a ser a conquista do título mundial em 1966. Este domingo acontece o derradeiro Espanha-Argentina, que vai decidir a seleção vencedora deste mundial. O relato é para acompanhar aqui na Rádio Observador, a partir das 20h deste domingo. Ponto final neste jornal das 02h. O essencial da informação é atualizado às 14h30.