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Duas horas. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. Começamos por olhar para os incêndios. A situação está mais calma em Vinhais. O autarca Luís Fernandes diz que a diminuição do vento está a ajudar a travar a progressão das chamas. Garante ainda que já não há casas em risco. As pessoas retiradas preventivamente de Vale das Fontes e Rebordelo já regressaram às habitações. Ainda assim, o autarca sublinha que a preocupação se mantém, porque o incêndio continua ativo. No terreno continuam cerca de mil operacionais. A GNR mantém cortada a Estrada Nacional 103, entre Leboção, em Vale de Passos, e Rebordelo, em Vinhais. O incêndio começou em Hervões, no Conselho de Vale de Passos, e alastrou-se a Mirandela e Vinhais. Já o incêndio em Chaves continua ativo. O segundo comandante dos Bombeiros Voluntários de Salvação Pública de Chaves, Ricardo Rebelo, diz que o fogo tem duas frentes ativas. O responsável admite que os bombeiros esperam uma noite de muito trabalho para tentar controlar as chamas. Ricardo Rebelo garante que, no entanto, as localidades de Noval e Sutelo já não estão em perigo. No combate às chamas continuam cerca de quase 180 operacionais. Isto num dia em que a Proteção Civil ativou o estado de prontidão especial de nível três para o interior e de nível dois para o litoral. No ponto de situação da tarde desta quinta-feira, o segundo comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, José Ribeiro, explicou o que muda no terreno.
Ativamos o estado de prontidão especial de nível dois e três, de nível dois para o litoral e nível três, que é o segundo mais grave, para todo o interior de Portugal continental. Esta ativação do estado de prontidão especial teve como consequência um conjunto de determinações operacionais que foram implementadas no terreno, nomeadamente o pré-posicionamento de meios, que era a nível nacional, mas principalmente no patamar sub-regional. E também aquilo que é o patrulhamento armado com aviões médios nas zonas de maior risco e nos períodos em que esse risco também está mais acentuado.
O segundo comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, José Ribeiro, que diz que nos últimos dois dias 10 pessoas ficaram feridas nos fogos, entre operacionais e civis, todos feridos ligeiros. António José Seguro está preocupado com o desgaste das instituições e com os ataques à Polícia Judiciária, e isto na sequência da polêmica que envolve o ministro da Administração Interna. O presidente da República tem acompanhado de perto a evolução da situação política e os possíveis efeitos da continuidade de Luís Neves no governo. E António José Soares, apesar do silêncio que tem mantido, o chefe de Estado prepara-se para falar.
Desde o recado, nem mais uma palavra. António José Seguro está em silêncio há quase duas semanas, mas o Observador sabe que nos últimos dias o presidente da República se tem desdobrado em contactos para perceber a real dimensão do caso Luís Neves. Já ouviu explicações da boca de Luís Montenegro, ainda antes da conferência de imprensa do ministro da Administração Interna, e consta que não terá ficado particularmente reconfortado com as justificações apresentadas pelo primeiro-ministro. Já sobre as explicações dadas por Luís Neves, o Observador apurou que Seguro entende que há ainda questões por responder quanto à ética do antigo diretor da Polícia Judiciária no exercício das suas funções públicas, mas os receios do presidente vão mais além. António José Seguro teme que surjam novos desenvolvimentos a envolver o governante e que isso arraste o Executivo e a PJ para um longo desgaste político. Espera-se que Seguro fale nos próximos dias. A mensagem deverá passar pela importância da defesa da dignidade das instituições, mas sem pedir a demissão de Luís Neves, ao contrário do que fez Marcelo Rebelo de Sousa, que exigiu publicamente a saída de João Galamba do Executivo de António Costa após a crise desencadeada pelo caso do ex-adjunto do então ministro das Infraestruturas.
O jornalista António José Soares, com o resumo das principais preocupações do presidente da República sobre o caso Luís Neves. Este é um artigo assinado pelo editor adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, e que faz a esta hora manchete no site do Observador. Pedro Passos Coelho considera que não há ninguém que esteja despreocupado com as polêmicas das últimas semanas em Portugal. Em declarações aos jornalistas, o antigo primeiro-ministro assumiu não querer falar sobre as mais recentes controvérsias. Ainda assim, deixou uma breve opinião.
Julgo que não haverá ninguém que esteja despreocupado com o que se passa. Elas não devem ser tomadas, estas situações que têm vindo a ocorrer, como uma mera espuma dos dias, porque estão para além da espuma. Mas isso remete para uma reflexão e para alguma ação, que é preciso empreender, para a qual eu não quero estar nesta altura a deitar achas para a fogueira.
Pedro Passos Coelho, em declarações aos jornalistas, à margem da apresentação do estudo "Desbloquear o Crescimento de Portugal", do Nobel da Economia James Robinson. O ex-primeiro-ministro saudou ainda a intenção clara reformista do governo, mas admitiu que preferia que houvesse um ritmo mais intenso. O primeiro-ministro diz que as propostas da Air France KLM e da Lufthansa valorizaram a TAP acima do expectável. Luís Montenegro esteve hoje na apresentação de um projeto de descarbonização em Estarreja e aproveitou o exemplo das propostas apresentadas para a compra da participação de 49,9% da TAP para destacar o dinamismo e o potencial da economia portuguesa.
Nem toda a gente
Tem reconhecido, mas mobilizou as maiores companhias aéreas da Europa, e foi a primeira vez que o fez.
O primeiro-ministro reconhece que as duas companhias aéreas valorizaram a TAP acima do esperado e promete divulgar a proposta vencedora a seu tempo.
A seu tempo, nós faremos a divulgação e a apreciação das respectivas propostas, mas todos os indicadores que temos apontam numa direção de valorização acima daquilo que era expectável do potencial da companhia.
Luís Montenegro, sobre as propostas vinculativas apresentadas pela Air France-KLM e pela Lufthansa para a privatização da TAP. O governo confirma o adiamento do início do ano letivo do ensino secundário. Anúncio foi feito no final do Conselho de Ministros desta quinta-feira. As aulas no ensino secundário passam, assim, a arrancar a 21 de setembro, mas Fernando Alexandre abre a porta a um adiamento também para os alunos do terceiro ciclo.
Eu vou ainda reunir novamente com os diretores. Em relação ao secundário, haverá um adiamento para dia 21. Em relação ao terceiro ciclo, nós temos ainda que avaliar, ou seja, temos também professores. Qual é que é o objetivo do adiamento? O objetivo do adiamento é proteger os professores que estiveram, de facto, em sobrecarga nas últimas semanas. Em relação ao terceiro ciclo, vamos tomar a decisão. Ou seja, os professores classificadores do terceiro ciclo, obviamente, também têm que ter uns dias, tenho que ver com os diretores a melhor forma de o fazer. O adiamento ou não do terceiro ciclo ficará talvez para amanhã, porque a decisão tem que ser tomada rapidamente.
O ministro da Educação, ao admitir o adiamento também do início do ano letivo no terceiro ciclo, Fernando Alexandre anunciou ainda o alargamento da proibição do uso de telemóveis nas escolas até ao nono ano de escolaridade. Passamos agora à atualidade internacional. O presidente dos Estados Unidos anunciou que o Conselho da Paz chegou a um acordo para o desarmamento total do Hamas. O anúncio foi feito através da rede social Truth Social. Donald Trump adianta que o acordo será aplicado de forma faseada e que prevê a retirada das forças israelitas do território. O presidente norte-americano classificou o acordo como histórico e disse esperar que o processo abra caminho à formação de um novo governo palestiniano. Em Espanha, subiu para 18 o número de mortos. Ao longo do dia, milhares de pessoas tentaram atravessar a fronteira entre Marrocos e Espanha. As autoridades espanholas foram apanhadas de surpresa com a entrada de milhares de pessoas na cidade de Ceuta. A Guarda Civil admite que a situação ficou fora de controle, sem conseguir avançar uma estimativa oficial do número de pessoas que conseguiram passar. Tudo isto se deve a uma alteração aprovada pelo Supremo Tribunal Espanhol, que dita que quem atravessar a fronteira a nado tem direito a um pedido de asilo ou, no mínimo, assistência jurídica num eventual processo de expulsão. A regra não se aplica, no entanto, a quem entra a pé em Espanha. Aí a lei dita uma devolução imediata ao país de origem, o que não tem impedido na mesma milhares de imigrantes de tentarem entrar no país também por essa via. No desporto, o Benfica goleou o St. Gallen por 5x0 esta noite no Estádio da Luz e carimbou a passagem à terceira pré-eliminatória de acesso à Liga Europa. Pavlídis foi o homem do jogo, foi autor de quatro gols. O quinto foi marcado por Clément Lenglet. Depois da derrota da semana passada frente à equipe suíça, os encarnados estavam obrigados a vencer para seguir em frente na competição. No final da partida, o treinador do Benfica, Marco Silva, destacou a evolução das Águias em relação ao jogo da primeira mão.
Retificamos algumas coisas que não funcionaram no último jogo. Não deixamos o jogo ir tanto para duelos individuais, independentemente do adversário promover isso. E não há forma de sair disso quando o adversário marca homem a homem o campo todo e foi isso que aconteceu novamente. Melhoramos em alguns aspetos, percebemos os momentos e a forma como bater e chegar às zonas de finalização, muitas vezes muito rápido, muitas vezes não pausado, mas uma marcação homem a homem o campo todo, também os passes, por vezes, são grandes e nós optamos por ir rapidamente para zonas de finalização em alguns momentos, mas na realidade melhoramos em muitos aspetos aquilo que foi o jogo da semana passada, mas também, muito sinceramente, era o que tínhamos que fazer.
Marco Silva no final da vitória do Benfica por 5x0 frente ao St. Gallen. Declarações do treinador do Benfica à SIC Notícias. Ponto final neste jornal das duas da manhã. O essencial da informação é atualizado às 14h30.