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Duas horas. As notícias com Marta Caramelo Nobre.
Muito boa noite. Vamos às notícias na Rádio Observador, edição das 14:00 e começamos na Colômbia. Subiu para 132 o número de mortos na sequência do sismo que abalou o país esta segunda-feira. Há também a registrar mais de 500 feridos. É o que dá conta o último balanço feito pelo presidente colombiano na noite desta segunda-feira. O sismo teve uma magnitude de 7,4 na escala de Richter e epicentro a cerca de 300 km de Bogotá, a capital colombiana. E não há, para já, indicação de portugueses afetados pelo sismo. É o que dá conta o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa.
Até o momento, os nossos serviços diplomáticos têm dado nota que não há, para já, nenhum registro de portugueses feridos ou mortos.
Sendo que há pouco li algumas notícias. Não há muitos portugueses a residir na Colômbia, pelo menos registrados na representação diplomática de Portugal em Bogotá.
Sim, nós temos um total de 2000 registrados, alguns com nacionalidade adquirida. É um número muito pequeno, comparativamente com outras comunidades em outros países. Não é muito significativo.
Emídio Sousa, entrevistado na Rádio Observador pelo jornalista Miguel Videira. Entretanto, o presidente da República já lamentou as mortes na sequência do sismo na Colômbia. António José Seguro deixa ainda uma mensagem de solidariedade com o povo colombiano. Entretanto, os Estados Unidos vão apoiar com mais de 15 milhões de dólares a Colômbia. O departamento do Estado norte-americano adianta que a ajuda vai servir para abrigos de emergência, alimentação, medidas de proteção e avaliação de danos. Também a Comissão Europeia já colocou ao serviço da Colômbia o serviço de satélites Copernicus para ajudar nas operações de resgate. Madrugada de ataques russos em várias regiões na Ucrânia. Pelo menos cinco pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas nas cidades de Kiev e Zaporíjia. É o que adianta o chefe da administração militar regional, Ivan Fedorov. A Força Aérea Ucraniana alertou também que o espaço aéreo do país está sob alerta devido a uma ofensiva russa com recurso a mísseis balísticos e que visa várias regiões ucranianas. Já o presidente da Câmara de Kiev tinha também confirmado e alertado para os ataques numa publicação na rede social Telegram. Mais cedo, o presidente ucraniano afirmou que a Rússia está a fazer um reforço com as tropas da Coreia do Norte. Volodymyr Zelensky diz ainda que as forças russas receberam mísseis balísticos norte-coreanos. Perante este cenário, o líder ucraniano pede ajuda ao Japão e à Coreia do Sul na defesa aérea ucraniana. Nas últimas semanas, a Rússia e a Ucrânia têm intensificado os ataques. No Médio Oriente, Donald Trump diz que o controle do Estreito de Ormuz está nas mãos dos Estados Unidos. Uma garantia de Donald Trump à agência Reuters, numa alusão ao bloqueio naval. Ainda assim, o estreito permanece fechado. Há negociações em curso para tentar a reabertura ou a criação de uma nova passagem, que está a ser desenhada pelo Irão em conjunto com Oman. E o professor de Relações Internacionais, Bernardo Valente, defende que o Irão quer manter a todo o custo o controle de Ormuz. Bernardo Valente aponta o estreito como a principal prioridade neste conflito para o Irão e que o governo do país pretende tirar proveito daquela passagem. Uma situação que o professor assegura que os Estados Unidos não podem permitir.
O Irão quer manter o controle financeiro do estreito de Ormuz, quer cobrar a portagem e os Estados Unidos, obviamente, não querem permitir que isso aconteça. Parece que esta nova proposta que o Irão está a elaborar prevê precisamente essa ideia da cobrança de portagem. E o que Mark Rubio veio dizer, e veio dizer bem, é que se tivermos aqui uma cobrança de portagem e a transformação de um estreito num ativo financeiro rentável para uma das nações costeiras, estamos aqui a abrir um precedente que funciona não só para Bab-el-Mandeb, mas funcionará para o estreito de Malaca, funcionará também no Ártico e na corrida ao Ártico.
A leitura de Bernardo Valente sobre o estreito de Ormuz no programa Gabinete de Guerra da Rádio Observador. Por cá, o ministro da Defesa volta a acusar André Ventura e o deputado Pedro Frazão de mentirem e insiste no processo judicial aos dois deputados depois das críticas ao negócio para a compra de três fragatas. Também o jornal "24 Horas" é alvo de um processo por parte do ministro da Defesa. Em causa, uma notícia divulgada na sexta-feira passada que levantava dúvidas sobre o negócio de aquisição de três fragatas a uma empresa italiana. A notícia alegava que uma empresa portuguesa foi excluída da operação avaliada em quase 4 mil milhões de euros. Tanto André Ventura como Pedro Frazão criticaram o negócio de aquisição das fragatas. Em declarações à CNN Portugal, Nuno Melo acusa os dois de serem mentirosos e de não terem princípios.
Não se trata de processar sobre quem fala de um negócio. Trata-se de processar quem mente e, em cima dessa mentira, põe em causa o bom nome, a honra e a consideração de pessoas e de entidades. Sabe, as pessoas decentes não têm que ser forçadas a gravitar na política, naquele lamaçal em que o Chega quer transformar a vida pública. Quando, sem valores éticos, sem princípios, se mente, se deturpam fatos para pôr em causa a honorabilidade das pessoas.
O ministro da Defesa credencia ainda que o conteúdo dos contratos ainda não está, para já, fechado.
O preço inclui as fragatas, sistemas de armas, tudo o mais que, do ponto de vista das especificações que a Marinha determina Caiba até esse valor. Se o contrato não está fechado, neste momento nem lhe digo o que existe, nem o que não existe, porque o contrato não está fechado. No momento em que o contrato, vários contratos estejam fechados, auditados pelo Tribunal de Contas, eu serei o primeiro a querer ir ao Parlamento e discutir, informar, contraditar o que tenha que ver sobre cada opção em concreto.
Portanto, podemos concluir que estes 3,9 milhões, atualmente, não preveem esses helicópteros e munições, por exemplo.
Três vírgula nove mil milhões, não, não pode presumir nada disso.
Nuno Melo, o Ministro da Defesa, em entrevista nesta segunda-feira à noite na CNN Portugal. O deputado do Chega já respondeu. Pedro Frazão garante que não tem medo do processo. Também na CNN Portugal, o deputado do Chega garante que vai continuar a fiscalizar o governo e a exigir transparência.
Um membro do governo está a anunciar, ou o gabinete, um processo contra o líder da oposição no país. Eu acho que isto é totalmente inaudito, ainda para mais metendo um órgão de comunicação social à mistura, o que eu acho que é absolutamente atentatório da liberdade de imprensa e até da liberdade de expressão. Eu não sei se o senhor Nuno Melo sabe, realmente, como eu já disse, que não me mete medo nenhum com processos, nunca me meteram medo. Vou continuar a fiscalizar o governo, a exigir transparência.
Pedro Frazão, em declarações à CNN Portugal. Já André Ventura diz, em comunicado, que o governo reage mal ao escrutínio. O deputado do Chega, que vai ser alvo de um processo do Ministro da Defesa, em causa as críticas perante a compra de três fragatas por parte do governo. O Partido Socialista e o Chega acusam o primeiro-ministro de viver fora da realidade econômica do país. Em causa declarações de Luís Montenegro esta segunda-feira, em que se mostrou satisfeito com a situação econômica de Portugal. O chefe do governo afirmou mesmo que o país vai chegar ao fim do ano a superar as expectativas. Perante estas palavras, o deputado do Chega, Filipe Melo, diz que os indicadores econômicos enumerados por Luís Montenegro não significam nada.
O país não vive só de indicadores econômicos, mas se quiser começar por aí, também podemos começar por aí. Mas o país, acima de tudo, e este governo, acima de tudo, é escândalo atrás de escândalo. E isso prejudica também a imagem do país, a confiança dos portugueses no governo, e isso tudo, naturalmente, vai afetar. Mais, o preço dos combustíveis. É insustentável para qualquer português ir a uma bomba de gasolina hoje em dia. É insustentável.
O Chega aponta o preço dos combustíveis. Já o deputado do Partido Socialista, Miguel Costa Matos, diz que os números do crescimento econômico estão piores.
Primeiro, que os números da economia não são melhores. Não são melhores porque, repare, os números do crescimento econômico estão mais baixos do que estavam no período de governação do Partido Socialista. Em segundo lugar, porque esse crescimento é menos expressado nas exportações. Nós, aliás, estamos a ver que a procura externa líquida, isto é, as exportações subtraídas das importações, contribuíram negativamente para o crescimento econômico. E, na verdade, em mais de metade dos nossos mercados de exportações, nós perdemos cota de mercado.
São os destaques do Explicador da Tarde Política da Rádio Observador. O líder parlamentar do CDS, Filipe Melo, também ouvido no Explicador, saiu em defesa do primeiro-ministro. A fechar. O eclipse solar total é já esta segunda-feira, mas não vai ser possível observar totalmente no litoral centro e norte de Portugal. É o que prevê o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, a Rádio Observador. O meteorologista do IPMA, Jorge Pontes, disse que estão previstas nuvens baixas e nevoeiro no fim da tarde e início da noite de quarta-feira.
Confirma as previsões, claro que sim. Se houver nuvens baixas e nevoeiro, não se conseguirá observar o eclipse. Confirmo essas previsões do modelo do Centro Europeu, é o modelo do qual o IPMA também se baseia, além do nosso modelo de mesoescala, o Arome, que também está a dar nuvens baixas mais ou menos nas mesmas regiões para essas horas. Agora, o que também é importante ter noção é que a previsão da nebulosidade baixa e do nevoeiro é um parâmetro que não é muito fácil de calcular, apresenta, às vezes, alguns erros.
Jorge Pontes, que deixa também uma recomendação, diz que uma viagem até ao interior pode significar uma oportunidade de observar o eclipse solar total.
Aquilo que eu aconselharia é que quem estiver junto ao mar, na região litoral, a norte, essencialmente do Cabo da Roca, diria, quem tiver nesse litoral a norte, quem quiser mesmo observar o fenômeno, é mais seguro encontrar uma alternativa, ir um pouco mais para o interior. Quanto mais para o interior, menos provável é que as nuvens baixas cheguem ao interior.
O meteorologista do IPMA, Jorge Pontes, em declarações à Rádio Observador. O eclipse é já esta quarta-feira. Notícia de fecho do Jornal das duas. A informação está de regresso à antena da Rádio Observador, às 14h30. Até já.