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As notícias com Ana Cláudia Silva.
Boa noite. Começamos este jornal com o PCP, que descreve a ação policial no Martim Moniz da passada quinta-feira como uma operação de propaganda. Paulo Raimundo acusa o governo de usar a PSP para atos de propaganda política, ao alimentar percepções perigosas sobre os residentes e comerciantes da zona. Numa conferência de imprensa na sede do partido em Lisboa, este sábado, depois de uma reunião do Comitê Central, o secretário-geral do Partido Comunista atribui a responsabilidade final às forças de segurança.
Não há nenhum problema. Havendo situações de ilegalidade, de problemas concretos, naturalmente, as forças têm que ser chamadas a intervir. É mesmo assim, sempre foi assim e é bom que assim seja. Agora, nós não assistimos uma operação desse tipo. Nós assistimos uma operação de propaganda, de utilização das forças de segurança para propaganda política, para dar corpo a uma percepção e conceções reacionárias perigosíssimas. Foi isso que aconteceu na semana passada, porque aquelas pessoas que ali estão, o que precisam é de melhores condições de vida.
As declarações do secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, num gesto captado pela Agência Lusa. Sobre o silêncio da Ministra da Administração Interna, o líder do Partido Comunista diz que não é uma surpresa e que Luís Montenegro se reservou do direito de dar explicações. Acrescenta ainda que o PSD e CDS estão a ceder à agenda de outros partidos e que existe uma tentativa de imposição de ideias e práticas reacionárias para desviar a atenção dos reais responsáveis dos problemas. Ainda sobre o mesmo tema, este sábado, saiu à rua uma manifestação de solidariedade com os imigrantes em Lisboa. Dezenas de pessoas juntaram-se na tarde de ontem, neste caso, este sábado, no Martim Moniz, em solidariedade com os imigrantes, depois da operação policial de quinta-feira. PS, Bloco de Esquerda, PCP e Livre marcaram presença com duras críticas ao governo. Pelo lado dos socialistas, a deputada Isabel Moreira diz que não é assim que se constrói um país.
Nós não esqueceremos o que aconteceu. E eu gostava que houvesse um sobressalto cívico para que as pessoas imaginassem o que seria serem postas numa fila indiscriminadamente contra a parede para serem revistadas. Isso não pode acontecer num Estado de direito e, sobretudo, não pode ser algo impulsionado pelo governo. Um governo que tem sistematicamente usado o fantasma da percepção da segurança para virar uns contra os outros.
Já Mariana Mortágua, coordenadora do Bloco de Esquerda, diz que este tipo de ações policiais por parte do governo são inaceitáveis.
Em Portugal, as pessoas não têm de viver com medo de ações de caráter racista, nem xenófobo, nem de exageros de violência desproporcional por parte da polícia.
Nesta manifestação em Lisboa, todos os partidos de esquerda estiveram presentes, em solidariedade com os imigrantes em Lisboa, criticaram o governo, que acusam de estar a utilizar a polícia para se aproximar do eleitorado da extrema-direita. No final da noite deste sábado, foram lançados engenhos pirotécnicos dentro de um restaurante na zona do Cacém, em Sintra. À Rádio Observador, fonte do Comando Metropolitano de Lisboa avança que dentro do estabelecimento estavam cerca de 500 elementos da claque No Name Boys. O alerta foi dado às autoridades pouco antes das 11 da noite deste sábado. Quando as equipes da polícia chegaram ao local, já fora do restaurante, os membros da claque arremessaram engenhos pirotécnicos e outros objetos contra as autoridades e um polícia acabou por ficar ferido numa mão e foi encaminhado para o Hospital de Santa Maria. Não há registro de mais feridos e nenhuma pessoa foi detida. De acordo com o Comando Metropolitano de Lisboa, ao Observador, os elementos da claque No Name Boys acabaram por dispersar do local e a intervenção foi dada como terminada. André Pestana anunciou a candidatura às eleições presidenciais. Diz que de indecisos não reza a história. É o primeiro candidato à corrida a Belém. Em entrevista à Sic Notícias, André Pestana, coordenador do Sindicato de Todos os Profissionais de Educação, anunciou este sábado a intenção de se candidatar em 2026 e falou em determinação.
De indecisos não reza a história. E que, nesse sentido, também demonstra alguma determinação. Quem me conhece também sabe que nunca garanto nada à partida, mesmo quando as coisas são muito difíceis, mas de facto uma coisa é certa: as pessoas sabem que quando me aplico a algo, dou o meu melhor.
Que as palavras do líder do STOP, que fez ainda algumas críticas a uma possível candidatura do almirante Covai Melo, diz que Portugal tem de primar pela paz e ser contra blocos militares, dizendo que é preciso lutar contra a injustiça no país. De recordar que as candidaturas presidenciais são apresentadas ao Tribunal Constitucional até 30 dias antes da decisão da eleição, têm de ser subscritas por um mínimo de 7500 cidadãos eleitores e só depois de validadas pelo Tribunal Constitucional, as candidaturas são oficiais. Este sábado, Marcelo Rebelo de Sousa lamentou a morte de Pedro Sobral, o presidente da APEL e diretor da LEIA, morreu aos 51 anos, vítima de um atropelamento em Lisboa. O presidente da República lamenta a morte, que diz ter ocorrido em condições trágicas e que provoca um grande choque. O chefe de Estado diz que o presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros vai fazer muita falta ao setor dos livros e da cultura Pelo notável trabalho que desempenhou no cargo. A ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, também lembrou Pedro Sobral como um parceiro essencial do ministério. Numa nota enviada às redações, a ministra diz que o presidente da APEL era reconhecido por ter um espírito crítico e empreendedor e que será lembrado pelo percurso dedicado aos livros e à importância dos hábitos de leitura no país. A PSP adianta que o suspeito pelo atropelamento de Pedro Sobral conduzia sob o efeito de álcool, ainda que com valor abaixo do que constitui o crime. A mesma fonte esclarece ao Observador que o condutor fugiu e depois apresentou-se na esquadra e que os outros quatro ocupantes que seguiam no carro também se apresentaram mais tarde numa esquadra em Cascais para serem ouvidos como testemunhas. O suspeito foi constituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência e o caso foi comunicado ao Ministério Público. Também Filipe Beja, conselheiro da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta, denuncia a falta de sinalização na zona onde morreu Pedro Sobral. Diz também que o excesso de velocidade dos veículos é regular naquele troço. O acidente ocorreu no sentido Alcântara-Algés, junto à Cordoaria Nacional. São declarações de Filipe Beja à Rádio Observador.
É uma situação que é uma via tipicamente onde a velocidade dos automóveis, de quem circula na via rodoviária, é muito alta, desrespeitando, na maior parte das vezes, o limite de velocidade que está apresentado aos condutores. Há, pelo menos nalguns troços, uma limitação de velocidade de 30 km/h, noutra, 40 km/h. Percebe-se que os sinais não estão nas melhores condições. Portanto, há uma questão, naturalmente, que tem a ver com a manutenção dessa sinalização vertical, que não é ideal.
Filipe Beja recorda também outras mortes que ocorreram no mesmo local e diz que isso se deve, em parte, ao facto de não existir uma ciclovia naquela zona. O conselheiro para a mobilidade sustentável da Federação Portuguesa de Cicloturismo pede a intervenção do Estado português para resolver os problemas na estrada que provocam este tipo de acidentes. Na atualidade internacional, o Programa Mundial Alimentar afirma que Israel rejeitou mais de 90% dos pedidos para entregar ajuda em Gaza. Desde outubro, o organismo das Nações Unidas destaca que fez uma centena de pedidos para que Israel permitisse a entrega de alimentos no norte da Faixa de Gaza, em diversas zonas, e diz que foram negados 97% destes pedidos. Numa publicação na rede social X, o Programa Mundial Alimentar anunciou ainda que um comboio de nove carrinhas, que antes tinha sido impedido de entrar, conseguiu chegar à cidade de Beit Hanoun, no nordeste de Gaza, local onde não chegava assistência há mais de 70 dias. E os Estados Unidos da América lançaram um ataque de precisão contra os houthis na capital do Iémen. Os militares norte-americanos realizaram ataques contra um armazém de mísseis e um centro de comando operado pelos houthis em Sana, capital do Iémen. Através de um comunicado na rede social X, o Centro de Comando Militar dos Estados Unidos da América afirma que teve como objetivo perturbar e degradar as operações houthis, como os ataques contra os navios de guerra e navios mercantes da Marinha dos Estados Unidos. As tropas norte-americanas destruíram ainda vários veículos aéreos não tripulados e um míssil cruzeiro no Mar Vermelho. E neste final vamos indo ao desporto. O Futebol Clube do Porto venceu por 3 x 0 frente ao Moreirense este sábado. Os Dragões voltam a ganhar fora, na estreia de Mora como titular na equipa principal dos azuis e brancos. O Futebol Clube do Porto soma assim a terceira vitória consecutiva e é líder isolado à condição, com 37 pontos, mais um do que o Sporting. O primeiro gol foi marcado por Samu, o segundo por Rodrigo Mora e o terceiro gol foi de André Franco. No final da partida, Vítor Bruno, técnico do Futebol Clube do Porto, disse estar satisfeito pela prestação da equipa.
Até ao 2 x 0, o jogo mais ou menos dividido. Depois do 2 x 0, a equipa controlou perfeitamente tudo o que era jogo com bola. Mesmo sem bola, não me recordo de grandes ocasiões ou de nenhuma ocasião clara do Moreirense, num campo extremamente difícil. Os números provam-no até aqui, não é preciso estar a falar disso novamente. Uma vitória dos jogadores, muito mérito deles, muito contente por eles. Como disse no início da questão, e bem, pareceu-me que a fome foi muito visível, sobretudo no momento sem bola, em que a equipa foi superagressiva na frente a procurar condicionar na primeira fase contra o Moreirense. Depois faltou-nos, eventualmente, aquilo que eu falei. Com bola, descobrir os momentos certos para ligar naqueles alvos que nós tínhamos identificado, porque sabíamos que íamos criar alguma dificuldade com o outro posicionamento.
Já o técnico do Moreirense, César Peixoto, diz que apesar da derrota, a prestação foi justa para ambas as equipas.
Eu acho que a entrada do Porto é normal. Uma entrada perfeitamente normal, nada de novo, nada a acrescentar em relação a isso. O padrão estava lá todo. O Porto é uma grande equipa, nós temos sido muito fortes em casa. Eu acho que é uma primeira parte onde nós nos batemos bem. Pelo menos, eu acho que até ao 2 x 0, a equipa foi sempre competitiva, sempre competente. Um jogo muito equilibrado, um Porto numa primeira parte onde constantemente interrompeu o jogo, os jogadores a irem para o chão, várias vezes a ser assistido, a quebrar o ritmo de jogo, a quebrar o ímpeto da nossa equipa. Até ao 2 x 0, eu acho que o jogo foi muito equilibrado.
As declarações de César Peixoto, treinador do Moreirense, no final da partida em Moreira de Cónegos, onde o Futebol Clube do Porto venceu por 3 x 0. Este domingo é a vez do Sporting se deslocar até Barcelos para defrontar o Gil Vicente. O encontro está marcado para as 20h30. O jogo conta com relato e comentário aqui na Rádio Observador. E é o fecho deste jornal das 03h. As notícias estão de regresso à antena da Rádio Observador, às 15h30. Até já.