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As notícias com o João Lourenço.

Muito boa noite. O PS vai abster-se na votação, na generalidade do Orçamento de Estado. Ainda assim, José Luís Carneiro reforça as críticas ao documento e fala numa abstenção exigente, fazendo assim lembrar António José Seguro, que anunciou uma abstenção violenta em 2011, quando Pedro Passos Coelho estava no governo. José Luís Carneiro ouviu esta terça-feira o grupo parlamentar e a Comissão Nacional Política do PS e assegura, apesar deste não ser o Orçamento socialista, que o partido vai dar a estabilidade ao país.

Assumimos assim, o que designamos como uma abstenção exigente no Orçamento do Estado, que é a expressão de uma oposição firme, mas também construtiva e responsável. Que é a expressão de uma oposição firme, mas também construtiva e responsável. Assumimos, sem tibiezas, que este não é o Orçamento do PS. Com o governo do PS, este seria um orçamento substancialmente diferente.

O líder do Partido Socialista avisa, ainda assim, que a aprovação do documento vai depender das alterações que possam acontecer na especialidade.

Depende agora do que vai ocorrer na especialidade, porque dependerá também muito dos termos em que o diálogo na especialidade vier a ocorrer. O princípio geral é o de contribuirmos para a estabilidade e o que significa a abstenção é para o conjunto do orçamento, mas é evidente que vai depender também muito da forma como o governo olhar para os partidos, neste caso, para o Partido Socialista, em sede de diálogo da especialidade. Mas como digo, nós não fazemos depender a nossa opção política do governo aceitar ou não as nossas orientações.

O PS dá luz verde ao Orçamento de Estado, não quer que o governo tenha desculpas para não executar o PRR. E a aprovação do orçamento não foi o único tema em cima da mesa. Quanto às eleições autárquicas, José Luís Carneiro assegura que a avaliação positiva foi unânime, tanto na comissão política como no grupo parlamentar. Apesar das críticas de Duarte Cordeiro, o antigo ministro socialista esta noite no "Nou", José Luís Carneiro insiste que dentro da sala a avaliação foi outra.

É sempre possível termos leituras diferentes. Aliás, alguém me dizia que há 30 maneiras de olhar para o resultado de umas eleições autárquicas. Aquilo que eu quero dizer e que posso ter é que no grupo parlamentar e aqui na Comissão Política Nacional, foi unânime o reconhecimento dos grandes resultados, ou dizendo de outra forma, dos resultados positivos do Partido Socialista.

O antigo ministro do Ambiente contraria a leitura que foi feita na noite eleitoral e que foi feita agora pela própria direção do partido, no espaço de comentário do canal "Nou", o socialista diz que não vê em que medida se possa considerar o resultado do PS positivo. Ora, quanto ao apoio a António José Seguro, que vai ser proposto pelo secretário-geral do PS e pelo presidente do partido este fim de semana à Comissão Nacional, José Luís Carneiro diz que esse é um tema para discutir, mas apenas no próximo domingo. Também esta terça-feira, o comitê central do PCP esteve reunido para fazer um balanço das eleições autárquicas. Paulo Raimundo garante que não pediu a recontagem dos votos, nem em Lisboa, nem em nenhum outro local do país. Esclarecimento na sequência da notícia que dá conta de 60 votos que ficaram por contar na freguesia de São Domingos de Benfica. No domingo, a lista encabeçada por João Ferreira ficou a apenas 11 votos atrás do Chega. A CDU perdeu, dessa forma, para o partido de André Ventura, o segundo assento que tinha no executivo municipal. Ora, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, diz que, para já, vai esperar pelo apuramento final dos votos, que ainda está a decorrer.

O apuramento está a ser feito, em Lisboa e em todo o país. Não tenho nenhuma dúvida que o apuramento se fará. Agora, não há nenhuma voz do PCP a pedir a recontagem, nem em Lisboa, nem em lado nenhum. Nunca ninguém do PCP afirmou que ia pedir uma recontagem. Agora, como digo, o apuramento está a ser feito. Quando chegarmos ao fim do apuramento, logo se vê o que é que acontece.

Esta recontagem pode vir a demorar mais do que um dia. Antes desta conferência de imprensa de Paulo Raimundo, a CDU de Lisboa avançou em comunicado enviado ao Observador que nesta assembleia vão ser contabilizados 60 votos da freguesia de São Domingos de Benfica, que não chegaram a ser contados. E a nova proposta da Lei da Nacionalidade vai ser discutida já esta quarta-feira no Parlamento. A parte da perda da nacionalidade fica num diploma autônomo. É uma maneira de evitar problemas de constitucionalidade, confirmou o Observador, junto de fonte parlamentar. O governo quer manter a sanção mais pesada, a perda da nacionalidade para imigrantes que cometam crimes graves, mas a ideia é que essa mudança fique isolada num outro diploma. Entretanto, o PSD e o CDS retiraram mesmo a retroatividade da proposta de Lei da Nacionalidade, confirmação feita de viva voz pelo deputado do grupo parlamentar do PSD, António Rodrigues.

Nós dividimos a proposta de lei inicial em duas propostas, quer na Lei da Nacionalidade pura e simples, quer na questão da perda da nacionalidade como uma sanção acessória, que passa a constar de um projeto de lei separado, precisamente porque havia dúvidas quanto à eventual inconstitucionalidade sobre essa matéria. E queremos também deixar claro que se essa matéria for enviada para o Tribunal Constitucional para apreciação, essa não contaminará o processo da Lei da Nacionalidade.

As palavras também do vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, António Rodrigues. Assim que os diplomas chegarem a Belém, o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, promete tomar uma decisão até quinta-feira. O Ministro dos Negócios Estrangeiros vai ser ouvido no Parlamento sobre a passagem dos aviões norte-americanos nos Açores. Em causa, os caças F-35 norte-americanos com destino a Israel, que fizeram escala na base das Lajes, na Ilha Terceira. O pedido de audição de Paulo Ranjão, feito pelo PS, foi hoje aprovado pela Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, com os votos favoráveis do PS, PSD, Iniciativa Liberal e mereceu o voto contra do partido Chega. Vamos à atualidade internacional, até porque Donald Trump deixou um aviso ao Hamas: ou entrega as armas ou vai ser desarmado pela força. Em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião de gabinete da administração norte-americana, o presidente dos Estados Unidos foi explícito: ou o Hamas avança por iniciativa própria ou será desarmado de forma rápida e talvez violenta.

"Eles vão desarmar porque eles disseram que iam desarmar. E se eles não desarmarem, nós vamos fazê-lo. Não preciso de vos estar a explicar como é que isso vai funcionar, mas se eles não desarmarem, nós vamos desarmá-los. Eles sabem que eu não estou a brincar. Agora, fizemos algo monumental, recuperámos os reféns e essa era a primeira coisa que tínhamos de fazer, acima de tudo."

Na Casa Branca, Donald Trump volta ainda a insistir que o Hamas tem de devolver os corpos dos realitas mortos na Faixa de Gaza, uma medida que considera essencial para a próxima fase do plano de paz. E os corpos dos quatro reféns libertados esta terça-feira já chegaram a Israel. Vão ser agora identificados no Instituto de Medicina Legal daquele país. É o que avança o Ministério da Saúde israelita. Também Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, partilhou a mesma informação através da rede social X. Vamos ao desporto. A seleção portuguesa empatou com a Hungria por 2x2, adia assim a qualificação para o Mundial de 2026. No Estádio José de Alvalade, a equipa das Quinas não aproveitou o desaire da Arménia na partida frente à Irlanda e deixa a confirmação do apuramento para o Mundial para o próximo mês de novembro. Ronaldo fez os dois golos de Portugal. O capitão português torna-se assim o jogador com mais golos em fases de qualificação para um campeonato do mundo. Attila Szalai, ao minuto oito, e já perto do final do jogo, Dominik Szoboszlai, o médio do Liverpool, fecharam as contas desta partida. No final do jogo, o selecionador nacional, Roberto Martínez, disse que, apesar de não ter garantido o apuramento, o resultado pode ser uma aprendizagem para o futuro.

O que é importante é relembrar que não há jogos fáceis. Estamos a falar que tivemos quatro pontos no estádio, há muita informação. Para o apuramento, é uma pena, porque queríamos apurar frente aos nossos adeptos, mas para a preparação do Mundial, pode ser um jogo importante para nós, para aprender muito e saber como gerir um jogo assim, especialmente nos últimos 10 minutos.

Portugal que regressa à competição no mês de novembro. A seleção das Quinas precisa agora de vencer o próximo jogo frente à Irlanda, em Dublin, no dia 13 de novembro, para garantir a nona qualificação da história em Mundiais. Portugal, que nessa pausa de seleções, vai ter também o jogo frente à Arménia no dia 16 de novembro. Ponto final neste noticiário das 03:00 a.m. Regresso dentro de 20 minutos para a síntese informativa. Continue com a Rádio Observador.