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Horas. Boa noite, eu sou a Teresa Freiras, são 3 da manhã, hora de atualizar toda a informação. O Irão continua sem líder supremo, mas tudo indica que será Mojtaba Khamenei o sucessor do próprio pai, que morreu no sábado, na sequência do conflito no país. A informação é avançada pelo New York Times e por um canal de televisão persa, que citam fontes anônimas. O New York Times explica que os membros do Conselho de Liderança, responsável por escolher o próximo líder supremo, planeavam anunciar que Mojtaba será o próximo líder já amanhã, mas alguns dos quase 90 membros apresentaram reservas. Mojtaba Khamenei tem 56 anos e é próximo da Guarda Revolucionária, que terá feito pressão para que o filho de Ali Khamenei seja o próximo líder supremo do Irão. Um míssil iraniano atingiu a maior base norte-americana no Médio Oriente, fica em Al Udeid, no centro do Catar. A informação foi avançada pelo Ministério da Defesa Catar em comunicado, que adianta que os sistemas de defesa aérea interceptaram, com sucesso, um dos mísseis enviados pelo Irão, mas o outro atingiu o alvo. França vai enviar reforços militares para o Médio Oriente, na sequência da guerra na região. O anúncio foi feito pelo presidente francês Emmanuel Macron, que anunciou o envio do porta-aviões Charles de Gaulle e a respectiva escolta naval e caças Rafale.

Face a esta guerra que se está a estender e ninguém sabe dizer quando acaba, a minha responsabilidade é agir para proteger o nosso país, garantir a segurança dos nossos compatriotas e defender o interesse da nação. Vamos reforçar a segurança das nossas bases militares na região. Duas delas sofreram danos materiais. Quero repetir aqui o meu apoio e a minha confiança em todas as nossas forças armadas. Vamos também reforçar a segurança das nossas embaixadas e dos nossos interesses nesses países. Ficarei particularmente vigilante nesses pontos.

O presidente francês, que adianta ainda que foram também destacados equipamentos de defesa antiaérea adicionais para o Chipre e a fragata Languedoc, que chega à costa da ilha mediterrânea durante esta noite. Israel planeia abrir o espaço aéreo amanhã à noite para permitir voos de repatriamento de milhares de israelitas retidos no estrangeiro. A informação foi avançada pela agência EF. O aeroporto Ben Gurion, perto de Tel Aviv, poderá receber entre oito a 9 mil passageiros diariamente. Vai funcionar 24 horas por dia e abrir de forma controlada. Inicialmente, vai ser permitida a entrada de um avião de passageiros a cada hora. Posteriormente, este número aumenta para dois aviões por hora. O governo português pede aos portugueses no Médio Oriente para terem paciência e aguardarem por voos comerciais para saírem da região. É o apelo do secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa.

Alguns dos principais aeroportos, como é o caso de Doha ou de Abu Dhabi, estão muito condicionados. Alguns voos foram cancelados por causa da situação de guerra e de encerramento do espaço aéreo. As pessoas, neste momento, têm que ter alguma paciência, porque também sabemos que estão a ser retomados voos, estão a ser desenvolvidas rotas alternativas. Poderá haver um atraso de um, dois ou três dias, mas são consequências de uma guerra que ninguém previa e por isso agora terão que aguardar.

E sobre se há a possibilidade de repatriamento, o secretário de Estado das Comunidades diz que está, sim, a ser preparado para os turistas na região do Médio Oriente, sobretudo para quem está em Israel. Mas deixa um aviso: os encargos vão ser pagos pelos próprios repatriados. A PSP reforçou o número de agentes nas embaixadas em Lisboa, de países envolvidos no conflito do Médio Oriente, nomeadamente Israel, Estados Unidos da América, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. Foi feita uma avaliação do risco e da ameaça, mas a PSP não revela mais à CNN Portugal, mas sabe-se que houve um reforço do pessoal nos aeroportos portugueses. O Partido Socialista vai exigir esclarecimentos detalhados ao governo sobre o uso da Base das Lajes pelos Estados Unidos, esclarecimentos que vão ser exigidos no debate quinzenal desta quarta-feira, com a presença do Primeiro-Ministro. José Luís Carneiro sublinha que a autorização concedida pelo Executivo português exige total transparência. O secretário-geral do PS afirma que as três condições exigidas sobre a utilização da base aérea precisam de ser monitorizadas pelo Parlamento e partilhadas com os cidadãos.

É importante que essa informação seja do conhecimento da opinião pública na sua generalidade e depois que essas condições sejam monitorizadas por parte de quem tem o dever de monitorizar o cumprimento dessas mesmas condições. Há um dever do governo, que é o dever de informar a Assembleia da República e de informar os portugueses, porque não compete ao líder da oposição explicitar às portuguesas e aos portugueses o que é que foi objeto do diálogo com o primeiro-ministro e os termos em que se vai garantir o cumprimento do acordo da Base das Lajes para o uso militar da Base das Lajes, porque estamos a falar de uma base militar.

José Luís Carneiro, secretário-geral do PS, a pedir esclarecimentos ao governo. Falamos ainda das alterações à lei laboral. A Ministra do Trabalho diz que as negociações estão próximas do fim, mas não fixa um prazo. As negociações entre o governo e os parceiros sociais já duram há sete meses e hoje a Comissão Permanente de Concertação Social voltou a reunir-se. À saída da reunião plenária, Maria do Rosário Palma Ramalho afirma que já faltou mais para se alcançar um entendimento.

O desejo do governo é que o acordo seja alcançado. Esse é o desejo do governo desde que está neste processo, que já vai durando há sete meses. O governo tem investido muito neste acordo. Não podemos, como é óbvio, garantir o final, mas o governo fez um grande processo de aproximação de posições e os parceiros também estão a fazer esse mesmo processo. Portanto, o governo está confiante.

A Ministra do Trabalho, que se mostra com elevadas expectativas quanto a um eventual acordo em sede de concertação social. Quem opta por estabelecer um prazo são os patrões, que apontam o final das negociações para daqui às duas semanas, com ou sem acordo. É o que defende o presidente da Confederação Empresarial de Portugal, Armindo Monteiro, e também o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, João Vieira Lopes. Menos apressada mostra-se a UGT. O secretário-geral, Mário Mourão, sublinhou o esforço de aproximação entre as partes, mas recusa-se a estipular prazos.

Estão a decorrer reuniões ainda bilaterais e está ainda a ser feito esse trabalho de negociação e de diálogo. A UGT manifestou que continua disponível para o diálogo. Ainda há muita pedra a partir. Só poderá aferir-se de uma possibilidade de um acordo se todas as partes estiverem disponíveis a ceder. Não pode ser só uma das partes.

O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, em declarações aos jornalistas à saída da reunião plenária da Comissão Permanente de Concertação Social. No desporto, o Sporting venceu em casa o Futebol Clube do Porto por 1 x 0. Foi o primeiro jogo das meias-finais da Taça de Portugal de futebol. O gol dos Leões foi marcado por Luiz Suárez aos 62 minutos. No final da partida, em conferência de imprensa, o técnico do Sporting, Rui Borges, lamenta a atitude da equipa na primeira parte do jogo, mas diz que a partida melhorou na segunda parte.

Teve uma primeira parte disputada, nem sempre bem jogada. Entrou-se muito nessa parte de competitividade, duelos, faltas. Uma segunda parte onde melhoramos, entramos bem, melhoramos. O Porto tem um arremate, que é um arremate ao poste. Nós também antes desse lance temos uma aproximação boa à baliza do Porto, ganhamos um canto. Acho que entramos bem, entramos melhor. Fomos controlando o jogo, um jogo disputado, como eu disse, mais posse, sem grandes oportunidades, também zero defesas para aquilo que era a nossa baliza, para o Rui. Por isso, num lance onde acreditamos muito, conseguimos ganhar a grande penalidade e acabamos por vencer o jogo. É um jogo acima de tudo disputado e muito competitivo.

Já o técnico do Porto, Francesco Farioli, considera que a equipa jogou bem na primeira parte e mostra-se otimista para a próxima partida.

Acho que fizemos um grande jogo, especialmente na primeira parte. Infelizmente, o resultado não é o que queríamos, mas é apenas a primeira metade desta batalha. Vamos jogar todas as nossas cartas no Dragão, então estamos prontos para a próxima partida.

Declarações de Francesco Farioli e de Rui Borges no final do jogo na casa do Sporting. No dia 22 de abril, o Porto e o Sporting voltam a encontrar-se, desta vez no Estádio do Dragão, para a segunda mão desta meia-final da Taça de Portugal. Notícia de fecho deste jornal. A informação regressa pelas 15h30.