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As notícias com Miguel Pina Andrade.
Luís Montenegro admite falhas políticas no processo de correção dos exames nacionais e afirma que ainda há professores com algumas resistências ao novo método de classificação. O primeiro-ministro esteve presente nas jornadas da Aliança Democrática, em Palmela, que antecipam o balanço da ação governativa no debate sobre o estado da nação, marcado para a próxima quinta-feira. Luís Montenegro prometeu reformas na educação, na saúde e no Estado para melhorar os serviços públicos e sobre os problemas com as classificações dos exames nacionais, o primeiro-ministro admite falhas políticas.
Eventualmente, até com alguma falha que possa ter sido cometida pelos responsáveis políticos, pelos responsáveis dos serviços. Tudo isto causa alguma inquietação nos alunos, nas famílias, em todos nós.
O primeiro-ministro Luís Montenegro, que diz que o novo processo de correção exige algum hábito e afirma que ainda há professores com algumas resistências.
E acreditem que eu vou dizer isto não é para sacudir responsabilidades, nem é para estar a acusar ninguém, é porque é assim mesmo. E aqui e ali também com algumas resistências. Basta ver que os professores não têm todos a mesma opinião sobre, nomeadamente, este processo. A grande maioria, eu não tenho dúvida, está com o passo que nós estamos a dar, mas há alguns que não estão e nós temos de compreender que isso perturba o processo em si.
Luís Montenegro garantiu ainda que o país, através dos governos da AD, declarou guerra à burocracia.
Um objetivo pelo qual cheguei a dizer, e aqui recordo, eu coloco a minha cabeça no cepo. Eu digo aos meus colegas no governo que não tenham receio de modernizar os serviços que tutelam, que não tenham receio de enfrentar, é mesmo, enfrentar as resistências que há dentro dos seus serviços.
O primeiro-ministro Luís Montenegro, nas jornadas da Aliança Democrática, Estado da Nação: Governar com Resultados, em Palmela, aqui no registo captado pela RTP. O Ministério da Educação prolongou o prazo para a classificação dos exames nacionais por mais um dia. Os professores têm agora até ao final desta quarta-feira para terminar as classificações e numa altura em que o Ministério da Educação diz que já foram classificados 98% dos exames, o secretário-geral do PCP diz que Fernando Alexandre não pode fugir ao debate na Assembleia da República, marcado na sexta-feira, data em que está prevista a divulgação das notas dos exames.
O Presidente da IL tem que organizar o debate, mas não tem muito pra decidir, porque é um debate potestativo e, portanto, é obrigatório que se faça. É um debate onde é convocado o governo. Nós não estamos em condições de obrigar o ministro da Educação a ir a esse debate. Estamos apenas em condições de exigir que o governo lá esteja. É isso que vai acontecer. O que eu espero é que o governo não tenha a desfaçatez de indicar outros membros do governo que não o ministro da Educação. Era só o que me faltava.
O secretário-geral do Partido Comunista, Paulo Raimundo, em declarações aos jornalistas depois de uma reunião com a Federação Nacional dos Professores. O recém-eleito co-porta-voz do Livre, Jorge Pinto, diz que o objetivo do partido nas próximas eleições legislativas é ultrapassar a iniciativa liberal, ultrapassar, por isso, os 5,36% e os nove mandatos que os liberais conseguiram nas últimas legislativas. Jorge Pinto foi eleito co-porta-voz do Livre no congresso do partido do último fim de semana e já estabeleceu uma meta para as próximas eleições, quer que o Livre seja o quarto partido mais votado.
Eu sei que, por norma, os partidos não gostam de dar metas com medo de falhar, mas eu dou uma meta muito clara que é nossa: é já na próxima eleição legislativa, ser o quarto partido mais votado em Portugal, ficando à frente da Iniciativa Liberal, coisa que acredito plenamente que fazemos. Mas nós queremos mais do que isso. Se nós queremos realmente dar a volta à situação, ter um governo que possa ser o mais estável possível, isso implica ter uma maioria dos deputados na Assembleia da República, isso obriga-nos a querer crescer mais. E crescer mais, olhando para aquilo que é a distribuição dos deputados neste momento, obriga-nos a disputar votos que estiveram, se calhar, na esquerda até há poucos anos e que passaram para a direita ou até para a extrema-direita.
Jorge Pinto em entrevista à SIC Notícias, onde falou sobre Rui Tavares, que deixou o cargo de porta-voz do Livre. Ora, Jorge Pinto rejeita a ideia de um partido de uma só cara.
As pessoas percebem que o Livre são muitas caras, seja a nível nacional, seja a nível local, como ainda agora, Rodrigo, estávamos ainda em off a falar sobre a representação autárquica do partido. O Livre elegeu dezenas de deputados municipais, dezenas de autarcas, muito acima daquilo que foram os objetivos que o próprio partido tinha definido para as anteriores eleições autárquicas. E as pessoas hoje, quando pensam no Livre, pensam, provavelmente, no Rui Tavares, pensam nos deputados, mas pensam também nos seus eleitos locais.
O co-porta-voz do Livre, Jorge Pinto, em entrevista à SIC Notícias. Pedro Passos Coelho diz que o governo tem de romper com a tradição de colocar políticos no lugar de especialistas. O antigo primeiro-ministro esteve presente na apresentação do livro "Estratégia Empresarial", dos economistas José Crespo de Carvalho e Leandro Pereira. Pedro Passos Coelho deixou algumas das visões que tem sobre o país e sobre o atual governo. E do ponto de vista da tecnocracia, diz que o governo tem imitado os anteriores.
Este governo parece-me que tem, desse ponto de vista, exibido um comportamento muito parecido com os anteriores Quanto melhores forem os tecnocratas que estão a fazer a máquina do Estado funcionar, melhor. Não têm de ser políticos, não têm de ser escolhidos por patronagem política, porque é meu amigo ou porque tenho confiança nele. Não podemos pôr gente que nem sabe a linguagem dos técnicos a dar ordens a pessoas que percebem que nem sabem do que é que lhes estão a falar. E portanto, eu adoraria que o atual governo rompesse com essa tradição dos últimos anos.
Sem fazer uma referência direta a membros do governo que tenham vindo de fora da política partidária, Pedro Passos Coelho deixou elogios ao ministro Fernando Alexandre, apesar de estar debaixo de fogo da oposição.
Não quero intervir nesse plano.
Esse é um exemplo de tecnocratas no seu governo.
Tenho muita estima pelo professor Fernando Alexandre, acho que ele é uma pessoa muito competente.
Acerca do problema do abastecimento de água em Almada, Pedro Passos Coelho diz que tem de haver planeamento para evitar problemas como este. Governo, patrões e sindicatos voltam esta quarta-feira à concertação social com a ministra a dizer que agora a palavra está do lado dos parceiros sociais. É a primeira reunião depois do chumbo da reforma laboral. A Ministra do Trabalho diz que agora é tempo de devolver a palavra aos parceiros sociais sobre a reforma da Lei do Trabalho, reforma que Maria do Rosário Palma Ramalho considera ser inevitável, quer seja neste ou num outro governo. Na atualidade internacional, Donald Trump garante que os ataques ao Irão vão continuar e deixa uma ameaça: se um acordo com o Irão não for alcançado, vai bombardear as infraestruturas civis. Isto depois do Irão ter colocado um ponto final no memorando de entendimento. O vice-ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros diz que o falhanço a implementar um dos pontos foi suficiente para colapsar todo o memorando. Afirma que agora a América violou todas as obrigações que tinha. Em entrevista à Fox News, Donald Trump afirma que os Estados Unidos vão atacar e continuar a bombardear o Irão nos próximos dias.
Estou a guardar os ataques às estações de energia para o final, mas vamos acabar por atingi-las. Vamos atacá-los fortemente esta noite, vamos atacá-los fortemente amanhã e na noite a seguir. E depois, na próxima semana, vai ficar muito mal para eles, porque vamos destruir completamente as centrais elétricas e as pontes, a menos que eles decidam sentar-se à mesa e negociar connosco.
O presidente norte-americano Donald Trump em entrevista à Fox News, onde não rejeitou enviar tropas para o Irão, sobretudo para remover o urânio enriquecido do país. A noite tem sido novamente de ataques. O Irão foi alvo de uma nova vaga de bombardeamentos em várias partes do país, mas respondeu com dois ataques, pelo menos, a uma base militar norte-americana na Jordânia. A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou ataques ainda contra o Bahrain e o Kuwait e promete lutar até à vitória final. Nos órgãos de comunicação social associados ao regime iraniano, avisam os Estados Unidos que os ataques não vão ficar sem resposta e que vão ter um custo proporcional. Os Estados Unidos retomaram o bloqueio naval no estreito de Ormuz. No X, o Comando Central Norte-Americano anuncia que há mais de 20 navios de guerra norte-americanos e centenas de aeronaves em todo o Médio Oriente. Afirma que as forças dos Estados Unidos permanecem vigilantes, letais e prontas. Entretanto, a Guarda Revolucionária deixou uma ameaça. Diz que se Washington continuar com os ataques, nem uma gota de petróleo ou gás sairá do Médio Oriente. É o ponto final nesta edição das 3:00 a.m. A informação está de regresso à antena da Rádio Observador às 3:30 a.m. Até já!