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As notícias com Miguel Pina Andrade. A segunda fase dos exames nacionais terminou esta sexta-feira e depois dos vários problemas, a esquerda está a pressionar o Partido Socialista para seguir em frente com uma comissão de inquérito à classificação dos exames nacionais. Posições vincadas pelo LIVRE, pelo Bloco de Esquerda e pelo PCP, numa manifestação convocada por estudantes junto ao Ministério da Educação. António Filipe, dirigente do Partido Comunista, defende que devem ser usados todos os mecanismos para apurar responsabilidades, incluindo uma comissão parlamentar de inquérito.
Esta questão tem que ser levada muito a sério para a Assembleia da República e usar os mecanismos regimentais de que dispõe para que o governo assuma as responsabilidades que tem que assumir perante o Parlamento e perante o país. E, portanto, aquilo que foi anunciado, a redução do inquérito, obviamente, não é de descartar e pode fazer sentido. Para já, é preciso que o governo não fuja aos esclarecimentos que são necessários sobre este problema, que não faça como tem feito até aqui, que é procurar atirar as responsabilidades para todos, menos para o próprio governo, que é o verdadeiro responsável pela situação que está criada.
A posição do Partido Comunista, aqui pela voz de António Filipe. Também Rui Tavares, do LIVRE, admite apoiar uma comissão de inquérito e acusa o governo de ter criado um problema quando tudo estava bem.
Acompanhamos, porque nos parece que se trata de uma questão que é uma questão transversal ao Ministério da Educação, a criação de um caos onde não havia. Quer dizer, nós estamos habituados a outras dificuldades na educação, seja na colocação de professores, seja no início do ano letivo. O que este ministro conseguiu fazer foi inventar um caos novo no Ministério da Educação, que é de facto uma coisa inédita e que tem que ser explicada e não vai lá com auditorias por empresas privadas.
A posição de Rui Tavares, do LIVRE, face aos problemas encontrados durante a correção. O Bloco de Esquerda pede o mesmo, uma comissão parlamentar de inquérito, mas antes de levar o ministro Fernando Alexandre ao Parlamento, o deputado Fabian Figueiredo quer que sejam respondidas três questões.
Há outra coisa que o ministro tem de uma vez por todas que explicar. Um: como é que vai funcionar o ressarcimento às famílias? Dois: como é que vai ser pago o trabalho suplementar aos professores? Terceiro: que deixe de ser teimoso e que reveja desde já o calendário de acesso ao ensino superior.
As questões de Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda, durante a manifestação do movimento Chumbados.pt nesta sexta-feira. Além da demissão do ministro, os estudantes exigem a isenção total das taxas de reapreciação dos exames nacionais e também o alargamento dos prazos de candidatura ao ensino superior. Rui Costa está na lista negra do Banco de Portugal. O presidente do Sport Lisboa e Benfica falhou pagamentos de créditos superiores a 20 milhões de euros. Em causa está um projeto imobiliário da empresa Ten Invest, da qual Rui Costa é acionista. O presidente do Benfica terá assumido a responsabilidade pela devolução do capital no financiamento da construção do projeto. O Banco Montepio concedeu vários créditos para aquisição de terrenos e por isso Rui Costa está em dívida. São mais de 20 milhões de euros, o que coloca o presidente do Benfica na lista de devedores, na Central de Responsabilidades de Crédito do Banco Central. Ao Observador, fonte oficial da empresa garante que não houve execução de hipotecas e garante também que a relação com o Banco Montepio continua a correr dentro da normalidade. Segundo essa mesma fonte, foram dadas garantias ao banco que permitem ultrapassar a dívida em causa. Este é o artigo que a esta hora faz manchete no site do Observador. É assinado pelo redator principal do Observador, Luís Rosa, e pela jornalista Mariana Furtado. O Estado português diz que durante o processo da Operação Marquês não violou qualquer direito humano de José Sócrates. A garantia é do Ministério da Justiça, que já enviou a resposta oficial ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. O antigo primeiro-ministro apresentou uma queixa que acusava a Justiça portuguesa de violar o direito a um julgamento justo e a prazos razoáveis. Em abril, o Tribunal Europeu pediu esclarecimentos sobre três pontos centrais: a duração do processo, as fugas de informação para a comunicação social e também a existência de recursos internos efetivos. Ora, na resposta enviada no prazo limite, o governo português assegura que respeitou a Convenção Europeia dos Direitos Humanos e que juntou provas para rebater os argumentos da defesa de José Sócrates. André Ventura acusa o Partido Socialista de não pedir esclarecimentos suficientes ao ministro da Administração Interna. Luís Neves tem estado sob debaixo de fogo da opinião pública devido ao caso da movimentação de um atrelado de droga apreendido pela PJ para a empresa do empreiteiro e amigo que está a fazer obras em casa do ministro. André Ventura considera que há partidos reféns de poderes ocultos.
O Partido Socialista, além de conhecer muito bem o que são investigações de corrupção e de desvio de dinheiros, tem um critério seletivo, que é só fala de quem não lhe convém. Ou seja, fala se não forem do Partido Socialista ou ligados ao Partido Socialista. O Partido Socialista já falou de muitos outros casos e já exigiu explicações. O que se tornou gritante aqui foi perceber que com todos os elementos que vinham a público, o Partido Socialista continuava em silêncio. Isso levanta uma suspeita, francamente, honestamente, com toda a transparência, de achar que os partidos em Portugal estão reféns de poderes ocultos. E em Portugal não podem existir poderes ocultos para lá do poder do povo
André Ventura, num registo captado pela CNN Portugal, o presidente do Chega também deixa uma garantia: a comissão de inquérito não tem o objetivo de fragilizar a PJ, mas é disso mesmo que o PS acusa o Chega, de querer prejudicar a Polícia Judiciária, e relaciona esta intenção de abrir um inquérito parlamentar com as investigações da polícia a movimentos de extrema-direita. A poucos meses da discussão do Orçamento do Estado para o próximo ano, o governo não fecha portas às exigências do PS em matéria de revisão constitucional e de Segurança Social. Ao que "O Observador" apurou, o governo não terá dificuldades para responder a duas das maiores exigências do PS. Luís Montenegro sempre quis incluir os socialistas no projeto de revisão constitucional, é o que garante fonte da Aliança Democrática ao Observador. Também na área da Segurança Social, a ministra já disse que não está prevista nenhuma mudança estrutural nesta legislatura. Isto apesar do relatório pedido ao economista Jorge Bravo. Luís Montenegro pode dar garantias ao PS de que não vão existir mexidas nesta área. As outras duas exigências estão relacionadas com a Lei de Bases da Saúde e também com a resposta que o governo deve dar à recuperação dos territórios mais afetados pelas tempestades do início do ano. Os incêndios em Espanha e em França já obrigaram 180 mil pessoas a fugir. Em Madrid, o incêndio, que é descrito como o pior da história da comunidade, está no auge e nesta fase é impossível de extinguir. O ponto de situação é de Carlos Novillo, conselheiro do Governo Regional de Madrid.
Evidentemente, o incêndio está no seu momento mais agudo, está fora da capacidade de extinção o que é a cabeça do incêndio que se dirige hacia Robledo de Chavela e Fresnedillas. Nessa zona não se pode atacar e o que se está a fazer são medidas de defesa das populações e também ir consolidando tudo o que é o flanco direito, que é o que mais preocupa de cara ao cambio de vento que se prevê no dia de amanhã. Seguimos muito atentos ao incêndio de Burgondo, não transpassou todavía a comunidade de Madrid.
Segundo o conselheiro para o ambiente, agricultura e interior, o incêndio está a alastrar mais para norte do que o previsto, o que aumenta as esperanças de que não se una ao incêndio que assola Ávila, uma região vizinha de Madrid. Mais de 40 mil pessoas foram já retiradas de casa ou confinadas por causa dos incêndios que desde quinta-feira afetam a região de Madrid e de Ávila e que continuam ainda por controlar. Estes incêndios levaram o governo de Espanha a declarar a situação de emergência em Madrid e Ávila na quinta-feira à noite e também a acionar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil para pedir quatro meios aéreos de combate a fogos florestais aos parceiros da União Europeia. O presidente da Ucrânia afirma que pode haver um novo ataque massivo russo nas próximas 48 horas. É o que indicam informações preliminares de Kiev. Num vídeo publicado na rede social X, Volodymyr Zelensky diz que o ataque pode vir a atingir solo ucraniano ainda este sábado e pede à população que fique atenta aos alertas de ataque aéreo.
Sabemos, através da nossa inteligência e parceiros, que os russos têm preparados mísseis para um novo ataque massivo contra a Ucrânia. O ataque pode vir a acontecer hoje. Temos informação preliminar que vai acontecer nas próximas 48 horas. Por favor, tenham cuidado e prestem atenção aos alertas de ataque aéreo.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que manifesta esperança na continuação do apoio dos Estados Unidos à Ucrânia. É o ponto final nesta edição das 03:00. Estou de regresso para atualizar toda a informação às 03:30. Até já.