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São 3 horas. As notícias com Marta Caramelo Nobre.

Muito boa noite. Vamos às notícias na Rádio Observador, edição das 3 horas. Começamos com o sismo na Colômbia. O número de mortes foi revisto em alta, são agora 132 mortos, número que tem vindo a subir nas últimas horas depois desse terremoto de 7.4 na escala de Richter, com o epicentro a cerca de 400 km da capital colombiana. Há a registrar também 570 feridos, é o que dá conta o último balanço parcial da Associação Colombiana de Capitais. O anterior balanço, divulgado horas antes pelo presidente da Colômbia, registava 111 mortes na sequência do sismo, que causou grande destruição em pelo menos cinco departamentos do país. E, para já, não há indicação de portugueses afetados pelo sismo, é o que dá conta o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa.

Até o momento, os nossos serviços diplomáticos têm dado nota que não há, para já, nenhum registro de portugueses feridos ou mortos.

Sendo que há pouco li algumas notícias. Não há muitos portugueses a residir na Colômbia, pelo menos registrados na representação diplomática de Portugal em Bogotá.

Sim, nós temos um total de dois mil registrados, alguns com nacionalidade adquirida. Portanto, é um número muito pequeno comparativamente com outras comunidades noutros países. Não é muito significativo.

Emídio Sousa na Rádio Observador, entrevistado pelo jornalista Miguel Vieira. Entretanto, o presidente da República já lamentou as mortes na sequência do sismo. António Guterres deixou uma mensagem de solidariedade com o povo colombiano. Os Estados Unidos vão apoiar com mais de 15 milhões de dólares a Colômbia. O Departamento de Estado norte-americano adianta que a ajuda vai servir para abrigos de emergência, alimentação, medidas de proteção e avaliação de danos. Também a Comissão Europeia já colocou ao serviço da Colômbia o serviço de satélites Copernicus para ajudar nas operações de resgate. Madrugada de ataques russos em várias regiões na Ucrânia. Pelo menos cinco pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas nas cidades de Kiev e Zaporizhia. É o que adianta o chefe da administração militar regional, Ivan Fedorov. A Força Aérea Ucraniana alertou também que o espaço aéreo do país está sob alerta devido a uma ofensiva russa com recurso a mísseis balísticos e que visa várias regiões ucranianas. Já o presidente da Câmara de Kiev tinha também confirmado os ataques mais cedo numa publicação na rede social Telegram. O presidente ucraniano afirmou esta segunda-feira que a Rússia está a fazer um reforço de tropas com a Coreia do Norte. Volodymyr Zelensky diz ainda que as forças russas receberam mísseis balísticos norte-coreanos. Perante este cenário, o líder ucraniano pede ajuda ao Japão e à Coreia do Sul na defesa aérea ucraniana. Nas últimas duas semanas, a Rússia e a Ucrânia têm intensificado os ataques. No Médio Oriente, Donald Trump diz que o controle do Estreito de Ormuz está nas mãos dos Estados Unidos, garantia de Donald Trump à agência Reuters, numa alusão ao bloqueio naval. Ainda assim, o estreito permanece fechado. Há negociações em curso para tentar a reabertura ou a criação de uma nova passagem, que está a ser, nesta altura, desenhada pelo Irã e por Omã. E o professor de Relações Internacionais, Bernardo Valente, defende que o Irã quer manter a todo o custo o controle do Estreito de Ormuz. Bernardo Valente afirma que o país quer tirar proveito econômico da passagem, uma situação que o professor assegura que os Estados Unidos não podem permitir.

Que o Irã quer manter o controle financeiro do Estreito de Ormuz, quer cobrar a portagem e os Estados Unidos, obviamente, não querem permitir que isso aconteça. Parece que esta nova proposta que o Irã está a elaborar prevê precisamente essa ideia da cobrança de portagem. E o que Mark Rubio veio dizer, e veio dizer bem, é que se tivermos aqui uma cobrança de portagem e a transformação de um estreito num ativo financeiro rentável para uma das nações costeiras, estamos aqui a abrir um precedente que funciona não só para Bab-el-Mandeb, mas funcionará para o Estreito de Malaca, funcionará também no Ártico e na corrida ao Ártico.

A leitura de Bernardo Valente sobre o Estreito de Ormuz no programa Gabinete de Guerra da Rádio Observador. Por cá, o ministro da Defesa volta a acusar André Ventura e o deputado Pedro Frazão de mentirem e insiste no processo judicial aos dois deputados depois das críticas ao negócio para a compra de três fragatas. Também o jornal 24 Horas é alvo de um processo por parte do Ministério da Defesa. Em causa, uma notícia divulgada pelo jornal na sexta-feira passada, que levantava dúvidas sobre o negócio de aquisição de três fragatas a uma empresa italiana. A notícia alegava que uma empresa portuguesa foi excluída da operação avaliada em cerca de 4 mil milhões de euros. Tanto André Ventura como Pedro Frazão criticaram o negócio. Em declarações à CNN Portugal, Nuno Melo acusa os dois de serem mentirosos e de não terem princípios.

Não se trata de processar sobre quem fala num negócio. Trata-se de processar quem mente e, em cima dessa mentira, põe em causa o bom nome, a honra e a consideração de pessoas e de entidades. As pessoas decentes não têm que ser forçadas a gravitar na política, naquele lamaçal em que o Chega quer transformar a vida pública. Quando sem valores éticos, sem princípios, se mente, se deturpam fatos para pôr em causa a honorabilidade das pessoas.

O ministro da Defesa adianta ainda que o conteúdo dos contratos ainda não está fechado.

O preço inclui as fragatas, sistemas de armas Tudo o mais que, do ponto de vista das especificações que a Marinha determina, caiba até esse valor. Se o contrato não está fechado, neste momento nem lhe digo o que existe nem o que não existe, porque o contrato não está fechado. No momento em que o contrato, vários contratos estejam fechados, auditados pelo Tribunal de Contas, eu serei o primeiro a querer ir ao Parlamento e discutir, informar, contraditar o que tenha que ver sobre cada opção em concreto.

Portanto, podemos concluir que estes 3,9 milhões atualmente não preveem esses helicópteros e munições, por exemplo.

Três vírgula nove mil milhões. Não, não pode presumir nada disso.

Nuno Melo, ministro da Defesa, em entrevista esta segunda-feira à noite na CNN Portugal. Pedro Frazão já respondeu. O deputado do Chega garante que não tem medo do processo. Também na CNN Portugal, Pedro Frazão garante que vai continuar a fiscalizar o governo e a exigir transparência.

Um membro do governo está a anunciar, ou o gabinete, um processo contra o líder da oposição de um país. Eu acho que isto é totalmente inaudito, ainda para mais, metendo um órgão de comunicação social à mistura, o que eu acho que é absolutamente atentatório da liberdade de imprensa e até da liberdade de expressão. Eu não sei se o senhor Nuno Melo sabe, realmente, como eu já disse, que não me mete medo nenhum com processos, nunca me meteram medo. Vou continuar a fiscalizar o governo, a exigir transparência.

O deputado do Chega, Pedro Frazão, em declarações à CNN Portugal. Já André Ventura diz, em comunicado, que o governo reage mal ao escrutínio. O Partido Socialista e o Chega acusam o primeiro-ministro de viver fora da realidade econômica do país. Em causa declarações de Luís Montenegro desta segunda-feira, em que se mostrou satisfeito com a situação econômica de Portugal. O chefe do governo afirmou mesmo que o país vai chegar ao fim do ano a superar as expectativas. Perante essas palavras, o deputado do Chega, Filipe Melo, diz que os indicadores econômicos enumerados por Luís Montenegro não significam nada.

O país não vive só de indicadores econômicos, mas se quiser começar por aí, também podemos começar por aí. Mas o país, acima de tudo, e este governo, acima de tudo, é escândalo atrás de escândalo. E isso prejudica também a imagem do país, a confiança dos portugueses no governo, e isso tudo, naturalmente, vai afetar. Mais, o preço dos combustíveis. É insustentável para qualquer português ir a uma bomba de gasolina hoje em dia. É insustentável.

O Chega aponta o preço dos combustíveis. Já o deputado do PS, Miguel Costa Matos, diz que os números do crescimento econômico estão piores.

Primeiro, os números da economia não são melhores. Não são melhores porque, repare, os números do crescimento econômico estão mais baixos do que estavam no período de governação do Partido Socialista. Em segundo lugar, porque esse crescimento é menos expressado nas exportações. Nós, aliás, estamos a ver que a procura externa líquida, isto é, as exportações subtraídas das importações, contribuíram negativamente para o crescimento econômico. E, na verdade, em mais de metade dos nossos mercados de exportações, nós perdemos cota de mercado.

Declarações dos deputados do Chega e do Partido Socialista no programa Explicador da Rádio Observador. Já o líder parlamentar do CDS, Paulo Núncio, também ouvido no Explicador, sai em defesa do primeiro-ministro e diz que o país está melhor em termos econômicos. A fechar esta edição das 15h03, o eclipse solar é já esta quarta-feira, mas não vai ser possível observar totalmente no litoral centro e norte de Portugal. É o que prevê o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. À Rádio Observador, o meteorologista do IPMA, Jorge Pontes, diz que estão previstas nuvens baixas e nevoeiro no fim da tarde e início da noite de quarta-feira.

Confirma as previsões, claro que sim. Se houver nuvens baixas e nevoeiro, não se conseguirá observar o eclipse. Confirmo essas previsões do modelo do Centro Europeu, é o modelo do qual o IPMA também se baseia, além do nosso modelo de mesoescala, o Arome, que também está a dar nuvens baixas mais ou menos nas mesmas regiões para essas horas. Agora, o que é que também é importante ter noção? É que a previsão da nebulosidade baixa e do nevoeiro é um parâmetro que não é muito fácil de calcular, apresenta, às vezes, alguns erros.

Jorge Pontes, meteorologista do IPMA, que deixa ainda uma recomendação. Diz que uma viagem até o interior pode significar uma oportunidade de observar o eclipse solar total.

Aquilo que eu aconselharia é que quem estiver junto ao mar, na região litoral, a norte, essencialmente do Cabo da Roca, diria, quem tiver nesse litoral a norte, quem quiser mesmo observar o fenômeno, é mais seguro encontrar uma alternativa e ir um pouco mais para o interior. Quanto mais para o interior, menos provável é que as nuvens baixas cheguem ao interior.

Jorge Pontes, o meteorologista do IPMA, em declarações à Rádio Observador. O eclipse solar total é já nesta quarta-feira. E é a notícia de fecho do Jornal das 15h00. A informação está de regresso à antena da Rádio Observador, às 15h30. Até já.