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As notícias com Carlos Pedro. Boa noite. Começamos este noticiário a olhar para o anúncio das taxas alfandegárias dos Estados Unidos sobre os produtos importados. O Ministro da Economia considera que este é o dia da preocupação para a economia mundial. Pedro Reis defende uma resposta firme e inteligente por parte da União Europeia. Em entrevista à CNN Portugal, o ministro diz ainda que Portugal não pode, nem deve negociar de forma direta com os Estados Unidos.
É o dia da preocupação. É mesmo, porque este é um modelo preocupante para a economia mundial. Eu acho que são más notícias para o mundo. É um mau princípio. Acaba por automatizar uma engrenagem complicada e eu acho que agora cada um vai ter que pensar como é que se vai reagir com muita cautela e com muita inteligência. Esse é um desafio para a União Europeia. A nossa obrigação como Estado, e é isso que estamos a fazer, era preparar-nos com vários cenários de contingência. Tínhamos cenários mais conservadores e cenários mais positivos.
E algum desses planos passou, por exemplo, por negociar diretamente com os Estados Unidos?
Não, não está sequer em cima da mesa, não é possível.
O ministro da Economia, na noite desta quarta-feira, em entrevista à CNN Portugal. É a reação de Pedro Reis, depois de os Estados Unidos terem anunciado tarifas recíprocas a produtos importados, 10% de tarifa base e 20% para a União Europeia. A partir da Casa Branca, Donald Trump fala num dia histórico para a América, que considera o presidente, estar prestes a recuperar a riqueza.
"Meus caros americanos, este é o dia da libertação. À espera há muito tempo, o dia 2 de abril de 2025 será para sempre recordado como o dia em que a indústria americana renasceu, o dia em que o destino da América foi recuperado e o dia em que começamos a tornar a América novamente rica."
O presidente norte-americano afirma que estas tarifas surgem em resposta aos roubos dos últimos 50 anos e não poupa nas críticas ao ex-presidente Joe Biden, mas garante que a indústria americana vai voltar a crescer com maior concorrência interna e preços mais baixos. Para isso, está definida a aplicação de uma tarifa base de 10% a todos os países. A União Europeia não é a mais prejudicada, mas também não fica de fora. Donald Trump fixou o valor nos 20%, naquilo que diz ser um ato de generosidade.
"Eles cobram-nos, nós cobramos, nós cobramos menos. Como é que alguém pode ficar chateado? Vão ficar, porque nunca cobramos nada a ninguém, mas agora vamos cobrar. A União Europeia é muito dura, são comerciantes muito duros. Pensámos que a União Europeia era muito amigável, mas eles roubam-nos. É muito triste ver isso. É tão patético. Trinta e nove por cento, vamos cobrar-lhes 20%. Portanto, estamos a cobrar-lhes essencialmente metade."
Reino Unido e Ucrânia ficaram com uma tarifa de 10%, diferente dos 20% aplicados aos países da União Europeia. Já a Rússia não consta na lista divulgada pela Casa Branca. Entretanto, a agência de notação financeira Fitch Ratings alertou que muitos países deverão cair em recessão econômica após o anúncio destas tarifas, que entram em vigor entre este sábado e a quarta-feira da próxima semana. Por cá, estão aprovadas as listas de candidatos a deputados do PS. Mais de 90% dos dirigentes socialistas votaram a favor. No final da reunião, Pedro Nuno Santos mostrou-se convicto na vitória em maio. Ultrapassadas as dificuldades em Setúbal, Braga e Coimbra, o PS aprovou as listas de candidatos a deputados por larga maioria. Sessenta e seis dos membros da Comissão Política votaram a favor, numa reunião em que Pedro Nuno Santos procurou unir o partido para o objetivo de vencer as eleições e pedir entusiasmo para o combate eleitoral que se avizinha. Miguel Viterbo Dias.
Foram apenas cinco os votos contra as listas de candidatos a deputados na Comissão Política do PS. Depois de divergências iniciais, sobretudo em Braga, em que continua José Luís Carneiro, e em Coimbra, em que o número um vai ser Pedro Delgado Alves, as listas foram aprovadas por larga maioria. Doze dos 22 cabeças de lista são renovações, mas há também regressos como Pedro do Carmo por Beja ou Luís Testa por Portalegre. No final do encontro, o presidente Carlos César assinalou a união à volta do líder.
A unidade e o entusiasmo com que todo o Partido Socialista se envolve nesta campanha para as eleições legislativas próximas. Os socialistas estão empenhados, unidos em torno da sua liderança.
Carlos César a dar eco à votação expressiva, depois de ultrapassadas as dificuldades com os lugares de cada um. À porta fechada, Pedro Nuno Santos criticou a iniciativa do governo no Porto, que considerou uma ação de campanha com dinheiros públicos e pediu ao partido para não se desanimar com as sondagens. E cá fora, reforçou essa convicção.
E podem ter a certeza de uma coisa: nós vamos ganhar estas eleições. Muito obrigado.
O PS fecha agora as listas de deputados. No sábado apresenta o programa eleitoral atualizado, numa noite em que até os antigos opositores internos de Pedro Nuno ficaram satisfeitos e por isso apontaram baterias a Montenegro.
O que nós queremos é servir Portugal e servir os portugueses. Isso é aquilo que todos nós queremos, independentemente dos lugares que cada um ocupa momentaneamente, servir as pessoas e colocar o Estado ao serviço do país e da sociedade e não colocar o Estado ao serviço daquilo que hoje mais parecia uma arruada no Porto feita pelo Governo da República.
José Luís Carneiro à entrada para a reunião, depois de ter garantido novamente a liderança da lista de Braga.
Miguel Viterbo Dias com o resumo da comissão política do PS, que terminou já durante esta madrugada. Depois de aprovadas as listas de deputados, o partido apresenta no sábado, na FIL, em Lisboa, o programa eleitoral que esteve a atualizar nos últimos dias para as legislativas de 18 de maio. Novo dia, nova sondagem. Está de regresso o empate técnico entre AD e PS e com uma possível maioria absoluta a não passar de uma miragem. O mais recente estudo é da Universidade Católica para a RTP, Antena Um e Público, dita um empate técnico depois da sondagem da Pitagórica na segunda-feira ter desfeito este cenário. Se as eleições fossem hoje, a AD conseguiria 29% dos votos à frente do Partido Socialista, que teria 27%. O Chega continuaria com uma terceira força política, desta vez com 17%. Destaque para a Iniciativa Liberal, Bloco de Esquerda e Livre, que sobem nas intenções de voto numa média de dois pontos percentuais. CDU e PAN mantêm os mesmos resultados do inquérito de outubro e não chegam aos 5%. Mais de metade dos inquiridos avaliaram ainda como razoável o governo da AD. E Luís Montenegro é o único a receber nota positiva, classificado com 10,7 valores, seguido de Pedro Nuno Santos, que obteve 9,6. No último lugar da tabela surge André Ventura, o pior candidato, classificado com 6,2 pontos. A estimativa diz ainda que 10% dos eleitores que no ano passado votaram na Iniciativa Liberal vão agora votar na AD. Ainda assim, a probabilidade de uma maioria absoluta de um só partido é muito reduzida. Mas agora para as polémicas que envolvem o governo de Luís Montenegro, a Comissão Nacional de Proteção de Dados confirma que a Spinum Viva não tinha quaisquer responsabilidades na comunicação do encarregado de proteção de dados dos clientes. É o que refere a própria instituição numa deliberação aprovada esta terça-feira e enviada ao Observador por fonte oficial do organismo. Trata-se de um esclarecimento prestado a título genérico e não especificamente sobre a empresa familiar do primeiro-ministro. A Comissão Nacional de Proteção de Dados indica mesmo que tal informação não tem qualquer prazo legal para ser feita. São explicações que surgem na sequência de notícias sobre os detalhes da prestação de serviços na empresa familiar de Luís Montenegro e os respetivos registos dos clientes na autoridade de controle. Assim, a autoridade de controle nacional confirma a interpretação unânime que três advogados especialistas em proteção de dados transmitiram ao Observador. Este é um artigo assinado pelos jornalistas Luís Rosa e João Paulo Gudinho, que está a esta hora em destaque no site do Observador. O ministro das Infraestruturas nega ter estado envolvido em negócios suspeitos e diz estar de consciência tranquila. Miguel Pinto Luz é visado nas buscas que a polícia levou a cabo esta quarta-feira na Câmara Municipal de Cascais. O caso envolve suspeitas de favorecimento na venda de um terreno municipal destinado à construção de um hotel. O Observador sabe que se trata da construção do Hotel Hilton, em Carcavelos. Em entrevista à Sic Notícias, o ministro afirma que não tutelou a venda dos terrenos e que estes não têm espaço suficiente para a construção.
Efetivamente, este terreno foi vendido. Eu nunca tive o pelouro financeiro, nem do património da Câmara, portanto, a venda efetivamente não foi tutelada por mim. Não foi. Mas eu não fujo às minhas responsabilidades. Eu faço parte de uma equipa com 20 anos de obra pública escrutinada pelos cascalenses. E, portanto, esta equipa tomou uma decisão da venda de um terreno com 800 e poucos metros quadrados, no meio de 15 mil metros quadrados, porque as notícias todas parecem que a Câmara vendeu um terreno para construir um hotel de 120 quartos. Não! É uma pequena fração, é uma ilha, é um encalado.
Miguel Pinto Luz defende que dois peritos independentes avaliaram os terrenos em 80 mil € e que a Câmara de Cascais não aceitou o valor, vendendo por mais de 300 mil. O ministro das Infraestruturas reforça que não foi contactado pela Polícia Judiciária e que ficou a saber que é visado neste caso através da comunicação social. No futebol, o Benfica está de volta à liderança partilhada da Primeira Liga. As Águias receberam e venceram o Farense por 3x2 no Estádio da Luz. Não foi fácil o encontro para os encarnados, que acabaram o jogo em sobressalto. Ainda assim, os dois gols de Akturkoglu e a finalização certeira de Pavlídis foram suficientes para os três pontos ficarem por Lisboa. Tomás Ribeiro e Rony Lopes fizeram os gols do Farense e no final do encontro, o treinador do Benfica enalteceu a primeira parte das Águias e deixou rasgados elogios ao adversário.
Olhando para tudo, acho que somos os justos vencedores. Pena pela margem mínima, mas fomos a equipa que marcamos três gols ao Farense. Queríamos vencer com, pelas oportunidades que criámos, eventualmente mais um gol, mas temos que dar mérito à equipa do Tozé. Tem feito um fantástico trabalho, independentemente dos resultados.
Do outro lado, Tozé Marreco reconheceu que a equipa teve oportunidades para fazer frente ao Benfica. Ainda assim, lamentou alguns erros.
Fizemos tantos remates como o Benfica. Tivemos ocasiões, tivemos dois erros. Não entrámos bem e o nervosismo, a ansiedade, vê-se em pequenas coisas, nas receções, passes de quatro, cinco metros que falhámos. Deixámos a bola bater e trabalhámos muito o equilíbrio defensivo, porque o Benfica, talvez das equipas que me lembro, mais fortes no ataque rápido, porque sai muito facilmente. Além da qualidade técnica que tem, o ataque rápido do Benfica é fortíssimo e sempre que o nosso bloco esteve organizado, criámos dificuldades.
Bruno Lage e Tozé Marreco na análise ao Benfica 3, Farense 2. Ao cabo de 27 jornadas, Benfica e Sporting partilham a liderança do campeonato com 65 pontos para cada lado. É o final deste jornal. A informação regressa com a síntese das 5h. Até lá, fique com a repetição da primeira parte do Contracorrente desta quarta-feira.