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Quatro horas. As notícias com Miguel Gato.

O Paris Saint-Germain venceu esta noite a Liga dos Campeões e nos festejos, na capital francesa, cerca de 300 pessoas foram detidas pelas autoridades durante confrontos com a polícia e por atos de desordem e vandalismo, é o que aponta o jornal Le Figaro. Carros incendiados, lojas vandalizadas e roubadas, é este o cenário na cidade de Paris depois da vitória do PSG. Nas ruas da capital francesa, há um dispositivo policial composto por mais de 5 mil agentes da autoridade. O PSG, que goleou o Inter de Milão por cinco bolas a zero, em Munique, e conquistou pela primeira vez a Champions na história do clube, é a segunda equipe gaulesa a conquistar a prova, depois do Marselha, na década de 90. Vitinha, João Neves, Nuno Mendes e Gonçalo Ramos são os portugueses campeões da Europa nesta equipe comandada por Luis Enrique. Aos jornalistas, no final da partida, Nuno Mendes não consegue esconder a felicidade pela conquista da prova milionária.

Muito contente pela equipe, contente por mim também. Acho que fizemos uma boa época, uma época cheia de emoções. Podemos dizer que passamos por quase todas, tristes, boas. Acho que é um bom prêmio para nós, acho que é continuar e temos um grupo fantástico e acho que merecemos isto.

O lateral esquerdo internacional português, em declarações depois deste jogo. Também o médio Vitinha falou à imprensa para destacar a importância deste grupo de portugueses no plantel do Paris Saint-Germain.

Quatro portugueses. Sabe muito bem ter esta família dentro da nossa família. E nós estamos malucos, estamos aí a festejar. Não paramos de falar disso. Era o sonho de todos nós e felizmente conseguimos.

Vitinha e também Nuno Mendes, em declarações aos jornalistas portugueses em Munique. Dué bisou nesta partida. Os restantes gols foram apontados por Hakimi, Kvaratskhelia e Mayolu. Selaram o triunfo para os parisienses nesta que foi a final mais desequilibrada da história. Nunca uma equipe tinha vencido por cinco gols numa final da Champions League. Henrique Gouveia e Melo quer ser um presidente imune a intrigas partidárias, ideia deixada num discurso esta noite na Alfândega do Porto, onde Maria Rego apresentou Rui Rio como mandatário nacional da campanha e deixou também mensagens aos críticos.

Foi um discurso de pouco mais de 10 minutos, onde houve espaço para alguns recados, a começar a crítica às vozes que mostraram contra a candidatura de Henrique Gouveia e Melo.

Se, por um lado, são arautos da democracia e apelam à resistência e ao dever cívico dos cidadãos para participarem ativamente na política e na vida da comunidade, por outro, atacam ferozmente qualquer cidadão que tente imiscuir-se na divisão política que eles próprios acham que criaram. Caros amigos, a política não é um clube fechado, onde só se entra por convite.

E no meio das críticas, veio o principal compromisso.

Para reconstruir a confiança dos portugueses.

Para lá chegar, Henrique Gouveia e Melo aponta os passos a seguir.

Temos que reformar e modernizar o Estado. Temos que reformar a Justiça. Temos que pagar melhores salários, fixar os nossos jovens e garantir o futuro do Estado Social.

Traçados os objetivos, fica o compromisso.

Se os portugueses me escolherem como presidente da República, procurarei ser um presidente diferente, um presidente que fala com clareza, que une os portugueses, em vez de os dividir, um presidente imune às intrigas partidárias, à maledicência, à prática do bota abaixo e da crítica e do comentário inconsequente.

O momento alto da noite ficou marcado pela apresentação de Rui Rio como mandatário nacional da campanha, um regresso à política nacional que aconteceu com Gouveia e Melo.

Reconheço nesta candidatura uma convergência de pensamento relativamente à situação do país e às ações concretas que urge implementar. Aceitei, porque sinto que o candidato tem a visão correta, a capacidade necessária e a determinação para continuar a servir Portugal.

O jantar da candidatura de Henrique Gouveia e Melo terminou ao som do hino nacional, entoado por algumas centenas de pessoas na Alfândega do Porto.

A jornalista Maria Rego esteve a acompanhar o jantar de candidatura de Henrique Gouveia e Melo na Alfândega do Porto. Rui Rio, antigo presidente do PSD, é mandatário desta corrida a Belém do almirante. Rui Rocha vai deixar a presidência da Iniciativa Liberal, decisão que surge na sequência de uma reunião da Comissão Executiva do partido este sábado e que suscitou várias reações. O presidente da República disse não esperar a saída de Rui Rocha neste momento e que apenas ficou a saber hoje que o líder liberal iria sair do cargo. Internamente, várias mensagens. Bernardo Blanco pede uma candidatura agregadora à liderança da Iniciativa Liberal e assegura que existem várias pessoas capazes de assumir a liderança dentro do partido. O deputado da Iniciativa Liberal, Mário Mourinho Lopes, diz que a liderança de Rui Rocha foi inexcedível. Carlos Guimarães Pinto, também deputado e antigo presidente do partido, escreve na rede social X que Rui Rocha cumpriu com dignidade a missão como presidente do partido. Rodrigo Saraiva, antigo presidente da bancada parlamentar, escreve que demonstra o caráter de Rui Rocha, que é a abnegação. No final da reunião, Rui Rocha reexplicou o porquê da saída da presidência da Iniciativa Liberal neste momento.

Olhando para os resultados eleitorais de 2025, tenho de sublinhar o fato de a Iniciativa Liberal não ter atingido a preponderância política que todos nós desejávamos. Desta vez, foi liberal para mais portugueses, mas não os suficientes para influenciarmos definitivamente a política do país. E, portanto, isso impõe o reconhecimento pessoal dessa circunstância e impõe que sejam tomadas decisões em função desse reconhecimento. Devo salientar que o balanço global que faço destes dois anos e meio é francamente positivo, de consolidação da Iniciativa Liberal, da presença em todos os parlamentos que referi, dos melhores resultados de sempre da Iniciativa Liberal.

A Iniciativa Liberal vai seguir agora para eleições internas. Rui Rocha mantém o lugar de deputado. O presidente demissionário da IL pede que o partido escolha uma liderança que esteja alinhada com o novo ciclo político. Mariana Leitão está na pole position para suceder a Rui Rocha. É o artigo que faz esta hora manchete no site do Observador. O presidente da República quer que o novo governo, liderado por Luís Montenegro, tome posse até ao Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas. Palavras de Marcelo Rebelo de Sousa este sábado na campanha do Banco Alimentar.

A ideia é ser sempre antes de 10 de junho. Se será conjunta ou não conjunta, temos dias até 10 de junho, apesar de o senhor primeiro-ministro ter uma agenda muito carregada, vai à Conferência de Nice e vamos em conjunto todos às celebrações de 10 de junho, que são coladas ao próximo fim de semana. Não é fácil o calendário, mas é possível.

O chefe de Estado, nestas declarações captadas pela RTP, admite uma agenda apertada de Luís Montenegro. Ainda assim, espera que o novo governo tome posse até o dia 10 de junho.