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As notícias com Beatriz Félix. Boa noite, são 4h. Vamos às notícias. Começamos na política. O governo recorda a vontade de regular o reagrupamento familiar de imigrantes com limitações à capacidade do país, posição deixada pelo ministro da Presidência através da rede social X. Leitão Amaro fala em fake news, isto depois de o Chega ter anunciado que iria apresentar um projeto de resolução para suspender temporariamente o reagrupamento familiar, que para André Ventura vai fazer com que Portugal deixe entrar mais 500 mil imigrantes. Leitão Amaro diz ser falso que o governo tenha anunciado a chegada de milhares pelo reagrupamento familiar. O ministro da Presidência recorda ainda que a proposta do governo na campanha eleitoral já contemplava uma mudança da lei para limitar o reagrupamento familiar à capacidade de integração do país. Assim, o Executivo liderado por Luís Montenegro compromete-se a regular e a ajustar a abertura dos canais de entrada para os cidadãos da CPLP e do reagrupamento familiar. Já a Associação Solidariedade Imigrante diz que a proposta do Chega de suspender o reagrupamento é desumana. O presidente da associação, Timóteo Macedo, alerta o governo para aquilo que considera ser uma armadilha do Chega. Em causa o pedido do partido de André Ventura, que quer que o governo suspenda de forma temporária o reagrupamento familiar de imigrantes. A Associação de Solidariedade Imigrante defende que o reagrupamento familiar não é uma invasão, mas sim um direito dos imigrantes.
Eu quero lembrar que este governo disse aquilo que nós sempre defendemos, que o reagrupamento familiar é fundamental para a integração dos imigrantes em Portugal. Nós esperamos que o governo não caia nesta armadilha. Não se trata de nenhuma invasão, trata-se de um direito, que é um direito das pessoas viverem em família. Eu gostaria de perguntar se alguém gostaria de ser separado, viver separado da família. E Portugal não pode impedir que isto aconteça. Portanto, temos que combater essas políticas, que são políticas cruéis, que maltratam as pessoas, que não são humanistas.
Declarações de Timóteo Macedo à Rádio Observador. O presidente da Associação Solidariedade Imigrante revela ainda que está marcada uma reunião com a AIMA para expor os atuais problemas dos imigrantes em Portugal. Já André Ventura acredita que através do reagrupamento familiar podem entrar mais 500 mil estrangeiros em Portugal, algo que considera ser inaceitável.
À semelhança do que a Áustria fez nos últimos dias, nós vamos solicitar ao governo que bloqueie e suspenda o reagrupamento familiar que está a pensar que possa acontecer nos próximos meses. Nós temos a estimativa de até meio milhão de pessoas que podem entrar em Portugal nos próximos meses. Meio milhão de pessoas é absolutamente inaceitável.
Declarações de André Ventura numa visita a Loures. O líder do Chega acusa também a autarquia de inação no caso de um armazém desta cidade que serve para habitação ilegal e culpa também as políticas aplicadas no passado pelo PS, mas sem deixar de lado a ineficácia que diz encontrar no Executivo de Luís Montenegro. E nas vésperas do 10 de Junho, em Lagos, o Presidente da República deixou alguns recados ao governo. Marcelo Rebelo de Sousa diz que o Executivo de Montenegro deve legislar para combater a burocracia. O presidente espera uma aceleração da execução de investimentos do país. Em causa, por exemplo, o Plano de Recuperação e Resiliência, que, diz Marcelo, está a ficar para trás.
O PRL está a patinar, em muitos casos, a demorar muito tempo, porque é uma burocracia tal, que nós, em vez de estarmos a gastar por semana €200 milhões, neste sentido, no terreno, estamos em 100, 60, 80, 70.
Marcelo Rebelo de Sousa falou também do investimento no setor da defesa. O governo antecipou a meta de gastar 2% do PIB até ao final deste ano. Na mesma linha de Luís Montenegro, o presidente descarta a necessidade de um orçamento retificativo. Vamos à atualidade internacional. O Pentágono norte-americano planeia o envio de cerca de 700 fuzileiros para a cidade de Los Angeles para apoiar militares da Guarda Nacional na resposta aos protestos contra a detenção de imigrantes. De acordo com a agência AP, os militares vão partir da base de Twentynine Palms, no deserto do sul da Califórnia, para a maior cidade do Estado. O envio destes militares foi inicialmente noticiado pela CNN, que apontou o envio de 700 efetivos, embora alguns média apontem para um dispositivo inferior. O governo de Israel acusa ativistas do navio de promoverem ativismo de Instagram. As autoridades israelitas afirmam que o navio Madeline, que foi intercetado, transportava menos do que um caminhão cheio de ajuda humanitária. David Mencer, porta-voz do governo israelita, citado pela Al Jazeera, sublinhou que Israel entregou mais de 1200 caminhões nas últimas duas semanas e diz que Greta Thunberg não estava a trazer ajuda, mas sim a fazer ativismo de Instagram. É o que diz o governo israelita. O veleiro Madeline atracou em Israel, o navio humanitário onde seguia Greta Thunberg e outros 11 ativistas. A Fundação Hind Rajab apresentou uma queixa formal na Unidade de Crimes de Guerra da Polícia Metropolitana de Londres pela interceção do barco com o pavilhão britânico Madeline. A embarcação foi assaltada por militares israelitas quando se dirigia para a Faixa de Gaza para entregar ajuda humanitária. Esta é uma queixa que nomeia concretamente a Unidade de Forças Especiais que fez o assalto e também o vice-almirante David Saar Salama, como comandante da Armada Israelita, segundo comunicado da própria fundação. É esta a informação. A organização recorda ainda que o Madeline transportava produtos médicos e alimentares, além de leite para as crianças, realçando que o ataque ocorreu a 60 milhas náuticas da costa. Donald Trump diz que a reunião com o Netanyahu correu muito bem e anuncia outra já para a semana, desta vez com o Irão. O presidente dos Estados Unidos esteve em chamada telefónica com o primeiro-ministro israelita, diz que correu muito bem e revela que já está marcado um novo encontro com representantes do Irão para a próxima quinta-feira. Sobre este encontro, Trump diz que os Estados Unidos vão chegar a um acordo com o país para que não haja mais morte e destruição. O presidente norte-americano explicou ainda que o acordo nuclear não foi firmado porque a posição iraniana é demasiado ambiciosa. A informação fica por aqui. Regressa às 17h. Por agora, fique com a primeira parte do programa Contracorrente.