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São 4 horas. Boa noite, eu sou a Teresa Ferreira, é tempo de atualizar toda a informação. Começamos pela atualidade internacional, porque a capital ucraniana está a ser alvo de ataques russos. A notícia avançada pelo jornal Kyiv Independent adianta que o ataque causou um morto e quatro feridos. A Força Aérea Ucraniana confirma que os sistemas de defesa aérea já foram ativados. O jornal ucraniano fala ainda num ataque que aconteceu com recursos de drones e mísseis e há relatos de explosões na capital da Ucrânia. Um ataque que acontece depois de a Ucrânia, a Rússia e os Estados Unidos terem sentado pela primeira vez os três para tentar acabar com a guerra. O presidente da Ucrânia disse, há umas horas, que ainda era muito cedo para tirar conclusões das negociações que estão em curso nos Emirados Árabes Unidos. Ainda assim, o presidente da Ucrânia destaca que se está a discutir a melhor forma de colocar um ponto final na guerra que começou em 2022. Nas redes sociais, Zelensky manifesta o desejo de desenvolvimentos favoráveis e ressalva que o mesmo tem de ser esperado pelo lado russo. Na análise, o major-general João Vieira Borges destaca a importância deste encontro, uma reunião que pode trazer desenvolvimentos ao conflito na Ucrânia. O major-general falou no momento decisivo e sublinha que Zelensky, mesmo ausente da mesa das negociações, tem uma palavra a dizer.
É um papel determinante, ele é que diz sim ou não. Ou seja, ele é que dá a liberdade de ação aos negociadores para irem até determinado ponto. E esse ponto pode ser, designadamente na questão do Donbass, a criação da tal zona económica livre que referiu Mitkov. Não deve estar muito longe disto a negociação, a cedência da parte da Ucrânia para a tal zona económica livre, mas não aceitará, certamente, que as forças ucranianas se retirem e que fiquem as tropas russas.
O major-general João Vieira Borges, ouvido no Gabinete de Guerra da Rádio Observador. Admite ainda que esta reunião pode ser o princípio do fim da guerra na Ucrânia. Passamos para os efeitos da depressão Ingrid. A Proteção Civil registou quase 900 ocorrências ao longo do dia de ontem. A zona mais afetada foi a região de Lisboa e Vale do Tejo, com 361 ocorrências, seguida pela zona Norte, com 243. A maior parte das ocorrências foram relativas à queda de árvores e de estruturas, movimento de massas e inundações. O oficial de operações José Costa diz que as autoridades da Proteção Civil estão em prontidão especial face aos avisos emitidos e às previsões para esta noite e para o dia de amanhã. Deixa, por isso, várias recomendações à população.
Evitar atividades relacionadas com o mar, não se aproximar da orla costeira, não praticar desportos ou corridas perto da orla costeira e também não deixar lá os veículos estacionados. Depois, se tiver que viajar, faça só se for mesmo necessário, evitar deslocações que possam ser adiadas.
José Costa, em declarações à Rádio Observador. O oficial de operações da Proteção Civil faz ainda o apelo para que seja adotada uma condução defensiva, de modo a que sejam evitados riscos desnecessários. E devido ao frio que se tem sentido no país, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera admite que não é improvável que caia neve em várias zonas de Portugal. A meteorologista Maria João Frades explica onde é que se pode esperar neve nesta noite.
Nós estamos a contar que a neve caia, de um modo geral, sobre o território do continente, entre os 400 e os 600 metros de altitude. No entanto, durante a noite, a cota da neve pode descer aos 200, 400 metros. Portanto, eu não me admiraria se em cidades como Castelo Branco ou mesmo Braga, não possam cair uns flocos de neve durante a noite. Não é improvável. Se me perguntar em Lisboa, é uma pergunta difícil, eu acho que é muito pouco provável. Não é impossível, mas é muito pouco provável, embora, por exemplo, na Serra de Sintra, possa cair um ou outro floco.
Maria João Frade, em declarações à Sic Notícias. Para esta noite, o IPMA prevê ainda a queda de aguaceiros, granizo e trovoada. E este mau tempo fez com que muita gente ficasse sem energia elétrica. A E-Redes garante que já só há cerca de 2000 clientes sem eletricidade em casa. Chegaram a ser quase 4000, mas a empresa está a conseguir normalizar a situação. No balanço anterior, com dados até às 18h30 da tarde, a E-Redes tinha divulgado que cerca de 3800 clientes estavam sem energia elétrica em várias zonas de Portugal continental, sobretudo no distrito de Aveiro. E o metro de Lisboa vai manter abertas até à madrugada de terça-feira as estações de Santa Apolónia, Oriente e Rossio. Acontece no período noturno para permitir que pessoas em situação de sem-abrigo possam pernoitar. O metro toma esta medida devido ao frio, em articulação com a Câmara Municipal de Lisboa. Mudamos de tema para as presidenciais. João Cotrim de Figueiredo anuncia que vai lançar um movimento cívico apartidário chamado Movimento Horizonte 2031. O ex-candidato presidencial vai ser o líder deste movimento, quer que quem votou nele tenha uma voz ativa no debate público.
Não é um partido político, que fique claro. Pretende apenas que esses 900 mil votos que aderiram, e aderiram em massa, a uma forma de fazer política mais positiva, mais otimista, mais exigente também com o país, com mais ambição, e que vieram de todos os partidos, não fiquem, no fundo, sem um sítio onde possam manter aquela energia e manter aquela vontade de colaborar e de participar. Portanto, é um movimento que é cívico e pretende o quê? Pretende participar no debate público, condicionando no sentido de ser muito exigente com o que quer que seja o governo que esteja em funções.
João Cotrim de Figueiredo, em declarações à Sic Notícias, onde não revela a intenção de voto para a segunda volta, mas exclui votar em André Ventura.
A escolha nesta segunda volta é, de facto, péssima para os portugueses. Eu percebo aqueles que agora nas sondagens da segunda volta começam a aparecer em grande número dizendo que não vão votar ou que vão votar em branco
Eu percebo. A escolha é, de facto, péssima. Entre alguém que quer que Portugal esteja parado e entre alguém que quer Portugal para trás.
João Cotrim de Figueiredo, em entrevista à Sic Notícias. O atual eurodeputado da Iniciativa Liberal garante ainda que não vai abandonar Estrasburgo, nem pensa em regressar à liderança do partido. Na análise, a jornalista de política do Observador, Inês André Figueiredo, diz que João Cotrim de Figueiredo deixou várias pistas sobre o futuro, sendo que a criação de um novo partido não está em cima da mesa. Inês André Figueiredo destaca o capital político do ex-candidato à Presidência da República.
Com este resultado eleitoral, João Cotrim de Figueiredo sabe que tem peso e, pelos vistos, não pretende desperdiçar esse capital político. Vamos ver que repercussões é que isto tem para a Iniciativa Liberal e se é uma ajuda ou é uma pedra no sapato de um partido que tem tido dificuldades em descolar.
Análise da jornalista de política do Observador, Inês André Figueiredo, sobre o movimento cívico anunciado por João Cotrim de Figueiredo esta noite. Ainda sobre as eleições presidenciais, André Ventura acusa António José Seguro de fugir ao escrutínio. Em causa está a recusa do candidato apoiado pelo Partido Socialista em ir a dois dos três debates que André Ventura queria realizar durante a segunda volta. Numa ação de campanha no Montijo, o candidato apoiado pelo Chega critica o adversário e diz que tem medo de se comprometer com medidas para o país.
Eu quero debater os problemas do país na imigração, na habitação, na saúde, nos salários baixos. É isso que eu quero debater. O senhor António José Seguro está com medo de qualquer coisa que haja pra debater. Eu quero debater o país e acho que ele viu na primeira volta que eu procurei debater o país, debater o que nos divide, o que nos distingue, ver onde é que nos aproximamos. Ou seja, eu quero discutir Portugal. Agora, se há um candidato que quer passar nisso, tipo Miss Portugal, que ninguém lhe pode dizer nada e que passa pelos pingos da chuva sem ter que se comprometer com nada, isso é um mau exemplo pra democracia. Mas, sobretudo, levanta-me a suspeita que está com medo de alguma coisa e que está com medo de ser sujeito ao escrutínio.
André Ventura, que em declarações aos jornalistas no Montijo, critica ainda a Iniciativa Liberal, a quem antecipa a morte política em reação aos apoios da direita que têm surgido a António José Seguro. Este candidato diz que cada um faz a campanha que quer. Reação de António José Seguro, quando questionado sobre a recusa para participar em mais debates.
Que nenhum candidato fez tantos debates. Portanto, é muito simples. Eu estou aqui pra fazer a minha campanha. A minha campanha privilegia o contato direto com cada portuguesa e com cada português. É isso que eu vou fazer. Portanto, cada um faz a campanha que entende. Muito obrigado.
Declarações de António José Seguro no final de uma visita ao Centro de Engenharia e Desenvolvimento em Matosinhos. Nas mesmas declarações, Seguro também mostrou agrado com o apoio de Luís Marques Mendes e pediu uma legitimidade reforçada nas urnas. O candidato apoiado pelo PS não quis comentar os recentes apoios que tem recebido dos vários quadrantes políticos, mas questionado diretamente sobre o apoio do ex-adversário, reage assim:
Que nenhum candidato fez tantos debates. Portanto, é muito simples.
Não é este som. Vamos então ouvir o som correto.
No caso concreto, doutor Luís Marques Mendes, naturalmente que recebi com agrado. Foi um dos adversários na campanha eleitoral e fico feliz por ele ter expressado o seu apoio, o seu voto, a uma pessoa que está próxima dos seus valores.
António José Seguro em declarações aos jornalistas na sexta-feira em Matosinhos. É o ponto final no Jornal das Quatro. A informação volta às 17h.