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As notícias. Começa agora o Jornal das 10, edição do jornalista José Rafael Lopes. José, o Benfica ganhou ao Santa Clara por 2 x 1, na Primeira Liga.

Os encarnados até estiveram a perder. Luís Fernando marcou ainda no primeiro tempo ao converter uma grande penalidade. Na segunda parte, as Águias operaram a reviravolta. Pavlídis e Prestianni marcaram para a equipe lisboeta nos Açores. Com este resultado, o Benfica cimenta o segundo lugar do campeonato, soma 22 pontos, está a cinco do líder Futebol Clube do Porto. Após o encontro, Marcos Silva diz que a equipe benfiquista respondeu bem à desvantagem.

A equipe respondeu bem, não de uma forma totalmente consistente ao longo dos 45 minutos da segunda parte. Em espaços, após a vantagem, poderíamos e ainda devíamos ter controlado melhor o jogo com bola, mas nem sempre é possível ganhar a jogar muito bem. Hoje ganhamos de uma forma um pouco diferente, mas eu gostei da reação da equipe. Gostei muito da reação da equipe na segunda parte. O que eu lhes pedi ao intervalo, eles conseguiram colocar dentro do campo, acima de tudo, um pouco mais de calma, porque nós temos que ter, mesmo quando parece tudo difícil para nós, nós temos que ter mais calma e temos que ter mais personalidade para encarar esses momentos diferente como equipe.

A análise de Marcos Silva, a vitória sobre o Santa Clara. Já Petit, treinador dos açorianos, fala num resultado injusto e sublinha a boa temporada que o Santa Clara está a fazer.

Estamos no lugar que merecemos estar, porque trabalhamos, lutamos todos os dias e apresentamos o futebol que apresentamos hoje contra uma equipe com qualidade, uma equipe que é candidata ao título, uma primeira parte onde nós fomos superiores, mas acho que é um resultado injusto para aquilo que nós fizemos ao longo dos 90 minutos.

A reação de Petit após a derrota com o Benfica por dois. Os encarnados seguem no segundo lugar do campeonato.

O secretário-geral do Partido Socialista insiste que o primeiro-ministro deve deixar cair a nova lei das rendas.

Solução apresentada por José Luís Carneiro para lidar com os desafios da habitação em Portugal. O líder do PS fala numa lei que desumaniza e desequilibra a relação entre proprietários e inquilinos. Como tal, diz José Luís Carneiro, a solução é simples: basta, diz o líder do PS, aprovar a proposta apresentada pelo Partido Socialista.

Deve deixar cair a nova lei das rendas que levou à Assembleia da República, com o apoio do Chega e com o apoio da iniciativa liberal, porque é uma lei que desumaniza e que desequilibra a relação entre os proprietários e os inquilinos. E deve procurar viabilizar a proposta que apresentamos, que eu apresentei na Assembleia da República. Para quê? Para dar proteção aos proprietários, nomeadamente em relação às rendas e à salvaguarda do patrimônio dos proprietários, mas ao mesmo tempo também dando garantias, proteção aos inquilinos, aos mais jovens, às famílias das classes médias e também aos mais idosos.

José Luís Carneiro foi ainda questionado sobre o que faria perante os protestos se ainda fosse ministro da Administração Interna, cargo que já ocupou no passado. O líder do PS diz que um cenário como o atual nem sequer estaria em causa, porque o primeiro-ministro seria outro. São declarações à margem de um debate em Braga, onde o líder do PS insiste na ideia de que o governo precisa mudar a lei do arrendamento.

Seguimos com as notícias. A Provedora de Justiça pediu à PSP informações urgentes sobre a carga policial em Lisboa e no Porto.

A informação é divulgada através de um comunicado, onde se pode ler que Luísa Neto quer explicações da Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública. Em causa, a carga policial na madrugada de domingo sobre manifestantes na Praça Dom Pedro IV, em Lisboa, e na Praça Dom João I, no Porto. Esta não é a primeira vez que a Provedora de Justiça pede informações à PSP. Depois da primeira carga policial no Porto, no arranque dos protestos pelos custos da habitação, Luísa Neto já tinha avançado com pedido semelhante. A PSP tem agora 10 dias úteis para responder. Nesta carga policial mais recente, segundo a PSP, registraram-se 33 feridos e 33 detidos por desobediência. Em comunicado, as organizações das acampadas no Porto e em Lisboa falam em dezenas de feridos.

E o presidente da Câmara de Lisboa apela à calma e à serenidade depois dos protestos deste fim de semana, que terminaram com cargas policiais na capital e no Porto.

Pedido feito por Carlos Moedas à margem de uma cerimônia de entregas de casas a famílias em Lisboa, que contou também com a participação do ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, que não falou aos jornalistas. Já Carlos Moedas quis mostrar-se solidário para com os manifestantes na sequência da carga policial. Assegura o presidente da Câmara de Lisboa que está do lado de quem defende a causa.

Eu estou aqui do lado daqueles que têm esta causa e, portanto, ela é absolutamente importante. Em relação àquilo que são as imagens, eu não iria fazer aqui nenhum comentário, apenas pedir serenidade e calma. Há uma investigação aberta e, portanto, veremos qual é o resultado dessas investigações que estão abertas pelo IGAI. Sobre isso, eu acho que hoje, e sobretudo hoje, que nós estamos ainda a viver esta situação, o importante é dizer: a manifestação é sagrada na nossa Constituição. As pessoas podem se manifestar, obviamente, têm que respeitar a lei. E, portanto, neste momento, é realmente respeitar o direito à manifestação e ver depois quais são as conclusões desses inquéritos que vão ser abertos.

O presidente da Câmara, que evitou comentar diretamente a intervenção policial na madrugada de domingo no Rossio, esclarece ainda que a autarquia não tem influência sobre as decisões da PSP.

Os manifestantes do movimento Acampada de Lisboa aprovaram um protesto à frente do Parlamento, vai realizar-se amanhã.

O movimento vai deslocar-se até à Assembleia da República, na mesma altura em que vai estar a decorrer o debate do Orçamento de Estado. A decisão foi tomada esta noite. A Assembleia Popular votou também a favor a ideia de levar tendas para o Parlamento, mas apenas quem quiser e ainda sem uma decisão sobre se vão ou não tentar acampar junto à Assembleia da República. Há vozes divergentes sobre a ideia de acampar junto ao Parlamento. Muitos receiam a reação da polícia que aconteceu domingo, na madrugada, no Rossio, e há quem defenda que é importante pressionar durante a discussão do Orçamento do Estado. Entretanto, no Porto, o presidente da Câmara, Pedro Duarte, está ausente da reunião da Assembleia Municipal. Os manifestantes da cidade portuense continuam concentrados na Praça da Trindade, enquanto decorre essa reunião da Assembleia Municipal. A reunião que não conta com a presença do autarca, diz fonte da Câmara Municipal, que essa ausência de Pedro Duarte se deve a uma reunião na área metropolitana do Porto.

E a Ministra do Trabalho insiste que a revisão da legislação laboral é inevitável e garante que o estudo sobre a sustentabilidade da Segurança Social não está na gaveta.

Rosário Palma Ramalho foi ouvida no Parlamento sobre o orçamento do próximo ano, na generalidade. A ministra diz que a reforma da legislação laboral vai ser inevitável e que é preciso um pacto de regime. Quanto ao estudo sobre a sustentabilidade da Segurança Social, pode, diz a ministra, dar algumas pistas.

O estudo não está na gaveta. O estudo está fora da gaveta, porque se estivesse na gaveta não estava publicado, publicitado no site do ministério, tinha sido entregue a todos os senhores deputados, que, aliás, já chamaram até aqui o autor desse estudo. Portanto, o estudo está aí e está em debate. Tudo menos na gaveta. Compete ao Parlamento e ao sentido de responsabilidade de todas as bancadas saber que solução podemos construir a partir daqui.

Maria do Rosário Palma Ramalho, escutada no Parlamento. A ministra admite ainda que a Segurança Social tem imóveis devolutos, mas apenas uma pequena parte poderia servir para habitação.

E os sindicatos desconvocaram as greves parciais no metrô de Lisboa que estavam previstas para esta semana.

Quarta e sexta-feira de manhã, a decisão tomada pelos sindicatos depois dos serviços mínimos decretados pelo tribunal arbitral, as organizações sindicais consideram que a decisão coloca em causa a segurança dos utentes e dos trabalhadores. O tribunal arbitral decidiu que algumas estações teriam de abrir e que teriam de circular 25% das composições previstas.

José, vamos agora ao noticiário local.

Começamos no Barreiro. A Câmara Municipal lançou um novo serviço de alertas por SMS para lembrar os munícipes do pagamento das faturas de água, saneamentos e resíduos. A mensagem é enviada na véspera do prazo do pagamento e inclui a entidade, a referência e o valor a pagar. O objetivo é evitar esquecimentos e facilitar o cumprimento dos prazos. Em Porto de Mós, a Câmara Municipal aprovou o investimento de cerca de um milhão de euros para reforçar os danos causados pelas tempestades no edifício dos Passos do Conselho. A intervenção tem um prazo de execução de 270 dias, inclui obras nas coberturas, nas janelas e nos espaços interiores e também trabalhos de conservação e restauro do teto do espaço Salão Nobre. Em Odivelas, já estão abertas as inscrições para a corrida D. Dinis 2026. A prova de atletismo, organizada pela Câmara Municipal, pelo Centro de Marcha e Corrida de Odivelas e também pelos bombeiros, vai acontecer no dia 22 de novembro. A prova principal, de 10 km, tem partida às 9:30 da manhã, inclui também uma caminhada de 4 km e a corridinha do D. Dinis destinada aos mais novos. Os preços variam entre os três e os cinco euros. A prova infantil é gratuita. Nas Caldas da Rainha, o Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes promove este sábado a quinta edição do O Pão Nosso de Cada Terra, uma viagem pelos sabores culturais. É uma iniciativa dedicada à partilha de sabores e tradições culturais. No Porto, a Galeria Municipal, situada nos Jardins do Palácio de Cristal, recebe este sábado a quinta edição do Festival Fogo Fato. O evento reúne música, dança, cinema com artistas nacionais e internacionais. A iniciativa decorre entre as 15h e as 21h, com entrada gratuita. E em Espinho, a PSP deteve um homem, 36 anos, por suspeitas de tráfico de droga. A informação foi divulgada hoje pelas autoridades. Em comunicado, a PSP esclarece que o suspeito foi interceptado em flagrante delito.

E assim fechamos o jornal com edição de José Rafael Lopes. Regresse daqui a pouco, às 10h30, pra síntese informativa. Até já.

Até já.