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Quatro horas. Boa noite, eu sou a Teresa Freire. São quatro da manhã, hora de atualizar a informação. Donald Trump e Xi Jinping já estão reunidos em Pequim. O presidente norte-americano destaca a relação entre os dois países, Estados Unidos e China, e considera também que o presidente chinês é um ótimo líder. Donald Trump está de visita à China para discutir com Xi Jinping temas como o comércio internacional, a guerra no Irão e a venda de armas a Taiwan. Há uma hora decorreu a cerimônia de boas-vindas na Praça Tiananmen e neste momento os dois presidentes estão numa reunião bilateral no Grande Salão do Povo. Depois deste encontro, os dois vão visitar o Templo do Céu e à noite há um banquete de Estado. O secretário de Estado norte-americano considera que a China tem interesse em resolver a crise no Golfo. Em entrevista à Fox News, antes de chegar à China, Marco Rubio afirma que os Estados Unidos esperam que a China desempenhe um papel mais ativo na tentativa de persuadir o Irão a abandonar as suas atividades no Golfo e o secretário de Estado reforça a importância da relação dos Estados Unidos com a China.
É ao mesmo tempo o nosso principal desafio em termos geopolíticos e a relação mais importante que temos de gerir. A China é um país grande e poderoso, vai continuar a crescer. Há interesses nossos que vão entrar em conflito com os interesses deles. E para evitar guerras e manter a paz e a estabilidade do mundo, vamos ter de gerir essas questões. Há claramente áreas que são importantes para os Estados Unidos e por isso o presidente vai levantar essas questões. Poderá haver também algumas áreas de cooperação e queremos garantir que não as deixamos de lado.
Marco Rubio, o secretário de Estado norte-americano, em declarações à Fox News. Antes de Marco Rubio, Judy Vance afirmou que os Estados Unidos estão a fazer progressos nas negociações com o Irão. Isto depois de Donald Trump ter classificado a última proposta de Irão como inaceitável. Aos jornalistas na Casa Branca, Judy Vance disse que só não sabe se o progresso é suficiente para satisfazer a principal exigência do presidente norte-americano.
Acho que estamos a fazer progressos. A questão fundamental é: estamos a progredir o suficiente para satisfazer a linha vermelha do presidente? E a linha vermelha é muito simples. Ele tem que confiar que implementamos uma série de proteções para que o Irão nunca mais tenha uma arma nuclear. Penso que fizemos vários progressos desde que deixámos o Paquistão. Queremos olhar os americanos nos olhos e dizer que eles não têm que se preocupar com este país tão perigoso. É o nosso principal objetivo e podemos alcançá-lo de várias maneiras, mas o presidente Trump disse que, para já, é por via da diplomacia e é nisso que me vou concentrar.
Judy Vance, em declarações aos jornalistas na Casa Branca. Na atualidade nacional, há esquadras da PSP em algumas zonas urbanas que podem vir a ser encerradas. O anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, em entrevista à RTP. Luís Neves garante que a medida tem como objetivo colocar mais polícias nas ruas.
Estamos a pensar reorganizar as estruturas de esquadras em algumas zonas urbanas, designadamente aqui em Lisboa, porque temos muita gente e é preciso haver concentração.
Estão a concentrar as esquadras, fazendo menos esquadras, é isso?
Menos esquadras, para podermos ter mais gente-
Mais gente na rua.
Na rua e junto das pessoas.
E quanto aos casos de tortura que envolvem agentes das esquadras do Rato e do Bairro Alto, Luís Neves rejeita uma falência das instituições, no entanto, fala em contornos inaceitáveis.
Não digo que seja o maior falhanço do Estado. É perturbador, é muito preocupante, é muito sério. Não quero tirar aqui a carga de seriedade, porque eu, como tenho dito, e já utilizei esta expressão, as forças policiais devem ser um porto de abrigo. Porto de abrigo, sobretudo para as vítimas, para os mais vulneráveis, para aqueles que estão numa situação de fragilidade. Foi tudo o que se passou com estas pessoas, independentemente, num caso ou noutro, de terem ocorrido suspeitas. Portanto, há aqui uma questão de superioridade e ainda na questão da superioridade, o respeito dos direitos humanos, o respeito pela diversidade, devem ganhar ainda mais vínculo.
Luís Neves, o ministro da Administração Interna, em entrevista à RTP. Entretanto, o Sindicato Nacional da Polícia já reagiu às declarações de Luís Neves, defende aí uma reestruturação séria, racional e global do dispositivo policial nas grandes cidades. Num comunicado, o SINAPOL explica que a existência de esquadras abertas não pode ser confundida como um fator de maior segurança para os cidadãos. O sindicato recomenda ainda que o ministro da Administração Interna desencadeie imediatamente um processo negocial com vista à valorização profissional e salarial dos agentes da polícia. José Luís Carneiro vai reunir-se esta quinta-feira com o primeiro-ministro a pretexto das alterações à lei laboral. O anúncio do encontro foi feito pelo próprio em entrevista à CNN.
Temos a intenção de ter um encontro durante o dia de amanhã para passar em revista vários assuntos, mas é evidente que daí não se pode extrair a ilação de que o PS viabilizará a proposta de contrarreforma laboral do governo.
José Luís Carneiro, que diz que tudo depende das medidas que o governo decidir apresentar. O socialista recebeu o convite para a reunião com Montenegro na segunda-feira. Recusa sentir-se melindrado com o facto de o líder dos Chega ter ido antes a São Bento, uma reunião que aconteceu esta quarta-feira. André Ventura insistiu na diminuição da idade da reforma e no maior período de férias para dizer que sim à proposta da reforma laboral do governo.
Amanhã, e isto era importante, por isso é que era importante reunirmos hoje, amanhã haverá um Conselho de Ministros. Esse Conselho de Ministros terá na agenda a aprovação da reforma laboral. Tal como eu disse, esta reforma laboralQue está agora em cima da mesa é má para o país. É má para o país, é má para os trabalhadores, é má para quem trabalha. É essa a minha convicção, é essa a convicção do Chega, portanto, é essa a convicção do segundo maior partido do Parlamento. Sendo uma reforma má, ela teria que ter alterações para ficar boa. Nessas alterações boas estão vários aspetos que nós já temos referido e estão dois assuntos importantes. Como lhe disse, um, a descida da idade da reforma, o outro, a questão das férias.
André Ventura, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República. Já o primeiro-ministro acredita que há margem de negociação com o Chega, mas também com o PS, pelo menos André Ventura, Luís Montenegro já tem essa certeza. Agora falta convencer José Luís Carneiro.
O que eu tenho é, neste momento, a disponibilidade de um dos maiores partidos da oposição, o Chega, e também tenho a auscultação que fiz de uma declaração do secretário-geral do Partido Socialista, que confirmarei pessoalmente quando tiver essa oportunidade, também de igual disponibilidade. Portanto, se assim for, se os dois maiores partidos da oposição estiverem, como aparentemente parece que estão, disponíveis, teremos de passar à fase seguinte, que é a de verificação ponto por ponto dos pontos de contacto.
Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas em São Bento. Aníbal Cavaco Silva defende uma força europeia separada da NATO, mas em cooperação com a Aliança Atlântica para reduzir a dependência dos Estados Unidos e para os restantes países poderem intervir em situações em que os Estados Unidos não têm interesse. Em entrevista à Rádio Renascença, o antigo presidente da República caracterizou Donald Trump como super errático. Diz, por isso, que a Europa não pode confiar no presidente norte-americano. A notícia de fecho deste jornal em informação. A verdade regressa às 17h com a síntese de notícias.