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Mais novidades da Casa Branca. Numa altura em que Donald Trump e as principais redes de televisão norte-americanas estão em guerra aberta, a Casa Branca anunciou ontem o lançamento da Trump TV, com atualizações em tempo real, anúncios e as últimas notícias da administração norte-americana.

Nada disto é por acaso.

Nada disto é por acaso. O anúncio foi feito na rede social X: "A Trump TV já está no ar 24 horas por dia, sete dias por semana, com atualizações em tempo real, os melhores momentos do passado, anúncios e as mais recentes informações sobre a administração num só lugar. Nem todos os grandes momentos chegaram à sua TV. Agora podem chegar". É assim que remata a Casa Branca, com o link para o YouTube, que é onde está hospedada a Trump TV. Isto acontece depois de as principais redes de televisão norte-americanas terem suspendido a cobertura conjunta de eventos com Donald Trump e, por consequência, terem deixado em silêncio. O primeiro vídeo a ser transmitido assim que a Trump TV entrou no ar foi o discurso do presidente norte-americano, a 3 de julho, no Monte Rushmore, durante as comemorações dos 250 anos da independência americana. Apenas 15 minutos depois do lançamento no YouTube, a transmissão já estava com 8 mil visualizações. Esta guerra com os meios de comunicação social não é de agora, mas nos últimos dias ganhou novas proporções depois de Donald Trump ter proibido a entrada de repórteres da CNN, da MSNBC e do Político na Casa Branca. Em solidariedade, canais como CBS, NBC, ABC e a Fox também suspenderam. E a Fox. É muito sintomático. Suspenderam a cobertura presidencial em solidariedade com estes meios de comunicação, que foram banidos da Casa Branca. E esta Trump TV surge agora como uma espécie de retaliação. Claro que houve reações imediatas, como a do governador democrata da Califórnia, que disse: "Primeiro, Trump baniu a informação independente da Casa Branca." Estavas a dizer que sim, não é?

Sim, claro.

"Agora está a lançar aquilo que é literalmente a televisão estatal, para tentar abafar o fato de que ele e a sua administração corrupta estão a falhar o povo americano." Aqui já é política. Este é um comportamento verdadeiramente autocrático de um presidente falhado. Stephanie Grisham, antiga porta-voz da Casa Branca durante o primeiro mandato de Trump, afirmou que a Trump TV é semelhante ao que outros fazem. Sabem quem mais faz isto? A Rússia, a China, o Irão, só para citar alguns.

É bem verdade. Ia dizer que nada disto é inocente. Quando ele proíbe, há uns dias, os três canais da Casa Branca, já tinha o canal preparado. Não se prepara num dia. Portanto, há aqui uma sequência premeditada de encaminhar audiências para o canal da propaganda, claramente, que é um tíquete editorial.

Ele também cria uma rede social.

Depois de ser condicionado no Twitter. De acordo com as regras do Twitter, na altura. O que é espantoso é a forma como nós todos, a começar pelos americanos, olhamos para isto. Eu não direi com naturalidade, mas habituamo-nos. Achamos que isto é claro.

Isto tem um nome, não é? E faz lembrar outros países autoritários.

Absolutamente.

Ou isso ou o tal canal e a família Oliveira Coscução. Mas isto é só para os mais antigos.

Prefiro esse, que não estão a apanhar. Claro. Vamos mudar de tom.

Vamos.

Não se fala de outra coisa desde sábado.

Deste fim de semana.

Mas no outro dia chegamos aqui, o Nelson Ferreira já sabia e nós ainda estávamos desligados. "O quê? O Pingo Doce ainda não..."

Por acaso apanhei o fim de semana também.

Foi no fim de semana.

Quem sabe, sabe.

Explica para quem, eventualmente, ainda não sabe o que se está a falar.

Para quem não tem redes sociais na última semana, por exemplo. É o chamado momento Stella. Stella é o nome da senhora que o protagonizou, que viralizou. De facto, no país, transformou-se num dos maiores fenômenos da internet até agora.

E o Pingo Doce agradece.

Claro. Como é que isto começou? Estava ao vivo na zona do Castelo, na rua, um evento da RFM, sem olhar a quem, um palco com alguns artistas a atuar. Na altura, atuava o Bluey, o artista, com microfone, com a sua guitarra. E eis que Stella sobe ao palco. Para quem vê as imagens, com uma naturalidade.

Pensas que é uma artista convidada, que faz parte.

Tal e qual. Entra por trás do palco, vai-se aproximando lentamente do artista.

Fica ao lado dele.

Fica ao lado dele, a balançar ao som da música.

Mas com uma calma.

Com uma calma, de forma imprevista. Eu acho que ninguém percebeu o que estava a passar.

Com a calma dela.

Com a calma dela. Pede o microfone ao artista Bluey, já agora invisível.

É, percebe que também não percebeu bem o que estava a acontecer.

Tenta tirar-lhe o microfone na primeira vez.

Toca-lhe assim.

Foi tudo muito suave. Parecia uma coisa combinada, muito natural. Ele continua a cantar com o microfone na mão e ela insiste e fica-lhe com o microfone.

Há ali uma ligeira pausa na música dele, não é?

Exatamente. Já descrevemos, vamos ouvir só o momento chave.

Pronto.

Cortaram-lhe o microfone.

Os meus filhos não param com isto.

Estão a ouvir isto o dia inteiro. Tem sentido musical.

Entrou bem, entrou muito bem.

Tantos memes disto. Tanta coisa a acontecer.

E o que é que ela diz? O que tem no ca é o quê? É carro? Pois há esta grande questão.

Ela explicou ontem e, portanto, era uma desconhecida. Ontem esteve na CMTV, também foi a um podcast. Agora começamos a saber quem ela é, de facto, a Stella. E ela cantou de improviso aquilo. O que ela diz? Diz que agiu naturalmente por impulso, não houve nada programado. Estava a passear com os primos ali na zona e disse que ia subir ao palco e ia cantar. Não houve nenhuma aposta, não houve nada. E ela, de facto, subiu. Diz que não houve qualquer ligação ao Pingo Doce, obviamente.

Não fez nada.

Não é a intenção de tontear a marca. Diz também que não conhecia o cantor, diz que não conhecia Bluey, nem sabia que o artista é invisível. Depois, a dúvida entre o carro ou o cais, porque há várias versões, o que tem no cais, estamos no Cais do Sodré. Ela diz que o que ela quis dizer foi o que tem no carro. Ficou ali no carr, sem O.

A métrica é importante.

A métrica é importante, claro. E ela explicou ontem com a maior candura. Subiu assim que estava com o microfone na mão, não sabia o que é que havia de cantar. Olhou em frente, há um Pingo Doce precisamente na zona do Castrel. E ela disse: "O que tem no carro do Pingo Doce", porque leu à frente, do Pingo Doce. A seguir, lembrou-se que tinham estado no jardim e no jardim.

E assim foi. Lembram-se do tradutor de linguagem gestual no funeral do Nelson Mandela, na África do Sul? Temos aqui um, ele próprio também improvisou e toda a gente achou que era normal.

Sim.

Só sei que anda a cantar isso. O que tem no ca.

No Pingo Doce.

De facto, há ali um balanço com a musiquinha. E é isto, uma coisa saudável ao mesmo tempo.