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Duas Horas. As notícias com Teresa Freire.
Boa noite. O incêndio em Alijó, no distrito de Vila Real, continua com duas frentes ativas, mas a Proteção Civil acredita que os trabalhos podem evoluir favoravelmente agora durante o período da noite. O fogo lavra desde a uma da tarde, conta agora com mais de 600 operacionais no terreno, apoiados por quase 200 meios terrestres. À Rádio Observador, o comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro, Miguel Fonseca, explicou por volta da meia-noite que os acessos e o vento têm dificultado o combate ao incêndio.
A grande dificuldade, além da intensidade do vento, que desde o princípio da ocorrência tem sido efetivamente uma das principais causas de dificuldade, é também a dificuldade dos acessos. Dessa forma, temos, além dos meios operacionais a trabalhar nas frentes ativas com linha de mangueira d'água, temos também máquinas de rasto e trabalho a piado com material, com ferramentas de sapadores de várias das equipes, de forma a tentar vencer aquilo que é a dificuldade das acessibilidades, tentando que no decorrer da noite se consiga doblar efetivamente esta ocorrência.
Miguel Fonseca garante ainda que não há populações em risco.
Tínhamos duas aldeias na linha de progressão de incêndio, a aldeia de Freixo e de Ribalonga, que efetivamente estavam a nos apresentar alguma preocupação, mas realizaram-se também vários aproximamentos de meios com a função de defender perimetricamente estas populações e estaríamos com as autoridades também preparadas em caso de necessidade para confinar as pessoas. Até porque um dos problemas é a afetação das difíceis acessibilidades para estas aldeias, pelas linhas de incêndio, e não iríamos estar a pôr em risco as próprias pessoas realizando ações de evacuação e, por isso, a opção seria, em caso de necessidade, fazer confinamento. Neste momento, ainda não foi preciso adotar essas medidas.
Miguel Fonseca, comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro, em declarações à Rádio Observador. O fogo obrigou ao corte do IC5 nos dois sentidos entre Pópulo e Alijó. A Proteção Civil diz que a estrada só reabre quando houver condições de segurança. Mudamos de tema. André Ventura espera que o primeiro-ministro demita o ministro da Administração Interna, caso não esteja condicionado pelo próprio. Em entrevista à Sic Notícias, o líder do Chega voltou a pedir a demissão de Luís Neves.
Eu tenho esperança que o primeiro-ministro tenha esse bom senso de perceber a um determinado momento que tem que tomar uma decisão. E agora eu vou dizer outra coisa pouco correta politicamente. Eu tenho esperança que o primeiro-ministro tome esta decisão, se o próprio primeiro-ministro não estiver condicionado por Luís Neves. Eu não sei se está ou se não está, mas espero que não esteja. Porque o que eu sei é a minha experiência na política nos últimos anos diz-me isto: qualquer outro ministro numa situação destas, nos últimos 20 anos em democracia, qualquer primeiro-ministro já o tinha chamado e já lhe tinha dito: "Meu amigo..."
André Ventura, que esta quarta-feira, antes de entrar pra uma reunião da bancada parlamentar e da Direção Nacional do Partido na Assembleia da República, não excluiu a hipótese de se criar uma comissão parlamentar de inquérito aos mandatos de Luís Neves na PJ. Agora, já depois da reunião, continua a admitir essa possibilidade, caso Luís Neves e Luís Montenegro não deem as explicações pedidas pelo Chega. O ministro da Defesa diz ter muito orgulho no ministro da Educação e destaca os resultados do trabalho feito pelo ministro da Administração Interna. Nuno Melo sai em defesa dos colegas de governo. Sobre Luís Neves, o líder do CDS diz que o ministro há de dar todas as explicações sobre os casos em que está envolvido.
O Ministério da Administração Interna, a Defesa Nacional, a Agricultura e o Ambiente, a trabalharem coordenadamente, sentando à mesa todas as entidades que tutelam, para que consigamos dar muito melhores respostas naquilo que é a defesa do patrimônio e aquilo que é a defesa de muitas vidas que, de outra forma, poderiam ser prejudicadas. E este trabalho, que é interdisciplinar e interministerial, parte, em grande medida, da administração interna. E, por isso, desse ponto de vista, é tudo o que tenho a dizer, sendo que, quanto ao mais, o senhor ministro, o próprio, já disse que dará todas as explicações quando entender que as deve dar. Logo, não sou eu que tenho que dar explicações que o próprio senhor ministro dará.
Nuno Melo, que quando questionado sobre a polêmica dos exames nacionais esta quarta-feira à tarde, deixou elogios a Fernando Alexandre.
E quanto ao senhor ministro da Educação, só lhe posso dizer, é um grande ministro. É um grande ministro. E quando vamos na rua e ouvimos os professores, não os sindicatos, quando ouvimos os professores, ou melhor, não um ou outro sindicalista, quando ouvimos os professores, vemos neles o reconhecimento pelo que está a ser feito, pela justiça que foi conseguida, pela resolução de problemas antigos. E a vida é um contínuo, não é definida por um episódio, mesmo que esse episódio possa ter corrido um bocadinho pior.
As declarações do presidente do CDS e também ministro da Defesa sobre as polêmicas do governo nas comemorações dos 52 anos do CDS no Jardim da Amnistia Internacional. O ministro da Educação considera que tem condições para continuar a transformação no ministério. Fernando Alexandre admite que houve uma crise de confiança, mas não considera que isso deva ditar o afastamento do cargo que ocupa. O ministro da Educação considera que houve um alarmismo exagerado em torno do processo de avaliação dos exames nacionais.
Há uma certeza que eu tive desde o início do processo, é que no final os alunos poderiam ter a nota correspondente ao trabalho que fizeram durante o seu percurso escolar. Por quê? Porque os exames estiveram sempre guardados em segurança nas instalações da Imprensa Nacional da Casa da Moeda. E por isso, de fato, houve um alarmismo exagerado, porque os exames existem, estão guardados, estão protegidos, e todas as situações que têm vindo a público e que nós tornamos sempre muito transparentes, de incorreções, de erros, de desconformidades que resultam de várias dimensões, têm vindo e podem ser corrigidas e vão ser corrigidas.
Fernando Alexandre, que sobre a segunda fase dos exames, disse estar confiante de que o processo vai correr melhor.
Nós estamos a trabalhar para isso. Foi feita uma avaliação muito exigente para garantir isso. Não lhe vou dizer que não há riscos, há sempre riscos e volto a dizer, em papel também há riscos. Fizemos processos de digitalização, fizemos imensas mudanças. Ao fim de mais de dois anos, tivemos um problema grave, é verdade, mas estamos a corrigi-lo. E se não fosse possível corrigi-lo, obviamente, eu já tinha apresentado a minha demissão, mas eu estou a resolver o problema, eu com a minha equipa, os alunos vão ter a classificação, vão ter formas de a verificar e nós vamos avançar nesta grande reforma que estamos a fazer no ministério.
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, na grande entrevista da RTP. Na atualidade internacional, 12ª noite de ataques norte-americanos ao Irão. A informação foi avançada pelo comando central dos Estados Unidos, que reforçam que o objetivo é degradar a capacidade militar do Irão. Entretanto, a imprensa iraniana já dá conta de duas pessoas que morreram e mais 11 feridas na consequência destes ataques. E no futebol, o Benfica arranca a época esta quinta-feira com a primeira mão da segunda pré-eliminatória da Liga Europa. Os encarnados jogam frente ao St. Gallen, na Suíça. Na antevisão da partida, o treinador Marco Silva admite que a equipa tem um grande desafio pela frente, tendo em conta o pouco tempo de trabalho.
Consideramos importante começar da melhor forma e ser competitivos o suficiente, atendendo ao momento da temporada e à pré-temporada atípica que temos tido, por razões de começarmos a competir bem cedo, pela questão do mundial também, sermos competitivos e estarmos na próxima eliminatória. Esse é o nosso objetivo. Sabemos que é uma eliminatória com dois jogos. Queremos e ambicionamos um bom jogo amanhã e um bom resultado. Esse é o objetivo, sabendo sempre que teremos o jogo no Estádio da Luz na segunda mão.
Marco Silva, na conferência de imprensa da antevisão do jogo, que está marcado para esta quinta-feira, às 19h, com relato e análise na Rádio Observador. Ponto final neste jornal das 04h. A informação está de regresso às 05:00. Entretanto, temos a repetição do Contracorrente.