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Horas. As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira. Muito boa noite. O antigo presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, terá saído em defesa do governo na reunião do Conselho de Estado desta segunda-feira, algo que o Observador apurou numa intervenção descrita como particularmente forte. Cavaco Silva alertou para aquilo que considera ser uma manipulação política das manifestações por grupos da esquerda radical. O antigo chefe de Estado criticou também os casos de desrespeito pelas autoridades e avisou que uma gestão ineficaz dos protestos pode pôr em causa a autoridade do Estado. Isto numa reunião que durou cerca de cinco horas. Apesar da longa duração, o comunicado divulgado ao final do encontro não apresenta conclusões concretas. Fica-se por uma mensagem breve, que sublinha a importância da coesão social para reforçar a confiança dos portugueses nas instituições democráticas. Vasco Maldonado Correia.
Foram cinco horas de reunião, com a habitação em pano de fundo para o tema que levou António José Seguro a convocar o Conselho de Estado a coesão social. O comunicado divulgado à imprensa no final da reunião não revela praticamente nada sobre as conclusões do encontro. Nota apenas que os conselheiros de Estado foram ouvidos sobre os caminhos que consideram adequados para o reforço da coesão social, sendo que olham para essa questão como condição para a resposta aos desafios estruturais do país. Desafios tais como a desigualdade, a coesão territorial e também o acesso a bens essenciais, como a habitação, a educação e a saúde. Sem mais detalhes, o comunicado termina com a informação de que o Presidente da República valorizou os contributos apresentados pelos conselheiros, sublinhando que enriqueceram a reflexão sobre a matéria. E reafirma também que a coesão social tem importância acrescida para a confiança dos cidadãos nas instituições democráticas. Nesta reunião, estiveram presentes 15 dos 19 conselheiros. O encontro contou já com o contributo de duas caras novas: o presidente do Tribunal Constitucional, João Carlos Loureiro, e a Provedora de Justiça, Luísa Neto.
Vasco Maldonado Correia, que esteve no Palácio de Belém a acompanhar a reunião do Conselho de Estado, a segunda no mandato de António José Seguro enquanto presidente da República. O secretário-geral do PSD, líder da bancada parlamentar social-democrata, Hugo Soares, insiste que a decisão judicial conhecida esta segunda-feira autoriza apenas uma tenda no Rossio. O Tribunal Administrativo de Lisboa autorizou a ativista Renata Cambra a acampar na praça para lá da meia-noite e meia. Ora, Hugo Soares acompanha a interpretação do ministro da Administração Interna, Luís Neves, e defende que a decisão diz respeito apenas a uma situação individual.
Eu creio que a decisão judicial, que deve ser respeitada com humildade democrática, mas sobretudo com humildade e espírito de respeito pelas decisões judiciais, é assim que deve ser num Estado de direito democrático. O que a decisão judicial diz? Diz que é permitida, numa resposta individual a uma requerente, eu vou repetir, na resposta individual a uma requerente, a montagem de uma tenda para uma manifestação.
Hugo Soares, em entrevista à CNN Portugal, o líder parlamentar do PSD recorda ainda o histórico de Renata Cambra.
Quem é Renata Cambra? Renata Cambra não é uma cidadã apartidária. Esta porta-voz daqueles cidadãos que meteu esta ação em tribunal para ela, está longe de ser uma cidadã apartidária. E os portugueses têm que saber. Esta senhora, uma cidadã livre, não é apartidária. A Renata Cambra é militante ou foi militante do movimento de alternativa socialista e agora é militante de um outro partido da esquerda radical.
Hugo Soares saiu em defesa de Luís Neves, afirma que o ministro da Administração Interna é responsável pela reorganização do Aeroporto de Lisboa e que merece crédito pelo combate aos incêndios. Olhamos agora para as acampadas no Porto. Os manifestantes decidiram passar a noite na Praça Dom João I. Pouco depois da meia-noite e meia, multiplicaram-se as tendas no local. Em poucos minutos, foram montadas mais de uma dezena de tendas em assembleia popular. Os manifestantes decidiram passar a noite na praça. Nessa mesma assembleia, o movimento saudou a disponibilidade do presidente da Câmara, Pedro Duarte, para uma reunião pública, mas considera que não estão reunidas as condições para um encontro. Entretanto, numa publicação nas redes sociais, os ativistas apresentam quatro reivindicações para um encontro com o autarca. Querem rendas apoiadas em todas as casas municipais, a revisão das regras de acesso à habitação social. Pedem também medidas para colocar no mercado os mais de 20 mil imóveis devolutos identificados no Porto e a proibição de novas licenças de alojamento local em imóveis destinados à habitação, bem como a revogação das já existentes. Em Lisboa, os manifestantes se mobilizaram, mas prometem voltar a pernoitar no Rossio já na noite desta terça-feira, com tendas, como explica o jornalista do Observador, David Bileu, que acompanhou mais um dia de protesto.
Foi às 21h, aqui na Praça do Rossio, que os manifestantes se reuniram em assembleia popular para decidir se iam ou não acampar durante esta madrugada. A assembleia reuniu e decidiu não acampar durante esta madrugada. Não foi votada nenhuma proposta nesse sentido, mas a verdade é que foi aprovada a proposta de acampar nesta terça-feira. Esta foi uma das propostas aprovadas aqui na assembleia popular na Praça do Rossio, mas não foi a única. Os manifestantes decidiram também que vão reunir com o presidente da República, António José Seguro, que já tinha mostrado disponibilidade para falar com os representantes desta acampada. Esta foi uma proposta que foi aqui aprovada com quase total unanimidade. Também outra das propostas que foi aprovada foi a de mover esta mesma assembleia popular para o Pátio das Quintinhas, esta quinta-feira, na freguesia do Beato, para demonstrar a solidariedade para com a situação de cerca de 30 famílias ameaçadas de despejo num prazo de 10 dias. Foi outra das propostas votadas nesta assembleia, que ocorreu aqui junto à estátua Dom Pedro IV. Estiveram aqui muitos jovens, principalmente, reunidos. Na verdade, esta não foi das manifestações mais numerosas. Estiveram aqui algumas centenas de pessoas, mas já vimos dias onde estiveram aqui muitas mais centenas. Mas a verdade é que estiveram todos aqui reunidos para decidir, ouvir as propostas e votar. No final desta assembleia, vimos duas pessoas que decidiram espontaneamente montar aqui duas tendas, que são um símbolo desta luta pela habitação. E passado pouco tempo da montagem destas tendas, a manifestante Renata Câmara, que esteve também aqui presente, decidiu também montar ela mesma a tenda. Neste momento, a Praça do Rossio encontra-se bem mais deserta, encontram-se aqui ainda algumas pessoas, mas a verdade é que a grande maioria já começou a dispersar. Também não vemos um dispositivo policial praticamente nenhum, vejo apenas aqui um carro da polícia e, portanto, esta noite promete não trazer nenhuma carga policial, nem qualquer tensão entre manifestantes e polícia.
O resumo do 17º dia de protesto pela habitação em Lisboa, pela voz do jornalista do Observador, David Belém. Na atualidade internacional, depois de pouco mais de dois meses sem ataques diretos, os Estados Unidos voltam a atacar o Irão em vésperas de eleições intercalares norte-americanas. Washington levou a cabo novos ataques militares contra a ilha de Qeshm, no sul do país. A informação está a ser avançada pela CNN, que cita um responsável norte-americano, que descreve a operação como limitada e defensiva. Em causa, o alegado uso de mísseis terra-ar por parte de forças iranianas contra meios militares dos Estados Unidos. O responsável não avança mais pormenores sobre a dimensão dos ataques, nem sobre eventuais vítimas. Ainda na atualidade internacional, já há data e local para o próximo encontro trilateral entre a Ucrânia, a Rússia e os Estados Unidos. As negociações estão marcadas para os dias 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. O anúncio foi feito pelo enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, que confirmou que Washington vai mediar as conversações. Em cima da mesa, vão estar as garantias de segurança para o pós-guerra, a desescalada do conflito e os esforços humanitários, além dos próximos passos para alcançar a paz. Antes do encontro, os negociadores norte-americanos vão reunir-se, ainda esta semana, em Bruxelas, com representantes da União Europeia, da NATO, de França, da Alemanha e do Reino Unido. No desporto, o Benfica sofreu, mas venceu o Alverca por 1 x 0, no Estádio da Luz, no jogo que encerrou a décima jornada da Primeira Liga. Os encarnados continuam, ainda assim, a cinco pontos de distância do líder Futebol Clube do Porto. Pavlídis garantiu o triunfo do Benfica com uma grande penalidade aos 51 minutos, que lhe permitiu consolidar a liderança da lista de melhores marcadores da prova, com 10 gols, mais dois gols que o colombiano Luís Suárez. No final da partida, o treinador Marco Silva admitiu que este foi o jogo em que fez mexidas mais tarde na equipa.
Mas nem sempre tem que se fazer as alterações todas. É óbvio que a alteração no intervalo era necessária. Nós estávamos olhando um pouco de uma forma geral para o jogo. Uma vitória muito importante pra nós, mais três pontos, uma vitória justa também, mas muito difícil. Em termos de exibição, não foi a exibição que nós normalmente temos e gostamos, da forma como gostamos de o fazer, mas faz parte e hoje não foi uma noite inspirada da nossa parte. Em muitos momentos, muito coração e pouco equilíbrio pra tomarmos as decisões mais acertadas que o jogo pedia.
Marco Silva, treinador do Benfica, no final do jogo frente ao Alverca. O Benfica segue na segunda posição, com 25 pontos, a cinco do líder Futebol Clube do Porto, enquanto o Alverca, que somou a segunda derrota consecutiva, é décimo classificado, com 11. Ponto final nesta edição das 04h. As notícias estão de regresso às 05h. Já a seguir vem a primeira parte do Contracorrente desta segunda-feira.