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Cinco horas. As notícias com João Lourenço.
Muito boa noite. Saúde e pacote laboral do governo foram os dois temas em destaque no debate presidencial desta noite de domingo entre Catarina Martins e Henrique Gouveia e Melo. Começando com a saúde, a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda criticou o investimento nos privados, diz que têm recebido muito dinheiro e feito pouco.
O que eu proponho, sobretudo, é que possamos olhar para as questões que temos hoje de outra forma, reinventar. Não vale a pena defender o que tivemos, também não vale a pena defender que é dado dinheiro aos privados, porque eles têm ficado com muito dinheiro e não têm feito nada de jeito. Portanto, precisamos, seguramente, é de olhar para o problema de outra forma e é isso que eu me proponho fazer.
Quanto ao almirante, defende um modelo híbrido entre o público e o privado na saúde.
Qual é o destino que nós queremos para o Serviço Nacional de Saúde? Isso não está claro nesta governação. E o presidente pode ajudar a esclarecer isso, porque isso é muito importante para se perceber se quer um modelo encostado, e eu defendo esse modelo encostado, tem papel essencial, até porque é um elevador social importante na sociedade, ou se quer um modelo mais híbrido, com mais espaço para a medicina privada.
E o senhor, o que é que defende?
Acabei de dizer que
Mais híbrido?
Eu acho que o modelo é híbrido, mas o Estado tem que garantir um SNS público de qualidade.
Num debate onde o tema da defesa também entrou na troca de argumentos, no pacote laboral, Catarina Martins diz que se opõe totalmente e alerta ainda para o que acredita serem perigos da proposta do Executivo da AD.
E mesmo as pessoas que pensam que isto não é nada com elas, porque não precisam das horas extraordinárias para chegar ao fim do mês, ou porque como já têm um contrato permanente, acham que estes contratos a prazo não as afetam, cuidado! O que o governo agora pôs em cima da mesa nas negociações com a UGT, foi as empresas poderem baixar um trabalhador de posição e de salário. Isto é gravíssimo.
Henrique Gouveia e Melo apenas pede uma coisa: que não se mexa na duração dos contratos de trabalho.
O primeiro direito que não deve nunca ser mexido é o direito dos tempos que estão previstos neste momento em termos dos diversos tipos de contrato. Contrato a termo, a termo incerto, etc. Por quê? Porque isso vai precarizar.
O alargamento.
E mais do que precarizar. Além de precarizar, não vai contribuir para a competitividade da economia.
Gouveia e Melo e Catarina Martins, esta noite de domingo na SIC. O próximo debate presidencial, já é esta segunda-feira, 20h, na RTP. Candidato liberal, João Cotrim Figueiredo e Jorge Pinto, candidato apoiado por um Livre, estão frente a frente no quinto debate rumo às eleições presidenciais do mês de janeiro. O presidente da República diz que a Europa tem de ser diplomática, dura e mais unida em momentos cruciais, posição defendida por Marcelo Rebelo de Sousa, a propósito das negociações deste fim de semana em Genebra sobre o plano de paz para o cessar-fogo na Ucrânia. O presidente da República deixa ainda claro que é necessário uma posição mais firme por parte da Europa, para que o mundo não fique dominado pelos Estados Unidos, China e Rússia.
Acho que a Europa é essencial para que isto não fique só duas potências e meia, que é Estados da América, China e depois meia, a Federação Russa. Eu gostaria de ser três, para isto o mundo não ficar um G3, que mandam no resto do mundo, ou um G2,5. A Europa, que é poderosíssima em termos económicos, tem de ser poderosíssima em termos políticos e internacionais. Tem que ser uma potência política internacional.
Marcelo Rebelo de Sousa, aos jornalistas, à margem da entrega do prêmio Manuel António da Mota, no Porto. Quem também falou sobre os últimos desenvolvimentos na guerra na Ucrânia foi Luís Montenegro. O primeiro-ministro diz que o plano norte-americano para a paz não preenche os requisitos mínimos. Luís Montenegro defende que a articulação com a União Europeia é obrigatória neste processo negocial. O chefe do governo pede mais velocidade em todas as negociações para alcançar a paz na Ucrânia, mas deixa a ressalva: o plano da administração de Donald Trump não é o caminho certo.
A meu ver, não preenche aqueles que são os requisitos mínimos que salvaguardam uma paz justa e duradoura para a Ucrânia, enquadrada também no objeto de termos um horizonte de segurança na Europa e, portanto, diria que, como também já foi afirmado, é uma base, mas é uma base que é ainda muito insuficiente para aquilo que são os objetivos europeus.
As palavras de Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas, em Luanda, capital angolana, onde esta segunda e terça-feira, cerca de meia centena de chefes de Estado e de governo, africanos e europeus, participam na Cimeira União Europeia-África. Este evento é o sétimo entre os dois blocos e assinala 25 anos de parceria. Vai ser copresidida pelo presidente do Conselho Europeu e o ex-primeiro-ministro português, António Costa, e pelo presidente angolano, João Lourenço. O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, já está em Luanda e também vai estar acompanhado pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e o líder do governo espanhol, Pedro Sánchez, que também estão confirmados. A Cimeira vai centrar-se em temas como acelerar o progresso em áreas como paz e segurança, integração económica, comércio e investimento. A seguradora Fidelidade diz que as indenizações às vítimas do Elevador da Glória vão demorar, mas garante apoio. Isto porque falta definir os valores envolvidos. O que está a provocar mais demora neste processo são as indenizações no caso das mortes. Diz Zé Rogério Campos Henriques, presidente-executivo da Fidelidade, a seguradora da Carris. Acerca dos valores totais das indenizações, não avança número em específico, diz apenas que vão ser vários milhões de euros. O presidente-executivo da Fidelidade esclareceu também que já foram pagas as despesas hospitalares e de viagens aos familiares de todas as vítimas. O descarrilamento do Elevador da Glória ocorreu a 3 de setembro, provocou 16 mortes, duas dezenas de feridos entre portugueses e estrangeiros de várias nacionalidades. No norte do país, em Braga, a Bosch termina hoje o layoff que vigorava desde o início do mês de novembro e que estava a afetar mais de 2500 trabalhadores. Recordar que em causa estava a escassez de componentes. Segundo a empresa alemã, a fábrica vai conseguir produzir sem necessidade de recorrer a um regime de layoff, em resultado de um fornecimento mais contínuo de componentes. Ainda assim, a Bosch alerta, diz que não pode excluir futuras interrupções de produção ou ajustes nos horários de trabalho, devido à situação geral de escassez de componentes e da evolução da política comercial. A França pede à Argentina cláusulas de salvaguarda para aprovar o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul. O pedido foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros francês ao seu homólogo argentino, ao encontrar à margem da Cimeira do G20, em Joanesburgo, na África do Sul. Segundo comunicado oficial de Paris, a França só vai apoiar o acordo se forem garantidas medidas de proteção para setores sensíveis, especialmente o agrícola. A Comissão Europeia assinou o pacto com o Mercosul em dezembro do ano passado, acordo que tem de ser ratificado pelos estados membros da União Europeia, possibilitaria a criação de um dos principais mercados do mundo, juntando 780 milhões de pessoas. Vamos agora ao desporto. Terminou este domingo mais uma eliminatória da Taça de Portugal, a quarta desta temporada 25, 26, e há três tombos gigantes nesta prova rainha. Associação Desportiva de Fafe, Caldas Sport Clube e o Atlético Clube de Vila Meã seguem em frente depois de terem eliminado adversários de escalões superiores. Vamos aos jogos. O Fafe recebeu em casa o Arouca, da Primeira Divisão, e já nos minutos finais do tempo regulamentar, a equipa nortenha venceu por 2x1, num golo a partir de um pontapé de canto. Mais cedo, o Vila Meã recebeu e venceu o Leixões, da Segunda Divisão, também por 2x1, e este golo vencedor também foi marcado já nos minutos finais. Mais tarde, no Estádio João Cardoso, em Tondela, o Caldas da Liga 3, da Terceira Divisão Portuguesa, venceu a equipa da Primeira Divisão após pontapés de pênalti, resultado final 6x5. Em outros resultados da noite, o Braga venceu na Pedreira o Nacional da Madeira por 4x2. Estas equipas seguem em frente para a próxima fase da prova rainha, que já tem sorteio marcado. É já esta terça-feira, onde vamos poder descobrir os jogos da quinta e também os destinos das equipas para a sexta eliminatória. Vamos fazer um balanço de toda a Taça de Portugal mais logo, ao início desta manhã, em mais um "Vamos à Bola". Ponto final neste noticiário das 5h da manhã. Regresso dentro de 20 minutos para a cinta informativa. Continue com a Rádio Observador.