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Bom dia, eu sou o Martim Madeira e este é o jornal das 5 da manhã na Rádio Observador. Começamos pela política internacional, neste caso concreto, o Médio Oriente. O Irão acusa os Estados Unidos de estarem a tentar matar o piloto norte-americano desaparecido do caça que foi abatido pelas forças iranianas. É uma notícia dada pela agência de notícias iraniana Tasnim. A agência cita uma fonte do exército iraniano que afirma que os Estados Unidos têm estado a bombardear as regiões de Kogoleye e Boyer Ahmad, onde os norte-americanos acreditam que o piloto está localizado. Esses bombardeamentos, segundo a fonte da Tasnim, aconteceram apenas momentos depois do desaparecimento do piloto. A fonte do exército iraniano recusa-se a comentar se o piloto está sob a custódia iraniana ou não, apenas diz que os Estados Unidos não estão a dizer toda a verdade sobre a situação. Acusa ainda os norte-americanos de estarem a mentir sobre o resgate do primeiro piloto envolvido neste caça que foi abatido pelas forças iranianas. Agora procura-se o segundo. Esta fonte também afirma que a história deste segundo piloto, que está desaparecido, vai ser mais um escândalo pra administração norte-americana e diz que há uma razão para o quererem matar, sem mencionar qual. O exército iraniano avisa Donald Trump que a região vai tornar-se num inferno para os Estados Unidos se a ofensiva escalar. É a resposta do porta-voz do comando do exército iraniano às ameaças do presidente dos Estados Unidos. Trump estabeleceu esta tarde um prazo de 48 horas para Teerão chegar a acordo ou abrir o Estreito de Ormuz. Caso contrário, avisou que o Irão iria tornar-se num inferno. Ora, chega agora a resposta iraniana. O porta-voz do exército sublinha que a ilusão de derrotar a República Islâmica do Irão tornou-se num pântano no qual os Estados Unidos se vão afundar. São declarações citadas pelo Al Jazeera. O exército iraniano considera que as ameaças de Donald Trump são estúpidas. A DECO Proteste acusa o governo de hipocrisia por querer taxar os lucros extraordinários das petrolíferas. A defesa do consumidor não tem dúvidas, é o Estado que está a encaixar a receita fiscal extra, por exemplo, na garrafa de gás. O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e quatro outros ministros da União Europeia propuseram criar um imposto às energéticas por causa dos lucros extraordinários na sequência do conflito no Irão. O objetivo seria mesmo passar uma mensagem clara às empresas que estão a lucrar com as consequências da guerra. À Rádio Observador, Pedro Silva, analista de mercados energéticos da DECO, acusa o Estado de estar a ganhar lucros caídos do céu.

Os aumentos de preços que já se começaram a verificar, a garrafa de gás de 13 quilos aumentou de 34 para valores que já estão neste momento a chegar à casa dos 37, 38, ou chegarão muito em breve, sobre isto incide IVA. E portanto, há aqui uma receita que o Estado não está a devolver, seja por via de ISP, seja por algo muito mais óbvio, que é tratar um serviço público essencial, que é o gás engarrafado, da mesma forma que trata eletricidade e gás natural, que na maioria das faturas é taxado a 6%. No caso do gás engarrafado, continua a ser um bem de luxo, taxado a 23%, e que quando some, é o lucro caído do céu para o Estado.

Pedro Silva não tem dúvidas, a crise energética pode prolongar-se até ao final do ano.

Estamos perante uma crise energética que, ainda que hoje o Estreito de Ormuz fosse totalmente aberto à navegação, não se resolveria num prazo, provavelmente, antes do final deste verão. Portanto, o ano de 2026 vai continuar a ter alguma tensão, uma vez que vai demorar tempo a que tudo se regularize.

A análise do analista de mercados energéticos Pedro Silva, à Rádio Observador. Catorze pessoas morreram até agora nas estradas portuguesas neste fim de semana de Páscoa. É o balanço feito pela Guarda Nacional Republicana, que adianta que é o registro mais grave dos últimos três anos e o dobro do que tinha sido registrado no ano passado, numa altura em que já se contam perto de dois mil acidentes apenas nesta época festiva. O capitão Pedro Antunes manifesta desânimo com os números deste ano. Aqui as declarações do capitão da Guarda Nacional Republicana sobre esta operação da Páscoa.

Sem dúvida. Estes números não são felizes, sobretudo por uma época em que está marcada essencialmente pela união familiar e passagem da Páscoa, pelo que a GNR continuará firme na estrada, ou neste caso, nos principais eixos rodoviários, sobretudo agora a preparar o regresso.

Capitão Pedro Antunes no registro captado pela RTP. O excesso de velocidade e de álcool, assim como a condução ao telemóvel, são as contraordenações mais comuns. A GNR vai estar na estrada nesta Operação Páscoa até segunda-feira. Esta Páscoa fica também marcada pelo aumento dos preços e não só do combustível. O cabaz dos bens essenciais atingiu o valor mais caro de sempre. Os portugueses vão ter de pagar mais para ter o tradicional cabrito e o folar à mesa e notam isso mesmo na carteira. O Observador passou a manhã no mercado de Lisboa, numa altura em que o cabaz essencial ultrapassou os €254. A população queixou-se dos aumentos no talho. O cabrito continua a ser procurado, diz o talhante José Silva ao repórter Ricardo Lopes, mas o preço Subiu e não foi por pouco.

Hoje e ontem havia bastantes encomendas e saiu bastante mesmo.

E diga-me uma coisa, qual é o preço do cabrito por quilo? Aumentou muito comparativamente ao do ano passado?

Ao do ano passado aumentou. Está 25 € o quilo.

E recorda-se de quanto é que estava o ano passado?

O ano passado devia estar na casa dos 19,5, 20.

E ainda que Sandra Mira, dona de uma padaria, tenha vendido os folares que tinha para a manhã de ontem, confessa que também teve de ajustar o preço.

Nós tivemos que fazer uma atualização, porque os preços têm subido gradualmente, é quase ao mês em determinadas coisas, como por exemplo, ovos, o chocolate, o cacau. Nós utilizamos muita coisa que está sempre em aumento de custos. Portanto, de alguma forma, e em determinados momentos, temos que o fazer refletir no nosso preço. Tentamos não demasiado para o lado do cliente, mas temos que gerir isso e esperemos que não suba muito mais.

Sandra Mira, dona de uma padaria, quando também o tradicional folar doce atingiu preços mais elevados. Esta Páscoa foi um trabalho do jornalista do Observador, Ricardo Lopes, que esteve ontem no mercado em Lisboa. Depois passamos para o desporto. O Futebol Clube do Porto empatou contra o Famalicão. Dois dois foi o resultado do jogo de ontem. Pelo Famalicão marcou Sorriso e Rodrigo Pinheiro, já pelo Futebol Clube do Porto, Alberto Costa e Seko Fofana fizeram os gols dos Dragões. Um jogo que esteve com o resultado em aberto até ao fim, com gols das duas equipas nos últimos minutos, mas foi mesmo o Famalicão que fechou o marcador aos 90 mais 10. Em reação à partida, Francesco Farioli, que deixou o campo visivelmente desiludido, admite que o Porto não esteve no seu melhor.

Acho que a nossa performance em geral esteve abaixo dos nossos padrões, mesmo que tenhamos liderado uma parte do jogo. É uma pena que não tenhamos levado a vitória para casa, mas é como digo, não foi o nosso melhor jogo. Só que agora está feito. Não podemos voltar atrás. Agradeço aos adeptos o apoio ao longo de 100 minutos. Agora é virar a página. Temos quatro ou cinco dias para os quartos de final da Liga Europa e não temos tempo para ficarmos presos a isto.

Já do lado do Famalicão, Hugo Oliveira enaltece a prestação do Futebol Clube do Porto, mas sublinha a garra dos jogadores da equipa famalicense.

Jogamos aqui perante um grande adversário, um grandíssimo adversário, muito forte, com muitas alternativas, com muita capacidade individual, mas também muita capacidade coletiva. O jogo entrou numa toada forte, agressiva, mas muito tática. E eu tenho que tirar o chapéu aos meus rapazes, porque tiveram um comportamento incrível do ponto de vista da interpretação daquilo que foi o jogo. Tivemos jogadores com exibições, na minha opinião, fantásticas, porque com a idade que eles têm, com a capacidade de interpretar o jogo como eles tiveram. Hoje experimentamos uma forma de estar um bocadinho diferente, sem bola e a capacidade interpretativa deles muito boa, mas depois mantendo a mesma coragem perante um ambiente fantástico. Um grandíssimo jogo de futebol entre o Futebol Clube do Porto e o Famalicão.

Com este resultado, o Futebol Clube do Porto mantém a liderança do campeonato a cinco pontos de vantagem do Sporting. É importante relembrar que o Sporting tem menos um jogo, devido ao adiamento do jogo com o Tondela. Portanto, esta vantagem de cinco pontos está à condição. Também houve outro jogo ontem, o Sporting Braga venceu em Moreira de Cónegos, o Moreirense por 1 x 0. O golo foi marcado pelo espanhol, o avançado espanhol do Sporting Clube Braga, Fran Navarro. Os bracarenses consolidam assim o quarto lugar com 49 pontos, mais quatro do que o Gil Vicente e Famalicão. Já o Moreirense soma a terceira derrota seguida, mantém-se na nona posição com os mesmos pontos do vizinho Vitória de Guimarães. Ponto final neste jornal. A informação está de regresso às 17h30 com a síntese de notícias. Até já.