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As notícias com Ricardo Lopes.

Muito bom dia. O ministro da Educação vai hoje ser ouvido na Comissão Permanente do Parlamento. O debate vai centrar-se nos problemas na primeira fase dos exames nacionais do secundário. Está marcado para às 15h. Na passada sexta-feira, a conferência de líderes decidiu, em reunião extraordinária, convocar a Comissão Permanente do Parlamento para debater este assunto. No mesmo dia, o ministério confirmou a presença de Fernando Alexandre para prestar esclarecimentos, isto depois de, anteriormente, o porta-voz da conferência de líderes, em declarações aos jornalistas, ter dito que caberia ao governo decidir se se faria representar neste debate, uma vez que o regime da Assembleia da República não permite convocar o ministro para a Comissão Permanente. Uma petição contra o campo de tiro em Alter do Chão ultrapassou as 2500 assinaturas, o que significa que a petição será apreciada em debate por uma comissão parlamentar. Em causa está a transferência do campo de tiro da Força Aérea Portuguesa de Alcochete para Alter do Chão, no distrito de Portalegre. A medida foi anunciada já em março pelo governo, na sequência da construção do novo aeroporto em Alcochete. O novo campo de tiro militar vai ocupar cerca de 7500 hectares nos conselhos de Alter do Chão, Crato, Fronteira e Monforte, segundo os assinantes desta petição, atravessa terras agrícolas e um gasoduto da Rede Nacional de Transporte de Gás e, por isso, o movimento cívico exige agora a publicação do perímetro e dos estudos que fundamentam a escolha da nova localização do campo de tiro. Na atualidade internacional esta noite, Donald Trump anunciou que estão agendadas para hoje negociações com o Irão. O anúncio acontece depois do presidente norte-americano ter cancelado um ataque massivo que tinha planeado, um ataque que, segundo Donald Trump, teria sido o maior desde a Segunda Guerra Mundial. O presidente norte-americano garante que cancelou este ataque em larga escala, de modo a poder retomar o diálogo. Donald Trump diz que foi convencido graças a apelos de aliados, como é o caso da Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Qatar, e também do próprio Irão. É o que diz Donald Trump, algo que Teerão já veio, entretanto, negar. O chefe de Estado norte-americano admite que há um eventual acordo entre as partes quanto ao Estreito de Ormuz. Já no que diz respeito às questões nucleares, Donald Trump diz que ficarão para depois.

Estávamos completamente preparados para avançar nesse momento. Ia ser um ataque massivo. Tínhamos tudo pronto, mas quando os nossos aliados nos pediram para cancelar, ficamos a pensar: "Bem, vamos ver". E a razão pela qual o pediram é porque acreditam que há um acordo, há um acordo sobre Ormuz e depois haverá um acordo sobre a questão nuclear ou, se preferirem, sobre a desnuclearização do Irão. Eu chamo-lhe a desnuclearização do Irão.

Declarações do presidente norte-americano aos jornalistas esta noite a bordo do Air Force One. Mesmo com este anúncio das negociações, o secretário da Defesa dos Estados Unidos sublinha que as Forças Armadas norte-americanas continuam prontas para agir. Pete Hegseth reiterou as declarações de Trump, confirma que o Pentágono estava preparado para atacar o Irão com uma ofensiva sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial. Numa publicação na rede social X, o secretário da Defesa diz que, no entanto, as tropas dos Estados Unidos se mantêm preparadas. Ainda assim, com este anúncio, o preço do petróleo já recuou 7%. Face a estas perspetivas de um alívio no conflito, o petróleo caiu acentuadamente no início da sessão desta segunda-feira. Na abertura da sessão asiática, o Brent, que serve de referência para a Europa, caiu cerca de 7% para os 83,60 dólares por barril. Durante a semana passada, recordo que, face à ameaça de mais ataques dos Estados Unidos ao Irão, o preço do barril chegou a ultrapassar a fasquia dos 100 dólares. Olhamos ainda para a situação em Ceuta. Marrocos reconhece que 40 mil pessoas entraram na cidade espanhola e atribui a crise às redes sociais e também às redes de tráfico. Em comunicado, o Ministério do Interior marroquino diz que 40 mil pessoas atravessaram a fronteira em direção a Ceuta. Marrocos atribui a deslocação de migrantes para Ceuta aos movimentos nas redes sociais e às máfias de tráfico de pessoas. A nota do governo marroquino diz ainda que o país vai continuar a ser um parceiro fiável e comprometido com o fortalecimento da cooperação internacional no âmbito da luta contra a migração ilegal e o tráfico de pessoas. Na cidade espanhola está a enviada especial d'O Observador, Inês André Figueiredo, que explica que o governo espanhol está a concentrar os migrantes em dois locais, numa tentativa de assegurar a organização da cidade.

Houve aqui uma espécie de tentativa de centralizar as pessoas em dois espaços. Um deles é o CETI, que é a organização de alojamento temporário para os migrantes, que já estava cheia mesmo antes desta crise começar. As pessoas estão à porta, não têm comida, não têm água e, portanto, tornou-se ali a situação um pouco complicada. E depois na praia, quando se desce deste centro, vai-se ter a uma praia, uma estrada curta que vai levar a uma praia, e o que as autoridades espanholas fizeram foi tentar reter o máximo de pessoas possível nessa praia para que não andem pela cidade a deambular.

O relato da enviada especial d'O Observador a Ceuta, Inês André Figueiredo. Ainda sobre este tema, o líder do partido espanhol Vox diz que a entrada dos migrantes em Ceuta foi um ato de guerra promovido por Marrocos. Santiago Abascal foi até Ceuta, onde reiterou a ideia propagada nas redes sociais e passada também pelo líder do principal partido da oposição espanhola, o PP, de que Marrocos colocou deliberadamente estes migrantes em Ceuta. O líder do Vox fala numa invasão e num ataque à soberania espanhola.

Estamos perante um ataque brutal à nossa soberania e à segurança dos espanhóis. Estamos perante uma invasão e perante um ato de guerra promovido por Marrocos e permitido por Pedro Sánchez de diferentes maneiras.

Declarações do líder do Vox, Santiago Abascal, que na rede social X afirma também que em Ceuta estão ainda vários milhares de migrantes que não regressaram a Marrocos. As forças de segurança espanhola dizem que voltaram já cerca de 73,5 mil pessoas para Marrocos. Nos Estados Unidos, perto de 28 mil bombeiros estão a combater incêndios. A onda de calor que se sente no país aumentou o risco de incêndio, sobretudo na região noroeste, onde os estados de Washington e Oregon enfrentam a situação mais complicada dos últimos 30 anos. De acordo com a entidade oficial do governo americano que coordena a resposta aos fogos, estão ativos 99 incêndios de grande escala. Já arderam 2,1 milhões de hectares. Cerca de 28 mil operacionais combatem as chamas com o apoio de cerca de 1700 veículos e mais de 210 helicópteros. O governador de Washington, Bob Ferguson, já decretou estado de emergência e proibiu as queimadas e fogueiras até ao final de setembro. É o ponto final neste jornal das 17h. A informação regressa à Rádio Observador em formato de síntese às 17h30. Até lá.