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As notícias com Maria Miguel Duarte. Começamos com a cimeira da NATO, que se inicia hoje na Lituânia. É centrada no apoio à Ucrânia contra a invasão russa e na adesão à aliança da Suécia, bem como no reforço dos meios militares dos aliados contra futuras ameaças. Sobre esta entrada da Suécia na NATO, a Rússia deixa um aviso: a Turquia está a transformar-se num país hostil. Citada pela agência de notícias russa TASS, fonte ligada ao Ministério Russo da Defesa, fala em decisões provocadoras por parte de Erdoğan, acrescenta ainda que os eventos das últimas semanas demonstram claramente que a Turquia está gradualmente a passar de um país neutro para um país hostil. Já são várias as reações dos líderes mundiais à luz verde dada pela Turquia à adesão da Suécia à NATO. O presidente dos Estados Unidos diz estar ansioso por receber o primeiro-ministro sueco como 32° aliado da NATO. Através de um comunicado divulgado pela Casa Branca, Joe Biden afirma também estar pronto para trabalhar com a Turquia. O presidente norte-americano agradeceu ainda a Jens Stoltenberg a firme liderança. Já o primeiro-ministro britânico fala num momento histórico. Rishi Sunak escreve nas redes sociais estar ansioso por receber a Suécia na aliança. E a ministra alemã dos Negócios Estrangeiros diz que o caminho está finalmente livre para a Suécia. Já o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, diz estar muito feliz e fala num grande passo. São estas reações depois de Erdoğan ter prometido aprovar a entrada da Suécia na NATO. Vários meses de indecisão e de encontros bilaterais, mas a decisão está finalmente tomada. O anúncio foi feito pelo secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg.
Tenho o prazer de anunciar que, como resultado de uma reunião, o presidente Erdoğan aceitou enviar o protocolo de adesão da Suécia à Assembleia o mais cedo possível, assim como trabalhar de perto com a Assembleia com vista à retificação. Memorando concluído há um ano durante a Cimeira de Madrid, foi bem sucedido. Conseguimos bons resultados no combate ao terrorismo, na garantia de uma Turquia mais segura e de uma NATO mais forte. Desde o nosso acordo em Madrid, a Suécia e a Turquia trabalharam em estreita colaboração com o objetivo de responder às preocupações da Turquia em matéria de segurança. A Turquia e a Suécia chegaram hoje a acordo para estabelecer um novo pacto de segurança bilateral.
O secretário-geral da Aliança Atlântica fala num passo histórico que torna todos os aliados da NATO mais fortes e mais seguros. A adesão da Suécia à Aliança Atlântica pode assim ser confirmada na cimeira da NATO, que começa hoje e decorre até amanhã, em Vilnius, na Lituânia. Uma derrota da Rússia, o major-general Isidro Morais Pereira considera que a luz verde de Erdoğan à adesão da Suécia é uma grande conquista da NATO, porque a aliança fica à beira de ter dois novos aliados desde o início da guerra. À Rádio Observador, Isidro Morais Pereira diz mesmo que a Rússia voltou a perder uma batalha.
A Rússia acabou de voltar a ser derrotada em termos diplomáticos e políticos a nível mundial. Portanto, é mais um país a aderir à NATO. Este, curiosamente, não está encostado à fronteira da Rússia, mas de qualquer maneira, era o último país da Escandinávia que ainda não estava integrado na NATO. A Suécia, como sabemos, em termos de capacidade militar e industrial, é um dos países da Europa que tem mais capacidade de produção de armas de altíssima categoria.
O major-general Isidro Morais Pereira considera que à boleia da adesão da Suécia pode ainda chegar uma eventual adesão da Turquia à União Europeia. Numa outra reação, também à Rádio Observador, Liliana Reis, especialista em assuntos internacionais, considera que Putin começa a ter uma série de derrotas e considera também que isso pode mudar a narrativa da guerra na Ucrânia.
Começa a sentir uma fragilidade cada vez maior em relação a Vladimir Putin e ao regime que se encontra no Kremlin atualmente. E isso é que vai espelhando as derrotas, se pudermos assim chamar, do ponto de vista dos seus objetivos estratégicos relativamente aos aliados e relativamente àquilo que seria efetivamente uma questão até de narrativa em relação à guerra da Ucrânia.
Liliana Reis explica ainda que, apesar deste acordo, não se deve esperar que Erdoğan se afaste de Putin e considera que a Turquia vai continuar a ser uma plataforma de diplomacia entre a Ucrânia e a Rússia. Pedro Sánchez pede para os espanhóis não colocarem o país num túnel de tempo tenebroso. No debate entre o presidente do governo espanhol e o líder da oposição, Pedro Sánchez garantiu que vai continuar a subir o salário mínimo e também continuar com a igualdade de género e a proteger a comunidade LGBT+, assim como a lei da eutanásia. O chefe do governo espanhol quer continuar a gerar uma Espanha moderna e europeia e pediu aos eleitores para não colocarem o país num túnel de tempo tenebroso. Já Alberto Núñez Feijóo apelou ao voto massivo no dia 23 de julho, pedindo uma maioria forte, sem necessidade de contar os treinos. Um dos momentos a destacar neste debate foi quando o líder da oposição, Alberto Núñez Feijóo, assinou um acordo em direto, em que promete facilitar a investidura de Sánchez se o Partido Socialista vencer as eleições.
Passamos este pacto. Deixo aqui este acordo e assino perante os espanhóis. Se for o candidato mais votado nas eleições, eu abstenho-me na formação do seu governo. Se for eu também se abstém. Seria importante que deste debate saísse uma conclusão para toda a Espanha de que se vocês perderem estas eleições, não vão votar a minha ida para o governo. Eu não vou fazer isso.
Alberto Núñez Feijóo no único frente a frente com Pedro Sánchez, que durou quase duas horas e onde foram abordados quatro grandes temas: economia, política social e igualdade, pactos e governabilidade e políticas do Estado e internacional. E na opinião do politólogo e autor de estudos sobre Espanha, Diogo Noivo, Alberto Núñez Feijóo conquistou uma clara vitória neste debate. Em declarações à Rádio Observador, o investigador diz que não esperava a derrota do primeiro-ministro espanhol e que Sánchez tinha mais trunfos para usar.
Neste caso, é bastante evidente que foi o presidente do Partido Popular, Alberto Núñez Feijóo, a vencer o debate. Estranhamente, do meu ponto de vista, Pedro Sánchez, primeiro-ministro em funções, secretário-geral do Partido Socialista, apresentou-se no debate com algum nervosismo, a precipitar-se num instante. Isto surpreendeu-me muito, porque Pedro Sánchez é um homem que liga muito à forma e à imagem associada à política, à forma de debater, aos soundbites. Pedro Sánchez tinha dois grandes temas onde podia ganhar à direita e, portanto, ao Partido Popular. Esses temas eram a economia e a aliança que o PP poderá fazer com o Vox, partido de direita radical, para governar. Estes eram os dois grandes trunfos de Pedro Sánchez. Fracassou em ambos.
Sobre o acordo assinado em direto por Feijóo, o politólogo Diogo Noivo garante que esta não foi uma proposta inocente.
Alberto Núñez Feijóo faz essa proposta ainda antes de a campanha eleitoral ter começado. É claro que a proposta não é inocente. Todas as sondagens dizem que o Partido Popular será o mais votado e a uma distância considerável dos socialistas e, portanto, Alberto Núñez Feijóo faz esta proposta com o conforto de saber que o seu partido será o mais votado. Mas ainda assim, em Espanha temos este problema. O bipartidarismo espanhol acabou, portanto, a alternância entre centro-esquerda e centro-direita acabou. Os dois grandes partidos precisam de coligações para criar maiorias de governo e, portanto, tanto a direita como a esquerda têm de se aliar a radicais para garantir estabilidade governativa.
As declarações de Diogo Noivo, politólogo e autor de estudos sobre Espanha, a analisar este debate entre Pedro Sánchez e Alberto Núñez Feijóo, antes das eleições gerais espanholas marcadas para o próximo dia 23 de julho. Na atualidade nacional, o primeiro-ministro recusa comentar o apoio do Presidente da República a uma auditoria à gestão financeira das indústrias da defesa. António Costa apenas sublinha que o assunto já está entregue à Justiça.
Já tive a oportunidade de dizer que acho que esse é um assunto que agora está confiado à Justiça e devemos deixar a Justiça trabalhar, porque uma coisa muito importante é podermos respeitar as instituições. E tal como devemos respeitar as Forças Armadas no exercício das suas funções, devemos respeitar a Justiça também no exercício das suas funções.
O Presidente da República acaba de dizer que está convencido que a ministra da Defesa irá abrir uma auditoria às contas e à gestão das indústrias de defesa. Confirma isto?
Como lhe disse, esse assunto é um assunto que agora está confiado à Justiça e deixamos a Justiça funcionar.
É a resposta do primeiro-ministro numa visita à Lituânia, depois de confrontado pelos jornalistas com declarações de Marcelo Rebelo de Sousa. O Presidente da República diz que a auditoria à gestão financeira das indústrias de defesa, a propósito do caso que envolve o ex-secretário de Estado, Marco Capitão Ferreira, é uma boa ideia em nome da transparência.
Vamos lá ver, eu não me vou pronunciar sobre um pedido de exoneração e depois propostas de exoneração, que eu aceitei imediatamente, e ainda não houve a substituição do membro do governo cessante. Nunca o fiz e não vou falar sobre isso. Mas posso dizer duas coisas: uma, que me pareceu perceber que há a intenção do Ministério da Defesa de solicitar ou determinar a instauração de uma auditoria às indústrias de defesa, à sua gestão financeira, às suas contas, nomeadamente nos últimos anos, desde 2020. Penso ter sido o ano a que se reportam as últimas contas conhecidas. Eu acho que se houver essa ideia, é uma boa ideia, em homenagem à transparência.
Declarações de Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas no final de uma iniciativa no antigo Picadeiro Real, junto ao Palácio de Belém, em Lisboa. Recordar que Marco Capitão Ferreira deixou o cargo de secretário de Estado da Defesa na semana passada, depois de ter sido constituído arguido num caso que resultou também em buscas no Ministério da Defesa. Já sobre a polêmica em torno do ministro da Cultura, o presidente da República prefere não comentar. Mais tranquilos é como estão os comerciantes da cidade de Lisboa depois de conhecerem o esboço do plano de mobilidade da Jornada Mundial da Juventude. Isto porque fica assegurada a passagem de trabalhadores pela cidade. É o que avança a presidente da União de Associações do Comércio e Serviços, Carla Salsinha.
Para evitar, por exemplo, que as pessoas que trabalham no comércio, trabalham na restauração, trabalham nos serviços, sejam impedidos de circular nesse momento, vai haver um salvo-conduto ou uma minuta que as pessoas trarão consigo e que comprovam que trabalham dentro daquela área, dentro da cidade, porque aquilo que vai ocorrer mais em termos de cortes serão, de facto, mais ali naquelas ou momentâneos, ou durante a hora da missa ou durante aquele momento, será mais, de facto, na Avenida da Liberdade, naquela zona mais central da cidade.
A presidente da União de Associações do Comércio e Serviços, que sublinha que, apesar de chegar tarde, o esboço do plano de mobilidade para a JMJ transmite segurança. A responsável indica ainda que o número de peregrinos inscritos para a JMJ é de 340 mil e que as autoridades estimam que haja um aumento exponencial de participantes a partir do dia 5 de agosto. Os restantes pormenores sobre o plano vão ser divulgados esta semana pelo governo. A relatora especial da ONU, Francesca Albanese, acusa Israel de transformar todos os territórios palestinianos ocupados numa prisão a céu aberto. A posição foi transmitida durante a apresentação de um relatório sobre a ocupação israelita ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, que está reunida em Genebra. De acordo com o documento, desde 1967, ano em que começou a ocupação israelita, mais de 800 mil palestinianos, incluindo crianças a partir dos 12 anos, foram detidos mediante leis autoritárias aplicadas pelo Exército de Israel, por ações como expressar opiniões, reunir-se ou por tentar ou fazer discursos não autorizados. É o ponto final no Jornal das seis. A informação regressa à antena da Rádio Observador às 18h30. Até já.