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As notícias com o João Lourenço.

Muito bom dia. Luís Marques Mendes promete tentar evitar moções de censura e confiança e ajudar partidos a negociar orçamentos. O candidato avança que esteve na noite de segunda-feira num jantar nas jornadas parlamentares da AD, em Évora. Reconhece que se for eleito, não vai governar, mas vai exercer uma magistratura de influência para incutir ousadia e ambição ao país. Apesar de admitir que o cenário da governabilidade é mais seguro do que era na última legislatura, Luís Marques Mendes avisa que a estabilidade tem de estar no topo das prioridades de um chefe de Estado.

Não é por acaso que a Constituição fala num governo de quatro anos, num mandato de legislatura. É porque justamente a estabilidade é importante, porque é a capacidade de poder planear, programar, executar e apresentar resultados. Isto aplica-se a qualquer governo, à esquerda ou à direita. É um princípio constitucional. E é nesse plano que vos digo que uma vez eleito presidente da República, terei como uma das prioridades fundamentais da minha intervenção, a defesa da estabilidade, sobretudo em três dimensões: fazer os possíveis para evitar moções de censura, fazer os possíveis para evitar moções de confiança e ajudar os partidos a negociarem orçamentos de Estado.

Estas três prioridades defendidas por Luís Marques Mendes neste discurso na cidade alentejana de Évora, abordou também o tema da imigração. O candidato, ademais, considera que é uma questão de tempo até estas regras começarem a apertar.

Depois de anos de imigração descontrolada, era inevitável a necessidade de tomar medidas, como várias que foram tomadas. E com alguma coragem, mesmo medidas como a questão do fim da manifestação de interesse. Porque, de facto, houve um descontrole total durante anos. Isso tinha consequências, havia que tomar decisões. Agora, não falo, portanto, do plano da ação, mas falo aqui também do plano do discurso, o que em democracia é muito importante.

Marques Mendes defende, por isso, um discurso mais tolerante e que olhe para a imigração também como uma oportunidade para a política portuguesa. São declarações do candidato à Presidência da República num jantar em Évora, a fechar o primeiro dia das jornadas parlamentares da Aliança Democrática. A sessão de hoje, a sessão de encerramento destas jornadas parlamentares, está a cargo do primeiro-ministro Luís Montenegro. António Filipe oficializou esta segunda-feira a candidatura à Presidência da República e com críticas às políticas de direita na área da imigração. Este foi um dos temas destacados na apresentação da candidatura de António Filipe à Presidência da República, que decorreu na tarde de segunda-feira, na Voz do Operário, em Lisboa. António Filipe apontou o dedo à crise na habitação e ao estado a que chegou o Serviço Nacional de Saúde. O candidato presidencial, apoiado pelo PCP, criticou também o recente anúncio da reprivatização da TAP. O ex-deputado comunista garante ainda que a sua candidatura é para levar até ao fim.

Nenhuma outra candidatura substitui os objetivos apresentados desta nossa candidatura, nenhuma das existentes, muito menos das inexistentes, e não estamos à espera de nenhuma candidatura que substitua a importância desta nossa candidatura. Esta candidatura é para levar ao fim, para levar até ao fim.

Já no plano internacional, António Filipe classifica como loucura o investimento de 5% do PIB em defesa, definido pela NATO.

O que o presidente da República não deve admitir é que o dinheiro que faz falta para investir no Serviço Nacional de Saúde, nas creches, na escola pública, nos salários das carreiras públicas, nas reformas e pensões, na cultura ou em infraestruturas fundamentais ao desenvolvimento do país, seja desviado para alimentar o militarismo e a guerra, para satisfazer as exigências. Não se pode admitir que este dinheiro que tanta falta faz, seja desviado para alimentar o militarismo e a guerra, para satisfazer as exigências de Donald Trump, que os países europeus da NATO gastem a loucura de 5% do seu Produto Interno Bruto em armas e equipamentos militares.

As declarações do ex-deputado comunista na sessão de apresentação da candidatura de António Filipe, o candidato comunista à Presidência da República. Luís Montenegro reconhece que chegar aos 5% do PIB em defesa não é um percurso absolutamente linear. À margem do debate, a nova defesa realizada pela Sic Notícias, o primeiro-ministro diz que o objetivo é ambicioso, mais pela execução material do que financeira. E por isso, sublinha Luís Montenegro, diz que não se trata de um processo direto.

Incertezas quanto ao futuro, todos temos. Então, pergunta a mim: acha um percurso absolutamente linear chegar a 5% entre 3,5% de forma direta, mais 1,5% de forma indireta? Claro que não acho. Por isso é que nós fizemos tudo, em primeiro lugar, para aumentar mais cinco anos os anos que eram necessários para atingir o objetivo e, em segundo lugar, para termos um passo intercalar de reavaliação da estratégia.

O primeiro-ministro sublinha que o investimento que está a ser feito é o possível e explica que os investimentos se traduzem em condições de desenvolvimento do país, não apenas na área da defesa. Luís Montenegro realça ainda que o PS é o aliado essencial para a implementação de uma estratégia nesta área, a longo prazo, destaca o cruzamento entre política externa e matérias de segurança nacional, em que os dois partidos sempre estiveram alinhados.

O Partido Socialista é um partido essencial quando queremos firmar uma estratégia de longo prazo, como é o caso desta à volta do investimento na área da defesa. Além do mais, estamos num domínio onde se cruza a nossa política externa e também a nossa política de segurança e defesa. Duas áreas que são fundamentais no nosso Estado de direito, na nossa política mais fulcral do ponto de vista da afirmação da nossa soberania, onde tradicionalmente estivemos sempre alinhados e onde a nossa intenção é que isso continue a acontecer.

O primeiro-ministro defende ainda que a estratégia nacional para o setor da defesa vai ser tão mais credível quanto maior apoio político tiver. O diretor clínico do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, diz nada saber sobre a sua substituição e afirma que vai continuar em funções. Rui Tato Marinho diz desconhecer a saída e afirma que foi maltratado várias vezes pelo Conselho de Administração. São declarações depois do hospital ter anunciado, na semana passada, o início do procedimento de substituição do diretor clínico, alegadamente devido ao caso das cirurgias adicionais no serviço de dermatologia. Agora, num esclarecimento enviado ao Observador, Rui Tato Marinho garante que não foi notificado de qualquer ato ou decisão a esse respeito. O diretor clínico do Santa Maria afasta ainda quaisquer responsabilidades no caso dos avultados pagamentos a médicos por cirurgias extra. Lá por fora, Donald Trump revela que cancelou o bombardeamento norte-americano ao Irão um dia antes, porque viu os planos militares na CNN e queria que o ataque fosse surpresa. Uma explicação dada esta madrugada pelo presidente dos Estados Unidos na Casa Branca. Donald Trump considerou estranho a CNN ter acesso aos planos e chegou a questionar mesmo um dos generais que se não seria melhor se o ataque fosse inesperado. Por isso, preferiu marcar o ataque para o dia seguinte, à mesma hora, para ser surpresa. No desporto, Jorge Jesus junta-se a Cristiano Ronaldo e é o novo treinador do Al-Nassr, da Arábia Saudita. O anúncio oficial partiu do clube saudita ontem nas redes sociais do emblema. Jorge Jesus troca assim o Al-Hilal pelo Al-Nassr e vai assinar um contrato válido por uma temporada. Na partida para o novo desafio profissional no Aeroporto Humberto Delgado, JJ afirma que quer ajudar Ronaldo a ganhar novos troféus.

A motivação vai ser grande. O Al-Nassr é um dos grandes clubes da Arábia Saudita, possa ganhar títulos e principalmente o Ronaldo é um jogador que ganhou sempre tudo onde jogou, ainda não ganhou na Arábia Saudita, vou ver se o ajudo. Falamos a mesma língua, tudo se passa, somos portugueses.

O técnico embarca num novo desafio no Campeonato Saudita. Ainda assim, Jorge Jesus revela que podia estar neste momento ao comando da seleção do Brasil. O técnico português acrescenta que não está a orientar a Canarinha porque não quis.

No ano passado, errei fundamentalmente por não ter aceito o projeto da seleção do Brasil. Não quis ir para a seleção do Brasil porque estava de corpo e alma no Al-Hilal e agora vou para outro projeto.

Para além de Ronaldo, Jesus vai encontrar também o internacional português e ex-jogador do Porto, Otávio. No Benfica, começaram nesta segunda-feira os trabalhos de pré-temporada rumo à época 2025/2026 e há várias novidades. Sai Carreras, entra Dedic. O lateral bósnio é o novo jogador das Águias. Oficializado na tarde de segunda-feira, Amar Dedic é o mais recente reforço dos encarnados. Chega proveniente do Red Bull Salzburgo e assina contrato até 2030. Este jogador tem 22 anos e joga na posição de lateral direito. Segundo o Benfica, os valores de transferência fixaram nos €10 milhões. Já na porta de saída, Álvaro Carreras já é jogador do Real Madrid. O lateral esquerdo espanhol assinou um contrato com o emblema branco até 2031. O negócio ficou fechado nos €50 milhões. Por isso, o Benfica começou os trabalhos de pré-temporada com 28 jogadores. Apenas o internacional norueguês Sjondroop foi autorizado pelo clube a apresentar-se mais tarde por motivos pessoais. Ponto final neste noticiário das 06:00. Regresso dentro de meia hora para a cinta informativa. Até lá. Aconteça o que acontecer, continue com a Rádio Observador.