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Seis horas. As notícias com Matilde Malva Sabino.
Bom dia. Começamos com a atualidade internacional. Donald Trump quer renomear o Pentágono como Ministério da Guerra. Esta sexta-feira, o presidente norte-americano vai assinar um decreto para autorizar esta denominação histórica, que já foi usada de 1789 a 1949. Era uma das promessas de Donald Trump, que o Ministério da Defesa também fosse chamado de Ministério da Guerra. Por enquanto, é uma denominação adicional, mas o objetivo é que o nome seja substituído. É o que explica a Casa Branca em comunicado esta quinta-feira. Para justificar a decisão, acrescenta que o presidente dos Estados Unidos considera que este ministério deve ter um nome que reflita o poder do país. Mudamos de tema. A esta hora prosseguem os trabalhos para retirar os dois elétricos que estão na Calçada da Glória. As equipes tiveram a noite toda a trabalhar. Esteve um reboque e uma grua posicionados no local para remover a carruagem danificada, que, entretanto, sabemos esta hora que já foi removida do local do acidente. Vamos agora a uma notícia Observador. Afinal, o cabo do Elevador da Glória pode não se ter rompido. É isso mesmo que parece indicar uma avaliação preliminar do gabinete de prevenção e investigação de acidentes com aeronaves e de acidentes ferroviários. Qualquer conclusão definitiva só pode ser retirada posteriormente, mas este indício pode afastar a causa mais provável do acidente. Esta informação a que o Observador teve acesso vai ao encontro do que já tinha sido sinalizado pelo presidente da Carris na tarde de quinta-feira. Em conferência de imprensa, Pedro Bogas deixou duas pistas nesse sentido. Primeiro, o responsável disse que o rompimento de um dos cabos do funicular poderá não ser a causa do acidente. Depois, chegou a sugerir que se a causa do acidente fosse tão evidente, a Carris já teria percebido o que se tinha passado com o Elevador da Glória. Estas primeiras avaliações, que vão ser conhecidas já nos próximos dias, não significam necessariamente que o rompimento do cabo do funicular esteja completamente descartado como a hipótese mais provável, mas obriga agora a análises complementares. O presidente da República diz que é hora de luto, mas é também momento para apurar as responsabilidades o mais rápido possível. Marcelo Rebelo de Sousa falou aos jornalistas no final da missa de homenagem às vítimas do descarrilamento do Elevador da Glória, uma cerimônia que decorreu na Igreja de São Domingos, no Rossio. No dia em que se cumpriu o luto nacional, esta quinta-feira, o chefe de Estado diz que antes de mais, há que chorar os que morreram neste acidente.
Estamos num dia de luto nacional. É um luto de Lisboa, mas é um luto de Portugal. É uma hora de luto. E na hora de luto, nós estamos perante uma hora em que antes do mais, há que chorar os mortos, respeitar os mortos, os crentes orar pelos mortos, os não crentes pensar nos mortos, acompanhá-los, acompanhar os seus familiares, os seus amigos, os seus parentes.
Corações de Marcelo Rebelo de Sousa, que agradeceu também a todos os que estiveram envolvidos nas operações de socorro e resgate de vítimas e a todos os que continuam no terreno. Agora, diz o presidente da República, segue-se o tempo da responsabilidade.
Uma hora também de exigência e responsabilidade. O que significa, isso aconteceu desde o primeiro momento, nomeadamente por iniciativa do senhor presidente da Câmara Municipal. A responsabilidade significa o apuramento das causas. E o apuramento das causas, o mais rápido que seja possível. Porque quando se fala de causas, estamos a falar, por um lado, do esclarecimento do quadro jurídico que envolve um processo e, por outro lado, causas técnicas, factos que venham a ser apurados relativamente ao que aconteceu.
O presidente da República vê ainda com bons olhos as medidas tomadas para suspensão da atividade dos restantes ascensores da cidade de Lisboa. Fala numa oportunidade para uma vistoria profunda que permita avaliar as causas concretas do acidente. No final da missa, que terminou por volta das 8 h da noite desta quinta-feira, o presidente da República, o primeiro-ministro e o presidente da Câmara de Lisboa foram até o local do acidente prestar homenagem às vítimas. Continua por identificar apenas três das 16 vítimas mortais do acidente do Elevador da Glória. Até o momento, foram identificadas oito vítimas mortais, cinco de nacionalidade portuguesa, duas pessoas coreanas e um cidadão suíço. Para além destas, Luís Neves, diretor nacional da Polícia Judiciária, diz ainda que é altamente provável que já se tenha chegado à identificação de outras cinco pessoas.
Face aos documentos que recolhemos, face à informação que a Polícia Judiciária já recorreu, designadamente através dos boletins de alojamento e de troca de informação, de telefonemas que recebemos de pessoas à procura dos seus entes queridos, conseguimos, com quase elevado grau de probabilidade, ter um cidadão alemão identificado, dois canadianos, um ucraniano e um cidadão americano. Por isso, faltam três, que estamos a diligenciar para que no mais curto espaço de tempo, pode ser que ainda hoje ocorra, que possamos identificar estas três pessoas.
Há ainda registro de seis feridos em estado crítico que se encontram nos cuidados intensivos. O diretor nacional da PJ esteve esta quinta-feira numa conferência de imprensa com o diretor-executivo do SNS, o diretor do gabinete de prevenção e investigação de acidentes com aeronaves e de acidentes ferroviários, e ainda também o presidente do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses. Este último, Francisco Corte-Real, explica os procedimentos que é preciso levar a cabo para confirmar a identidade das vítimas mortais.
A identificação através das impressões digitais, através do perfil genético ou através da fórmula dentária. Portanto, compreende-se que aqueles números que o senhor diretor nacional aqui referiu, que naturalmente situações através de impressões digitais podem ser mais rápidas, há outras situações que, não obstante a determinação do perfil, implicam naturalmente o contato com familiares, obtenção do perfil genético dos familiares que estão em outros países, ou obtenção da fórmula dentária também em médicos dentistas que estão em outros países.
Com base em todos estes dados, vai ser possível chegar aos perfis genéticos de todas as vítimas. Alexandra Leitão não pede a demissão de Carlos Moedas, mas critica a atuação do autarca. Em entrevista esta noite de quinta-feira à Sic Notícias, a candidata socialista à Câmara Municipal de Lisboa disse que não pede consequências políticas, pelo menos para já.
E também digo aqui com grande clareza, e não peço a demissão de Carlos Moedas. Nos dados que temos hoje, não é possível saber mais nada. É preciso apurar, fazer averiguações, ter esclarecimentos cabais e apurar responsabilidades. Essas responsabilidades podem ser técnicas, podem também ser políticas. Eu, pessoalmente, se estivesse na posição do engenheiro Carlos Moedas, não teria feito uma declaração sem direito a perguntas.
Declarações de Alexandra Leitão à Sic Notícias. A candidata à Câmara Municipal de Lisboa afirmou ainda que é necessário perceber se a manutenção feita ao elevador da Glória era suficiente diante da utilização do equipamento. As Comissões de Trabalhadores de Lisboa criticam o outsourcing da manutenção da Carris. Em comunicado, a Comissão Coordenadora das Comissões de Trabalhadores da Região de Lisboa defende que os serviços de manutenção da Carris devem ser executados por trabalhadores da empresa e não por outsourcing, que só visam o lucro, é o que diz a Comissão Coordenadora das Comissões de Trabalhadores da Região de Lisboa. Uma crítica que surge depois do descarrilamento do Elevador da Glória na quarta-feira, que provocou a morte de 16 pessoas. A comissão exige uma análise das decisões e políticas adotadas pela gestão da Carris e pela Câmara Municipal de Lisboa. Notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 18h30. Até já.