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As notícias com João Costa Campos.
Bom dia. O Presidente da República defende mais consenso em torno da Lei da Nacionalidade. Marcelo Rebelo de Sousa diz que a Lei da Nacionalidade, que foi aprovada com os votos do PSD, Chega, IL, CDS e JPP, depois do chumbo do Tribunal Constitucional, merecia consenso nacional por se tratar de uma matéria central para o país. Depois de aprovada sem o apoio do PS e da esquerda, o Presidente da República diz que o país ganhava mais se as forças políticas chegassem a mais consensos.
Em matérias que são matérias muito transversais, quanto maior for o consenso a nível parlamentar, melhor. Não há o risco, quando muda o governo, poder mudar a política e passar-se de política em política. Não há vantagem nisso. Há vantagem numa certa estabilidade. Outras matérias onde é importante esse consenso é precisamente as que dizem respeito a aspectos fundamentais do estatuto jurídico das pessoas, portugueses, estrangeiros. De uma maneira geral, tudo isso faz sentido ser o mais consensual possível.
O Presidente da República aproveitou ainda para justificar as declarações que tinha feito sobre o estado do Serviço Nacional de Saúde. Marcelo Rebelo de Sousa tinha criticado a falta de estratégia para o setor. O Presidente da República garante que se limitou a fazer uma referência genérica sobre o estado da saúde em Portugal e que não se estava a dirigir diretamente à ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
Mas eu tive a ocasião de fazer uma referência genérica, que eu acho que toda gente percebeu que tinha a ver com os ministros da Saúde, todos, desde que a situação existe. Porque eu dei até o exemplo de um ministro do governo anterior, um ministro do governo ainda com o primeiro-ministro António Costa.
Marcelo Rebelo de Sousa, o presidente da República, em declarações aos jornalistas no Egito. Olhamos agora para as presidenciais. O antigo primeiro-ministro Durão Barroso apoia Luís Marques Mendes na corrida a Belém. Durão Barroso lembra o passado que partilhou com Luís Marques Mendes, fala numa figura congregadora.
Foi meu ministro competente e leal. E isso que é muito importante, sabermos que é alguém com experiência, alguém que tem sabedoria política, que sabe procurar equilíbrios, fazer consensos, que não nos reserva surpresas, nem tendências para extremismos, para a função moderadora, a função congregadora que deve ser a presidência da República.
O antigo presidente da Comissão Europeia apresenta o perfil que considera ideal para a presidência da República. Começa por ter experiência governativa.
Para ser presidente da República, convém, pelo menos, ter passado pelo governo, ter estado, como esteve o doutor Luís Marques Mendes, a liderar um partido político, conhecer o Parlamento, conhecer as forças políticas. Os portugueses não querem extremismos, sobretudo não na presidência da República, e também querem alguém que não seja um salto no escuro.
Com experiência e sem extremismos, é o perfil que Durão Barroso quer ver no Palácio de Belém e que identifica no colega de partido social-democrata Luís Marques Mendes. Já André Ventura assegura que se ganhar as eleições, não vai ser um presidente corta-fitas. O candidato presidencial volta a sublinhar que não se revê no estilo de Marcelo Rebelo de Sousa. Diz que o Presidente da República teve diferença de critérios ao longo do mandato e deixa um exemplo.
Houve uma prática de muitos presidentes de se tornarem corta-fitas. E depois houve outros, como o caso deste que temos agora, deste presidente da República, que procuraram gerar uma lógica de maior intervenção, mas uma intervenção atabalhoada. Por exemplo, ainda hoje estava a ver que o presidente que temos, Marcelo Rebelo de Sousa, e eu, como sabem, estou nos antípodas do que o Partido Socialista pode estar e da forma como o Partido Socialista governa. O presidente da República vê que só este ano já nasceram 60 bebés fora de maternidades. Lembro-me quando era a doutora Marta Temido, que o presidente Marcelo Rebelo de Sousa dizia: "Bom, a saúde tem que mudar, temos que ter uma saúde diferente, por que não há aqui consequências?" E até disse que modelo de saúde defendia. O presidente pode e deve fazê-lo. Qual é que eu acho a diferença? É que não pode fazer quando é um governo do Chega, do PS ou do PSD com uma atitude e mudar de atitude quando é outro.
Declarações de André Ventura, que considera que o país só teve um bom presidente da República, Ramalho Eanes. Declarações do presidente do Chega à CNN Portugal. E na corrida a Belém há um novo candidato. É Jorge Pinto, deputado do Livre, apresenta-se como uma candidatura orgulhosamente de esquerda, um contraponto frisado pelo candidato com António José Seguro. Ao contrário do antigo líder do Partido Socialista, Jorge Pinto diz não ter problemas em ser posto na gaveta da esquerda.
Uma promessa vos faço: eu não cederei um milímetro nos meus princípios. Eu serei aquilo que vocês conhecem, firme naquilo em que acredito, fiel aos meus ideais e com muita vontade de mudar as coisas para melhor. Comigo, esta eleição vai mesmo ser menos do mesmo, porque sim, eu sou orgulhosamente de esquerda, porque a esquerda não é, nem nunca será uma gaveta.
É o que diz Jorge Pinto, candidato apoiado pelo Livre, que avança já numa fase tardia da corrida, numa altura em que há vários candidatos no terreno há largos meses. Assume que esperou por uma figura unificadora à esquerda, que diz, acabou por não surgir. Entre ativistas, autarcas e dirigentes nacionais e regionais, dezenas de militantes do PAN estão de saída do partido. A desilusão com o rumo do projeto político é a principal razão apresentada. A antiga deputada Bebiana Cunha é um dos nomes a anunciar a desfiliação, acusa a liderança de Inês Sousa Real de ter desvirtuado o partido e negar A realidade.
Estou perante uma impossibilidade de me manter filiada a um partido que, a meu ver, desvirtuou o seu ideário e eu não consigo, de forma consciente, manter-me associada a um projeto onde a quantidade passa a ser mais importante do que a qualidade. Aquilo que eu sinto enquanto filiada é que, de facto, há uma negação da realidade.
Bibiana Cunha, que foi líder parlamentar do PAN e autarca na Assembleia Municipal do Porto, vê um partido sem espaço para autocrítica. Depois de quatro meses de atraso, o INEM tem todos os novos helicópteros a funcionar em pleno. A partir deste sábado, as quatro aeronaves de emergência médica vão funcionar diariamente por períodos de 24 horas. Os helicópteros vão estar sediados nas bases de Macedo de Cavaleiros, Viseu, Évora e Loulé e vão assegurar cobertura aérea em todo o território nacional, sendo que o suposto era ter as aeronaves a funcionar em pleno desde o dia 1 de julho. Dez feridos, nove em risco de vida, é o mais recente balanço do ataque desta noite em Inglaterra. Várias pessoas foram esfaqueadas esta noite dentro de um comboio. É uma informação avançada pelas autoridades britânicas, que adiantam que foram detidos dois suspeitos. O ataque aconteceu ao início da noite num comboio inter-regional. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer fala no episódio alarmante e pede à população que siga todas as indicações das autoridades. A fechar, olhamos ainda para o futebol. O Benfica foi a Guimarães vencer o Vitória por três bolas a zero. Os gols foram marcados já no segundo tempo por Tomás Araújo, Samuel Dalot e João Rêgo. A partida fica marcada pela expulsão de Fábio Blanco, jogador do Vitória, aos 56 minutos. No final, José Mourinho admitiu que o intervalo foi decisivo para ajustar o que os encarnados não estavam a conseguir fazer.
Quando falhámos o primeiro gol, quando o guarda-redes defendeu o segundo, quando falhámos o terceiro, fomos sempre atrás. Eu disse ao intervalo que, às vezes, um 0x0 ao intervalo, quando se é agressivo e intenso, ok, o gol vai chegar, mas da maneira como estávamos a jogar na primeira parte, o gol podia não chegar. Mudámos, e mudámos bem, mérito para os jogadores. Ganhar em Guimarães não é fácil e ganhar da maneira que nós ganhámos é ainda mais difícil.
Do lado do Vitória, o técnico Luís Pinto considera que a arbitragem acabou por ser decisiva para a partida.
Enquanto estava 11 para 11, foi mérito do Benfica. Depois, não há mérito nenhum do Benfica na forma como altera aquilo que é o rumo do jogo. Acho que ficou visível, acho que toda a gente viu e é por demais evidente aquilo que se passou. Temos uma primeira parte fantástica e podíamos ter ficado a jogar contra 10, e devíamos ter ficado a jogar contra 10, e não foi isso que aconteceu. E depois num lance que a única coisa que se vê é raspar nos calções, o nosso jogador é expulso. Infelizmente, o jogo passou a ser um espetáculo fraco.
Com esta vitória, o Benfica volta a ficar a um ponto do Sporting e também do Porto, que entra em campo este domingo frente ao Sporting de Braga e precisa de vencer para voltar a isolar-se na liderança do campeonato. E é o ponto final neste Jornal das 6. A informação está de regresso à Rádio Observador às 18h30. Até já.