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Seis horas.
Bom dia, bom fim de semana. Eu sou o Ricardo Lopes, são seis da manhã, hora de atualizar toda a informação na Rádio Observador. Começamos pela Europa, com destaque para as eleições na Hungria. Hoje mais de oito milhões de húngaros vão às urnas para eleger o novo primeiro-ministro do país. Estas são umas eleições legislativas que são consideradas decisivas. As mais recentes sondagens atribuem a vitória ao líder da oposição, Péter Magyar. A confirmar-se, coloca-se um ponto final nos 16 anos de governo do ultraconservador Viktor Orbán. Ambos os candidatos aproveitaram o último dia de campanha para apelar ao voto dos jovens. Perante milhares de apoiantes, o líder da oposição pede aos mais jovens que conversem com a família e façam um voto consciente sem cair em propagandas mentirosas. Já Viktor Orbán faz uma promessa, garante que não vai arrastar os jovens para as guerras. Com as projeções a darem a vitória a Péter Magyar, vive-se em Budapeste um clima de celebração, como nos descreve a enviada especial do Observador à Hungria, Madalena Moreira.
Já se sente, pelo menos nas ruas de Budapeste, uma cidade mais progressista que o resto do país, a festa pela possibilidade de Péter Magyar ganhar as eleições. Muitas pessoas aproveitaram o bom tempo para saírem à rua, não são só os turistas, e ouve-se muito falar, diz a Péter Magyar, e a possibilidade de amanhã ele vencer estas eleições. E muitas destas pessoas, depois da festa de hoje, amanhã haverá uma nova festa, tanto a oficial do partido como uma grande festa techno, depois de ontem ter havido um grande concerto. Portanto, é claramente um ambiente de festa aqui em Budapeste.
Descrição da jornalista Madalena Moreira a descrever um ambiente de festa em Budapeste. Pode acompanhar todas as atualizações relativas a esta eleição no site do Observador. Olhamos agora para o conflito no Médio Oriente. Sem acordo, foi desta forma que terminou a maratona de negociações deste sábado entre o Irão e os Estados Unidos, mediadas pelo Paquistão. Estas negociações trilaterais duraram perto de 21 horas. Estava previsto que as conversas durassem toda a noite e assim foi. Terminaram já perto das 7h da manhã em Islamabad, onde decorreram estas negociações. J. D. Vance, vice-presidente dos Estados Unidos, que lidera também a delegação norte-americana, anunciou que não se chegou a um acordo para pôr fim de forma permanente à guerra. Em declarações à imprensa, J. D. Vance sublinha que houveram várias discussões substanciais com os iranianos, classifica isso como uma boa notícia, mas lamenta, ao mesmo tempo, que os iranianos tenham recusado aceitar os termos propostos pelos Estados Unidos, mesmo que, segundo J. D. Vance, os norte-americanos tenham sido bastante flexíveis. Tivemos várias discussões substanciais com os iranianos. Essa é a boa notícia. A má notícia é que não chegamos a um acordo. Penso que isso é muito mais má notícia para o Irão do que para os Estados Unidos da América. Regressamos assim aos Estados Unidos sem alcançar um acordo. Nós deixamos muito claro quais são as nossas linhas vermelhas, em que aspectos estamos dispostos a ir ao encontro das posições deles e em que aspectos não estamos dispostos a fazê-lo. Tornamos isso tão claro quanto possível e eles optaram por não aceitar os nossos termos. Ouvíamos J. D. Vance, que deu a entender que o principal ponto de bloqueio foi a recusa do Irão em abandonar o programa nuclear. O diplomata norte-americano agradeceu ao primeiro-ministro do Paquistão, reitera que qualquer falha na negociação não se deveu aos paquistaneses, que fizeram um trabalho extraordinário. Donald Trump já se tinha mostrado indiferente caso não se estabelecesse um acordo de cessar-fogo nestas negociações em Islamabad. O presidente norte-americano disse não estar preocupado com a possibilidade de não haver um acordo saído destas negociações entre as delegações dos dois países. Para Trump, uma coisa é evidente: a vitória é já dos Estados Unidos. Ainda sobre o conflito no Médio Oriente, o Papa Leão XIV critica as demonstrações de força e pede um abrandar das hostilidades nos conflitos por todo o mundo. "Basta de guerra", diz o líder da Igreja Católica num discurso na Basílica de São Pedro. O Papa Leão XIV critica as demonstrações de força em oração pela paz, diz que é tempo de acabar com a idolatria ao ego e também ao dinheiro.
Basta da idolatria do ego e do dinheiro. Basta de demonstrações de força, basta da guerra. A verdadeira força manifesta-se no serviço à vida. Todos nós beneficiamos com a paz, o indivíduo, todo o povo, a família.
Aqui Papa Leão XIV, numa das mais duras e diretas críticas até à data, às guerras em curso em todo o mundo. Passamos agora para a atualidade nacional. Morreu Diogo Ramada Curto, diretor da Biblioteca Nacional. Tinha 66 anos. A notícia foi avançada pelo "Expresso", jornal com quem Ramada Curto colaborou durante longos anos. A Associação de Antigos Alunos do Colégio Militar confirmou também posteriormente a informação na rede social Facebook. Para além de diretor da Biblioteca Nacional, cargo que ocupava desde 2024, Diogo Ramada Curto era historiador e também professor catedrático no Departamento de Estudos Políticos da Universidade Nova de Lisboa. A Ministra da Cultura já reagiu a esta notícia. Margarida Balseiro Lopes manifesta profundo pesar e elogia a dedicação e sentido de serviço público de Ramada Curto como diretor da Biblioteca Nacional Na política, André Ventura defende que um consenso na lei laboral depende mais do Governo do que do Chega. O líder do partido Chega mostra-se disponível para chegar a um consenso em matéria laboral, mas garante que tem algumas condições. André Ventura defende que é preciso que o Governo tenha vontade para negociar e pede ao executivo que pare de se vitimizar.
Conseguirmos fechar antes de ser submetido ao Parlamento, um acordo que consiga fazer uma revisão da lei laboral, mas que ao mesmo tempo salvaguarde que o trabalho por turnos e o trabalho extraordinário sejam apropriadamente valorizados, que garanta que os despedimentos não serão a regra e não serão um novo normal em Portugal. Nem os empresários querem isso. Às vezes acho que o Governo tem apenas a lógica de se querer vitimizar a todo o custo, de procurar uma iminente crise política em tudo. Temos visto isso. Vimos na nacionalidade, vimos agora no subsídio social de mobilidade, ainda ontem no Parlamento. Eu acho que os portugueses, francamente, o que querem é que o Governo trabalhe, o que querem é que as coisas aconteçam e o que querem é que as mudanças ocorram na sua vida.
Declarações de André Ventura aos jornalistas à margem da inauguração da sede do Chega na cidade da Maia, aqui num registo captado pela RTP. O presidente do Chega contou também que o partido e o Governo têm reuniões marcadas já para a próxima semana com o objetivo de discutir o fim do visto prévio do Tribunal de Contas. Os eleitos do Conselho de Redação da Agência Lusa acusam a autarca de Coimbra de ter um comportamento antidemocrático. Em causa estão as acusações da presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, a um jornalista da Lusa numa reunião pública do executivo. Acusou o profissional de estar a fazer política contra si por causa de uma notícia acerca da Casa do Cinema de Coimbra. Em comunicado, os membros do Conselho de Redação da Lusa consideram as acusações de Ana Abrunhosa extremamente graves e dizem pôr em causa a honestidade do jornalista, o que por sua vez pode configurar uma tentativa de intimidação inaceitável à comunicação social. No desporto, hoje na jornada 29 do campeonato, Benfica e Futebol Clube do Porto vão a jogo. Depois do empate com o Casa Pia na última jornada, os encarnados vão receber os madeirenses do Nacional. Na antevisão, José Mourinho antecipa um jogo difícil e destaca a competência dos insulares nos jogos contra as equipas grandes.
Para mim é uma boa equipa e se nos centrarmos nos resultados que eles fizeram com as equipas da parte de cima da tabela, mesmo não tendo feito muitos pontos, penso que ganharam em Braga. Mas tudo contra as equipas de topo, foram todos jogos muito nivelados.
Nesta conferência de imprensa, José Mourinho reafirmou também a sua vontade de estar no Benfica, disse que está em completa sintonia com o presidente Rui Costa. O Benfica Nacional joga-se às 18h, no Estádio da Luz. Já o Futebol Clube do Porto desce à capital para jogar com o Estoril. O treinador dos Dragões, Francesco Farioli, não poupa nos elogios ao adversário, garante que para vencer o Estoril, a equipa do Porto tem de entrar em campo com o espírito certo.
Vamos jogar contra uma equipe que, se fizermos uma avaliação global da época, tem sido muito positiva. Jogam um futebol muito ofensivo, são uma equipa que marca muitos gols, tem um dos melhores ataques da liga, vai ser definitivamente um jogo complicado. Da nossa parte, temos de entrar em campo com o espírito certo e na nossa melhor forma.
A bola começa a rolar no Estoril Porto quando forem 20h30. Os Dragões querem manter a distância para o Sporting, que já venceu nesta jornada. Pode acompanhar ambos os jogos com relato e comentário aqui na Rádio Observador. Para fechar, um alerta para os condutores. A Frente Ribirinha de Lisboa, Oeiras e Cascais vai estar cortada ao trânsito entre as 9h e a 13h, constrangimentos causados devido à terceira edição do Dia Mundial da Atividade Física. Trata-se de uma iniciativa organizada pelas câmaras dos três municípios, que inclui demonstrações de modalidades desportivas, caminhadas, rastreios de saúde e até aulas experimentais. A participação nas atividades é também gratuita, mas fica o aviso: a Frente Ribirinha de Lisboa, Oeiras e Cascais, cortada ao trânsito entre as 09h e 13h. É o ponto final neste jornal das 6h. Eu estou de regresso já às 18h30 com a síntese de notícias. Bom fim de semana e até já.