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As notícias com Nadine Soares.

Bom dia. O primeiro-ministro regressa hoje ao Parlamento para um debate quinzenal, depois ter apresentado a versão final do PTRR. Numa apresentação durante a tarde, Luís Montenegro estabeleceu o prazo de nove anos para cumprir o plano para responder aos danos das tempestades. vinte e dois mil milhões de euros é o valor total do envelope financeiro de apoio. Entre as principais medidas, destaca-se a criação de um fundo de catástrofes naturais e sísmicas, além da intenção de se avançar com seguros obrigatórios nas habitações. No entanto, Luís Montenegro ressalva que o Estado não pode estar disponível para pagar tudo a todos e a toda a hora. Explica, por isso, que para quem não conseguir pagar o seguro, vai ser criado um mecanismo de solidariedade.

O que o Estado tem de fazer é ter um modelo legal que seja justo e sustentado. E é isso que nós pretendemos com a criação deste fundo e com estas duas grandes linhas orientadoras, que repito, são a obrigatoriedade do seguro para a habitação, com coberturas suficientes e claras face a calamidades e, ao mesmo tempo, um mecanismo público de apoio às pessoas que têm maior dificuldade económica para acederem integralmente ao objeto dessa obrigatoriedade.

O plano, que vai ser coordenado pelo Ministro da Economia e da Coesão, juntamente com uma agência em especialidade. No PTRR está ainda previsto o reforço das redes elétricas e de abastecimento de água, bem como do armazenamento de energia. E há também medidas para as juntas de freguesia. O governo promete entregar sistemas de comunicação, como por exemplo, o Starlink ou telefones satélite, para funcionarem em caso de catástrofe. E somaram-se as medidas e as reações. Aliás, somaram-se as reações a estas medidas. A oposição considera que o governo se limitou a protagonizar mais um número de propaganda. É uma crítica transversal, da esquerda à direita. No que toca a este plano, a oposição acusa o governo de não ter novidades face ao que foi anunciado nos últimos meses. Miguel Vitor Dias.

Todos são unânimes em acusar o governo de propaganda. Um plano que era para calendarizar o plano de fevereiro, que continua sem nenhuma calendarização, ninguém pode levar a sério. E, portanto, se era para isto, não valia a pena manter-nos todos à espera, porque ele significa mais dívidas para as empresas, mais dívidas para as pessoas e recupera a lógica do Ministro da Coesão, que é: perderam a casa, perderam as coisas, façam o seguro.

André Ventura, do Chega, diz que não há novidades. Já o PS, por Eurico Brilhante Dias, critica o falhanço na execução.

É uma nova operação de marketing. Empacotou de forma diferente muitas das coisas que já eram conhecidas, quando o problema central deste governo continua a ser executar. Todos nos lembramos, tivemos um plano de emergência e de transformação na saúde. Na educação, o senhor Ministro da Educação apresentou um plano para reduzir o número de alunos sem aulas.

Para os liberais, a agenda que quer modernizar o país é apenas cumprir o básico.

O que o governo está a apresentar como uma agenda transformadora são, no fundo, coisas que é óbvio que o Estado devia garantir. A gestão das florestas, a proteção civil, o SIRESP, a gestão dos bombeiros.

Mariana Leitão, com o Livre, a pedir que se vá mais longe na questão dos seguros.

Vão sobrecarregar as pessoas que podem não ter muita disponibilidade financeira para os pagar. E então entendemos que é necessário que haja um fundo estatal que possa apoiar essas pessoas de uma forma mutual.

Patrícia Gonçalves, do Livre. Já o PCP, por Alfredo Maia, acusa o governo de fraude política.

No fundamental, o que o primeiro-ministro veio fazer foi reapresentar, agora de forma arrumada, um conjunto de medidas que têm sido apresentadas ao longo dos tempos.

A reação dos partidos depois da apresentação da versão final do PTRR. O jornalista Miguel Viterbo Dias com o essencial da reação dos partidos, que, na sua maioria, acusam o Executivo de ter feito uma operação de propaganda e de marketing. Eduardo Cordeiro responde a Pedro Nuno Santos, diz que o antigo secretário-geral do PS falhou o alvo das críticas. Em causa estão as declarações de Pedro Nuno Santos, feitas na semana passada, de regresso ao Parlamento, quando atacou o que diz serem os tacticistas do PS, uma crítica que foi atribuída ao antigo amigo e colega de partido. Esta noite, o antigo ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, reagiu assim:

O que Pedro Nuno Santos decidiu destacar na sua declaração de regresso ao Parlamento diz muito pouco aos portugueses, aos seus problemas. Acho que estamos a viver uma fase em que os políticos devem concentrar as suas atenções realmente onde residem os problemas do país, especialmente no momento em que estamos a viver. Eu não sei a quem é que Pedro Nuno Santos se dirigia. Aliás, há ali várias versões. Se por acaso se dirigia a mim, eu penso que falha o alvo.

A resposta de Duarte Cordeiro, num espaço de comentário no canal NOW, criticou Pedro Nuno Santos pelo que decidiu destacar no momento de regresso ao Parlamento e reitera que este assunto diz muito pouco aos portugueses. Na atualidade internacional, Donald Trump considera que o Rei Carlos III concorda consigo, com a sua perspectiva, com o presidente norte-americano, em relação à derrota do Irão. É uma declaração num jantar de Estado oferecido na Casa Branca esta noite para homenagear o casal real britânico, que está de visita. Donald Trump introduziu o tema geopolítico para falar da guerra no Médio Oriente. Sublinha que os Estados Unidos não permitirão que os iranianos desenvolvam armas nucleares e garantiu que o monarca concorda com esta posição.

Estamos a fazer um trabalhinho no Médio Oriente neste momento, vocês devem saber, e estamos a fazê-lo muito bem. Derrotamos militarmente aquele oponente e nunca vamos deixar esse adversário, nunca. O Charles concorda comigo, ainda mais do que eu. Nunca os vamos deixar ter uma arma nuclear, e eles sabem disso.

Declarações de Donald Trump numa altura de alguma tensão diplomática entre os Estados Unidos e Reino Unido. O presidente norte-americano destacou a ligação eterna entre ambos os países. Neste jantar, Carlos III fez ainda referência ao tiroteio que aconteceu no fim de semana passado no jantar de correspondentes da Casa Branca, o monarca que elogiou Trump e a primeira-dama pela coragem e firmeza. Mais cedo ainda, no Congresso, o Rei Carlos III destacou a relação de longa data entre Washington e Londres, pediu que a administração norte-americana continue a apoiar a Ucrânia e na agenda de hoje tem um passeio marcado pelas ruas de Nova Iorque, onde vai homenagear as vítimas do 11 de setembro. Ainda na atualidade internacional, os Estados Unidos voltaram a pedir a Portugal para usar a base das Lajes. Pedem luz verde para a passagem de quatro drones MQ9 Ripper pela base nos Açores. Não é a primeira vez que estes drones norte-americanos passam por Portugal. Aconteceu mesmo no início deste mês, no dia dois. Este que é um equipamento que pode ser acionado à distância, tem 11 metros de comprimento e é apelidado de drone assassino. Segundo uma informação avançada pela SIC, o pedido de autorização estende-se até junho e está a ser analisado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e também pela Autoridade Aeronáutica Nacional. E fechamos com o desporto. O Sporting recebe hoje o Tondela, num jogo em atraso da jornada 26 do campeonato. Na antevisão da partida, Rui Borges diz esperar um Tondela atrevido, audaz, algo que, de acordo com o técnico do Sporting, tem acontecido desde que o Tondela tem um novo treinador.

Digo uma equipa que está a precisar de pontos. Uma equipa que, apesar de tudo, com o seu novo treinador, tem sido uma equipa até bastante audaz naquilo que é a estratégia, é uma equipa que tem tentado ganhar mais algum protagonismo naquilo que é o jogo, uma equipa que pressiona bastante alto, até, em muitos momentos do jogo, que se expõe. Essa audácia também é de relevar. Por isso é uma equipa que vai dar a vida pelos pontos, mas nós também temos que a dar, porque precisamos deles.

Os comentários do treinador leonino Rui Borges, na antevisão do jogo em atraso frente ao Tondela. A bola que começa a rolar às 20h15 no Estádio José Alvalade, pode acompanhar, como sempre, com relato e comentário aqui na Rádio Observador. É o ponto final deste jornal das 6 da manhã, mas para já deixe-se ficar, porque já a seguir temos conferência de imprensa.