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Diante de uma plateia de jovens estudantes e depois ter acusado os partidos de estarem demasiado preocupados com o passa-culpas, o presidente da República aconselha: não sigam o exemplo.

Envolvam-se na política, na política do P grande, porque é a política que resolve os problemas das pessoas. Não é a política da trica, do passa-culpas, do adiar constante. Assim não saímos da cepa torta.

Com a crise na habitação em mente, Seguro garante que não se vai calar.

Eu vejo alguns dizer: "Bem, mas o presidente da República faz esses apelos, mas isso está tudo condenado ao fracasso." Isso deve ser motivo para o presidente da República ficar de braços cruzados? Pelo contrário, eu olho para os problemas do país e é aí que eu sinto a urgência, sinto a responsabilidade.

E volta a pressionar uma.

Eu ontem convoquei os partidos para irem a Belém, porque considero que os partidos são essenciais em democracia. Eles têm divergências. Mas faço-vos uma pergunta: a divergência deve ser uma desculpa para a inação?

E outra vez.

Então não é responsabilidade dos partidos políticos, do Parlamento, dos governos, de contribuírem com soluções em conjunto para resolver essa situação? Sobretudo numa área em que ninguém tem a solução de criar casas de um dia para o outro.

Sem balas de prata, o presidente da República continua a exigir entendimentos duradouros.

Precisamos de anos. E esses anos ultrapassam legislaturas, mudam governos. Então os partidos não têm o dever e a obrigação de se pôr de acordo em soluções que possam ajudar os portugueses, designadamente os jovens, a ter esse acesso à habitação.

Até porque avisa que a consequência é um descrédito da política em toda a linha.

E o deslaçar social começa precisamente aí, quando as pessoas sentem que não fazem parte, que não beneficiam da riqueza que é gerada, do progresso que é gerado.

Novo aviso do chefe de Estado, desta vez diante uma plateia de alunos do ensino secundário em Leiria, num discurso em que quis sair do guião para abordar o problema da coesão social.