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As notícias com Carlos Pedro.
Jornal das seis, na Rádio Observador. A começar pelo conflito no Médio Oriente. As forças da defesa de Israel vão deixar algumas zonas do Líbano. A informação é do jornal Haaretz, que cita uma fonte israelita. Embaixadores dos dois países, Israel e Líbano, vão reunir-se na próxima semana para determinar zonas-piloto que vão ser controladas em exclusivo pelo exército libanês. Acrescenta à mesma fonte que os Estados Unidos vão ficar responsáveis pela supervisão desse controle. Ainda no Médio Oriente e sobre esse conflito, Irão e Estados Unidos concordam em criar uma célula de gestão para pôr termo aos combates em Beirute. A informação foi avançada num comunicado conjunto entre os mediadores do Paquistão e do Qatar. O mesmo texto diz que os Estados Unidos e o Irão acordaram um roteiro para alcançar um acordo final em 60 dias para pôr fim à guerra. O anúncio surge depois de os delegados iranianos terem brevemente abandonado as conversas em protesto contra uma mensagem do presidente norte-americano, Donald Trump, considerada como insultuosa pelos representantes de Teerão. Entretanto, também a AFP cita um diplomata norte-americano para dizer que continua as negociações entre Irão e Estados Unidos. Em Moscovo, os quatro aeroportos foram encerrados brevemente esta madrugada devido a 60 drones ucranianos abatidos. Aconteceu em hora e meia, numa série de mensagens na plataforma Telegram, o presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, relatou que cerca de 59 drones foram abatidos pelas defesas aéreas, descrevendo enxames a voar em direção à capital russa. A Ucrânia continua a intensificar os ataques contra a Rússia. Os trabalhadores da EMEL iniciam hoje uma greve parcial que se prolonga até quinta-feira. Em causa estão pedidos de revisão salarial. Na sexta-feira, há plenário junto à Câmara Municipal de Lisboa. A greve parcial será de duas horas diárias por turno. No primeiro turno, a paralisação será das 10h às 12h, depois das 15h30 às 17h30, ambos os horários com piquetes de greve junto à sede da EMEL. Para os trabalhadores do turno da noite, a paralisação será feita das 18h às 20h, enquanto o turno da madrugada vai parar entre as 6h e as 8h. Olhamos agora para a política. Este fim de semana foi de congresso do PSD em Anadia. Luís Montenegro reafirmou uma promessa e anunciou um novo Fundo Soberano Português, uma iniciativa que pretende investir em empresas estratégicas para criar riqueza para o Estado e garantir a participação em setores considerados importantes para o país. O anúncio foi feito por Luís Montenegro no discurso de encerramento do Congresso dos Sociais Democratas em Anadia, que ficou marcado pelo chumbo do Chega à reforma laboral, o que motivou Miguel Viterbo Dias, um reafirmar de uma promessa de campanha por parte do chefe de Governo.
Na resposta ao chumbo da reforma laboral, perante a proposta do Chega para a redução da idade da reforma, Luís Montenegro clarificou.
Antes de ser investido nas funções de Primeiro-Ministro, declarei que no dia em que, por absurdo, tivesse de cortar pensões, demitir-me-ia. Reassumo aqui e agora este compromisso de honra.
O Primeiro-Ministro reforça uma promessa de campanha e diz que as pensões são um assunto inegociável para o Governo.
As pensões são sagradas. Baixar a idade das reformas hoje significa cortar pensões amanhã.
E aproveita assim para atirar, mais uma vez, as forças de bloqueio.
Uma reforma para responder aos desafios do futuro, logo aparecem forças políticas disponíveis para a travar.
Já no que toca ao rol de novidades, Luís Montenegro anuncia uma nova aposta na relação entre o Estado e empresas estratégicas.
Um fundo soberano que será um instrumento de autonomia e intervenção do Estado em setores estratégicos, em áreas como a energia, mas não excluímos a banca, as comunicações ou mesmo a gestão de infraestruturas aeroportuárias.
Um fundo sobre o qual ainda é preciso conhecer os detalhes numa lista de anúncios com oito pontos, alguns repetidos, como o fundo de catástrofes ou o lançamento da inteligência artificial portuguesa, Amália, mas com um passo em frente na ferrovia.
A linha de Cascais será a primeira a avançar com uma subconcessão, salvaguardando o interesse público.
O Governo tinha já pedido um estudo à CP, avança agora com a medida, numa intervenção em que procurou mostrar que o PSD não pensa no curto prazo, mas sim no futuro, e em que aproveitou para puxar pelo orgulho nacional, ao lançar também as comemorações dos 900 anos de Portugal, com sede em Guimarães.
Miguel Viterbo Dias, com os destaques da intervenção de Luís Montenegro. A nova direção nacional do PSD integra nomes como Pedro Duarte, Carlos Moedas e Sebastião Bugalho, que também será este último novo porta-voz do partido. E o Partido Socialista diz que o Congresso do PSD não traz nada de novo e que o país não está melhor passados dois anos de Luís Montenegro. Já o Chega Considera que o primeiro-ministro está alheado da realidade. Críticas à esquerda e à direita por parte dos partidos convidados ao Congresso do PSD em Anadia, tal como aconteceu ao longo do dia de ontem, também as reações dos partidos se focaram no rescaldo do chumbo da proposta para a revisão da Lei do Trabalho. Vasco Maldonado Correia.
Depois de um congresso repensado à última hora para reagir ao chumbo da reforma laboral e contra-atacar Chega e PS, o socialista Marcos Perestrelo preferia que o governo tivesse outras prioridades.
Eu julgo que o primeiro-ministro tem que se preocupar em governar o país e não tanto em fazer oposição à oposição.
Diz que o congresso é a imagem do Executivo e de um país paralisado.
Estamos há dois anos com o governo em funções, em que aquilo que vimos aqui hoje foi o primeiro-ministro a falar. Tem falado muito nos últimos dois anos, mas infelizmente, tem feito muito pouco e a vida dos portugueses hoje não está melhor. O dilema do Congresso é Portugal Maior. Talvez seja Portugal Maior, porque não podem dizer Portugal Melhor.
Já Rita Matias fala num primeiro-ministro alheado da realidade.
Parece-nos que foi um discurso para elites, muito desligado do Portugal real.
E devolve críticas ao líder do PSD.
Houve mais do que a oportunidade para tentar convergir com as linhas que o Chega apresentou, mas não houve realmente essa vontade política. Portanto, Luís Montenegro falava em falta de coragem, só que a falta de coragem foi por parte de Luís Montenegro.
Aponta também para um padrão ao longo do fim de semana.
Foi a palavra mais citada no Congresso do Partido Social-Democrata, foi Chega.
O PCP considera que o governo não tirou as devidas ilações do falhanço das negociações com o Chega, uma ideia também reproduzida por Jorge Pinto, do LIVRE. Mostra que não aprendeu nada com aquilo que aconteceu na sexta-feira e que pra nós, foi uma mudança drástica da realidade política portuguesa. Já a Iniciativa Liberal pede ao governo que não desista de reformar o país, mas Mário Amory Lopes mostra preocupação com uma das medidas apresentadas por Montenegro.
Relativamente à ideia de constituir um fundo soberano para intervir em empresas que possam ser estratégicas, nesse preciso momento, confesso que fiquei na dúvida se estava a ouvir um discurso de Pedro Nuno Santos ou mesmo de Luís Montenegro, porque a ideia de ter um Estado acionista já foi experimentada, ainda estamos a pagar por ela. Aliás, este próprio governo ainda está a resolver o problema da TAP.
Reações dos convidados dos partidos a um congresso capturado pelo chumbo da reforma da Lei do Trabalho.
Vasco Maldonado Correia, que acompanhou, juntamente com Miguel Viterbo Dias e uma vasta equipa do Observador, o Congresso do PSD este fim de semana em Anadia. O Vasco aqui com as reações dos partidos. Seguimos com o Mundial de Futebol. A seleção portuguesa realiza hoje o último treino antes do jogo com o Uzbequistão, da segunda jornada do grupo K do Mundial. Os comandados de Roberto Martinez treinam às 15h, hora de Lisboa, em Palm Beach. A presença de Tomás Araújo é a principal dúvida, desde a estreia a titular com a República Democrática do Congo, que o defesa do Benfica ainda não treinou. Ao início da tarde, a equipa nacional viaja para Houston, cidade que volta a acolher a partida portuguesa. Mais tarde, quando faltarem 15 minutos para a 1h, treinador e jogador da seleção fazem a conferência de imprensa de antevisão do jogo contra o Uzbequistão. Portugal enfrenta esta seleção estreante do Uzbequistão amanhã às 18h. O marroquino Jalaj Jayed vai ser o árbitro. Nesta madrugada, Cabo Verde voltou a dar um passo rumo ao apuramento para a próxima fase. Os Tubarões Azuis arrancaram novo empate, desta feita contra o Uruguai, por 2x2. Cabo Verde ainda começou a vencer com o golo de Lenini aos 22 minutos. Maxi Araújo empatou para o Uruguai aos 44. Aos 40+06, ainda na primeira parte, Cannobio fez a reviravolta para a equipa de Bielsa. Cabo Verde não desistiu e chegou ao empate aos 61 minutos por Hélio Varela. Com este resultado, as duas seleções somam dois pontos cada. Na próxima jornada, os cabo-verdianos têm um jogo decisivo contra a Arábia Saudita. O mesmo se pode dizer do Uruguai, que defronta a seleção espanhola, que ontem goleou a Arábia Saudita por 4x0. No outro jogo desta madrugada, no grupo G, a seleção do Egito venceu a Nova Zelândia por 3x1. Mohamed Salah, Trezeguet e Zico marcaram para os Faraós. Surman fez o único golo dos neozelandeses. Fica por aqui este jornal. A informação regressa à Rádio Observador com a síntese das 18h30. Até já.