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Seis horas. As notícias com Miguel Gato.

E começamos pelo sismo de magnitude 7,2 na escala de Richter, que aconteceu esta noite na Venezuela. Há 32 mortos confirmados e 700 feridos, números avançados pela presidente interina Delcy Rodríguez na última hora, que já declarou o estado de emergência no país. O terremoto foi sentido em vários países das Caraíbas, mas com especial foco na capital venezuelana, Caracas. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o sismo ocorreu por volta das 22h em Lisboa, 18h na Venezuela. Há registro da queda de vários edifícios, sendo que as autoridades estão ainda a avaliar a totalidade dos estragos. Até o momento, a Venezuela já registou pelo menos 20 réplicas depois desse sismo, uma delas que foi mais forte do que o próprio terremoto, 7,5 na escala de Richter. Há esses dados avançados na última hora, 32 mortos confirmados, 700 feridos, sendo que os números podem aumentar nas próximas horas. António José Seguro já veio manifestar consternação por este sismo na Venezuela e garante que está a acompanhar a situação. Foi o que escreveu o chefe de Estado português numa nota no site da Presidência da República. O presidente da República dirige ainda uma mensagem de solidariedade e de esperança às autoridades, a todo o povo venezuelano e, em especial, à comunidade portuguesa que vive no país. Também Donald Trump já reagiu, garante que os Estados Unidos estão prontos para ajudar a Venezuela. Na rede social Truth Social, o presidente norte-americano garante já ter dado instruções às agências do governo para se prepararem para agir rapidamente, para apoiar os novos e grandes amigos de Washington. É o que escreve Donald Trump nas redes sociais. A Prestação Social Única é votada esta tarde no Parlamento e tem mais do que provável aprovação, depois de ontem PSD e PS terem chegado a acordo. De acordo com o Partido Socialista, o governo deixou cair a obrigatoriedade do trabalho social para o acesso à PSU, passando a estar enquadrado num plano individual personalizado de inserção, sendo que o PS anunciou também a queda da medida do canal de denúncias. Já o PSD reitera que a atividade de solidariedade social vai ser, na mesma, obrigatória. Já o Chega vai votar contra a proposta do governo para a PSU. Em entrevista à RTP esta noite, André Ventura afirma que o partido está do lado certo e diz também que a nova Prestação Social Única, com esta nova medida do governo, tudo vai ficar na mesma.

O Chega ficou do lado certo da história, porque nós dissemos desde o início que esta era uma oportunidade histórica. E se fosse histórica, era pra corrigir. O que acontece com esta versão da PSU, que será, em princípio, aprovada amanhã no Parlamento, com os votos contra do Chega? É que deixará tudo exatamente na mesma.

É o que diz André Ventura e justifica o voto contra do Chega para a proposta do governo para a PSU. Com esta provável aprovação por parte de PS e PSD, fica garantido o cumprimento de uma das metas do Plano de Recuperação e Resiliência, o que vai permitir a Portugal submeter o pedido de libertação de € 600 milhões. O primeiro-ministro justifica o déficit orçamental de 0,7% do PIB no primeiro trimestre com várias contingências. Luís Montenegro fala em situações de crise, como as tempestades que assolaram o país ou o conflito no Médio Oriente, para justificar estes resultados, que foram ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística. Foi o que disse o chefe do Executivo, que falou aos jornalistas após uma passagem pela missão permanente de Portugal na ONU, em Nova Iorque.

Este primeiro trimestre teve várias contingências. Foi o trimestre onde tivemos de ultrapassar as tempestades que assolaram o país e onde tivemos o contato com a realidade subjacente ao conflito do Médio Oriente, ao aumento do preço dos combustíveis e, por via disso e por via do bloqueio no estreito de Ormuz, também a um aumento significativo de vários fatores de produção que impactam no preço de muitos bens, em particular, bens alimentares.

O primeiro-ministro lamenta estes resultados divulgados pelo INE e lembra também que o país teve despesas imediatas a nível de recuperação e daí estes resultados.

Nós não tivemos um trimestre como aquilo que gostaríamos de ter tido e, do ponto de vista orçamental, tivemos este reflexo. Tivemos de dar moratórias às empresas e às pessoas também, às portuguesas e aos portugueses que têm crédito habitação, por exemplo. Tivemos de acudir a despesas imediatas de recuperação. Tivemos de dar apoios suplementares com o desconto no imposto sobre os produtos petrolíferos por via do IVA, para que o impacto do aumento do preço não fosse tão grande, e isso tem incidências orçamentais.

Foi o que disse Luís Montenegro na última noite sobre os dados divulgados pelo INE, um déficit orçamental para Portugal de 0,7% do PIB. Já o secretário-geral do PS acusa o governo de estar sem agenda para a economia. José Luís Carneiro considera que a economia portuguesa está a perder competitividade internacional.

Aquilo que eu tenho sentido no governo é que vejo que o governo está hoje sem agenda para a economia. E isso é preocupante, porque a economia está a perder competitividade internacional. E para termos competitividade internacional, nós temos de ter inserção na economia global. A economia portuguesa está a entrar num processo de quebra. Perdemos competitividade em 57% dos nossos mercados externos e temos de olhar Por uma das variáveis fundamentais da nossa economia, que é a economia do mar.

Foi o que disse o secretário-geral do PS em declarações aos jornalistas em Sines. A Polónia recebe hoje a Conferência para a Recuperação da Ucrânia, evento que pretende reforçar o apoio internacional à reconstrução do país e estimular investimentos para as empresas ucranianas. Começa hoje, termina amanhã, na cidade de Gdańsk. Vai centrar-se nos setores mais afetados pelo conflito: energia, infraestruturas críticas e logística. Também o reforço das capacidades de segurança da Ucrânia vai estar em foco nesta reunião. Volodymyr Zelensky não vai à conferência e a delegação ucraniana vai ser liderada pela primeira-ministra do país. Portugal vai estar representado pela Secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos. Outra das presenças confirmadas é a do presidente do Conselho Europeu, António Costa. Estão fechadas as contas dos grupos A, B e C do Mundial de Futebol. E começamos pelo grupo A. O México fez o pleno de vitórias e passou no primeiro lugar com nove pontos. A África do Sul passou em segundo, após um triunfo esta madrugada frente à Coreia do Sul, que vai ter de esperar pelo final da jornada para ver se é um dos melhores terceiros lugares e se vai ter esse acesso aos 16 avos de final. No grupo B, a Suíça foi líder, com Canadá em segundo e a Bósnia-Herzegovina em terceiro. Os quatro pontos somados pela seleção europeia devem ser suficientes para a passagem à próxima fase. Finalmente, no grupo C, o Brasil está apurado no primeiro lugar, com os mesmos pontos do segundo, Marrocos. A Escócia ficou em terceiro. Chéquia, Catar e Haiti foram as seleções que terminaram no último lugar dos grupos A, B e C e estão, por isso, eliminadas do Campeonato do Mundo. Ainda no futebol, o Benfica inicia hoje os trabalhos da temporada 2026-2027 no Seixal, já com o novo treinador Marcos Silva. As Águias começam cedo a pré-temporada, devido à presença nas pré-eliminatórias da Liga Europa, já no próximo mês de julho. O primeiro jogo oficial da época do Benfica acontece apenas quatro dias depois da final do Campeonato do Mundo de Seleções.