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Seis horas. As notícias com Carlos Pedro.

Jornal das seis na Rádio Observador. O ministro da Administração Interna garante que não cometeu nenhuma ilegalidade na contratação do empreiteiro para as obras de um imóvel que tem em Odemira. Em causa está a contratação de um empreiteiro que realizou várias obras ao serviço da Polícia Judiciária e quando Luís Neves era ainda diretor da PJ. Em entrevista ao Canal Nau, o ministro da Administração Interna garante que só conheceu pessoalmente o empreiteiro em 2023, depois de grande parte das obras na PJ estarem feitas. Em relação ao imóvel de Odemira, garante que está tudo limpo e tranquilo, mas admite que se fosse hoje, agiria de forma diferente.

Hoje faria, reconheço isso, humilde e modesto. Hoje faria de maneira diferente. Agora, ninguém constrangeu ninguém. O grosso das obras foram feitas em período que eu não conhecia. Tudo foi transparente, os contratos foram visados no Tribunal de Contas. Portanto, é tudo muito limpinho e absolutamente tranquilo.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves, em entrevista ontem ao Canal Nau. Vamos falar agora dos exames nacionais. As pautas são afixadas na sexta-feira. O PS diz que o governo falhou e optou por dar respostas levianas. O líder socialista lamenta que Luís Montenegro não tenha falado diretamente ao país sobre a situação, em vez do comunicado formal. Já à chegada do Congresso Federativo da Área Urbana de Lisboa, este domingo, José Luís Carneiro tinha exigido explicações a Luís Montenegro.

O primeiro-ministro, em detrimento de uma resposta clara, que desse confiança, que mostrasse humildade a reconhecer aquilo que falhou, falou com algum desdém numa festividade, no festival de música. E aquilo que eu digo ao primeiro-ministro é que ele tem de meter a mão na consciência e tem que ter consciência de que é primeiro-ministro do país. E há duas palavras fundamentais. Por um lado, o que falhou e o que está a ser feito para restabelecer a confiança no processo de classificação daqueles que agora concorrem ao ensino superior.

José Luís Carneiro, ontem, à chegada do Congresso Federativo da Área Urbana de Lisboa. O PCP quer também ouvir o ministro da Educação sobre o processo de correção dos exames nacionais, num debate de urgência no Parlamento. Os comunistas pediram o debate para dia 17 de julho, na sexta-feira. Os professores sem trabalho atribuído foram convocados no final da tarde de sábado para corrigir os exames nacionais, a poucos dias do prazo para concluir o processo de classificação. A denúncia é feita pela Missão Escola Pública. De acordo com o porta-voz do movimento, vários docentes foram informados pelos agrupamentos do Júri Nacional de Exames que iriam receber itens para classificar na plataforma eletrônica. Cristina Mota continua a manifestar preocupações quanto ao cumprimento dos prazos e ao rigor das avaliações, uma vez que muitos dos constrangimentos ainda se mantêm. E no primeiro discurso, na liderança do LIVRE, Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto criticam as reformas do governo e anunciam que vão apresentar à Assembleia da República um pacote de medidas para melhorar a vida dos portugueses. Declarações feitas depois de anunciados os resultados da eleição para a direção do LIVRE, a lista A, encabeçada por Isabel Mendes Lopes, venceu por larga margem. E Ricardo Lopes, nos discursos de vitória, a nova dupla de porta-vozes do partido deixou recados ao governo e fez promessas para o futuro.

Não houve surpresas nos resultados da eleição para o grupo de contacto, o órgão executivo do LIVRE.

Lista A, 432 votos, 11 eleitos.

Isabel Mendes Lopes e Jorge Pinto partilham agora a liderança do LIVRE, a lista onde estavam os nomes com mais histórico no partido, venceu com quase 70% dos votos. A oposição interna criticava a excessiva centralização nas figuras dos porta-vozes, mas Isabel Mendes Lopes garante que o LIVRE é um partido plural.

Um LIVRE aberto, plural, onde as opiniões contam, onde podemos ter momentos de divergência, mas onde a divergência se faz de uma forma saudável, em democracia, e isso é muito importante continuarmos a fazer aqui no LIVRE.

No discurso de vitória, a líder da bancada parlamentar começou por agradecer o reforço da confiança, mas rapidamente passou ao ataque ao governo.

Ter um Estado mais forte, um Estado que não faz reformas, que na prática são desmantelamentos dos serviços públicos, que desmantela os próprios ministérios e que depois dá o caos que nós assistimos, por exemplo, nos exames nacionais.

Isabel Mendes Lopes considera perigoso que venha a ser feita uma revisão constitucional e pede ao PS que se meta ao barulho.

O Partido Socialista tem os votos para conseguir negociar com o PSD e dizer claramente ao PSD: "Se vocês avançarem para uma revisão constitucional feita com o Chega, então não contam conosco para mais nada, inclusive Orçamentos de Estado".

Críticas feitas, a porta-voz terminou a intervenção com uma mensagem para Rui Tavares, que está de saída da função.

Foi uma honra e também muito divertido, tenho a dizer, partilhar contigo a responsabilidade de sermos porta-vozes do LIVRE. Eu aprendi imenso. Também acho que tu aprendeste muito.

Em sentido inverso, Jorge Pinto, que assume agora o lugar de Rui Tavares, dedicou as primeiras palavras àquela que é incontornavelmente a maior figura do partido.

É um prazer e uma honra ter esta responsabilidade, por um lado, renovada, de me manter no grupo de contacto, por outro lado, alargada, ao passar a ser co-porta-voz com a Isabel Mendes Lopes e com a enormíssima responsabilidade de vir a seguir ao Rui Tavares neste mesmo cargo.

E trouxe novidades. O LIVRE vai apresentar na Assembleia da República um grande pacote de medidas para vários setores.

Aquilo que o LIVRE vai ter como prioridade já imediata e para os próximos meses, vamos apresentar no Parlamento um grande pacote de medidas para que consigamos todos ter uma vida plena.

Liderança renovada, ambição reforçada, foi com promessas de, no futuro, chegar ao governo que terminou este 17º Congresso do LIVRE, que marca um ponto de viragem no partido.

O jornalista Ricardo Lopes, que esteve a acompanhar os dois dias do Congresso do LIVRE em Sintra. Rui Tavares deixa o cargo de porta-voz, vai manter-se ainda assim na direção do partido. Fica o pelouro da estratégia, comunicação e formação E os preços dos combustíveis voltam hoje a subir: 7 cêntimos no gasóleo e 2,5 cêntimos na gasolina. De acordo com o "Público", o gasóleo está há seis semanas mais caro do que o preço de referência do regulador. Os dados oficiais confirmam: o preço médio nas bombas desce mais devagar quando o custo da matéria-prima cai. O que se paga quando se vai abastecer está há quase um mês e meio acima do valor que a ERSE calcula. São resultados de uma análise do "Público" a mais de 2500 preços correspondentes aos valores diários registados pela ERSE entre janeiro de 2019 e o dia 5 de julho deste ano. Os dados revelam que as bombas refletem mais rapidamente as subidas do preço da matéria-prima do que as descidas do preço. Lá fora, o Irão acusa os Estados Unidos de violar o cessar-fogo com uma nova vaga de ataques. O Ministério Iraniano dos Negócios Estrangeiros classifica os ataques das últimas 24 horas como uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas. Num comunicado citado pela Al Jazeera, a diplomacia iraniana acusa os Estados Unidos de interferirem com as negociações entre o Irão e Omã. Negociações que decorreram este fim de semana em Muscat, com o objetivo de discutir o futuro do estreito de Ormuz. De acordo com o Ministério Iraniano dos Negócios Estrangeiros, estes ataques causaram insegurança na região e perturbaram o fluxo do comércio internacional que passa pelo estreito de Ormuz. Esta nova série de bombardeamentos na costa iraniana foi ordenada por Donald Trump, que quis responsabilizar as forças do Irão. O presidente francês convocou para hoje uma reunião dos líderes que integram a Coligação da Boa Vontade sobre a Ucrânia. O objetivo é planear novas iniciativas que permitam dar garantias de segurança a Kiev. No encontro em Paris, Emmanuel Macron pretende abordar novas iniciativas de reforço de capacidades e da mobilização em apoio à Ucrânia, fazer novos anúncios e também programar exercícios em conjunto. A reunião dos cerca de 30 líderes vai ter ainda como objetivo responder ao pedido legítimo do líder ucraniano Volodymyr Zelensky sobre mísseis balísticos e a defesa antiaérea. 114 mortos e 54 desaparecidos. É este o mais recente balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros sobre as vítimas portuguesas e luso-descendentes na sequência do duplo sismo que atingiu a Venezuela. De acordo com o último balanço das autoridades venezuelanas, morreram no total 4490 pessoas. Os feridos mantêm-se nos cerca de 16.700. Portugal vai, entretanto, hoje enviar oito toneladas de medicamentos para a Venezuela para apoiar a resposta à emergência humanitária. No âmbito desta iniciativa, foi feito um apelo às empresas do setor farmacêutico para que verificassem a possibilidade de doarem medicamentos. Fica por aqui este jornal. A informação regressa com a síntese das 18h30. Até já.