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Vamos às notícias. Jornal das 7 com Luís Soares. Luís, começamos com o orçamento do Estado. Tudo indica que o fim do corte dos salários dos políticos vai ser aprovado. Resta saber quando entra em vigor. O PSD admite agora viabilizar a proposta do PS, que prevê que a medida só se aplique a partir de janeiro.

Em causa está uma medida em vigor desde 2010, desde antes da chegada da Troika. Foi aprovada pelo governo de José Sócrates, prevê um corte salarial aos titulares de cargos políticos de 5%. O objetivo, na altura, era reduzir o déficit e controlar a dívida pública, mas agora este corte ao salário dos políticos deve terminar e o PSD, Laura Figueiredo, admite fazer mais uma cedência ao PS.

Sim, duas propostas com o mesmo objetivo, mas com calendários diferentes. O PSD propõe que o corte salarial de 5% tenha efeitos imediatos. Afirmam que é uma questão de justiça, e o PS concorda com o corte, fala também numa medida justa, mas propõe que seja aplicado apenas a mandatos que comecem depois de janeiro. Os socialistas explicam que querem evitar que os atuais titulares de cargos políticos sejam beneficiados. Entretanto, o Jornal Público avança que o PSD está disponível para aceitar este calendário do PS e, de acordo com o jornal, aos sociais-democratas agrada ao mesmo tempo o fim do corte e também mostrar mais uma cedência aos socialistas nas negociações.

Iniciativa Liberal e Livre concordam com a proposta do PS de fazer com que o corte só entre em vigor para futuros mandatos.

Sim, o calendário do PS é o que reúne o maior consenso e conta com o apoio de Iniciativa Liberal e Livre. Já o Chega, Bloco de Esquerda e PAN vão votar contra, de acordo com o que avança o Jornal Público. Certo é que, contas feitas, PS e PSD só dependem um do outro para aprovar a medida.

E Laura, não é a primeira vez que se fala neste corte.

A reversão já esteve em cima da mesa em 2019 e foi pedida novamente em 2022, mas não chegou a avançar. O corte de 5% abrange o Presidente da República, o Primeiro-Ministro, deputados, autarcas, membros do governo das regiões autónomas ou alguns destes públicos. Em 2019, António Costa disse mesmo que ganhava mais quando era Ministro da Justiça do que enquanto chefe do governo.

Laura Figueiredo e os detalhes quanto ao fim deste corte salarial aos titulares de cargos políticos de 5%, um corte em vigor há 14 anos e que vai mesmo chegar ao fim. É uma das várias propostas de alteração ao orçamento para o próximo ano, que vão ser votadas na especialidade a partir da próxima sexta-feira.

E este vai ser tema do Explicador esta manhã com Luísa Salgueiro, presidente da Associação Nacional de Municípios, que é a favor desta medida. Estará cá também o deputado do Chega, Pedro Frazão, que está contra. É um debate para ouvir depois do Jornal das Nove. A caminho das eleições autárquicas, o líder do CDS, Nuno Melo, deixa avisos ao PSD. O peso dos centristas nas coligações não é negociável.

Aviso deixado no final da reunião do Conselho Nacional dos Democratas Cristãos, ontem à noite, em Lisboa. Em declarações aos jornalistas, Nuno Melo recusou antecipar alguma decisão sobre se o CDS vai integrar uma nova coligação em Lisboa. Diz que tudo depende do projeto e avisa que o partido tem um peso próprio.

Não acho desejável nenhuma estratégia em que o CDS possa ser o custo da oportunidade, no sentido que o CDS vale por si. E o CDS foi fundamental para, em coligações ou mesmo nessa candidatura independente, se conseguirem vitórias. E o peso do CDS não é um custo de oportunidade, não é propriamente negociável, pelo que o CDS avaliará em cada caso, um projeto e, em cima desse projeto, uma decisão.

Nestas declarações aos jornalistas, no final da reunião do Conselho Nacional do CDS, Nuno Melo evitou responder de forma direta sobre se a coligação original em Lisboa deve ser replicada como era ou se deve abrir-se espaço para acolher a Iniciativa Liberal. O presidente do partido garantiu que o CDS não receia ir a votos em nenhuma circunstância e os dirigentes que estiveram na reunião asseguram ao Observador que não querem estar eternamente à espera do PSD para tomar decisões.

De resto, o Observador sabe que na corrida à Câmara de Lisboa existe já algum clima de tensão entre o PSD, o CDS e a Iniciativa Liberal.

O que pode dificultar a vida da candidatura de Carlos Moedas. Em causa está, por exemplo, a distribuição de lugares de vereadores pelos vários partidos, caso os liberais se juntem numa frente de direita à autarquia da capital. Maria João Brás.

A menos de um ano das eleições autárquicas, a direita já começa a fazer contas sobre a composição de um novo executivo de Carlos Moedas na Câmara Municipal de Lisboa. E quem diz direita refere-se ao PSD, CDS, atual parceiro de coligação, e Iniciativa Liberal. E a porta a esta possibilidade com os liberais foi, aliás, aberta pelo próprio Luís Montenegro em outubro, numa entrevista à SIC e conduzida por Maria João Avilez. Na altura, Rui Rocha deixou tudo em aberto e atirou uma decisão para o início do próximo ano, mas já há quem esteja nervoso com esta possibilidade, em especial os democratas cristãos. Partindo do princípio que Carlos Moedas consegue nove vereadores, o número que lhe daria maioria absoluta, haverá apenas três lugares para distribuir com os parceiros de coligação. Atualmente, o CDS conta com três lugares na equipa de Moedas, o mesmo número que o PSD. Mas, ao Observador, dirigentes sociais-democratas consideram impensável que esta correlação de forças se mantenha, em especial se a Iniciativa Liberal se juntar à coligação. Carlos Moedas tem ainda um problema diplomático pelas mãos e chama-se Filipa Anacoreta Correia. O número dois do atual autarca da capital foi apontado por Francisco Rodrigues dos Santos, ex-líder do CDS. A questão é que Nuno Melo, atual presidente do CDS, poderá ser uma entrave a uma renomeação. Isto porque o próprio Filipa Anacoreta Correia já assumiu o mal-estar com o presidente do CDS, em entrevista ao Expresso.

Mas as tensões não ficam por aqui. Ao Observador, fontes dos Liberais dizem que Carlos Moedas já estará a recuar na intenção de ter a IL na coligação, e tudo por causa da campanha dos Liberais na cidade de Lisboa, que responsabiliza Moedas pelo lixo na cidade. Ora, entre nervosismo, cedências e tensões, a Carlos Moedas, os mais próximos aconselham serenidade.

Maria João Brás e o essencial do artigo dos jornalistas Miguel Santos Carrapatoso, Inês André Figueiredo e Mariana Lima Cunha: a luta por lugares e as desconfianças podem fazer ruir uma frente de direita para concorrer a Lisboa antes mesmo de ela existir.

É um artigo, de resto, Luís, que está em destaque a esta hora no site do Observador e que pode ler em mais pormenor. O PCP vai faltar à sessão solene do 25 de novembro no Parlamento. A decisão foi anunciada pelo secretário-geral do partido.

Paulo Raimundo considera que quem está a promover a efeméride pretende relançar a ofensiva contra-revolucionária contra Abril. O líder dos comunistas diz ainda que os partidos por detrás da iniciativa pretendem, com esta sessão, legitimar políticas destruidoras.

O que está por trás da iniciativa dos que suportam o governo, PSD e CDS, com o apoio dos seus sucedâneos da Iniciativa Liberal e Chega, e a cumplicidade e anuência de outras forças políticas, é relançar a ofensiva contra-revolucionária contra Abril e legitimar as suas próprias opções e a sua política destruidora.

Paulo Raimundo, num discurso, numa sessão pública organizada pelo PCP em Lisboa, onde anunciou que o partido vai faltar à sessão solene do 25 de novembro no Parlamento. O secretário-geral comunista criticou também o primeiro-ministro por não querer taxar os super-ricos, mas dar superdescontos às empresas no IRC.

A Procuradoria-Geral da República abriu um inquérito-crime ao caso que envolve Tiago Maé ん Gonçalves e a falsificação de assinaturas.

É um caso que levou à demissão de Tiago Maé ん Gonçalves do cargo de presidente da Junta da União de Freguesias da Foz, Aldoar e Nevogilde, no Porto. O ex-candidato presidencial, apoiado pela Iniciativa Liberal, assumiu ter falsificado as assinaturas dos membros do júri do Fundo de Apoio ao Associativismo Portuense. Entretanto, demitiu-se. A Procuradoria-Geral da República confirma agora ao Observador a abertura de um inquérito-crime. Em comunicado, a PGR explica que o Ministério Público vai investigar os factos. O acaso está entregue ao Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto.

Portugal caiu duas posições no ranking do desempenho climático. No entanto, continua a fazer parte dos países com uma classificação alta.

O índice de desempenho das alterações climáticas apresentado na COP29 revela que Portugal caiu do 13º para o 15º lugar do ranking dos países mais próximos de atingirem o Acordo de Paris. O relatório alerta para o facto de Portugal ter de aumentar os esforços na redução das emissões do setor dos transportes, visto que os automóveis continuam a ser o modo de mobilidade dominante no país. Ainda assim, Portugal permanece no grupo das nações mais bem classificadas. Tem pontuação quatro numa escala de cinco, está cotado com classificação alta em proteção contra as alterações climáticas.

E a Associação Zero estima que em 2024 subam as emissões de carbono.

Identifica os dois principais fatores para que isso vá provavelmente acontecer: os incêndios florestais que aconteceram, sobretudo no mês de setembro, e ainda, tal como identifica o relatório apresentado em Baku, as emissões vindas do transporte rodoviário. A Associação Zero indica que para que se cumpra o Plano Nacional de Energia e Clima, é preciso reduzir até 2030 as emissões no setor dos transportes em 5% ao ano.

Olhamos ainda neste jornal das 19h para outras notícias que estão a marcar a atualidade.

A Embaixada dos Estados Unidos em Kiev fechou devido à ameaça de ataque aéreo. As autoridades norte-americanas revelam, numa publicação nas redes sociais, que receberam a informação de um possível ataque. Por isso mesmo, a Embaixada encerrou e recomenda aos cidadãos norte-americanos em Kiev para que se abriguem em caso de ataque. O chefe da diplomacia europeia começa hoje uma série de viagens pelo Médio Oriente. José Borrell vai passar pela Jordânia, Chipre e Líbano. O objetivo é voltar a discutir com os parceiros do Médio Oriente possíveis vias para um cessar-fogo sustentável em Gaza e também no Líbano. Luís Montenegro termina hoje a visita oficial de três dias ao Brasil. O primeiro-ministro vai passar por São Paulo com uma agenda centrada na comunidade e na língua portuguesa. Isto depois de ter participado também na reunião do G20 no Rio de Janeiro. É o ponto final na carreira de um dos melhores de sempre. Rafael Nadal despediu-se do ténis aos 38 anos, após os Países Baixos terem eliminado a seleção espanhola nos quartos-final da Taça Davis. Após o encontro, Nadal recebeu uma merecida homenagem com mensagens de algumas das maiores figuras do ténis mundial, como Federer, Djokovic e Serena Williams. Nadal diz que sai de cena tranquilo porque deixou um legado no ténis mundial. Nelson, sabemos perfeitamente que no mundo, todos os dias, há pessoas que são assaltadas na rua em plena luz do dia.

Infelizmente, é verdade, mas não toca a todos. Nunca me aconteceu a mim.

Não, até porque o problema para alguns assaltantes é quando tentam furtar a pessoa errada.

Eles tentaram assaltar um super-herói que sabia kung fu.

Mais ou menos. É um caso que aconteceu no Reino Unido. Um homem estava a correr juntamente com uma mulher, decidiu deixar o telemóvel na beira da estrada para depois o recolher mais tarde. Entretanto, aproximou-se uma carrinha, dois homens saíram dessa carrinha, levaram o telemóvel e começaram a fuga.

E o homem não percebeu nada.

Acabou por perceber que tinha acontecido, mas atenção que quando falamos deste homem, falamos nada mais, nada menos do que de Mo Farah, atleta olímpico britânico com quatro medalhas de ouro, nas modalidades de 5000 e 10000 metros. Ora, Mo Farah começou a correr, como sabe bem, alcançou a carrinha com maior ou menor dificuldade e conseguiu recuperar o telemóvel.

Assim é fácil, quem me dera ter um Mo Farah junto a mim sempre.

Sempre que te roubam o telemóvel.

Sempre que tentem roubar o telemóvel.

É o desporto a fazer sucesso também na vida real.

Muito bem, está feito o jornal das 19h, com edição do Luís Soares.