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Em Viseu. Muito bom dia, Jornal das 7, na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho. Pedro Nuno Santos e André Ventura passaram a noite a trocar acusações. O secretário-geral do PS acusa o Chega de apresentar medidas irrealistas ao país.
A economia, a imigração, a política fiscal, Pedro Nuno Santos e André Ventura discordaram em tudo. O líder do Chega colou o secretário-geral do PS aos governos de António Costa e quando o tema foi as tarifas de Donald Trump, Pedro Nuno acusou André Ventura de não saber nada de economia.
André Ventura não compreende o básico sobre a economia portuguesa. É que os setores que aqui acabou por citar, são setores que não vivem nem nunca viveriam da economia portuguesa. O setor têxtil, vestuário, o setor de calçado, o setor da cortiça, são setores fortemente exportadores. E essa corrida protecionista que André Ventura defende iria prejudicar e ter um dano tremendo na economia nacional.
André Ventura apontou as contradições do PS em medidas como o IUC e o IVA Zero e lembrou o legado de Pedro Nuno Santos na TAP e na CP. Acusa o antigo ministro de não ter capacidade para governar o país.
É uma questão que eu gostava de deixar as pessoas em casa. Como é que alguém que geriu a habitação e nos deixou com a habitação mais difícil de acesso na OCDE, são números que eu tenho aqui, Portugal é o país onde é mais difícil aceder a casa, como é que este homem que está aqui à minha frente, geriu tão mal a habitação e vai gerir bem agora o país inteiro?
E quando o tema foi a corrupção e a ética, André Ventura lembra as listas que o PS traz a estas eleições.
Ter o Hugo Mendes, o seu secretário de Estado, da famosa indemnização da TAP nas listas do PS, é dar um péssimo exemplo de ética e de transparência.
Pedro Nuno Santos responde que o Chega não tem autoridade moral para discutir ética no país.
É seletivo. A Cristina Rodrigues foi condenada e mantém-se na lista de deputados. Tem que me deixar terminar. E, portanto, André Ventura, move-se quando os casos envergonham o Chega. Não tem autoridade moral nenhuma para apontar o dedo a quem quer que seja.
E assim foi, um frente a frente tenso em que os dois líderes partidários admitiram que se irritaram ao debater um com o outro.
E na análise, o editor de política do Observador entende que André Ventura foi o adversário útil que Pedro Nuno Santos precisava.
E destaco aqui, apesar das irritações, o líder socialista foi mais ponderado.
Entre os dois, via-se um André Ventura muito irritadiço, quase um líder de um partido de protesto. E do outro lado, um líder de um partido que quer, de facto, governar. Depois houve uma coisa, que foi o debate que começou com a questão das tarifas nos Estados Unidos. Os empresários, naturalmente portugueses, estão preocupados com aquilo que tem sido a postura imprevisível de Donald Trump. Ora, quem é que é um grande defensor de Donald Trump, inclusivamente, esteve em Washington na tomada de posse? André Ventura. E, portanto, também aí, foi um bocadinho difícil para André Ventura, um bocadinho um embaraço nesta questão e neste momento em particular, colar-se a Donald Trump.
Análise de Rui Pedro Antunes, o editor de política do Observador, ao debate entre Pedro Nuno Santos e André Ventura, que decorreu ontem na TVI.
No segundo debate da noite, a Iniciativa Liberal e o PAN discordaram em tudo.
Impostos, saúde, habitação, o frente a frente teve lugar na SIC Notícias. O líder da Iniciativa Liberal diz que o SNS não tem capacidade para responder às necessidades de todos os portugueses e que, por isso, é preciso uma alternativa.
O sistema público existe, continua a existir, nós queremo-lo até fortalecido. Agora, há mais opções. E quando temos 10 milhões e meio de pessoas, de portugueses e residentes em Portugal, nós não podemos pensar que o SNS, nas condições atuais, consegue responder a toda esta população. E, portanto, o que faz sentido é permitir que a capacidade instalada toda possa dar resposta. E isso significa, naturalmente, que não teremos as situações que temos hoje, essas sim, absolutamente inaceitáveis.
Inês de Sousa Real diz que o modelo dos liberais para a saúde faliu em vários países liberais e recorda que o setor privado não está presente em todo o território nacional.
Têm sido os próprios privados a pedir a rede, por exemplo, do apoio público para a saúde mental, nomeadamente ao nível do ensino superior privado. Não podemos também esquecer-nos que a ausência destas respostas no território, em que a rede privada também não cobre tudo, é estar a dizer às pessoas que estão em sofrimento, seja porque são doentes oncológicos, seja porque têm outro tipo de patologias que não têm resposta no privado, ou porque o privado, quando alguém se sente mal, chama as ambulâncias do INEM para irem buscar a pessoa à porta. É fundamental garantirmos que os dinheiros do Estado são efetivamente investidos, porque o que acontece é que estamos sistematicamente a canalizar recursos para o privado, ao invés de garantirmos o robustecimento desta resposta.
Os dois apenas concordaram no tema da segurança. A porta-voz do PAN admite que o problema existe em Portugal, a começar com a violência doméstica. Rui Rocha subscreve a preocupação, diz-se chocado com as notícias de violência no namoro. Mais logo, às 9 da noite, tem lugar o próximo debate. Vai ser na RTP, entre Nuno Melo e Joana Mortágua, indicada pelo Bloco de Esquerda para enfrentar o líder do CDS. Uma hora depois, o debate vai ser entre André Ventura e Paulo Raimundo, na CNN Portugal.
E vamos continuar, claro, a falar dos debates nas manhãs 360. Há um quarto pras oito, juntam-se a nós Joana Cordeiro, da Iniciativa Liberal, e Pedro Fidalgo Marques, do PAN. Deixamos os debates, mas continuamos a falar de eleições. O líder do PSD, e ainda primeiro-ministro, defende que governar é só para quem tem sentido de responsabilidade.
E não para quem toma decisões por impulso. Foi nos Açores, num evento partidário, Luís Montenegro garantiu que não tem máscaras e não mudou de postura só porque vai a eleições.
Governar é pra quem tem, creio eu Este sentido de responsabilidade, para quem não tem a impulsividade e por isso não tem que andar a dizer e a desdizer muitas vezes as coisas, porque se precipita. Nós não somos dessa escola. Nós somos da escola da responsabilidade, mas somos da escola da ambição. Também não somos daqueles que põem máscaras para aparecer na campanha eleitoral, aquilo que nunca pareceram antes ou nunca foram antes. Nós estivemos sempre em avaliação. Nós não nos transfiguramos agora só porque vai haver outra vez eleições.
Declarações de Luís Montenegro, nos Açores, em que deixou críticas a Pedro Nuno Santos. Lembrou que o secretário-geral do PS exigiu uma intervenção do governo em janeiro, durante o aumento do preço dos combustíveis. Diz que isso demonstra falta de responsabilidade na governação. Montenegro falou na apresentação da coligação PSD, CDS e PPM, em Ponta Delgada. É o único círculo onde os três partidos concorrem juntos às eleições legislativas de 18 de maio.
Os programas com que Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro vão a eleições já são conhecidos, contam com diferenças, mas, apesar de tudo, também com vários pontos em comum.
As duas forças políticas querem contas públicas equilibradas na próxima legislatura. Ambas concordam que o país precisa de uma menor carga fiscal e mais habitação, saúde, educação, mas os caminhos que propõem para lá chegar são diferentes. E, Miguel Gato, em muitos casos, até incompatíveis.
E comecemos precisamente pelas diferenças. A AD defende uma redução mais acentuada nos impostos diretos, enquanto o PS quer ver baixar os impostos indiretos. Ou seja, PSD e CDS propõem uma redução do IRS em praticamente todos os escalões, no valor de € 2000 milhões e, no que toca ao IRC, quer uma descida até aos 15% para as pequenas e médias empresas e para as restantes empresas, o valor reduz para os 17%. Atualmente, a taxa normal do imposto sobre o rendimento das pessoas coletivas está fixada nos 21%. Já o Partido Socialista prefere apostar no IVA zero no cabaz alimentar e também na baixa do IVA da eletricidade para os 6%. No que toca a finanças públicas, a AD acredita que não vai haver déficit nos próximos quatro anos e prevê um excedente orçamental ao longo de toda a legislatura. O PS é mais cauteloso, prevê déficit, pelo menos, em 2026, o último ano dos empréstimos do PRR. A coligação PSD-CDS não está só isolada no déficit, mas também no crescimento econômico. Prevê um crescimento acima dos 3%, com a aposta no consumo privado. O Partido Socialista optou por não incluir nenhum valor no programa eleitoral, devido à incerteza do contexto internacional. A saúde e a habitação são outros dos temas que dividem a AD e o Partido Socialista. À direita, aposta-se em mais colaboração com os privados e à esquerda, defende-se o reforço do setor público.
Diferenças postas de lado, vamos então às convergências, Miguel.
Que também não são poucas. Ambas as forças querem ver a dívida pública descer dos 90% do PIB para entre os 75 e os 76%, em 2029. Querem um aumento do salário mínimo até o final da legislatura. A AD impõe a meta nos € 1.100, enquanto o PS nos € 1.110. E ambos apostam para um salário médio de € 2000 até 2029. Prometem rever as carreiras da administração pública, a AD até 2027 e o PS não coloca um prazo. Os socialistas apontam também para a implementação da semana de quatro dias na administração pública. AD e Partido Socialista querem aumentar pensões. O PSD e o CDS voltam a apostar na atribuição de um bônus a meio do ano para os reformados. Nas escolas, os partidos querem restringir ou proibir o uso de telemóveis até os 12 anos. Na imigração, as diferenças estão apenas nas letras pequenas, com nenhuma das forças a querer regressar à lei da manifestação de interesses. AD e PS querem também aumentar o investimento na defesa e na justiça, apostam na regulamentação do lobby e também no reforço de mais transparência.
Miguel Gato, com o descubra as diferenças dos programas da AD, coligação PSD-CDS, e do Partido Socialista para as legislativas marcadas para 18 de maio. Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos vão debater estas e outras ideias no dia 28 de abril. É a data do debate alargado, que vai ter uma duração de 75 minutos e que vai ser transmitido nos três canais de televisão generalistas.
E este é um artigo em destaque a esta hora no site do Observador. Na saúde, o número de pessoas que ficam internadas depois da alta hospitalar aumentou 8% no último mês. Foram mais de 2000.
Os dados referem-se ao mês de março, nos hospitais públicos, e representam uma subida em relação ao mesmo mês de 2024. São mais 178 casos de pessoas em situação de internamento inapropriado. Esta é a conclusão do Barômetro de Internamentos Sociais, que revela também que o tempo médio destes internamentos diminuiu 10%, mas ainda assim está em cerca de cinco meses.
E depois de uma quebra no ano passado, o número de nascimentos voltou a crescer em Portugal no primeiro trimestre do ano.
Aqui os dados são baseados no teste do pezinho. Nos primeiros três meses deste ano, nasceram 20.782 bebês em Portugal, mais 207 do que em igual período do ano passado. Por distritos, Lisboa foi onde se registaram mais nascimentos, seguido de Porto, Setúbal e Braga. Bragança foi onde nasceram menos bebês, 124, seguido de Portalegre e da Guarda.
Na atualidade internacional, pela primeira vez desde que deixou a Casa Branca, Joe Biden critica diretamente Donald Trump. O antigo presidente dos Estados Unidos acusa o sucessor de causar danos e destruição.
Em apenas 100 dias de governação, Joe Biden discursou ontem à noite em Chicago e alinhou com as críticas dos democratas à atual administração. O antigo presidente norte-americano aponta como exemplo o que Donald Trump está a fazer na administração pública e na Segurança Social.
"More than 100 days
Em menos de 100 dias, esta nova administração causou tantos danos e tanta destruição. É de cortar a respiração que tenha acontecido tão depressa. Eles atacaram a Segurança Social com um machado. A última coisa que os norte-americanos precisam do seu governo é crueldade deliberada. Estamos a falar de pessoas e vizinhos por todo o país que tomam conta uns dos outros, que não veem empatia como um sinal de fraqueza, que veem a empatia como um sinal de decência.
As críticas de Joe Biden, alinhadas com o Partido Democrata, numa altura em que falta um ano para as eleições intercalares. A oposição tem-se focado nas ações de Trump, na Segurança Social. O presidente planeia demitir 7000 trabalhadores desta agência norte-americana. São agora 7:13, Carla, que outras notícias marcam esta manhã? A economia chinesa cresceu 5,4% no primeiro trimestre do ano, em comparação com o mesmo período de 2024. Excede a meta prevista por Pequim, 5%, o que é em parte explicado pelo acelerar das encomendas por parte dos fabricantes, antes da subida das taxas alfandegárias impostas nos Estados Unidos. Lula da Silva já entregou ao Congresso brasileiro a proposta do orçamento do Estado para o próximo ano. O documento prevê um superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto e também um aumento do salário mínimo. O Brasil deve ter uma inflação de 3,5%. De acordo com as previsões do governo, o PIB deve crescer 2,5. Rafael Grossi, o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, visita hoje o Irão. Um encontro que acontece numa altura em que Teerão e Washington, que não têm relações diplomáticas desde os anos 80, começaram conversações sobre o programa nuclear iraniano. E já aqui falámos que hoje é o Dia Mundial da Voz. Se pudessem eleger uma voz, de que se lembrariam? Mas para quê? Depende. Uma boa voz.
Uma boa voz, mas para cantar?
Para cantar.
Há boas vozes que para cantar...
Frank Sinatra. A mim é o Frank Sinatra.
Para cantar, eu vou para o Freddie Mercury.
A mim também é uma escolha certa. Pronto, vocês já sabiam.
Eu não sabia.
Esta voz é uma coisa. Isto é o "Live Aid", não é? É.
Então, é o "Live Aid".
É o "Live Aid". Quem é que viu isto ao vivo e em direto? Em direto, sim. Em direto, sim, ao vivo. Ao vivo, estamos todos a ver isto.
Eu, Paulinho.
Mas o Paulo disseste o quê?
Eu, Frank Sinatra.
Está bem. E feminina. Tem a Martha Reeves. Nós estamos aqui para satisfazer os nossos, é para todos os gostos.
Aretha Franklin. Estás aí?
Não. Também não posso adivinhar os vossos gostos todos, mas por falar em vozes femininas, está uma Carla. Sim, acho que- É incontornável, não é? Vamos ouvir?
Claro.
Está bem. Agora não peçam mais nada.
Está bem, pronto, diz o Paulo. Está bem. Olha a Amália, olha, assim também eu.
Claro, mas é o melhor ponto disso. António, silêncio, porque se está a cantar. Paulo, estás com cara de cão. Queres dizer alguma coisa?
Pode-se dizer que há vozes geniais.
E estas três. Robert Heinstein.
"Dad jokes", logo de manhã, com Paulo Ferreira.
Dessas pai.