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São sete horas. As notícias com Miguel Gato.

Donald Trump, a mulher e a administração norte-americana foram retirados à pressa do jantar de correspondentes da Casa Branca depois de se terem ouvido disparos. O atirador já foi detido. Um homem de 31 anos que estava hospedado no hotel onde se realizou o evento, é professor na Califórnia. Do incidente resultou um ferido, um agente dos serviços secretos norte-americano, foi atingido por uma bala e foi salvo pelo colete à prova de balas. Foi o que disse o presidente dos Estados Unidos, que confirmou que o agente está bem. Em conferência de imprensa, Donald Trump enaltece o trabalho das autoridades e a prontidão com que responderam a este incidente. O jantar dos correspondentes da Casa Branca foi, portanto, interrompido, mas Trump garante que o jantar vai ser remarcado nos próximos 30 dias. Trump admite também que acredita que este ataque não está relacionado com a guerra no Irão. Horas antes, Trump cancelou a viagem dos enviados especiais ao Paquistão. Estava previsto que Jared Kushner e Steve Witkoff viajassem no sábado, ontem, para Islamabad, para as discussões de paz com os enviados iranianos. Ora, o presidente norte-americano mudou de ideias, considera que seria demasiado tempo perdido em viagens e em resposta a este cancelamento da viagem, o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros diz que está para ver se os Estados Unidos estão mesmo comprometidos com a diplomacia e com a resolução deste conflito. Entretanto, Donald Trump revelou que o Irão já enviou uma nova oferta muito melhor para negociar a paz. O acidente de Chernobyl, considerado o maior acidente nuclear da história, faz hoje 40 anos. Ocorreu no dia 26 de abril de 1986, quando um dos reatores da central, na então União Soviética, atual Ucrânia, explodiu durante um teste de segurança, libertando grandes quantidades de material radioativo para a atmosfera. Ora, tal realidade levou à retirada de centenas de milhares de pessoas e deixou uma zona de exclusão em redor da central, que aos dias de hoje permanece parcialmente inabitável 4 décadas depois. Para celebrar os 52 anos do 25 de abril, o presidente da República voltou a reunir-se com os jovens, como é habitual nas celebrações. As portas dos Jardins do Palácio de Belém estiveram abertas e António José Seguro teve este encontro. Já é o terceiro encontro com jovens desde que Seguro assumiu o Palácio de Belém. Ora, vamos ouvir a reportagem do jornalista Miguel Pina Andrade.

Desconfiança em relação às instituições, a desinformação e as desigualdades territoriais em Portugal foram alguns dos temas lançados para cima da mesa pelos 25 jovens que vieram de norte a sul do país para apresentar propostas, mas também perguntas ao presidente da República. Na intervenção inicial, antes da conversa, António José Seguro deixa um apelo, quer que os jovens continuem a ter uma participação ativa na vida política. António José Seguro, que no final não quis responder às propostas e perguntas dos jovens, diz que vai guardar as notas que tirou, tal como fez no encontro a 9 de março. O presidente da República promete ainda dar voz e pôr em prática as ideias das gerações mais novas. Os jovens vão ser ouvidos, a garantia deixada por António José Seguro, que afirma que o próximo encontro tem de acontecer o quanto antes. António José Seguro fecha assim as celebrações do Dia da Liberdade no Palácio de Belém, que durante a tarde abriu as portas dos Jardins ao público.

E a reportagem é do jornalista Miguel Pina Andrade sobre o encontro Liberdade, Democracia e Futuro, que reuniu 25 jovens e o presidente António José Seguro nas comemorações do 25 de abril. Vários líderes partidários saíram ontem à rua, desceram à Avenida da Liberdade e aproveitaram para criticar o pacote laboral do governo. O primeiro foi José Luís Carneiro, secretário-geral do PS.

Nós não aceitamos, nomeadamente, o despedimento sem justa causa. Não aceitamos também trabalho precário, porque isso significa maior precariedade para os mais jovens e precariedade para os mais vulneráveis. Nós temos de garantir que a nossa economia é competitiva, mas bem sabemos que para uma economia ser competitiva, é muito importante termos trabalhadores mobilizados e motivados para o trabalho.

Pelo Livre, Rui Tavares diz que o pacote laboral do governo vem agravar a precariedade já existente.

Na verdade, Portugal já tem demasiada precariedade, um diferencial demasiado grande, que hoje em dia o presidente da República lembrou, e muito bem, salarial entre mulheres e homens, e uma questão de também precariedade dos jovens, em particular, que é muito má. O pacote laboral vem resolver algum desses problemas? Não vem. Ele é não só desnecessário, como provavelmente vai contribuir para agravar todos esses problemas. Ainda por cima, feito em cima de uma total falta de diálogo.

Quanto a Paulo Raimundo, secretário-geral comunista do PCP, considera que o pacote laboral representa os valores contrários aos de Abril.

O que está mal não é nem a Revolução de Abril

Nem a Constituição. O que está mal é um caminho que não cumpre a Constituição. Então é que nós dizemos: é preciso cumprir. Cumprir Abril e cumprir a Constituição todos os dias. Isso não vai lá com esta política e, se me permitem, não vai lá de certeza absoluta com este pacote laboral, que quer fazer exatamente o contrário. Mais precariedade, mais regulação da vida, mais instabilidade, despedimentos sem justa causa. Isso é tudo ao contrário de Abril.

Já o coordenador do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, diz que para ser coerente, o Presidente da República tem de vetar o pacote laboral. Pelo PAN, Inês de Sousa Real considera que falar no pacote laboral é falar em retrocessos. À direita, e em contraste com estas ideias que acabamos de ouvir, a presidente da Iniciativa Liberal insiste na necessidade de o governo levar a discussão sobre a lei laboral ao Parlamento. Mariana Leitão diz que é preciso uma mudança de mentalidade.

O problema é nós termos um mercado de trabalho extremamente rígido, que não dá resposta às pessoas, que mantém um sistema de salários muito baixos. A maior parte da população portuguesa recebe € 1.000 por mês, e é muito difícil viver com € 1.000 por mês, acho que todos nós reconhecemos isso. Enquanto não houver aqui uma mudança de mentalidade e de capacidade de percebermos que temos que fazer alterações que permitam essa flexibilidade, que permitam subir salários, que permitam que haja mais crescimento económico, que as nossas empresas sejam mais competitivas.

Os líderes partidários que participaram ontem no desfile na Avenida da Liberdade, celebração dos 52 anos do 25 de Abril. O líder Futebol Clube do Porto entra esta tarde em campo e tenta afastar-se dos rivais na luta pelo título. Os Dragões defrontam o Estrela da Amadora na Reboleira, numa altura em que, com menos um jogo, somam 79 pontos, mais quatro do que o segundo classificado. Depois do Porto, é a vez do Sporting entrar em campo. Vai enfrentar o já despromovido AVS. Os Leões somam 71 pontos com dois jogos em atraso em relação ao Benfica, que tem 75. A equipa comandada por José Mourinho venceu ontem o Moreirense por 4x1 no Estádio da Luz e o treinador faz um balanço digno da época.

Passado. O campeonato que o Benfica está a fazer também tem debilidades nossas, porque empatámos jogos que não podíamos e não devíamos ter empatado, mas é um campeonato digno. Obviamente que o benfiquista não quer campeonatos dignos, o benfiquista quer ganhar. Até podia acontecer que o Benfica este ano com 80 pontos fosse campeão. Em Portugal já se foi campeão com 80 pontos? Não sei, se calhar sim. Não chega.

José Mourinho, ontem depois do Benfica 4, Moreirense 1. Os jogos de Futebol Clube do Porto e Sporting são para acompanhar aqui na Rádio Observador, numa tarde e noite cheia de desporto. Dar-lhe conta ainda do feito do Benfica no futebol feminino. O Clube da Luz é hexacampeão, seis títulos consecutivos para as Águias. Venceram ontem o Braga por 3x1.