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Bom dia, meu nome é João Gama e é tempo de atualizar toda a informação na Rádio Observador. O Futebol Clube do Porto pode sagrar-se hoje mesmo campeão nacional. Os Dragões estão a apenas três pontos do título. Pela frente, têm o Alverca. O jogo está marcado para às 20h30, vai acontecer no Estádio do Dragão. A confirmar-se, o Porto pode assegurar o título número 31 da sua história, mas Francesco Farioli garante que a equipe está focada no que vai passar dentro das quatro linhas e não em eventuais comemorações.
Estamos completamente preparados para o que a vitória amanhã pode significar, mas o foco está totalmente no presente e no jogo. Não temos distrações, nem tempo para pensar em celebrações. Os resultados desta semana mostram que nada está garantido até estar mesmo.
A antevisão de Francesco Farioli deste Futebol Clube do Porto. Alverca, o jogo que pode ser do título, arranca hoje às 20h30. Os Dragões têm mais sete pontos que o segundo classificado, o Benfica, podem ser campeões ainda antes de entrar em campo, caso as Águias sejam derrotadas em Vila Nova de Famalicão. O jogo acontece duas horas antes, às 18h. Em caso de empate do Benfica, o Porto precisa apenas de empatar frente ao Alverca. Essa não é uma preocupação para José Mourinho. O técnico do Benfica garante que a equipe está focada no segundo lugar e, para isso, só depende de si.
O Benfica, como vocês sabem, não teve nenhuma derrota até agora. Houve semanas em que somamos pontos, somamos. E era um desgaste extra ver o Sporting a ganhar, ver o Porto a ganhar e não tropeçavam, e quase que tropeçavam, e depois não tropeçavam, e depois nós temos que ganhar outra vez. É um tipo de desgaste extra que não é positivo. O fato de depender de si próprio, o foco está só ali. A mim dá-me igual o resultado do Vitória de Guimarães com o Sporting na próxima segunda-feira, eu acho que é segunda-feira, dá igual, mas temos que ganhar.
Expectativa de José Mourinho neste Famalicão-Benfica, com o título praticamente entregue, falta apenas decidir o segundo lugar. O Sporting só joga na segunda-feira, quando receber em Alvalade o Vitória de Guimarães. Como dizia o próprio José Mourinho, os Leões vêm de uma sequência de maus resultados, estão agora com menos dois pontos que o Benfica. A reforma da lei laboral marcou o Dia do Trabalhador nas manifestações de ontem. O primeiro-ministro pressionou a UGT e acusou a Central Sindical de ser o parceiro social que menos cedeu até agora. A uma semana da reunião da concertação social, que pode ser decisiva para o futuro da lei laboral, o tema marcou o 1º de Maio, agora bem longe das manifestações do Dia do Trabalhador. Luís Montenegro esteve a visitar uma feira agrícola em Melgaço, no distrito de Viana do Castelo, e acusou a UGT de teimosia.
O governo há uma coisa que não faz: é abandonar as suas convicções. Isto não é teimosia. São convicções. A UGT tem toda a legitimidade e liberdade de dizer: "Nós não queremos ceder". Não tem é o direito de dizer que a teimosia é nossa. Isso não tem, porque francamente, isso não é justo e não é real.
Declarações de Luís Montenegro, uma acusação que diz que não pode ser virada contra o governo, rejeita que o executivo não tenha cedido em pontos sensíveis das negociações, as ditas traves-mestras.
As traves-mestras a que a UGT se refere têm a ver com os contratos a termo, têm a ver com o regime de reintegração em caso de despedimento, têm a ver com o banco de horas por acordo, têm a ver com o chamado outsourcing. Eu quero aqui dizer-lhes: em todas estas matérias, o governo já cedeu. Em todas. Numas mais do que noutras. Destas propostas, há algumas em que o governo cedeu praticamente integralmente e outras em que cedeu parcialmente.
Garantia de Luís Montenegro, o primeiro-ministro diz que o governo não vai, ainda assim, abandonar as suas convicções. Apesar das críticas, Montenegro diz que não quer pressionar a UGT, acredita que há ainda tempo para negociar, o tempo que está a acabar. A reunião da próxima semana é considerada como derradeira para se procurar um acordo entre parceiros sociais para a reforma da lei laboral. Já na capital, nas celebrações do Dia do Trabalhador, a UGT responsabilizou o governo por não haver um acordo, garante o secretário-geral Mário Mourão, que não vai ceder.
A responsabilidade de não aproveitar os resultados do diálogo social será sempre do governo. A responsabilidade de ter apresentado um projeto que o país não precisa e não pediu e que os trabalhadores portugueses recusam é deste governo. E dizemos aqui bem alto e bom som: não há pressões partidárias ou quaisquer outras, porque a UGT só não cede a uma pressão, à pressão dos trabalhadores, é aquelas a que nós temos que ceder.
Pressão partidária, uma acusação que tinha sido feita pelo próprio Luís Montenegro. Já a CGTP anunciou neste 1º de maio uma nova greve geral marcada para dia 3 de junho. O secretário-geral da Central Sindical esteve na Alameda, Tiago Oliveira pediu a derrota do pacote laboral.
Nós já sabemos a resposta. Os trabalhadores já deram a resposta. Os trabalhadores e a sociedade no seu todo, já deram a resposta. Nós rejeitamos o pacote laboral, não queremos o pacote laboral. Retirem o pacote laboral. Foi isso, camaradas. Foi isso que disseram os trabalhadores da grandiosa greve geral do passado mês de 11 de dezembro. Foi isso que disseram os trabalhadores nas mais de 190 mil assinaturas que entregamos ao primeiro-ministro.
Tiago Oliveira apela à participação da greve geral que está marcada para o dia 3 de junho, tal como fizeram neste 1º de Maio os partidos mais à esquerda, como o Livre, o PCP e o Bloco de Esquerda. Mudamos de tema para a Operação Influencer. O Chega quer uma comissão parlamentar de inquérito e chamar à Assembleia da República António Costa. André Ventura garantiu ontem que o partido vai procurar consensos com as restantes forças políticas para aprovar este instrumento, mas se isso não acontecer, o Chega avança sozinho.
É incompreensível que alguns tenham insistido, e bem, numa comissão de inquérito à Spin Viva, devido a atos eventualmente ilícitos do primeiro-ministro, mas acham que não é precisa uma comissão de inquérito a um ex-primeiro-ministro que comprovadamente e verificadamente permitiu ou fechou os olhos à influência indevida sobre negócios de milhões dos contribuintes portugueses. Espero que o Parlamento possa consensualmente aprovar esta comissão de inquérito. Caso isso não aconteça, o Chega vai avançar potestativamente para essa comissão de inquérito, garantindo que ela ocorre mesmo se alguns partidos a tentarem bloquear.
Garantia de André Ventura, declarações aos jornalistas ontem na sede do partido, em Lisboa. Em causa estão os mais recentes desenvolvimentos da Operação Influencer, escutas divulgadas, reveladas pela TVI e CNN Portugal, que mostram que, afinal, António Costa, antigo primeiro-ministro, discutiu com Diogo Lacerda Machado, amigo, sobre o processo da Start Campos, construído em Sines. Seguimos agora para a atualidade internacional. Donald Trump falou ontem sobre a possibilidade dos Estados Unidos invadirem Cuba. Uma ameaça sarcástica feita durante um discurso num comício que aconteceu na Flórida. O presidente norte-americano diz que depois do Irão, será Cuba. Tem já planeado um porta-aviões na costa cubana e garante que os líderes do país vão desistir mal o vejam.
Ele vem de um lugar chamado Cuba, que vamos conquistar quase imediatamente. Vamos terminar, primeiro, uma coisinha. Gosto de terminar o que começo. No caminho de volta que vamos fazer do Irão, teremos um dos nossos grandes, talvez o porta-aviões USS Abraham Lincoln, o maior do mundo. Vamos mandá-lo entrar nas águas cubanas, parar a cerca de 100 metros da costa e eles dirão: "Muito obrigado, desistimos".
Tom de brincadeira de Donald Trump. O presidente norte-americano afirma que os Estados Unidos estariam melhor ainda se não tivessem chegado a qualquer acordo com o Irão, mas não foi isso que disse ao Congresso norte-americano. O presidente dos Estados Unidos diz que as hostilidades com o Irão terminaram. O anúncio foi feito através de duas cartas enviadas pelo presidente aos líderes das duas câmaras do Congresso, o Congresso e o Senado, acontece ao fim de 60 dias de guerra. É o prazo máximo estabelecido pela lei para que as hostilidades possam continuar sem a autorização dos congressistas. Nestas cartas, citadas pela CBS, Trump escreve que as hostilidades começaram a 28 de fevereiro e chegaram agora ao fim. No entanto, o presidente norte-americano não recusa novas intervenções militares na região. O Partido Democrata já veio reagir às declarações do presidente, com o líder democrata do Senado, minoritário Chuck Schumer, diz que as afirmações de Donald Trump não são para ser tidas a sério. Entretanto, os Estados Unidos vão retirar 5 mil soldados norte-americanos da Alemanha. Uma notícia que foi avançada pelo New York Times e também por outros meios de comunicação. Uma decisão que surge depois de Donald Trump se mostrar irritado, incomodado com as declarações do chanceler alemão, Frederick Merz, já veio dizer que o Irão estava a humilhar os Estados Unidos da América neste conflito, mas num comunicado, o Pentágono garante que a decisão foi tomada depois de uma análise minuciosa da presença do departamento militar na Europa, que reconhece as necessidades no terreno. De acordo com o New York Times, fontes oficiais do Pentágono garantem que os 5 mil soldados vão ser retirados da Alemanha e vão ser transferidos para solo norte-americano. A Reuters diz ainda que esta operação vai demorar 12 meses a ser concluída. A base na Alemanha conta com 35 mil soldados. É, por exemplo, o maior centro de treino militar dos Estados Unidos no continente europeu.