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Jornal das 7 na Rádio Observador, uma edição da jornalista Carla Jorge Carvalho. Estados Unidos e Irão já assinaram o memorando de entendimento para o fim da guerra no Médio Oriente e para reabrir o Estreito de Ormuz. Donald Trump assinou o documento durante a Cimeira do G7.
Mais precisamente durante o jantar que teve lugar no Palácio de Versalhes, a convite do presidente francês. Também já há imagens publicadas pela imprensa estatal iraniana que mostram o presidente do Irão a assinar o documento, em modo digital. Tem 14 pontos, prevê um cessar-fogo e a abertura de negociações sobre questões estratégicas, incluindo o programa nuclear iraniano. António José Soares.
Os Estados Unidos, Irão e seus aliados na guerra atual declaram a cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano. Washington e Teerão comprometem-se ainda a respeitar a soberania e integridade territorial de ambas as partes. Após a assinatura, os Estados Unidos da América vão dar início ao levantamento do bloqueio naval, que deve estar concluído no prazo de 30 dias, e comprometem-se também a retirar as suas forças das proximidades da República Islâmica no prazo de 30 dias após o acordo final. Já o Irão deverá garantir a passagem segura de navios comerciais sem quaisquer custos, desde o Golfo Pérsico até ao mar de Omã, e vice-versa. Washington, juntamente com parceiros regionais, vai também desenvolver um plano de pelo menos US$ 300 mil para a reconstrução e desenvolvimento econômico do Irão e compromete-se a terminar todos os tipos de sanções contra Teerão. Quanto à questão nuclear, a República Islâmica afirma que não vai adquirir nem desenvolver armas nucleares. Já sobre o material enriquecido existente, vai ser acordado um mecanismo que terá como metodologia mínima a sua diluição nas próprias instalações, sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica. Os Estados Unidos da América comprometem-se a emitir isenções para a exportação de petróleo bruto iraniano e produtos derivados, bem como para todos os serviços associados, e a descongelar totalmente para utilização os fundos e ativos do Irão. Ambas as partes acordam ainda iniciar negociações após a assinatura do entendimento. Vai ser também estabelecido um mecanismo para monitorizar e implementar de forma bem-sucedida o memorando e o cumprimento futuro do acordo final, acordo esse que vai ser endossado por uma resolução vinculativa do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
António José Soares, com os 14 pontos do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão. Apesar da assinatura do documento, Teerão volta a deixar avisos, neste caso a Israel. Em caso de novos ataques contra o Líbano, os iranianos vão considerar uma violação do documento. Sendo assim, e ainda de acordo com o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, não está confirmado o encontro com a delegação norte-americana amanhã, na Suíça. O Irão anuncia também que pretende cobrar taxas pela passagem do canal do Estreito de Ormuz e está também a contar com o levantamento das sanções.
São temas que vão estar em análise no Gabinete de Guerra desta manhã, hoje com o historiador Bruno Cardoso Reis. Por cá, a reestruturação da Segurança Social levada a cabo pelo governo acelerou o afastamento dos diretores nomeados pelo PS. A AD está a aproveitar para substituir todos os dirigentes nomeados por António Costa. A vaga de substituições na Segurança Social é justificada pelo ministério com a reestruturação orgânica da Segurança Social aprovada pelo governo, mas o PS sugere que se trata de uma fachada para fazer nomeações partidárias. Carlos Pedro, vamos perceber o que se está a passar e que mudanças são essas.
Se até o final de maio, os dois governos de Luís Montenegro tinham substituído oito diretores de centros distritais da Segurança Social, na última semana, o ritmo mudou. O Ministério do Trabalho e da Segurança Social formalizou a saída de mais nove dirigentes distritais, alguns com mandato até 2028. Quando estes processos estiverem concluídos, todos os 18 diretores distritais da Segurança Social terão sido nomeados pelo governo de Luís Montenegro.
Carlos, a verdade é que a maioria das direções distritais que estão a ser substituídas são lideradas por militantes ou por simpatizantes do PS, e todos eles nomeados durante os anos de governação de António Costa.
Precisamente, Carla, sendo que a novidade aqui é que o Executivo não está a esperar pelo fim dos mandatos dos dirigentes. Com a reestruturação do Instituto da Segurança Social, terminaram as comissões de serviço e o governo ficou com carta branca para avançar com as substituições. Além das já conhecidas, "O Observador" apurou que devem sair pelo menos mais três dirigentes de centros distritais. A medida vai ter um custo para os cofres públicos, uma vez que a lei prevê que os dirigentes públicos tenham direito a uma indenização quando o fim da comissão de serviço se deve à reorganização dos serviços.
Carlos Pedro, com as mudanças dos quadros dirigentes no Instituto da Segurança Social. Numa nota enviada ao Observador, o deputado socialista Hugo Oliveira acusa o governo de promover nomeações políticas e defende que está em causa uma utilização indevida de recursos públicos.
Esta é uma notícia que está em destaque no site do Observador e que é assinada pelo jornalista Miguel Pereira Santos. A Assembleia da República discute hoje a reforma da lei laboral proposta pelo governo. O projeto de lei é votado amanhã. Ainda sem aprovação garantida, Luís Montenegro e André Ventura têm tido várias reuniões, até agora sem sucesso. No entanto, ontem, no debate quinzenal, o primeiro-ministro e presidente do Chega mostraram uma aproximação de posições. O editor adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatozo, explica que esta lei do trabalho está a redesenhar a direita e pode definir até o futuro das negociações da AD com o Chega e o PS.
Se se confirmar o acordo entre o Chega e o PSD numa matéria tão determinante como a reforma do mercado laboral, acho que é justo
O Partido Socialista lavar as mãos de qualquer obrigação de entendimentos com a AD, porque fica nesta questão, sim, mais do que todas as outras, mas nesta questão tão estrutural do regime, fica evidente que o Chega e o PSD são parceiros efetivos de negociação e de conversação.
A análise de Miguel Santos Carrapatoso na história do dia de hoje. O Parlamento discute esta tarde a reforma da lei laboral. O debate começa às 14h.
E vai poder acompanhar em direto aqui na Rádio Observador. Ainda sobre a lei laboral, o secretário-geral do PS acusa Luís Montenegro de estar a realizar uma cambalhota política ao discutir a descida da idade de reforma com o Chega.
José Luís Carneiro acusa o primeiro-ministro de não rejeitar publicamente a discussão da matéria e, por isso, em entrevista ontem à noite à RTP, o líder socialista deixa críticas ao governo.
Quando o primeiro-ministro aceita discutir este tema, o líder de um partido fundador do nosso modelo de Estado social, trata-se de uma cambalhota política de um grande significado. Se eu fosse o primeiro-ministro, eu publicamente, e hoje mesmo no Parlamento, diria que em circunstância alguma isso seria sequer objeto de ponderação. Não tendo dito, do seu ponto de vista, isso é um sinal que pode admitir e que isso pode avançar. Não estou a fazer essa afirmação. Estou a dizer que, do meu ponto de vista, o primeiro-ministro devia ter clarificado urgentemente essa situação.
Nesta entrevista à RTP, José Luís Carneiro revela, no entanto, que vai voltar a encontrar-se com o primeiro-ministro nas próximas semanas, entre o final deste mês e o início de julho. Ora, esta tarde, enquanto o Parlamento discute as alterações ao Código do Trabalho, a CGTP tem uma manifestação marcada em frente às escadarias da Assembleia. A UGT vai estar representada nas galerias.
A Seleção Nacional faz hoje trabalho de recuperação depois do empate de ontem frente à República Democrática do Congo.
Portugal tem um ponto no grupo K, após este arranque na fase de grupos do Mundial, já está em desvantagem em relação à Colômbia, que venceu esta madrugada o Uzbequistão por 3x1. E Ricardo Lopes, o empate da Seleção Nacional faz eco nos jornais internacionais com críticas à prestação de Portugal e de Cristiano Ronaldo.
Fala-se numa estreia pobre de Portugal, em que o capitão português não fez nada e o selecionador nacional teve falta de coragem. A larga maioria da imprensa internacional sugere uma alteração para o próximo jogo, começar com Cristiano Ronaldo sentado no banco. O The Athletic critica a atitude de CR7, que foi diretamente para o balneário depois do apito final. Isto, Carla, enquanto os colegas agradeciam aos adeptos presentes nas bancadas no Reino Unido, o The Telegraph faz uma comparação que é inevitável. Compara a exibição de ontem com a de Messi, que fez três gols ao serviço da seleção da Argentina, para dizer que, se por um lado, o astro argentino deu um sinal, sim, Portugal recebeu um lembrete da razão pela qual não devia fazer já parte dos quadros da comitiva portuguesa.
E Ricardo, Roberto Martinez também é visado.
Sim, o The Guardian segue a tendência, mas alarga o alvo das críticas. Aponta também o dedo ao capitão da Seleção Nacional, no entanto, reitera que não é o único culpado. Acusam também Roberto Martinez de não ter vontade nem coragem para substituir Ronaldo. Também no país onde se joga o Campeonato do Mundo, na ESPN, recorrem às estatísticas para lembrar o passado recente do camisola sete. A verdade, Carla, é que este já foi o 10º jogo consecutivo de um mundial em que o Cristiano Ronaldo não consegue fazer balançar as redes.
Ricardo Lopes, com as reações da imprensa internacional, até a voz nos falha, depois do empate de Portugal frente à República Democrática do Congo.
E não perca já a seguir o Diário do Mundial com o enviado especial do Observador ao Campeonato do Mundo, o jornalista Miguel Cordeiro. Agora são 19h10min, Carla, que outras notícias a destacar.
O governo aprovou hoje em Conselho de Ministros a estratégia nacional de adaptação às alterações climáticas, apresentada no final de outubro do ano passado. Esta nova estratégia esteve em consulta pública, destina-se a adaptar todos os setores da sociedade aos efeitos das alterações climáticas. Volodymyr Zelensky assinalou ontem que a conversa telefónica que teve com Donald Trump e Emmanuel Macron representou uma mudança significativa no apoio à Ucrânia. Hoje, os líderes da União Europeia reúnem-se em Bruxelas para debater o apoio a Kiev.