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As notícias das 8 com Carla Jorge Carvalho. E começa daqui a uma hora o debate do Estado da Nação. É a estreia de Luís Montenegro como Primeiro-Ministro. O debate acontece dois dias antes do governo começar a negociar com a oposição o Orçamento do Estado do próximo ano. As negociações estão marcadas para a próxima sexta-feira. Apenas o Bloco de Esquerda já anunciou o voto contra o próximo Orçamento do Estado. De resto, tanto o PS, com Pedro Nuno Santos, e o Chega, com André Ventura, já admitiram negociar com o governo a viabilização do orçamento. Este vai ser, ou há de ser, um tema incontornável no debate de hoje do Estado da Nação. Vai ser o Primeiro-Ministro Montenegro a abrir o debate daqui por uma hora, às 9h00. É um debate que vai ser acompanhado pelo repórter Mário Silva da Costa, que já está a esta hora na Assembleia da República. Mário, o que se pode esperar do debate do Estado da Nação?

Bom dia, Carla. O debate do Estado da Nação deve ser, sobretudo, marcado por um balanço àquilo que tem sido a governação do governo PSD/CDS. Desde abril, o Executivo já chegou a acordo com vários setores de atividade. Falo de polícias, guardas prisionais, professores, também funcionários judiciais. O governo, que decidiu também a localização do futuro aeroporto em Alcochete, num consenso com o Partido Socialista, e anunciou alguns pacotes de medidas e algumas agendas em áreas como a saúde, como a imigração, também como o combate à corrupção. Tem sido mais ou menos por aqui que tem sido a atividade do governo nestes primeiros cerca de 100 dias e é, como dizias, a primeira vez que Luís Montenegro marca presença no debate do Estado da Nação como primeiro-ministro e vai então fazer este balanço. O debate deve ser também marcado, como já foi referido, pela discussão em torno da negociação do próximo Orçamento do Estado e pela estabilidade política no geral. A viabilização do documento tem sido um dos principais pontos de discussão ao longo das últimas semanas. Aliás, o Bloco de Esquerda já anunciou o voto contra. O debate do Estado da Nação, que vai arrancar com uma intervenção do primeiro-ministro, que pode ir até aos 40 minutos, portanto, o tempo que Luís Montenegro tem disponível pra falar na abertura deste debate. Vão seguir-se intervenções por parte dos partidos da oposição. Espera-se que sejam refletidas algumas das críticas que têm sido deixadas pelos restantes partidos ao longo dos últimos meses. A oposição, que tem feito várias acusações ao governo de excesso de anúncios e de propaganda, são as expressões que têm sido utilizadas pelos restantes partidos. À esquerda, há também acusações que o governo esteja a privilegiar elites com algumas das medidas que tem anunciado. São críticas que se esperam que sejam ouvidas hoje aqui na Assembleia da República, neste debate do Estado da Nação, debate esse que deverá então terminar com uma nova intervenção por parte do governo. Por agora, tudo bastante calmo aqui nos corredores da Assembleia da República. As televisões e os jornalistas estão se a preparar pra cobertura de um debate que se espera que seja algo longo, mas o ambiente, por agora, ainda está bastante calmo. O arranque do debate do Estado da Nação está marcado pras 09h00.

Aproveitar agora Mário Silva da Costa, em direto já a partir da Assembleia da República. Vai ser dentro de uma hora que os trabalhos vão arrancar, vão ser abertos com essa primeira intervenção do primeiro-ministro. Mário Silva da Costa é um dos jornalistas da Rádio Observador que vai estar a acompanhar em direto este debate. E precisamente em dia de Estado da Nação, são hoje conhecidas duas novas sondagens. A saúde é a principal preocupação para os portugueses. É o que revela a sondagem da Católica para a RTP, a Antena Um e para o jornal Público. Em 2023, o mesmo estudo de opinião mostrava que a principal preocupação dos portugueses era a governação. Agora, essa preocupação caiu para sétimo lugar e a saúde e as dificuldades em pagar as despesas subiu a esta principal preocupação para 18% dos portugueses. Também hoje é conhecida uma nova sondagem, da Aximage, para o JN, o DN e a TSF. 53% dos inquiridos não acreditam que o governo vá continuar em funções até o final da legislatura. E se houver uma crise política que leve a eleições antecipadas, então a maioria dos portugueses entende que Pedro Nuno Santos e André Ventura serão os políticos mais beneficiados. E ainda na saúde, o atraso nos concursos para contratar médicos especialistas está a agravar a situação nos centros de saúde. O número de utentes sem médico de família voltou a aumentar e não deve descer tão cedo. Em declarações ao Jornal Público, André Biscay, o presidente da associação que representa as Unidades de Saúde Familiares, antecipa que a situação vá piorar, e muito, até o final do ano. No mês de junho, havia mais de 1,6 milhão de utentes sem médico de família atribuído, mais 75 mil do que em fevereiro deste ano. O governo mudou as regras de recrutamento de novos médicos especialistas. Esse recrutamento fica agora nas mãos das Unidades Locais de Saúde, em vez de serem realizados concursos centralizados. Como resultado, só esta semana, a meio de julho, é que as primeiras ULS começaram a abrir os concursos para os recém-especialistas. São cerca de 400 médicos que acabaram o internato em março. Luís Meira, o presidente demissionário do INEM, vai ser ouvido esta tarde no Parlamento. A audição surge a pedido do Partido Socialista. O PS, que acusa o Ministério da Saúde de estar a criar problemas no setor. Em causa estão as sucessivas mudanças na direção do INEM, que no espaço de duas semanas viu nomeados dois responsáveis para o lugar de topo do instituto. O Jornal de Notícias conta hoje que Luís Meira, que é o presidente em exercício do INEM e também o vogal do Conselho Diretivo, arriscam uma multa que pode ir dos €2.550 aos €18.360, no caso da compra dos dois helicópteros de emergência médica. Em causa está o fato de terem assinado um segundo contrato por ajuste direto, mesmo depois dos avisos do Tribunal de Contas relativos ao primeiro negócio. Em declarações ao Jornal de Notícias, Luís Meira assume que estava ciente do risco quando fez o negócio, mas acrescenta que era impensável deixar o país sem socorro aéreo. Caso venha a ser responsabilizado neste caso, garante que vai exercer a defesa, até porque entende que a responsabilidade cabe exclusivamente ao Ministério da Saúde. Na atualidade internacional, apesar dos receios dos democratas, Joe Biden já está na estrada a fazer campanha. Acredita que é o homem certo para liderar a Casa Branca. O atual presidente dos Estados Unidos esteve ontem à noite no Nevada a fazer campanha. Este foi o primeiro evento público de Biden depois do ataque deste fim de semana contra Trump. Não fugiu ao tema. Acredita que é tempo de proibir a AR-15, a arma que foi utilizada na tentativa de assassinato de Donald Trump. Joe Biden apelou ao fim da violência e voltou mais uma vez a rejeitar a hipótese de desistir da candidatura à Casa Branca. I'm truly honored to be here

Estou honrado por estar aqui neste momento tenso para o nosso país, apenas uns dias depois da tentativa de assassinato contra Donald Trump. Agradecemos que não tenha ficado seriamente ferido e continuamos a rezar por ele e pela sua família. Esta é a altura de termos uma conversa importante neste país. A nossa política tornou-se demasiado acesa e todos nós temos uma responsabilidade de baixar a temperatura da sala e condenar qualquer tipo de violência. O que está em causa são vocês e as vossas famílias, liberdade, democracia e América. Vamos fazer isto. Eu pergunto-vos: acreditam? É que eu acredito.

Joe Biden ontem à noite no Nevada, a assegurar frente a apoiantes que, apesar da idade, sabe como liderar a Casa Branca. Ainda ontem à noite, a CNN Internacional avançou que há cada vez mais congressistas a pedir à Comissão Nacional do Partido Democrata para abandonar a intenção de nomear Biden como o candidato às eleições presidenciais. E do outro lado, Donald Trump continua a somar apoios para a corrida à Casa Branca. Esta madrugada, Nikki Haley e Ron DeSantis juntaram-se ao ex-presidente. A antiga embaixadora norte-americana junto da ONU foi a última republicana a retirar a candidatura nas primárias, na corrida para a nomeação republicana. Ela era a cara da oposição interna a Trump e era, por isso, um dos discursos mais aguardados da noite. E foi assim que no segundo dia da Convenção Nacional do Partido Republicano, Nikki Haley apelou à união em torno do antigo presidente dos Estados Unidos.

Devemos reconhecer que há americanos que não concordam com Donald Trump 100% das vezes. Eu, por acaso, conheço alguns deles e é para eles que quero falar hoje. A minha mensagem é simples: não têm que concordar com Trump 100% das vezes para votar nele. Acreditem em mim. Eu nem sempre concordei com o presidente Trump, mas concordamos mais vezes do que discordamos.

O apoio de Nikki Haley e a mensagem para os republicanos. Já Ron DeSantis, um dos principais rivais do ex-presidente norte-americano, aproveitou a convenção para elogiar as políticas de Donald Trump. Para amanhã está marcado o discurso do número dois, J.D. Vance, candidato a vice-presidente, voltou a aparecer esta noite ao lado de Trump, mas a relação entre os dois nem sempre foi a melhor. É o que explica a editora de internacional do Observador, Cátia Bruno. Não achava que Trump fosse a solução para esses problemas. E sabemos que Vance pensava isto, não só pela série de tweets que fazia na altura a falar sobre o assunto, e que ele entretanto apagou, mas também pelas várias entrevistas que deu, onde dizia que considerava que Trump era uma pessoa que estava a acicatar o ódio racial, que não era uma pessoa com perfil próprio para o cargo de presidente. Chegou a dizer, inclusivamente, numa entrevista, que estava a considerar, se Trump tivesse fortes possibilidades de vencer, engolir o sapo e votar em Hillary Clinton. As críticas de J.D. Vance a Donald Trump remontam a 2016. Desde então, mudou de opinião e reconheceu que estava enganado quanto ao antigo presidente. São as explicações da Cátia Bruno no programa A História do Dia da Rádio Observador. Amanhã, J.D. Vance vai aceitar formalmente a indicação do Partido Republicano para vice-presidente. São agora 08h10, Carla, que outras notícias marcam esta manhã de quarta-feira? Começa hoje a ser debatida a proposta do orçamento regional da Madeira para 2024. Esta é a segunda proposta apresentada pelo executivo de Miguel Albuquerque. A primeira não chegou a ser votada, foi retirada antes da queda do governo regional. O PS e o JPP recusaram-se a participar nas negociações. A Iniciativa Liberal já garantiu que vai votar contra, mas o Chega, o CDS e o PAN admitem dar a mão a Miguel Albuquerque e aprovar o orçamento de um governo que não está em maioria absoluta. Frederico Pinheiro, ex-adjunto do ex-ministro João Galamba, foi constituído arguido e foi também alvo de buscas. Em causa estão suspeitas de acesso ilegítimo a documentos classificados. A CNN e a TVI avançam que as perícias da Polícia Judiciária concluíram que o antigo elemento do Ministério das Infraestruturas do governo PS fez uma cópia dos planos de recuperação da TAP e de localização do novo aeroporto, isto antes de devolver o computador ao Estado, através de agentes do SIS. Perto de dois milhões de veículos foram controlados por radar no último mês na Ponte Vasco da Gama. Foram detetadas 273 infrações, 10 das quais consideradas muito graves. De acordo com a GNR, a maior velocidade identificada na ponte foi de 242 km/h. A baleia mais rara do mundo deu à costa na Nova Zelândia, mas sem vida. A mais rara? A mais rara. Baleia de dentes de espada macho. Ela deu à costa na Nova Zelândia, na praia de Otago, e uma equipa de especialistas percebeu que estava perante uma espécie muito particular. Por quê particular, Carla? Porque é muito semelhante a um golfinho, mas maior. E desde 1800 que apenas seis baleias desta espécie foram vistas, cinco foram até encontradas na Nova Zelândia, portanto, estamos perante uma espécie que é realmente muito rara. E agora, o que é que vai acontecer com o corpo do animal? O corpo do animal, exatamente, como está sem vida, vai seguir para a Universidade de Auckland, vai ser analisada. Os cientistas dizem que é, no meio disto tudo, uma ótima oportunidade para conhecer melhor a espécie. Esta espécie, e para estudar. Carla Jorge Carvalho, Jornal das 8. Quando forem 08h30, voltamos a olhar para a atualidade.