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São 8 horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. Espanha vai pedir ao Conselho Europeu que suspenda de forma imediata o pacto entre a União Europeia e Israel. A posição foi transmitida pelo ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros à entrada para a reunião entre os líderes da diplomacia dos 27. Além da suspensão do pacto, Madrid quer também o embargo às armas vendidas a Tel Aviv. Pede coragem à União Europeia para responder à crise na Faixa de Gaza. A reunião acontece esta manhã. Os ministros vão discutir a escalada do conflito entre Israel e o Irão, mas não é o único tema ou não é a única reunião, Maria Miguel Duarte.

Também o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Aragchi, já aterrou em Moscovo, vai encontrar-se com Vladimir Putin. De acordo com a imprensa iraniana, em cima da mesa vão estar os desenvolvimentos regionais e internacionais, também depois do ataque dos Estados Unidos. As atenções estão também viradas para o outro lado, o Oceano Atlântico, onde Donald Trump também se vai reunir com a equipa de segurança nacional para discutir os danos do conflito com o Irão. Foi um anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos na rede social Truth Social.

Donald Trump, que esta noite defendeu também uma mudança de regime no Irão.

O presidente norte-americano aplica o slogan político ao regime iraniano, fala em tornar o Irão grande novamente. São declarações que surgem depois de também Benjamin Netanyahu afirmar que está pronto para atacar o regime iraniano. O primeiro-ministro israelita garante que a operação militar não vai terminar sem todos os objetivos estarem cumpridos.

Não há dúvida de que este é um regime que nos quer eliminar, apagar a nossa existência. Foi por isso que lançámos esta operação para eliminar as duas ameaças existenciais, as armas nucleares e os mísseis balísticos. Estamos a progredir aos poucos para atingir estes objetivos e estamos muito perto de o conseguir. Mas eu posso dizer-vos uma coisa: não seremos arrastados para uma guerra de desgaste, mas também não terminaremos esta campanha histórica sem que todos os nossos objetivos sejam alcançados.

Já do lado do Irão, o líder supremo Ali Khamenei diz que Israel cometeu um erro grave que deve ser punido. São estes os primeiros comentários por parte do líder iraniano na rede social X depois dos ataques norte-americanos. O líder do Irão afirma que o governo sionista de Israel deve ser punido. A publicação foi acompanhada de uma imagem de uma caveira com a Estrela de Davi a ser atingida por mísseis dentro de uma cidade.

Ora, os ataques, de facto, continuam, Maria. O exército israelita diz que atacou pelo menos seis aeroportos no oeste, este e centro do Irão.

Numa publicação na rede social X, entre os visados estão os aeroportos de Teerão. As Forças de Defesa de Israel dizem que já interromperam o funcionamento do poder aéreo do exército iraniano. Já a imprensa iraniana dá conta de explosões que foram ouvidas a oeste de Teerão, em Karaj, onde são desenvolvidos trabalhos relacionados com armamento nuclear. Isto tudo numa altura em que os Estados Unidos pedem vigilância redobrada aos cidadãos um pouco por todo o mundo. Em concreto, Washington avisa que o potencial de protestos contra cidadãos e interesses norte-americanos no estrangeiro.

Maria Miguel Duarte com os últimos desenvolvimentos do conflito no Médio Oriente, num dia que vai ficar marcado por várias reuniões, uma em Bruxelas, outra em Washington e ainda há em Moscovo.

E Carla, o Conselho de Segurança das Nações Unidas não chegou a acordo para nenhuma resolução sobre o conflito no Médio Oriente.

Numa reunião que teve lugar ontem à noite, os países não chegaram a acordo para um texto comum, apesar dos apelos do secretário-geral da ONU, que pediu o fim das retaliações no Médio Oriente. António Guterres avisou que a paz não pode ser imposta, mas sim escolhida.

A paz não pode ser imposta, tem que ser escolhida. Estamos perante duas escolhas. Uma das vias conduz a uma guerra mais vasta, a um maior sofrimento humano e a graves prejuízos para a ordem internacional. O outro conduz ao desanuviamento, à diplomacia e ao diálogo. Sabemos qual é o caminho certo e exorto este Conselho e todos os Estados-membros a atuarem com sensatez, contenção e urgência. Não podemos e não devemos desistir da paz.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre o conflito no Médio Oriente, numa discussão que teve lugar no Conselho de Segurança. Já o embaixador de Israel junto das Nações Unidas classificou o programa nuclear do Irão como a maior ameaça à segurança desde a Segunda Guerra Mundial e elogiou os ataques de Donald Trump. A embaixadora norte-americana alegou o direito à autodefesa para justificar esses ataques e insistiu que os norte-americanos agiram para o bem do mundo. O representante diplomático no Irão discordou, referiu-se aos ataques às centrais nucleares como uma mancha na história dos Estados Unidos.

E depois dos ataques norte-americanos, o Irão vai ter de retaliar para salvar a face. É o que acredita o professor da Universidade do Minho, Paulo Batista Ramos. Diz que é mais certo do que nunca que Teerão não vai desistir do programa nuclear. Acredita que uma reação militar pode mesmo vir a acontecer. Explica que Teerão costuma reagir de formas diferentes.

Já percebemos que a capacidade de retaliação da parte do Irão é relativamente débil. Todavia, o Irão irá ter que retaliar para não perder a face. O Irão costuma reagir através de três instrumentos ou três fórmulas: mísseis, milícias e ataques terroristas. Portanto, a reação através de mísseis é o que tem acontecido, digamos assim, desde o início desta guerra a 13 de junho. E como vemos, são ataques muito pouco precisos

Paulo Ramos Batista explica ainda o impacto que pode ter o encerramento do estreito de Ormuz, por onde passa 30% do petróleo a nível mundial. Diz que a Europa e os Estados Unidos não seriam os mais afetados.

Quem será prejudicado será, em primeiro lugar, o próprio Irão. Passa realmente 25, 30% do petróleo mundial por o estreito Ormuz, mas esse petróleo dirige-se acima de tudo pra China e para a Índia, são os principais consumidores mundiais do petróleo de Médio Oriente. A Europa e os Estados Unidos, as suas mercados de produção de petróleo são de outras regiões do mundo, precisamente para evitar a dependência do petróleo do Golfo Pérsico.

Análise do professor Paulo Ramos Batista na história do dia e isto perante a possibilidade do encerramento do estreito de Ormuz, que já foi aprovada pelo Parlamento iraniano. Ainda assim, uma decisão final terá de passar pelo próprio aiatolá. Mas mesmo sem o encerramento do estreito de Ormuz, Carla, o preço do petróleo deve começar a semana a subir. Desde o início deste mês, o preço do barril de crude já subiu 20%. O pico registou-se na sexta-feira, 13 de junho, o dia do primeiro ataque israelita às instalações militares iranianas. Os preços mantiveram-se sempre acima dos $70. Na última sexta-feira, o barril de Brent, que serve de referência para a Europa, terminou a sessão nos $77 por barril. Vários analistas admitem que o preço possa voltar a passar a barreira dos $100. Já hoje em Portugal está prevista uma nova subida dos combustíveis. No entanto, o especialista em mercados financeiros, Filipe Garcia, afirma que esperava que o impacto fosse maior. Filipe Garcia afirma que a agitação dos mercados ainda não é muita, existe apenas uma subida no petróleo. Depois do escalar do conflito no fim de semana, o especialista em mercados financeiros considera surpreendente esta reação dos mercados.

Depois daquilo que aconteceu durante o fim de semana, depois daquilo que tem acontecido nas últimas semanas, até é um pouco surpreendente a reação do mercado, que tem sido bastante complacente ao longo das últimas semanas, mostrando pouca preocupação. O que me parece que é um otimismo não relativamente à evolução do conflito naquela região em concreto, mas uma perspectiva de que ele não irá alastrar e que essencialmente os maiores intervenientes a nível mundial poderão, de alguma forma, não entrar em choque relativamente àquilo que está a acontecer no Médio Oriente.

O especialista em mercados financeiros, Filipe Garcia, fala numa reação de otimismo por parte dos mercados europeus na reação ao conflito no Médio Oriente. São 08:09, Carla, que outras notícias marcam esta manhã de segunda-feira. Seis pessoas morreram num ataque russo a Kiev esta madrugada, 20 ficaram feridas. O ministro do Interior escreve no Telegram que um edifício residencial de vários andares foi destruído esta madrugada. As forças russas lançaram mais de 350 drones e 16 mísseis contra território ucraniano. Os Estados Unidos notificaram o governo português a propósito do uso da Base das Lajes na última quarta-feira. A informação é avançada pelo Ministério da Defesa, que revela que 12 aviões norte-americanos estão estacionados nos Açores para apoiar o exército norte-americano em missões no Atlântico. O governo garante também que este é um procedimento habitual e que as aeronaves são apenas de reabastecimento aéreo e não servem para atacar qualquer território. Mais de 60 territórios dos distritos de Faro, Bragança, Guarda, Vila Real, Viseu, Coimbra, Castelo Branco, Santarém e Portalegre estão hoje em perigo máximo de incêndio. É um aviso do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. De acordo com o IPMA, o perigo de incêndio vai manter-se elevado em alguns distritos, pelo menos até ao fim de semana. O Três Toques, que regressa amanhã, tem o patrocínio da Pinto Lopes Viagens. Madeira, um olhar diferente. É uma viagem que o leva a descobrir as maravilhas naturais desta ilha encantada. A Ilha da Madeira é o cenário de percursos pedestres ímpares, orientados pelos canais de irrigação das levadas. Entre piscinas naturais transparentes e baías desenhadas nas rochas, os caminhos também se fazem de barco ao longo da costa até ao Funchal, lugar de prazeres mais suaves, como a gastronomia, os vinhos, visitas a mercados e jardins exuberantes. Esta é uma jornada para a vida que tem mesmo de descobrir. A partida é 5 de agosto. Saiba mais em pintolopesviagens.com e embarque na aventura da sua vida. Pinto Lopes Viagens. Damos novos mundos ao seu mundo, com viagens em grupo, culturais e de autor. Pinto Lopes Viagens. São 50 anos de experiência pelos quatro cantos do mundo. Prepare-se pra aventura da sua vida. Visite-nos em pintolopesviagens.com e descubra toda a nossa programação.

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