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Vai começar o Jornal das 8. E Luís, começamos com as eleições presidenciais, porque hoje é dia do debate das rádios. Estamos a uma hora e meia do início do frente a frente entre os principais candidatos a Belém e está marcada para daqui a pouco a chegada dos protagonistas.

Para esse debate organizado pela Rádio Observador, Antena Um, TSF e Rádio Renascença, acontece a poucos dias do arranque oficial da campanha presidencial. Os candidatos vão debater em direto durante duas horas, entre as 9h30 e as 11h30. O Miguel Viteiro Dias, coordenador de política da Rádio Observador, está em direto já dos estúdios da RTP, o palco deste debate. E Miguel, nos próximos minutos, começam a chegar os primeiros candidatos.

Sim, sensivelmente daqui a 10 minutos começam a chegar os oito candidatos que vão participar neste debate da rádio. São os oito que participaram também nos 28 frente a frentes televisivos e que marcam aqui o tom para a campanha oficial que arranca já na segunda-feira. Aliás, muitos deles estão já em velocidade cruzeiro para essa campanha. Há agendas intensas já para o dia de hoje. Por exemplo, o Luís Marques Mendes terá um almoço no Algarve, portanto, assim que acabar aqui este debate das rádios, seguirá para Sul. Outros também com agendas espalhadas um pouco por todo o país e que aproveitam este debate das rádios para um último confronto. Há depois ainda um outro com todos os candidatos na RTP, mas este é o último antes do arranque oficial da campanha. Como referi, estão presentes os oito que participaram nos frente a frentes das televisões, num formato, este debate das rádios de duas horas, que assinala também uma década de existência e em que alguns dos candidatos já participaram noutras funções, com outros fatos, de líderes partidários, de candidatos a eleições legislativas e que agora se estreiam aqui enquanto candidatos presidenciais. Outros, é mesmo uma estreia absoluta neste formato, diferente daquilo que é a televisão, no sentido em que há mais tempo, em que os temas são também, por norma, menos de política pura e dura, mas também de mais ideias para o país e por isso são sempre debates em formatos diferentes e em estilos diferentes daquilo que se está habituado a ver na televisão. Como referi, os candidatos começam a chegar daqui a 10 minutos. Não haverá declarações à entrada, apenas uma curta reação depois do debate, por volta das 11h30. E daqui a poucos minutos a RTP está preparada para começar a receber os oito que vão participar neste debate das rádios.

E o Miguel Viteiro Dias vai estar também atento a essa chegada a uma hora e meia do arranque do debate das rádios para as eleições presidenciais. Um debate que pode acompanhar em direto aqui na Rádio Observador a partir das 9h30.

E a partir das nove vamos fazer uma antevisão no explicador desta manhã das Manhãs 360, com o jornalista Pedro Benevides, da TV, e o jornalista António Costa, do Eco. E no Contracorrente, teremos a análise pós-debate com o José Manuel Fernandes e a Helena Matos. Seguimos neste Jornal das Oito com as reações dos candidatos à mensagem de Ano Novo do Presidente da República.

Marcelo Rebelo de Sousa fala num país de desleixo e trapalhadas, pede mais saúde, habitação, educação e justiça em 2026. Na reação, André Ventura, candidato presidencial apoiado pelo CHEGA, lamenta a falta de capacidade política de Marcelo Rebelo de Sousa e diz que se transformou num comentador.

Os portugueses não precisam de um presidente que faça diagnósticos e análises. Precisam de um presidente que aja, que tome decisões, que chame à responsabilidade quando tem que chamar à responsabilidade, que seja capaz de apontar, como fez Marcelo Rebelo de Sousa hoje, mas também de chamar a atenção das entidades e dos protagonistas concretos quando metidos nas tais trapalhadas a que ele se refere. Este discurso de Marcelo Rebelo de Sousa vincula hoje bem o presente e o futuro. O presente que temos de um presidente da República que se tornou mais comentador, analista, do que propriamente um ator político.

As críticas de André Ventura a Marcelo Rebelo de Sousa. Já Catarina Martins, candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, considera que Marcelo Rebelo de Sousa devia ter aprofundado as críticas, sobretudo ao nível das falhas na saúde.

Começou o seu mandato num período pós-troika e pós-Cavaco, com condições de vida a melhorar em Portugal, mas a verdade é que 10 anos depois vê as dificuldades que há em Portugal, vê também o crescimento da extrema-direita e optou, e bem, por falar das questões da tolerância. Mas é verdade que talvez por estar também em final de mandato e não tenha querido fazer uma mensagem mais direcionada aos problemas concretos, faltou uma palavra para o desespero que vimos nestes dias no acesso à saúde, por exemplo, que continua a ser uma das questões mais complicadas do nosso país, ou o custo de vida.

Reação de Catarina Martins. António Filipe, candidato apoiado pelo PCP, defende que é preciso avançar com as melhorias pedidas pelo chefe de Estado.

O senhor presidente da República formulou votos muito generosos de um ano melhor para 2026, mas a concretização desses votos debate-se com grande problema: se não houver uma mudança de políticas, se as políticas que têm sido seguidas prosseguirem, os portugueses não vão certamente ter um ano de 2026 melhor do que o de 2025. Num país onde os direitos dos trabalhadores já estão muito fragilizados pelo Código do Trabalho, se a proposta de pacote laboral que o governo apresentou e que foi reafirmada agora na mensagem do próprio senhor primeiro-ministro, os trabalhadores portugueses, se essa proposta fosse por diante, não teriam um ano de 2026 melhor que o de 2025.

As reações de alguns dos candidatos presidenciais à última mensagem de Ano Novo de Marcelo Rebelo de Sousa foram, para já, os únicos a reagir às palavras do Presidente da República.

Importa também olhar para as reações dos partidos com assento parlamentar. A oposição considera que Marcelo Rebelo de Sousa devia ter ido mais longe no diagnóstico que fez dos problemas do país.

Os partidos da oposição não ficaram satisfeitos com as palavras do Presidente da República. Apenas PSD e CDS saúdam Marcelo Rebelo de Sousa. Miguel Gato.

Os partidos que formam o governo deixaram elogios à mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa, a começar com a vice-presidente do PSD, Leonor Beleza.

Uma palavra intensa de reconhecimento por aquilo que ele tem sido para o nosso país e uma palavra de orgulho pela forma como ele tem vindo a servir Portugal.

E a terminar em Durval Tiago Ferreira, do CDS.

Temos que reconhecer que nestes momentos particulares e mais difíceis, ele foi para todos os portugueses um farol de responsabilidade.

Na oposição, a perspectiva é bem diferente. Mário Amorim Lopes, da Iniciativa Liberal, deixa uma questão em cima da mesa.

O que fez Marcelo Rebelo de Sousa nos últimos 10 anos para influenciar os governos, para que sejam feitas as reformas que coloca o país neste caminho?

Enquanto Isabel Mendes Lopes, do Livre, aproveita a reação ao discurso do presidente para atirar ao governo.

Os desejos de um ano com mais saúde, com mais habitação, com mais igualdade, que no nosso ponto de vista, têm sido áreas em que o governo tem falhado redondamente.

Da parte do PCP, Pedro Guerreiro diz que não basta expressar boas vontades.

É necessário que seja apontada o que está na causa dos problemas que são sentidos, os problemas e as injustiças que são sentidos pelos trabalhadores, pelo povo.

Também o Bloco de Esquerda lamenta a oportunidade perdida do Presidente da República em falar nas grandes preocupações dos portugueses. Já o PAN destaca o legado dissolvente de Marcelo Rebelo de Sousa.

Miguel Gato e o resumo das reações dos partidos com assento parlamentar ao discurso de Ano Novo de Marcelo Rebelo de Sousa. O PS reage apenas durante esta manhã pela voz do presidente do partido, Carlos César. O JPP também ainda não reagiu. Do lado do Chega, como ouvimos, reagiu o líder do partido e também candidato presidencial André Ventura. Reações às palavras de Marcelo Rebelo de Sousa. O presidente da República cita Eça de Queirós para criticar a classe política, fala num país de desleixo e trapalhadas, que muitas vezes se limita a esperar por um milagre. O presidente da República apela, por isso, a um maior sentido de coesão nacional. O chefe de Estado recorre à obra "A Ilustre Casa de Ramires" para apontar a falta de ação da classe política.

O desleixo, a constante trapalhada nos negócios e sentimentos de muita honra, uns escrúpulos quase pueris. A imaginação, que leva sempre a exagerar até à mentira e, ao mesmo tempo, um espírito prático, sempre atento à realidade útil. A viveza, a facilidade em compreender, em apanhar, a esperança constante de algum milagre, no velho milagre do Ourique, que sanará todas as dificuldades.

O presidente da República pede ainda mais saúde, habitação e justiça em 2026. O chefe de Estado tinha prometido uma mensagem neutra para não contaminar a campanha eleitoral para as presidenciais. Marcelo Rebelo de Sousa não fez, por isso, referência direta às eleições. Diz apenas que confia que Portugal vai ter um futuro melhor com soluções e pessoas novas. Foi a nona e última mensagem de Ano Novo de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República.

Já o presidente da Assembleia da República critica os candidatos presidenciais pela forma como têm abordado a revisão constitucional e a transparência dos políticos.

É o que escreve José Pedro Aguiar-Branco num artigo de opinião no semanário Expresso, no qual faz um balanço de 2025. Sobre a revisão constitucional, considera que os candidatos têm discutido matérias que pertencem à competência do Parlamento. Já sobre a transparência dos candidatos, lamenta que o debate tenha resvalado para uma lógica de suspeição generalizada sobre os políticos. Aguiar-Branco não menciona nomes, afirma que o escrutínio é indispensável, a desconfiança permanente, não.

Oito horas e nove minutos antes da primeira edição do ano de Momentos de Glória. Luís, que outras notícias merecem destaque a esta hora?

O número de homicídios no ano passado foi o mais alto dos últimos sete anos. No total, foram assassinadas com dolo pelo menos 108 pessoas, o valor mais alto desde 2018, ano em que houve 110 vítimas. São dados do Relatório Anual de Segurança Interna, citados hoje pelo Jornal de Notícias. Na atualidade internacional, destaque ainda para o incêndio numa estância de esqui na Suíça, na passagem de ano. O país vai cumprir cinco dias de luto nacional em homenagem às vítimas. Cerca de 40 pessoas morreram, 115 ficaram feridas. É o mais recente balanço das autoridades, que ainda estão a investigar as causas do incidente. O Sporting joga hoje no terreno do Gil Vicente, na abertura da jornada 17 do campeonato. Uma deslocação difícil para os Leões, frente ao quarto classificado da Liga. O jogo está marcado para às 18h45, tem relato e comentário em direto aqui na Rádio Observador.

Luís Soares e o Jornal das Oito.