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As notícias com Carla Jorge Carvalho. Em entrevista ao Observador, Christine Ourmières-Widener acusa o governo do PS de a ter usado como escudo político e bode expiatório no despedimento da TAP. A ex-CEO da companhia aérea afirma que fez um bom trabalho e que é graças a ela que a privatização é possível. Christine Ourmières-Widener levou o caso do despedimento para o tribunal. Revela que ainda aguarda a conclusão, sendo que diz estar disponível para chegar a acordo com a TAP. A ex-CEO da companhia aérea portuguesa defende-se ao dizer que entregou bons resultados e, por isso, queixa-se de injustiça.
Vejo-me como um bode expiatório ou escudo político numa situação que nada teve a ver com a minha performance. Entreguei os melhores resultados da história da empresa. Fizemos coisas muito difíceis durante o meu mandato na TAP, mudanças e transformações que eram pré-requisito para qualquer privatização, que hoje é possível. Isso só foi possível porque fizemos coisas difíceis, como a resolução da situação da Grand Force e da manutenção no Brasil, dois dossiês prioritários para o governo antes de qualquer privatização.
Christine Ourmières-Widener liderou a companhia aérea portuguesa desde junho de 2021 até 2023, ano em que foi despedida pelo governo de António Costa. Nesta entrevista ao Observador, a gestora admite ainda que este episódio a prejudicou profissionalmente, sendo que está agora numa empresa britânica ligada ao hidrogénio para a aeronáutica. Esta entrevista faz manchete a esta hora no site do Observador, é conduzida pelas jornalistas da editoria de economia Alexandra Machado e Ana Suspiro. A Depressão Christine passou pela região Centro há três semanas. A estrutura de missão criada pelo governo para a recuperação faz esta manhã o primeiro balanço dos trabalhos. Vai ser o primeiro briefing à comunicação social feito por esta estrutura liderada por Paulo Fernandes, o homem escolhido pelo governo para coordenar os trabalhos de recuperação da zona Centro. Espera-se que seja apresentado o mais recente levantamento dos prejuízos registados na região, os apoios atribuídos até ao momento e também as próximas etapas que a estrutura vai seguir para a recuperação do território. Os autarcas da região têm criticado o governo por não ter prolongado o estado de calamidade e por ter terminado também a isenção do pagamento de portagens. A presidente do Conselho Regional de Coimbra da Ordem dos Advogados também entende que o estado de calamidade devia ter continuado. Teresa Letras lembra que a população continua a ser muito afetada pelos efeitos das tempestades, sobretudo na região Centro, e considera que a medida terminou de forma prematura.
Neste momento, ainda, no meu entender, naturalmente, não estão repostas as condições mínimas para grande parte das populações mais afetadas. Com o termo do período definido para a situação de calamidade, naturalmente, essa situação de exceção desaparece. Portanto, na minha opinião, é prematuro, ou foi prematuro, porque, na verdade, já terminou, dar por finda a situação de calamidade, porque muito há que ainda se encontra, eu não diria exatamente nas mesmas circunstâncias daqueles dias mais terríveis que todos conhecemos, mas muito próximo disso.
Teresa Letras, ouvida no programa Justiça Cega da Rádio Observador. O Conselho Regional de Coimbra da Ordem dos Advogados criou, entretanto, uma bolsa de voluntários para dar apoio jurídico às vítimas da Depressão Christine. A presidente avança que só numa semana foram atendidas 250 pessoas. E esta edição de Justiça Cega pode ser ouvida na íntegra hoje depois do jornal do meio-dia, como sempre, em podcast. Três semanas depois da passagem da Depressão Christine, ainda há aldeias e freguesias que estão sem eletricidade há 20 dias. É o caso de Vieira de Leiria. A Rádio Observador falou com o presidente da Junta de Freguesia. Álvaro Cardoso dá conta de uma população em sofrimento, com sentimentos de injustiça e impotência.
Improvisou-se para a sobrevivência das pessoas, improvisou-se um bocadinho e voltámos um bocadinho atrás no tempo, às antigas lareiras, a um conjunto alternativo disso, porque efetivamente, apesar de nos ser facultado alguns geradores, a fragilidade financeira de algumas pessoas não se compadecia com os custos que estão associados. Daí que a energia elétrica seja, neste momento, a principal preocupação e a principal reclamação, no bom sentido, por parte das pessoas. Elas estão ansiosas em cada casa, em cada lar.
Ansioso, o presidente da Junta de Freguesia de Vieira de Leiria, ouvido na história do dia de hoje. Álvaro Cardoso destaca também a onda de solidariedade que se criou a nível nacional e sublinha que, sobretudo a alimentação, está a ser garantida por essa via. O Benfica sai em defesa de Prestianni depois de um alegado caso de racismo contra o jogador do Real Madrid, Vinicius Junior. O clube encarnado diz estar ao lado do argentino. O Benfica tomou esta posição através de uma publicação nas redes sociais esta madrugada. O clube partilha uma imagem de Prestianni e na legenda deixa uma mensagem de apoio ao jogador argentino. O jogador também já tinha feito uma publicação a negar qualquer comentário ao insulto de teor racista contra Vinicius Junior. Este episódio aconteceu ontem à noite no jogo entre Benfica e Real Madrid, a contar para a Liga dos Campeões, após um gol de Vinicius Junior e levou à interrupção da partida durante cerca de 15 minutos. O antigo árbitro internacional Pedro Henriques explica que os árbitros são obrigados a ativar o protocolo antirracismo se ouvirem comentários dessa natureza dentro do campo. Ouvido no Sem Falta da Rádio Observador, Pedro Henriques explica que há vários passos a seguir em caso de insultos racistas no futebol, seja de adeptos ou de jogadores dentro do campo. Neste caso específico, no Estádio da Luz, o antigo árbitro defende a conduta adotada pelo francês que conduziu o encontro. Diz mesmo que muitos insultos racistas têm regras diferentes que devem ser implementadas.
É obrigado a fazer o tal gesto. Para quem está nos a ouvir, é um X cruzado à frente. Se o árbitro ouvir palavras, sons, gestos, obviamente, se for jogadores de campo, adverte, neste caso, expulsaria. Se for adeptos, obviamente que depois há um protocolo que tem que ser cumprido, paralisação do jogo e aviso no sistema de som, depois suspensão temporária da partida com as equipas a ir ao vestiário e encerramento definitivo. Aqui é uma situação diferente. O árbitro não pode advertir ou expulsar ninguém, porque é uma queixa, por isso é que tem um protocolo, coisa que os outros insultos não têm. O árbitro é obrigado a fazer aquela paragem que fez, até para marcar bem o momento, que é para percebermos todos que realmente isto não é uma situação normal e este tem um tratamento especial.
A explicação de Pedro Henriques, comentador de arbitragem da Rádio Observador. O antigo árbitro defende ainda que o tempo de compensação no final do jogo devia ter sido mais longo. O Benfica perdeu por 1x0, está em desvantagem na eliminatória. São 20h08. Já a seguir, há Momentos de Glória. Antes, Carla, que outras notícias marcam esta manhã de quarta-feira? A ministra do Trabalho recebe hoje as confederações patronais e a UGT. O objetivo é discutir as alterações à legislação laboral. A CGTP não foi convocada para este encontro. A reunião está agendada para as 15h, no Ministério do Trabalho. 85 países da ONU condenam as medidas expansionistas de Israel na Cisjordânia. Entre estes países está Portugal. Numa declaração conjunta, condenam as decisões e medidas unilaterais de Israel, que visam expandir a presença ilegal do país na Cisjordânia.