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Oito e um. As notícias com Carla Jorge Carvalho. O Primeiro-Ministro diz que há professores que oferecem resistência ao processo de digitalização dos exames nacionais. Luís Montenegro entende que também isso está a prejudicar o processo da correção das provas.
Declarações do chefe do governo ontem à noite, em Palmela. O Primeiro-Ministro diz acreditar que a maioria dos docentes está a favor da reforma que o Ministério da Educação está a fazer a propósito dos exames nacionais, mas acusa outros professores de resistência à mudança.
Acreditem que eu vou dizer isto não é para sacudir responsabilidades, nem é para estar a acusar ninguém. É porque é assim mesmo. E aqui e ali também com algumas resistências. Basta ver que os professores não têm todos a mesma opinião sobre, nomeadamente, este processo. A grande maioria, eu não tenho dúvida, está com o passo que nós estamos a dar, mas há alguns que não estão e nós temos de compreender que isso perturba o processo em si.
Luís Montenegro admite também que nem tudo correu bem no trabalho do governo. O Primeiro-Ministro admite falhas políticas.
Eventualmente, até com alguma falha que possa ter sido cometida pelos responsáveis políticos, pelos responsáveis dos serviços. Tudo isto causa alguma inquietação nos alunos, nas famílias, em todos nós.
Ainda assim, o Primeiro-Ministro diz que as falhas que estão a acontecer relacionadas com os exames nacionais não demovem o governo de continuar o processo de desburocratização de vários setores da administração pública.
Eu coloco a minha cabeça no sebo. Eu digo aos meus colegas no governo que não tenham receio de modernizar os serviços que tutelam, que não tenham receio de enfrentar, é mesmo, enfrentar as resistências que há dentro dos seus serviços.
O Primeiro-Ministro com as garantias deixadas ontem à noite em Palmela perante militantes. O governo alargou o prazo para a correção das provas nacionais até ao meio-dia de hoje. As classificações serão afixadas na sexta-feira. Assim que o processo estiver concluído, o Ministério da Educação promete que os alunos vão ter acesso também às provas digitalizadas, mas para essa consulta ser possível, as escolas vão ter de inserir manualmente os dados numa plataforma informática. O Jornal de Notícias conta que as escolas vão ter de inserir um a um o número dos mais de 166 mil alunos e o e-mail dos encarregados de educação. Na nota enviada ontem à tarde às redações, o Ministério da Educação prometia que as escolas iriam receber um documento com todas as orientações para este processo.
E Pedro Passos Coelho saiu ontem em defesa do ministro da Educação. O antigo primeiro-ministro deixou também críticas ao governo, diz que os concursos da CReSAP estão viciados e critica a postura da AD relativamente às nomeações políticas para cargos na administração pública.
São os destaques da intervenção de ontem de Passos Coelho, que esteve na apresentação de um livro na Escola Alemã, em Lisboa. E começamos, Carlos Pedro, com as declarações sobre a polêmica dos exames nacionais.
Sim, em plena crise dos exames nacionais e no mesmo dia em que o governo alarga o prazo para a correção das avaliações, Pedro Passos Coelho vai contra a onda de críticas ao ministro. No final do evento, o antigo primeiro-ministro parou para responder às perguntas do observador e sobre o ministro da Educação, Passos Coelho só tem elogios a fazer.
Não quero intervir nesse plano.
Isso é um exemplo do tecnocrata da educação.
Tenho muita estima pelo professor Fernando Alexandre, que acho que ele é uma pessoa muito competente.
O ministro Fernando Alexandre tem sido muito criticado com vários pedidos de demissão feitos tanto por partidos como por professores.
Mas Carlos, Pedro Passos Coelho falou também sobre o ímpeto reformista do governo da AD para voltar a mostrar alguma impaciência.
Sim, admite isso Passos Coelho, sobretudo por estar a ver o processo de fora, mas já foi mais crítico noutras alturas sobre o mesmo tema. Diz agora que mostrar vontade de reformar é bom, mas pede mais ao governo.
Esse primeiro passo, o governo fez. O resto, vamos dar algum tempo para ver se, eu já tenho feito algumas observações que achava que as coisas deviam dar um pouquinho mais depressa. Porque estou a olhar de fora e, portanto, vejo as coisas, se calhar, com mais impaciência. Mas o diagnóstico está bem feito. Há uma preocupação de reformar o Estado. Vamos ver agora se as várias medidas que vão aparecendo se alinham para oferecer os resultados que nós precisamos.
Por exemplo, sobre a reforma do Tribunal de Contas, Pedro Passos Coelho diz que o Estado pareceu estar mais preocupado consigo próprio do que com os outros. Descreve essa reforma como positiva, mas diz que só faz sentido se aumentar também o escrutínio e a fiscalização. O antigo líder do governo foi mais crítico noutro ponto, acusa o governo de ter um comportamento muito parecido com os anteriores, na forma como coloca a política na administração pública.
Este governo parece-me que tem, desse ponto de vista, exibido um comportamento muito parecido com os anteriores. Não podemos pôr gente que nem sabe a linguagem dos técnicos a dar ordens a pessoas que percebem que nem sabem do que é que lhes estão a falar. E, portanto, eu adoraria que o atual governo rompesse com essa tradição dos últimos anos.
Esta numa alusão às nomeações de pessoas com ligações ao PSD para os centros da Segurança Social e para as administrações hospitalares, continuou ainda com críticas aos concursos da CReSAP, que acusa de estarem viciados.
Carlos Pedro, com as declarações de ontem de Pedro Passos Coelho, na apresentação de um livro em Lisboa, com críticas às nomeações políticas do Governo, mas a sair em defesa do ministro da Educação.
Os Estados Unidos retomaram o bloqueio naval no Estreito de Ormuz, isto por causa dos ataques do Irão esta madrugada contra navios que tentaram atravessar o canal marítimo.
O Irão atacou embarcações, voltou também a atacar bases militares norte-americanas nos países do Golfo. Os Estados Unidos bombardearam também vários pontos do Irão esta madrugada, com Donald Trump a admitir continuar esta ação militar nos próximos dias.
Estou a guardar os ataques às estações de energia pro final, mas vamos acabar por atingi-las. Vamos atacá-los fortemente esta noite, vamos atacá-los fortemente amanhã e na noite a seguir. E depois, na próxima semana, vai ficar muito mal pra eles, porque vamos destruir completamente as centrais elétricas e as pontes, a menos que eles decidam sentar-se à mesa e negociar conosco.
Declarações do presidente norte-americano numa entrevista à Fox News, prometendo continuar os ataques ao Irão.
São agora 08h08, antes dos Momentos de Glória. Carla Queirots, notícias a destacar.
Governo e parceiros sociais voltam hoje a reunir-se em sede de concertação social, pela primeira vez desde o chumbo da proposta de revisão laboral do governo. A reunião arranca às 15h. Esta madrugada, um incêndio destruiu sete armazéns em Sobrosa, Conselho de Paredes. O fogo começou perto das 05h e está, nesta altura, em fase de rescaldo, é o que adianta à Rádio Observador o Subcomando Regional da Área Metropolitana do Porto. Não há registro de vítimas nem de feridos. No local, ainda estão cerca de 40 operacionais e uma dezena de veículos. A presidenta da Comissão Europeia chegou esta manhã a Kiev. É a 11ª vez que Ursula von der Leyen visita a Ucrânia desde o início da guerra. A chegada foi anunciada pela própria responsável na rede social X. Ursula von der Leyen garante que nesta visita vai ser discutida a entrada da Ucrânia na União Europeia. A presidenta da Comissão Europeia vai ainda anunciar novas iniciativas para integrar a indústria de defesa europeia.