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São agora 9 horas. Jornal das 9, com edição do jornalista Rui Casa Nova. Luís Montenegro espera tomar posse esta semana e revela que ainda está a fazer convites para o novo governo.

Declarações feitas há instantes pelo Primeiro-Ministro no Terreiro do Paço, em Lisboa. Luís Montenegro prevê uma semana intensa. Declarações antes de começar um passeio de bicicleta de Lisboa até Oeiras. Vamos ouvir o Primeiro-Ministro. Agora sim, vamos ouvir as declarações de Luís Montenegro. Creio que não estamos em condições de ouvir este som, mas Luís Montenegro falou aos jornalistas há instantes, no Terreiro do Paço, em Lisboa. Prevê uma semana muito exigente, espera tomar posse nos próximos dias. Revela que ainda está a fazer os convites para a formação do novo governo.

É uma semana sempre exigente. Nós vamos ainda proceder à escolha dos membros do governo, portanto, para responder também à sua pergunta, isso ainda não está feito.

Não está feito, não há nomes ainda, não há convites feitos.

Está em curso.

Mas toma posse ainda esta semana, o governo?

Tudo aponta que sim, mas é um processo normal.

Declarações de Luís Montenegro, antes de participar num passeio de bicicleta de Lisboa até Oeiras. O Presidente da República já tinha dito antes que quer dar posse ao novo governo até ao fim desta semana. Marcelo Rebelo de Sousa disse que estava apenas à espera de indicações do Primeiro-Ministro para acertarem a data.

A ideia é ser sempre antes de 10 de junho. Se conjunta ou não conjunta, temos dias até 10 de junho, apesar de o senhor Primeiro-Ministro ter uma agenda muito carregada. Vai à conferência de Nice e vamos em conjunto, todos às celebrações do Dia de Portugal, que são coladas ao próximo fim de semana. Não é fácil o calendário, mas é possível.

O calendário aqui apontado por Marcelo Rebelo de Sousa, declarações aos jornalistas no final da já tradicional visita à sede do Banco Alimentar em Lisboa, que este fim de semana está a promover mais uma campanha de recolha de bens alimentares. O Presidente da República, que falou aos jornalistas também sobre a economia, admitiu preocupação face aos números que têm sido divulgados.

Seguimos agora com as reações à demissão de Rui Rocha. O núcleo duro da Iniciativa Liberal elogia o agora presidente missionário e afirma que cumpriu a missão de líder com dignidade.

Rui Rocha anunciou ontem, ao final da tarde, a demissão da Iniciativa Liberal. Fala numa decisão pessoal, explica que os resultados das eleições legislativas não foram suficientes para continuar no cargo. A decisão mereceu, de imediato, várias reações por parte de algumas das figuras mais conhecidas do partido. O antigo presidente, Carlos Guimarães Pinto, escreve na rede social X que Rui Rocha cumpriu com dignidade a missão de presidente. O deputado e ex-líder da bancada parlamentar, Rodrigo Saraiva, também fez uma publicação a elogiar as qualidades de Rui Rocha. Mário Amorim Lopes, também deputado, fala numa liderança inexcedível. Já Bernardo Blanco pede uma candidatura agregadora à liderança da IL. Numa declaração enviada ao Observador, o ex-deputado liberal afirma que agora é tempo do partido passar por uma reflexão.

Rui Rocha deixa assim a presidência da Iniciativa Liberal ao fim de dois anos e meio.

O agora presidente demissionário afirma que está orgulhoso do trabalho feito neste período, mas entende que era a altura de sair.

Olhando para os resultados eleitorais de 2025, tenho de sublinhar o facto de a Iniciativa Liberal não ter atingido a preponderância política que todos nós desejávamos. Desta vez, foi liberal para mais portugueses, mas não os suficientes para influenciarmos definitivamente a política do país. E, portanto, isso impõe o reconhecimento pessoal dessa circunstância e impõe que sejam tomadas decisões em função desse reconhecimento. Devo salientar que o balanço global que faço destes dois anos e meio é francamente positivo, de consolidação da Iniciativa Liberal, da presença em todos os parlamentos que referi, dos melhores resultados de sempre da Iniciativa Liberal.

Rui Rocha mantém o lugar de deputado, diz que vai andar por aí. A Iniciativa Liberal vai agora seguir para eleições internas. Nomes como Mariana Leitão ou Mário Morillo Lopes são apontados como favoritos à sucessão de Rui Rocha.

Este é um assunto em destaque a esta hora no site do Observador. Henrique Gouveia e Melo apresentou Rui Rio como mandatário nacional da candidatura à Presidência da República.

Os dois surgiram lado a lado ontem à noite, no jantar da candidatura de Gouveia e Melo, na Alfândega do Porto. O almirante e ex-líder do PSD afirmam que têm uma visão comum para o país, num discurso onde Gouveia e Melo voltou a deixar recados aos mais críticos. Maria Rego.

Foi um discurso de pouco mais de 10 minutos, onde houve espaço para alguns recados, a começar a crítica às vozes que se mostraram contra a candidatura de Henrique Gouveia e Melo.

Se, por um lado, são arautos da democracia e apelam à resistência e ao dever cívico dos cidadãos para participarem ativamente na política e na vida da comunidade, por outro, atacam ferozmente qualquer cidadão que tente imiscuir-se na divisão política que eles próprios acham que criaram. Caros amigos, a política não é um clube fechado, onde só se entra por convite.

E no meio das críticas, veio o principal compromisso.

Reconstruir a confiança dos portugueses.

Para lá chegar, Henrique Gouveia e Melo aponta os passos a seguir.

Temos que reformar e modernizar o Estado. Temos que reformar a Justiça. Temos que pagar melhores salários, fixar os nossos jovens e garantir o futuro do Estado Social.

Traçados os objetivos, fica o compromisso.

Se os portugueses me escolherem como presidente da República, procurarei ser um presidente diferente, um presidente que fala com clareza, que une os portugueses, em vez de os dividir, um presidente imune às intrigas partidárias, à maledicência, à prática do bota-abaixo e da crítica e do comentário inconsequentes.

O momento alto da noite ficou marcado pela apresentação de Rui Rio como mandatário nacional da campanha, um regresso à política nacional que aconteceu com Gouveia e Melo.

Reconheço nesta candidatura uma convergência de pensamento relativamente à situação do país e às ações concretas que urge implementar. Aceitei, porque sinto que o candidato

Tem a visão correta, a capacidade necessária e a determinação para continuar a servir Portugal.

O jantar da candidatura de Henrique Gouveia e Melo terminou ao som do hino nacional, entoado por algumas centenas de pessoas na Alfândega do Porto.

O hino de Portugal aqui neste jantar de candidatura de Henrique Gouveia e Melo, acompanhado pela jornalista Maria Rego. Um jantar que ficou marcado pela surpresa, o anúncio de que Rui Rio é o mandatário nacional desta corrida a Belém do almirante Gouveia e Melo.

E Rui, numa altura em que as temperaturas continuam muito elevadas, o dispositivo de combate a incêndios rurais volta hoje a ser reforçado.

É o que está previsto no plano de combate a incêndios. Vão estar no terreno, a partir de hoje, quase 10 mil operacionais, apoiados por 65 meios aéreos, sendo que o número vai continuar a aumentar ao longo deste mês de junho. Trata-se do segundo reforço de meios do ano. Hoje, as temperaturas descem ligeiramente face aos últimos dias, até já se nota na rua. Três distritos que mantêm-se ainda assim sob aviso amarelo para tempo quente: Setúbal, Évora e Beja.

Em França, uma pessoa morreu e mais de 400 foram detidas em confrontos com a polícia durante os festejos dos adeptos do Paris Saint-Germain pela conquista da Liga dos Campeões.

A vítima mortal é um jovem de 17 anos, que foi esfaqueado durante os confrontos em Landes, no sul de França. De acordo com o jornal Le Figaro, a polícia está ainda a investigar as circunstâncias da morte e o autor deste esfaqueamento ainda não foi identificado. O número de detidos também subiu há pouco para 427, na sequência de confrontos com a polícia em várias cidades francesas. Milhares de adeptos saíram à rua em várias cidades após o PSG golear o Inter por 5x0 e conquistar pela primeira vez a Liga dos Campeões. O cenário durante a noite foi de caos. Carros incendiados, confrontos entre adeptos e polícia, lojas assaltadas e vandalizadas. É o som que ouvimos aqui em fundo, através de vídeos divulgados pela imprensa francesa. Nas ruas de Paris, teve um dispositivo policial de mais de 5 mil agentes. Nove ficaram feridos. Há registro também de vários adeptos feridos, ainda num número por confirmar por parte das autoridades francesas.

Cerca de 29 milhões de eleitores são chamados às urnas este domingo na Polónia para votar na segunda volta das presidenciais.

Estão frente a frente o presidente da Câmara de Varsóvia, Rafał Trzaskowski, apoiado pela plataforma cívica do primeiro-ministro Donald Tusk, coligação liberal e europeísta, e Karol Nawrocki, historiador independente apoiado pelo partido Lei e Justiça, de direita nacionalista. Na primeira volta, que se realizou no dia 18 de maio, Trzaskowski venceu com pouco mais de 31% dos votos, contra mais de 29% obtidos pelo nacionalista Nawrocki.

É o ponto final no Jornal das Nove, edição do Rui Casanova.