Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

As mais recentes declarações de Pedro Passos Coelho estão a causar indignação e choque dentro do núcleo duro de Luís Montenegro, mas os apoiantes do ex-primeiro-ministro garantem que não há qualquer tática política por detrás das críticas feitas esta semana. Passos Coelho, em conversa com André Ventura, disse que a governação da AD precisa de mais ritmo e que as pessoas estão a ficar impacientes. Depois, alertou para os perigos dos políticos postiços que parecem prostitutos sem caráter. O tom utilizado pelo ex-primeiro-ministro está a causar indignação dentro do PSD. Os sociais-democratas dizem que desta vez foi passada uma linha vermelha. Miguel Gato.

E que Passos Coelho entrou num caminho sem retorno, que lhe pode custar a simpatia das bases e também das elites do PSD. Um elemento do núcleo mais próximo de Luís Montenegro diz que Passos está a cavar a própria sepultura e diz mesmo não perceber o que move neste momento o antigo primeiro-ministro e o porquê da violência das expressões que foram utilizadas. Outra figura social-democrata lamenta que Passos tenha escolhido caminhar ao lado de André Ventura e entende que deve ser, por isso, responsabilizado. As fontes ouvidas pelo Observador consideram ainda que Passos Coelho está desesperado por entender que está a ficar sem tempo.

Miguel, já os apoiantes de Passos Coelho saem em defesa do antigo primeiro-ministro.

Falam de um homem livre e que não se trata de nenhuma tática política. Passos diz o que pensa como se estivesse à mesa num jantar e está-se nas tintas para o que pensam dentro do PSD sobre as declarações que faz. É o que dizem os passistas ouvidos pelo Observador, que apontam também que estas palavras mais duras até podem vir a ter méritos políticos, como por exemplo, este discurso mais agressivo pode, por exemplo, esvaziar o Chega e André Ventura.

Miguel Gato, com as reações de várias fontes do PSD e de alguns passistas sobre as declarações de Pedro Passos Coelho. As palavras do antigo primeiro-ministro continuam a fazer eco dentro do núcleo social-democrata. Uma das mais recentes reações é de Pedro Duarte. Em entrevista à Sic Notícias, o presidente da Câmara do Porto, antigo ministro de Luís Montenegro, diz que não concorda com as expressões de Passos Coelho, mas que respeita.

Claro que eu não concordo com os termos e com o estilo. Não gosto de todo, mas isso é uma questão de gosto, de estilo. Naquilo que é mais substantivo, eu diria que às vezes até o azedume pode ser útil e, portanto, é que respeitar, em primeiro lugar, esse mesmo azedume e, em segundo lugar, transformá-lo numa oportunidade. Eu acho que o país também já beneficiou de ter, por vezes, umas figuras que são uma espécie de nuvens negras que nos alertam, que têm uma visão pessimista, uma visão negativa do futuro que temos pela frente.

O comentário de Pedro Duarte ontem na Sic Notícias. Já durante o debate quinzenal de ontem, o primeiro-ministro garantiu que o Executivo da AD está a governar no ritmo certo. É uma resposta a Passos Coelho, que apontou para a falta de ritmo da governação. O Presidente da República volta a alertar para o excesso de improviso em Portugal. António José Seguro pede também o fim da cultura, da desorganização e do jogo do passa-culpas na política. O presidente já tinha alertado que o improviso não chega na política, é preciso mais organização, coordenação e clareza. Foi o que escreveu no relatório sobre a gestão das tempestades, na qual afirmou que a resposta do governo foi descoordenada. António José Seguro volta a deixar o mesmo alerta: o improviso pode ser bom, mas não chega.

O improviso tem um limite preciso. Só reduz o caos e atenua a perda. Não constrói futuros. Os futuros constroem-se com método, com planeamento, com instituições que funcionam de forma consistente, independentemente de quem está na sua liderança, com uma cultura em que a organização não é vista como burocracia, mas como respeito pelo trabalho dos outros, pelo tempo de todos, pelo resultado que queremos alcançar juntos. Temos uma cultura de desorganização e desarticulação que nenhum improviso compensa. E isso tem um custo que raramente contabilizamos. Projetos que não acontecem, investimentos que não chegam, talentos que partem porque não encontram aqui a previsibilidade do que precisam para construir.

O Presidente da República, num discurso ontem à noite, numa conferência organizada pelo jornal Eco, António José Seguro critica ainda o constante passa-culpas entre políticos em Portugal e lamenta a falta de responsabilização dos partidos. E vamos voltar ao relatório sobre a gestão das tempestades no Explicador. Já a seguir, a nossa convidada, a presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos. Mais de metade dos novos polícias da PSP, que hoje terminou o curso de formação, vai para os aeroportos. São 360 os novos agentes que vão para a UNEF, a Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras. O reforço faz parte do plano de contingência da PSP para o verão e que pretende diminuir as filas de espera dos passageiros de fora do espaço Schengen. Os restantes agentes vão para o Comando Metropolitano de Lisboa. São dados avançados pela PSP à Agência Lusa. Paulo Santos, presidente da Associação Sindical de Profissionais da Polícia, recebe esta notícia com preocupação, mas reconhece não estar admirado com a decisão. Ouvido há pouco pela Rádio Observador, Paulo Santos lembra que tem alertado para a falta de meios para os agentes da PSP assumirem as funções da UNEF nos aeroportos.

A ASPP tem alertado para a necessidade de sabermos se efetivamente a Polícia de Segurança Pública estava apetrechada dos meios necessários e dos efetivos e dos recursos necessários para poder ficar com esta missão. E aquilo que nós temos visto nos últimos dois, três anos é que, efetivamente, ao nível das capacitações, ao nível do apetrechamento de efetivos, da parte política, não houve essa preocupação.

As declarações do presidente à Associação Sindical de Profissionais da Polícia sobre a colocação dos agentes recém-formados na Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras. A linha SNS 24 recebeu mais de 2200 queixas desde 2025. Só este ano, foram quase 200. Em causa estão sobretudo dificuldades na orientação para os cuidados de saúde primários. São os casos mais reportados. Em segundo lugar, está a dupla referenciação e seguem-se depois as queixas pelas demoras ou mesmo pelo não atendimento da linha. Os dados são revelados hoje pelo Diário de Notícias. O DN detalha que em 2025, ano em que entrou em funcionamento a nível nacional, a linha SNS 24 registou uma média de 5,5 queixas por dia. Este ano, até 19 de maio, a entidade reguladora da saúde recebeu 182. Dá pouco mais de uma queixa por cada dia. E há também utentes que se queixam de não terem sido atendidos pelo SNS por não ter havido contacto prévio para a linha de saúde. E isso é algo que a ERS entende que não pode acontecer. Aliás, a informação pública que está no site da Entidade Reguladora da Saúde é clara sobre a matéria. Lembra que nenhum utente pode ver recusado o atendimento numa unidade pública de saúde, ou seja, o contacto prévio não é obrigatório, embora seja recomendado. À entrevista à Rádio Observador, o médico Rui Nogueira também explica que não é obrigatório ligar para a linha do SNS 24 para se ser atendido.

Não se pode obrigar no sentido de todos, 100%, ninguém vai ao serviço de urgência sem ser atendido no SNS 24. Atenção, não se pode dizer isso, a meu ver, até porque há naturalmente outros doentes que sendo encaminhados por um outro profissional de saúde, que não o SNS 24, poderão ir, e vão ao serviço de urgência, devidamente encaminhados.

Rui Nogueira fala também numa mudança de cultura necessária na sociedade em relação à utilização das urgências, tanto pelos utentes como pelos médicos.

O serviço de urgência não deve ser, por sistema, por base, um atendimento de referência própria, mas os serviços de urgência carecem de uma mudança cultural. Nós temos todos, incluindo os profissionais, que entender os serviços de urgência como, de facto, de urgência. E não é de ânimo leve que se vai ao serviço de urgência. Algum médico teve que encaminhar para o serviço de urgência para ir à urgência ou a um serviço devidamente organizado, como é o caso do serviço SNS 24. Nunca conseguiremos mudar esta cultura de ir ao serviço de urgência por iniciativa própria.

"É uma questão de mentalidade". O ex-presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, na reação ao número de queixas divulgadas pela Entidade Reguladora da Saúde. São 09h09. Já a seguir o Explicador com a presidente da Câmara de Alcácer do Sal, quatro meses depois das cheias. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora? O Irão garante ter atacado uma base aérea dos Estados Unidos. Teerão fala numa resposta aos mais recentes ataques norte-americanos. Fontes dos Estados Unidos afirmaram que nas últimas horas abateram quatro drones na zona do Estreito de Ormuz. Esta notícia surge depois de Donald Trump dizer que o Irão está a negociar em Lumbrande. As longas filas nos aeroportos não têm reduzido o número de turistas em Portugal. A mensagem é da Associação da Hotelaria de Portugal. Apesar da procura continuar forte, o vice-presidente do organismo deixa alertas. Para Cristina Siza Vieira, o problema tem provocado alguma incerteza nos mercados turísticos. Caso não seja feito nada, os agentes hoteleiros temem um agravamento durante o verão. A vice-presidente reconhece que isto é um problema estrutural que afeta também outros países. Para já, deixa elogios ao governo pelo reforço previsto de polícias nos aeroportos. Quase todos os distritos do continente voltam a estar sob aviso amarelo por causa do calor. A única exceção é Faro. Já Évora deve ser o distrito mais quente, com máximas esperadas de 37 graus. As temperaturas devem baixar ligeiramente a partir de hoje. E agora aquele desafio que tantas vezes nos coloca. O que fariam se encontrassem €25 mil? Eu ia testar o depósito. Não chegava.

Encontrássemos como?

Se encontrássemos numa mochila, numa casa de banho pública.

Isso é um teste.

Por exemplo, nos Estados Unidos.

É um teste à nossa.

É um teste à vossa formação moral.

Honestidade. Se houvesse a identificação, o problema é quando é dinheiro contado.

E depois o que é que se faz, não é? Pode parar em mãos piores. Um dilema moral que um homem nos Estados Unidos não teve, porque entregou o dinheiro às autoridades.

Claro. Que bem!

E as autoridades encontraram o dono. Encontraram e a mochila e o dinheiro pertenciam a um jovem que tinha aquele dinheiro.

Por quê?

Vamos ter que acreditar nesta versão, porque tinha vendido a coleção de cartas Pokémon. Cartas de Pokémon. E que o dinheiro ia servir para ajudar a irmã a pagar tratamentos médicos.

Pronto.

A versão, o jovem conta, foi à casa de banho, esqueceu-se da mochila, estava muito aflito, mas encontrou um bom samaritano. Pois, quando se está muito aflito.

Acontece muito frequentemente as pessoas esquecerem-se de €25 mil.

Quando estão muito aflitas.

Quando estão aflitíssimas.