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As notícias na Rádio Observador com o jornalista Miguel Gato. Arranca daqui a uma hora o Congresso do PSD. Luís Montenegro enfrenta hoje vários desafios, Pedro Passos Coelho e o chumbo da reforma laboral.

Os trabalhos arrancam às 10h. Luís Montenegro é candidato único, depois ter deixado um desafio, nas entrelinhas, a Pedro Passos Coelho. O primeiro-ministro e líder do PSD vai realizar esta manhã uma reunião magna no Velódromo de Sangalhos, em Anadia, e surge perante os militantes sociais-democratas um dia depois de o governo ter falhado a aprovação da reforma laboral, Miguel Viterbo Dias.

É o tema que vai marcar os dois dias de discussão. O voto contra do Chega deixou o PSD isolado na reforma laboral, com a esquerda a aplaudir de pé a derrota da iniciativa. Depois de dias a carregar no discurso de que o PS era o partido que impedia a concretização de reformas, agora os sociais-democratas ficam sem parceiros e procuram relançar o ímpeto político. Luís Montenegro foi candidato único numas eleições diretas com uma elevada abstenção e depois de ter desafiado Pedro Passos Coelho a apresentar um caminho alternativo. O antigo líder do PSD não deverá aparecer no Congresso, mas os alertas ecoam entre os militantes. Em período pré-verão e a meio de um campeonato do mundo de futebol, a resposta a este pacote laboral e a forma como o governo se vai relançar após a derrota são os temas em destaque nestes dias.

O coordenador de política da Rádio Observador, Miguel Viterbo Dias, com a antevisão do Congresso do PSD. Luís Montenegro deverá discursar pela primeira vez neste Congresso, perto das 11h.

E o Observador vai estar em edição especial durante este fim de semana para acompanhar este Congresso do PSD. Vamos acompanhar também o discurso inaugural de Luís Montenegro esta manhã. Em direto é logo depois das 11h. André Ventura justifica o chumbo da reforma laboral, o Chega culpa o governo.

Sim, Ventura diz que tentou até à última hora um consenso com o Executivo da AD sobre a reforma laboral. Foi numa conferência de imprensa na sede do partido, ontem à noite. O Chega não quis reagir logo depois do chumbo da reforma laboral, no início da tarde, na Assembleia da República. Preferiu reagir à noite. O presidente do Chega afirma que o governo escolheu seguir sozinho.

O governo optou por seguir em frente e dizer que nenhuma mexida na idade da reforma podia ser feita, porque desequilibraria todo o sistema de pensões. Procurei até à última hora que fosse possível chegar a um consenso. O que não posso, porque a consciência não permite e porque os eleitores também não o permitiriam, nem aceitariam, é trair a visão fundamental que temos de que uma reforma ou dita reforma laboral possa transformar-se num instrumento de perseguição sobre quem trabalha e destruição da economia portuguesa. O que aconteceu hoje no Parlamento não se trata de nenhum cálculo político, trata-se de defender precisamente aquilo de mais precioso que temos em Portugal.

É o que garante André Ventura. O Observador sabe que o PSD foi apanhado de surpresa com este recuo do Chega. Na quarta-feira, o debate da proposta da reforma laboral foi na quinta-feira, e foi aí que o líder parlamentar Hugo Soares garantiu que a proposta iria ser aprovada. Mas ontem tal não se verificou. Houve um volte face. A proposta caiu com os votos contra do Chega e de toda a esquerda. Apenas o PSD, o CDS e a Iniciativa Liberal votaram a favor.

E a ministra do Trabalho recusa uma derrota pessoal e do governo pelo chumbo da reforma laboral.

Maria do Rosário Palma Ramalho entende, sim, que esta foi uma derrota, mas para o país.

Julgo que é, sobretudo, uma derrota para o país, porque perdeu-se uma oportunidade histórica de permitir que Portugal avançasse numa matéria em que está muito mal na cada da Europa, em termos de salários, em termos de produtividade. E esta reforma contribuía de uma forma equilibrada, ou seja, sem desvanecer de modo alguns direitos dos trabalhadores, no sentido de pôr Portugal mais próximo da Europa. E ao não conseguirmos isso, naturalmente, é uma oportunidade perdida para o país.

É o que entende a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho. Declarações ontem no Parlamento. Também ontem, o primeiro-ministro garantiu que o governo não vai desistir da reforma laboral.

E Miguel, para este fim de semana está prevista uma onda de calor. Os termômetros vão chegar muito perto dos 40 graus e a várias regiões do país.

Sim, 39 graus em Évora, 38 em Castelo Branco e Beja, sendo que para Lisboa as temperaturas vão hoje atingir os 33 graus. Há oito distritos do interior Norte, Alentejo e Centro sob aviso amarelo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. As temperaturas altas vão manter-se nos próximos dias e vão também aumentar esse número de distritos sob aviso amarelo do IPMA.

E face ao aumento das temperaturas, a GNR reforçou os meios para a prevenção e deteção precoce de incêndios rurais.

Sim, com 210 patrulhas móveis diárias, 20 adicionais asseguradas pelas Forças Armadas, foi hoje anunciado pela Guarda Nacional Republicana. O IPMA põe hoje mais de 20 conselhos do país em risco máximo de incêndio rural na região Centro e também no Algarve, mas nos próximos dias o risco aumenta também para a região Norte de Portugal Continental

Está marcada para hoje, em Lisboa, uma manifestação do movimento Vida Justa, em causa a decisão judicial do processo do caso Odair Moniz.

Uma decisão que este movimento considera injusta e também desumana. É o que diz o movimento Vida Justa sobre a pena suspensa de três anos e meio aplicada ao agente da PSP que atingiu Odair Moniz a tiro numa operação policial na Cova da Moura. O movimento diz também que quer chamar a atenção para o que considera ser o racismo estrutural da Justiça em Portugal. Esta manifestação arranca no Largo de São Domingos, de onde sai às 17h, vai até ao Largo José Saramago, em Lisboa. Apesar de não ter sido condenado à prisão efetiva, Bruno Pinto, o agente da PSP, foi condenado a pagar um total de € 90 mil em indemnizações à família, mas a defesa de Odair e também o Ministério Público anunciaram que vão recorrer desta sentença. Isto porque Bruno Pinto não foi proibido pelo tribunal de voltar a ser agente da PSP, apesar de ainda estar suspenso de funções por determinação da Inspeção-Geral da Administração Interna.

No Médio Oriente, esta madrugada foi marcada por novos ataques de Israel no sul do Líbano. Isto apesar do cessar-fogo que está em vigor.

Sim, ontem Israel e o Hezbollah acordaram um cessar-fogo mediado por negociações que envolvem os Estados Unidos e também o Qatar, mas as operações de Israel no Líbano continuam. Pelo menos três pessoas morreram nas últimas horas. Ontem, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou que vai haver uma reunião em Washington entre representantes israelitas e libaneses para discutir um acordo de paz. Donald Trump terá conseguido convencer Benjamin Netanyahu a iniciar este processo de paz com o Hezbollah, mas para já os ataques continuam. O Irão volta a avisar os Estados Unidos que têm de garantir que Israel acaba com os ataques no Líbano.

E ainda sobre esse tema, Miguel, apesar de ontem terem sido canceladas as negociações entre Estados Unidos e Irão, na Suíça, hoje essas conversações vão mesmo acontecer.

Isto porque o enviado especial de Donald Trump no Médio Oriente, Steve Witkoff, vai viajar hoje para a Suíça para essa ronda inicial de negociações com representantes iranianos, depois da assinatura do memorando de entendimento para o cessar-fogo entre os dois países. Esta ronda que devia ter acontecido ontem, mas foi cancelada pela Casa Branca. Era suposto ir J. D. Vance, o vice-presidente dos Estados Unidos. De recordar que o memorando de entendimento alcançado entre Washington e Teerão prevê não só um cessar-fogo de 60 dias, também a abertura do Estreito de Ormuz e precisamente o fim dos ataques israelitas no sul do Líbano.

E no Campeonato do Mundo, a Turquia é a primeira seleção a ser eliminada.

Perdeu esta noite por 1 x 0 diante do Paraguai, a segunda derrota em dois jogos para os turcos. Uma surpresa para muitos, para uma seleção que muitos consideravam ter a hipótese de ficar no primeiro lugar num grupo com os Estados Unidos, Austrália e Paraguai. Por outro lado, os norte-americanos comandados por Mauricio Pochettino viram ontem confirmada a passagem aos 16 avos de final, após terem vencido a seleção australiana por 2 x 0. Estados Unidos e México, que são as duas seleções que já estão apuradas para a próxima fase. Estes são os resultados do grupo D. Já no grupo C, o Brasil goleou o Haiti por 3 x 0 e Marrocos venceu a Escócia pela margem mínima, 1 x 0.

E hoje, Miguel, há muito mais futebol também para ver.

Como se tem verificado nos últimos dias, Países Baixos e Suécia às 18h, Alemanha e Costa do Marfim às 21h. Durante a madrugada há também Equador e Coração e ainda Tunísia e Japão.

A seleção portuguesa continua a preparação para o jogo da segunda jornada da fase de grupos.

Treina esta tarde em Palm Beach, 16h, hora de Lisboa. Para saber mais detalhes, João, é ouvir o Diário do Mundial, o relato do Miguel Cordeiro, que sai daqui a pouco tempo. Portugal que defronta na terça-feira o Uzbequistão.

É isso mesmo, Diário do Mundial, que vai poder ouvir aqui na Rádio Observador, depois do jornal do meio-dia. Ponto final neste jornal das 21h.