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9 da manhã. As notícias com Carla Jorge Carvalho. O governo afastou todos os dirigentes da Segurança Social nomeados durante os anos de governação do Partido Socialista. A remodelação feita pelo Executivo da AD faz com que 15 dos atuais 18 diretores distritais sejam militantes do PSD. Sendo que dois terços assumiram funções sem terem sido avaliados pela CReSAP, porque foram colocados em regime de substituição. Falamos de 12 diretores. À medida que os dirigentes nomeados por António Costa terminaram funções, o Executivo de Montenegro começou a promover trocas. O processo acelerou em fevereiro, graças à nova lei orgânica para o Instituto da Segurança Social. Agora não há nenhum dirigente nomeado pelo PS em funções, Carlos Pedro.

O governo mudou, a cor política também e com isso começaram a cair alguns nomes para dar lugar a outros. Quando o primeiro governo de Luís Montenegro tomou posse, entre os 18 diretores distritais da Segurança Social, 15 tinham ligações conhecidas ao Partido Socialista. Dois anos depois das primeiras mexidas operadas pela ministra do Trabalho, Palma Ramalho, o cenário inverteu-se. Continua a ver três diretores distritais sem ligações partidárias conhecidas, mas os restantes 15 dirigentes são agora do PSD.

E com histórico dentro do partido.

Sim, Carla, o Observador apurou que são militantes sociais-democratas que ocuparam todo o tipo de cargos de representação, desde deputados a dirigentes de estruturas locais, autarcas ou candidatos eleitorais. Na maioria dos casos, vieram substituir militantes e simpatizantes do PS que foram nomeados durante os oito anos da era António Costa.

Mas o governo também indicou nomes sem filiação partidária e falamos de três diretores independentes que foram escolhidos pelo governo da AD.

Em Lisboa, onde é mantida esta tradição de escolher independentes com vários anos de casa, o nomeado neste caso foi Ricardo Antunes, ainda em regime de substituição. No Porto, a escolha recaiu sobre Fernando Paulo, eleito vereador pelas listas do PS nas últimas eleições para a Câmara do Porto. Antes tinha assumido pelouros com a Rui Moreira, também na Invicta. Ainda em Braga, com a Carla Vasconcelos, não lhe sendo conhecidas quaisquer ligações partidárias.

Carlos Pedro, com a dança das cadeiras no Instituto da Segurança Social, já em relação à direção do instituto, tanto a então presidente do Conselho Diretivo, Ana Vasques, como a vice-presidente Catarina Marcelino, demitiram-se dos cargos, ainda em 2024, por divergências políticas com o governo de Luís Montenegro. O novo presidente nomeado, em regime de substituição, Pedro Corte-Real, não tem ligações partidárias conhecidas. O vice-presidente Telmo Antunes foi deputado do PSD. Este é o artigo que está em destaque a esta hora no site do Observador e é assinado pelo jornalista Miguel Pereira Santos. Faz hoje uma semana que foi reforçado o número de agentes da polícia no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. A PSP garante que o tempo de espera no controle de fronteiras melhorou de forma significativa. Falamos no total de 367 novos agentes da PSP. Praticamente metade foi destacado para Lisboa. A garantia sobre o efeito nos serviços foi deixada esta manhã à Rádio Observador pelo comandante responsável pela Unidade Especial de Polícia, destacado no Humberto Delgado, Tony Teixeira.

O foco principal da Polícia de Segurança Pública é a segurança. Portanto, os constrangimentos, os tempos de espera, é uma consequência deste trabalho que temos de fazer de fronteira. De qualquer das formas, com este reforço, tanto a nível de boxes manuais como de e-gates, como de polícias, porque são precisos polícias para trabalhar nas boxes, temos notado uma redução significativa dos tempos de espera.

A garantia deixada pelo comandante responsável pela Unidade Especial de Polícia no Aeroporto de Lisboa. O anúncio deste reforço foi feito em maio pelo primeiro-ministro. Em causa estava o novo sistema europeu de controle de fronteiras, que entrou em funcionamento em outubro de 2025. O PCP quer chamar o ministro da Educação ao Parlamento no dia previsto para a divulgação dos exames nacionais do ensino superior, 17 de julho, ou seja, a próxima sexta-feira. Os comunistas querem ouvir Fernando Alexandre num debate de urgência potestativo sobre o processo de correção das provas. A agência legislativa acedeu ao requerimento em que o PCP pede este debate com o objetivo de explicar quais as medidas adotadas para assegurar que nenhum estudante é prejudicado num processo que o partido considera caótico. O grupo parlamentar do PCP escreve ainda que não aceita que o ministro se furte a prestar esclarecimentos. Também ontem, o PS desafiou o primeiro-ministro a dar a cara pelos problemas relacionados com os exames nacionais. O ministro da Administração Interna garante que não houve nenhum favorecimento ao ter escolhido o empreiteiro João dos Santos Carvalho para fazer obras de remodelação em duas casas de família. Este empreiteiro trabalhou diretamente com a PJ quando Luís Neves estava na liderança da instituição e fez cerca de €2 milhões. Algumas das obras não tiveram concurso público. Ontem, o ministro da Administração Interna deu uma série de entrevistas na televisão. Em todas, garantiu que não há nenhum problema neste caso. Na CNN Portugal, Luís Neves diz também que poderá mostrar as faturas das obras que o empreiteiro realizou, se assim for necessário.

O que eu quero deixar muito bem expresso é que não há favorecimento nenhum. Há todo um passado que é escrutinado desta pessoa. Entrou a documentação toda, portanto, é disso que nós estamos a falar.

Irá mostrá-las, essas faturas, fisicamente?

Sim, sem problema nenhum.

É?

Com toda a tranquilidade. O que está lá são assuntos absolutamente banais.

E quando é que poderá apresentar essas faturas?

Logo que as tenha e se entender que ainda é necessário, apresentarei as faturas.

O ministro da Administração Interna, ontem na CNN Portugal. O empreiteiro João dos Santos Carvalho é amigo pessoal de Luís Neves, chegou a ser investigado em 2017 pela Judiciária por alegados crimes de falsificação de documento e insolvência dolosa. O caso levou já o Chega a pedir mais esclarecimentos. Estados Unidos e Irão continuam a troca de ataques. Pelo menos uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas na sequência dos ataques norte-americanos que atingiram oito cidades iranianas. Teerão respondeu com bombardeamentos em bases norte-americanas no Golfo Pérsico. Ataques no Bahrain, Koweit e na Jordânia. Apesar desta troca de ataques, o historiador Bruno Cardoso Reis descarta a existência de uma escalada descontrolada desta guerra.

Temos cada vez mais um cessar-fogo que não é um verdadeiro cessar-fogo, é simplesmente uma intermitência nos combates, mas os combates são cada vez menos intermitentes, cada vez mais intensos e frequentes. Portanto, realmente, temos uma situação que, não sendo ainda de uma escalada descontrolada, realmente é cada vez menos de cessar-fogo. Sobretudo, o que é aqui muito claro é que se as partes já tinham um grande problema de desconfiança, de falta de confiança entre elas, isso ainda se agravou mais.

Bruno Cardoso Reis diz ainda que o memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão foi mal escrito, uma vez que não resolveu a questão da navegação no Estreito de Ormuz.

A verdade é que o Irão consegue utilizar os termos do acordo anterior para tentar justificar isso. Como nós aqui sublinhámos, o acordo parecia mal desenhado, mal escrito, sobretudo na questão de Ormuz, parecia dar a entender que o Irão poderia ter alguma capacidade de controle sobre a navegação no Estreito. Ora, esse era precisamente o objetivo que se queria evitar e era um precedente perigosíssimo. O ponto central era a questão da navegação no Estreito de Ormuz, e isso realmente não está resolvido. Pelo contrário, volta outra vez a ser o centro do conflito.

Análise do historiador Bruno Cardoso Reis esta manhã no Gabinete de Guerra. Os Estados Unidos insistem que o Irão não controla o Estreito, numa altura em que o Irão diz que o Estreito de Ormuz está, de facto, fechado à navegação. São 9:08, Carlos do Explicador, que outras notícias marcam esta manhã? Os juízes do Tribunal de Sintra vão reunir-se esta manhã para discutir o restauro do processo do caso do ex-deputado do PSD, Duarte Lima. A discussão antecede a primeira sessão do julgamento do homicídio de Rosalina Ribeiro, que está agendado para novembro. O tribunal vai decidir se o processo avança sem as gravações que os tribunais brasileiros não chegaram a enviar para Portugal, e isto apesar dos vários requerimentos da justiça portuguesa. Mais de 80 concelhos por todo o país estão em perigo muito elevado de incêndio rural, sendo que há quase 10 concelhos em Trás-os-Montes em perigo máximo. Os dados são do Instituto Português do Mar e da Atmosfera.