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São 09h. A Missão Escola Pública antecipa um novo prolongamento dos prazos pra correção dos exames da segunda fase e dos pedidos de revisão de prova da primeira época. A porta-voz Cristina Mota diz que ainda há professores a receber items para avaliação. E que, por isso, há escolas que já comunicaram aos docentes que o prazo para a correção e reavaliação destas provas vai ser alargado até quinta-feira, dia 6. A data limite inicialmente prevista era o dia de hoje, mas à Rádio Observador, a porta-voz da Missão Escola Pública aponta para alguns constrangimentos.

Temos confirmação que nem todos os relatores têm condições para terminar o seu trabalho no dia de hoje. Portanto, as escolas já indicaram o prolongamento do prazo para o trabalho desses professores até dia 6. Temos informação, inclusive, que ontem chegaram convocatórias para mais professores conseguirem fazer a reapreciação de provas que estão em falta e também no que diz respeito aos classificadores que estão a classificar os exames da segunda fase, também ontem ainda tivemos indicação que alguns vão receber mais itens. Portanto, consideramos impossível o trabalho estar concluído no dia de hoje, aliás, à semelhança do que aconteceu na primeira fase.

Sendo que ainda ontem no Parlamento, o ministro da Educação dava conta de que 97% dos exames da segunda fase já estavam corrigidos. Também cerca de metade das provas de reapreciação da primeira fase estavam corrigidas e classificadas. Ainda assim, apesar das aparentes melhorias nesta segunda fase, Cristina Mota considera que o governo foi irresponsável e que isso vai afetar a entrada dos jovens no ensino superior.

Tendo em conta inclusive o investimento que foi apontado, 2,5 milhões de euros para se corrigir os problemas da primeira fase, entendemos que nesta fase não deveria de existir qualquer problema e entendemos que foi, de alguma forma, irresponsável o avançar para esta fase nos mesmos moldes da primeira, que já tinha dado problemas, ficando impossível concretizar a principal frase dita por Fernanda Alexandre, que é: "Nenhum aluno será prejudicado". Entendemos que neste momento já é impossível tal acontecer.

A porta-voz da Missão Escola Pública, Cristina Mota, que esteve na última hora em direto aqui na Rádio Observador, não acredita que as pautas com as novas notas dos exames sejam afixadas na data prevista, que será na próxima sexta-feira. A Procuradoria Europeia está a investigar contratos feitos pela Polícia Judiciária durante a liderança de Luís Neves. Amadeu Guerra não foi informado, mas a Direção Nacional da PJ já foi chamada a fornecer os documentos necessários para a investigação. A notícia é avançada pela CNN Portugal. A Procuradoria Europeia informa que até o momento foram feitas apenas diligências de recolha de dados. Em causa estão contratos celebrados para remodelações e empreitadas feitas em edifícios da Judiciária, alguns dos quais estabelecidos com a Constro Barcelos, a mesma empresa responsável pelas obras na casa do Ministro da Administração Interna. Esta empresa faturou mais de dois milhões de euros quando Luís Neves foi diretor nacional da Judiciária nos períodos entre 2019 e 2025. A CNN refere ainda que este procedimento não foi comunicado ao Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra, por dever de sigilo, mas o atual diretor da Judiciária já está a par da situação. Carlos Cabreiro já foi convocado para uma reunião com representantes da Procuradoria Europeia. Luís Neves saúda a investigação e diz também estar inteiramente disponível a colaborar com as autoridades. As polémicas a envolver o ministro da Administração Interna são o tema do Explicador desta manhã. Para ouvir já a seguir, são nossos convidados o socialista Pedro Costa e o social-democrata Duarte Pacheco. Para hoje está prevista uma reunião de emergência dos ministros da Administração Interna da União Europeia e alguns representantes de países do espaço Schengen sobre a crise migratória em Ceuta. O encontro foi convocado depois de 22 líderes europeus terem pedido, no último sábado, uma reunião para avaliar e para responder à entrada ilegal de dezenas de milhares de pessoas no enclave espanhol. Portugal não subscreveu este pedido, mas Luís Neves vai participar na reunião por videoconferência. No encontro participam também países do espaço Schengen que não pertencem à União Europeia: Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, além de entidades como a Europol, Frontex ou a Agência Europeia para o Asilo. Ontem à noite, os governos de Marrocos e de Espanha voltaram a trocar acusações. O Ministério Marroquino dos Negócios Estrangeiros diz que avisou o executivo de Pedro Sanchez do que poderia acontecer com a chegada de milhares de imigrantes a Ceuta e que o avisou dias antes da crise, responsabilizando a decisão do Supremo Tribunal Espanhol, que proíbe o repatriamento imediato de um imigrante que entre por via marítima em Ceuta ou Melilha. O governo de Madri recusa que essa alteração tenha contribuído para a crise migratória. Noite de troca de ataques entre Ucrânia e Rússia. No total, morreram nove pessoas, 13 ficaram feridas. A Ucrânia atacou um armazém perto de Moscovo. De acordo com o governo, morreram cinco pessoas e nove ficaram feridas. Kiev atacou ainda um outro armazém em São Petersburgo, que pertencia à principal retalhista online da Rússia. Há registro de mais uma vítima mortal no ataque com um drone vindo da Ucrânia em Belgorod. Do outro lado, as forças russas lançaram ataques numa zona perto da fronteira com a Ucrânia. As autoridades locais adiantam que morreram três pessoas em casa, duas crianças e uma mulher. Ficaram ainda quatro pessoas feridas. São agora 09h06. Antes do Explicador, Carla, que outras notícias há a destacar? A SEDES apela à proteção da refinaria de Sines em nome do interesse nacional e da autonomia estratégica. De acordo com o jornal Eco, a Associação para o Desenvolvimento Económico e Social enviou esta posição ao Presidente da República, ao Primeiro-Ministro e aos partidos com assento parlamentar. Perante a possibilidade de se concretizar o negócio entre a Galp e a MUEFE, a SEDES teme que Portugal perca o controle da capacidade de refinação, aumentando a dependência externa. Israel e Líbano iniciam hoje uma nova ronda de negociações, liderada pelos Estados Unidos, em Roma. O objetivo do encontro é aperfeiçoar o modelo das chamadas zonas-piloto, que prevê a retirada das tropas de Israel. Prevê também o posicionamento de forças regulares de Beirute e a consolidação da segurança na fronteira entre os dois países. Esta ronda de conversações deve decorrer até à próxima quinta-feira. E já está disponível o segundo episódio do novo podcast Plus do Observador. Chama-se "A Vida Dupla do Espião Traidor" e conta a história do espião português que foi apanhado a vender segredos à Rússia. A investigação foi lançada em 2015 e permitiu descobrir uma vida paralela do funcionário do SIS, que passava pela noite e por várias relações com mulheres da Europa de Leste.

Natália é outra mulher na vida do espião, a terceira. Também ela é russa. Carvalhão Gil costuma vê-la no bar VIP, em Lisboa. É ali, num bar de alterne no centro da cidade, que a mulher trabalha. Conhecem-se há anos, muito antes de o espião começar a ser investigado. Encontram-se quase todos os dias. Carvalhão Gil é cliente regular do bar onde Natália trabalha. Mas não é só no bar VIP que o espião é visto a entrar quase a um ritmo diário. Durante as ações de vigilância, vai somando visitas a bares de alterne e de striptease por toda a cidade e arredores. Elza, Tatiana e Natália são todas investigadas pelo SIS, que procura alguma ligação aos serviços secretos russos.

O ator Ivo Canelas é o narrador desta série, que conta também com a música original de Bruno Pernadas. A investigação e os guiões são do jornalista Pedro Rainho. Todas as terças-feiras há um novo episódio, mas já sabe que se for assinante Standard ou Premium do Observador, tem acesso antecipado à série completa.